Arquivos | Análise crítica do Livro Espiritismo Revisado RSS feed for this section

Ressurreição ; Juízo Final

15 out

Ressurreição ; Juízo Final

 

Ressurreição

 

No seu livro, WW dá uma boa explicação para um tipo de Ressurreição:

 

Ressurreição (sentido 1): É a volta à vida, no mesmo corpo, após permanecer por algum tempo morto. Alguém sofre um acidente. O coração para, a respiração cessa. Permanece assim por dez minutos. Aí chegam os médicos, aplicam os primeiros socorros e a pessoa tem suas funções vitais restauradas. Essa pessoa ressuscitou.”

 

Neste contexto, o versículo de Hebreus 9 : 27, como entendem os evangélicos e católicos, fica invalidado, pois, afirmam que só se morre uma vez.

 

Hebreus 9 : 27 – E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,

 

Então, a explicação para Hebreus 9 : 27  é a seguinte :

Com este nosso corpo, normalmente, só morreremos uma vez, e depois, responderemos por nossos atos.

 

Depois, WW ,cita a Ressurreição de Lázaro, e, mais adiante, a Ressurreição no Final dos Tempos.

 

“Na Bíblia, os exemplos são um pouco mais complexos. Por exemplo, Lázaro teria permanecido morto por vários dias, e depois, ressuscitou”.

 

Vamos, então, mostrar o que a Doutrina dos Espíritos nos ensina sobre estes assuntos:

 

Livro A Gênese – Cap XIV - Os Fluidos

 

O laço fluídico que o prende ao corpo, só por ocasião da morte se rompe definitivamente; a separação completa somente se dá por efeito da extinção absoluta da atividade vital.

Enquanto o corpo vive, o Espírito, a qualquer distância que esteja, é instantaneamente chamado à sua prisão, desde que a sua presença aí se torne necessária. Ele, então, retoma o curso da vida exterior de relação.

 

Livro A Gênese – Cap. XV – Ressurreições

 

30. - Em certos estados patológicos, quando o Espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí está por um fio.

 

Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se ache definitivamente extinta.

 

Enquanto não se haja rompido o último fio, pode o Espírito, quer por uma ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo.

 

Em Eclesiastes, Salomão nos fala do fio de prata, que é, exatamente, este laço fluídico, que nos liga ao corpo :

 

Eclesiastes 12: 6-7

6 - antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 – e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

 

É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições. É a planta a renascer, como às vezes se dá, de uma só fibrila da raiz.

Quando, porém, as últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal, ou quando este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se torna todo regresso à vida.

 

40. – A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, de nenhum modo infirma este princípio. Ele estava, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se, porém, que há letargias que duram oito dias e até mais.

Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando são atacados os órgãos essenciais à vida.

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Cap. VIII – Da Emancipação da Alma , os Espíritos explicam sobre Letargia, Catalepsia e Mortes Aparentes.

Letargia: estado caracterizado por sono profundo e demorado, causado por distúrbios cerebrais ou por perda momentânea do controle cerebral. (N. E.).

 

Catalepsia: estado caracterizado pela rigidez dos músculos e imobilidade; pode ser provocado por afecções nervosas ou induzidas, como, por exemplo, pelo hipnotismo (N. E.).

 

422 Os letárgicos e os catalépticos vêem e ouvem geralmente o que se passa ao redor deles, mas não podem se manifestar; é pelos olhos e ouvidos do corpo que vêem e ouvem?

Não. É pelo Espírito; o Espírito tem conhecimento dos fatos, mas não pode se comunicar.

 

422 a Por que não pode se comunicar?

O estado do corpo se opõe a isso; esse estado peculiar dos órgãos vos dá a prova de que existe no homem outra coisa além do corpo, uma vez que o corpo não funciona mais, mas o Espírito ainda age.

 

 423 Na letargia, o Espírito pode se separar inteiramente do corpo, de maneira a dar-lhe todas as aparências da morte e voltar em seguida?

Na letargia, o corpo não está morto, uma vez que há funções vitais que permanecem. A vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida, mas não está aniquilada.

Portanto, o Espírito está unido ao corpo enquanto este vive. Mas quando os laços são rompidos pela morte real, há a desagregação dos órgãos, a separação é completa e o Espírito não retorna mais.

Quando um homem aparentemente morto retorna à vida, é que o processo da morte não estava consumado.

 

424 Pode-se, por meio de cuidados dados a tempo, reatar os laços prestes a se romper e tornar à vida um ser que, por falta de socorro, estaria definitivamente morto?

Sim, sem dúvida, e tendes a prova disso todos os dias. O magnetismo é freqüentemente, nesse caso, um poderoso meio, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta e que era insuficiente para manter o funcionamento dos órgãos.

 

A letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio, que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento por uma causa fisiológica.Diferem em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral e dá ao corpo todas as aparências da morte.

Na catalepsia, é localizada e pode afetar uma parte mais ou menos extensa do corpo, de maneira a deixar a inteligência livre para se manifestar, o que não permite confundi-la com a morte.

A letargia é sempre natural; a catalepsia é algumas vezes espontânea, mas pode ser provocada ou desfeita artificialmente pela ação magnética.

 

E, um pouco adiante, WW cita a Ressurreição final:

 

“Ressurreição (sentido 2) Esse é mais complexo. Trata-se daressurreição final, ou destino final das pessoas. O conceito bíblico, nesse caso, é que todas as pessoas, de todos os tempos, um dia, voltarão à vida.”

“Contra a validade dessa ideia, os Espíritas perguntam: “como é que se pode voltar ao mesmo corpo se esse corpo se deteriorou? Como é que se pode voltar ao mesmo corpo se os átomos que fizeram parte do corpo do meu bisavô já estão fazendo parte de outros corpos?”

 

Em O Livro dos Espíritos -Parte 4ª- Cap. II- Das Penas e Gozos Futuros , São Luiz nos fala sobre a Ressurreição da carne e, depois Allan Kardec nos faz um resumo sobre o assunto:

 

Ressurreição da carne

 

1010 O dogma da ressurreição da carne é a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?

Como quereis que fosse de outro modo? Como acontece com outras palavras, estas apenas parecem despropositadas aos olhos de certas pessoas quando são tomadas ao pé da letra. É por isso que levam à incredulidade.

Mas dai-lhes uma  interpretação lógica, e aqueles que chamais livres-pensadores a admitirão sem  dificuldade, precisamente porque raciocinam. Não vos enganeis, os livres-pensadores anseiam e desejam crer. Eles têm, como os outros, e até mais, sede de futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente.

 

A doutrina da pluralidade das existências está de acordo com a justiça de Deus, apenas ela pode explicar o inexplicável; como querer que o seu princípio não esteja na própria religião?

 

1011 Assim a Igreja, pelo dogma da ressurreição da carne, ensina a doutrina da reencarnação?

É evidente. Essa doutrina é, aliás, a conseqüência de muitas coisas que passaram despercebidas e dentro em pouco serão, nesse sentido, reconhecidas. Em breve, se reconhecerá aquilo que o Espiritismo ressalta a cada passo, até mesmo do texto das Escrituras sagradas.

 

Os Espíritos não vêm, portanto, subverter a religião, como alguns pretendem; vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis;

mas, como chegou o tempo de não mais empregar a linguagem figurada, exprimem-se sem alegoria e dão às coisas um sentido claro e preciso, que não possa estar sujeito a nenhuma interpretação falsa. Eis por que, daqui a algum tempo, tereis mais pessoas sinceramente religiosas e crentes do que tendes hoje.

São Luís

A ciência, de fato, demonstra a impossibilidade da ressurreição de acordo com a idéia que se faz dela. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersos e reduzidos a pó, ainda se conceberia sua união em um determinado tempo; mas as coisas não se passam assim.

 

O corpo é formado de diversos elementos: oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono, etc. Pela decomposição, esses elementos se dispersam e vão servir à formação de novos corpos, de modo que a mesma molécula, de carbono, por exemplo, terá entrado na composição de muitos milhares de corpos diferentes (falamos apenas dos corpos humanos, sem contar os dos animais).

 

É possível que determinado indivíduo tenha, talvez, em seu corpo moléculas que pertenceram aos homens das idades primitivas; que essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis em vosso alimento provenham talvez do corpo de um indivíduo que conhecestes, e assim por diante.

Estando a matéria em quantidade definida e suas transformações em quantidades indefinidas, como cada um desses corpos poderia se reconstituir dos mesmos elementos? Existe aqui uma impossibilidade material.

 

Não se pode, portanto, admitir racionalmente a ressurreição da carne a não ser como uma figura que simboliza o fenômeno da reencarnação, e então não há nada mais em choque com a razão, nada que esteja em contradição com os dados da ciência.

 

Jó 7 : 9 – 10 nos diz : Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá”.

 

Estes versículos provam duas coisas :

 

1Não se volta a viver com o mesmo corpo ( depois que o laço espiritual é rompido).

 

2Prova que a Ressurreição da carne, que acontecerá no Final dos Tempos, como acreditam evangélicos e católicos, NÃO poderá ser assim.

 

A Ciência prova que o corpo se decompõe. Aliás, em Eclesiastes está escrito :

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

 

Juízo Final

 

No livro A Gênese – Cap. XVII – Predições do Evangelho, os Espíritos, através de Allan Kardec, nos ensinam sobre o Juízo Final:

 

62.Ora, quando o Filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á no trono de sua glória; – e, reunidas à sua frente todas as nações, ele separará uns dos outros, como um pastor separa dos bodes as ovelhas, e colocará à sua direita as ovelhas e à sua esquerda os bodes. – Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, etc. (São Mateus, cap. XXV, vv. 31 a 46. – O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV.)

 

63. – Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe  perturbações.

 

Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber.

 

Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los Espíritos melhores.

Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: «Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda.» (Cap. XI, nos 31 e seguintes.)

 

64. – A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição.

 

Que utilidade teriam então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para iluminar o mundo? Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para tão pouco tempo e a beneficio de seres votados de antemão, em sua maioria, aos suplícios eternos.

 

65. – Materialmente, a idéia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a Humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o Universo contém.

É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as Humanidades pela eternidade em fora e entre os quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível.

 

Vê-se, só por este fato, que  tinha razão de declarar a seus discípulos: «Há muitas coisas que não vos posso dizer, porque não as compreenderíeis», dado que o progresso das ciências era indispensável para uma interpretação legítima de algumas de suas palavras.

Certamente, os apóstolos,  Paulo e os primeiros discípulos teriam estabelecido de modo muito diverso alguns dogmas se tivessem os conhecimentos astronômicos, geológicos, físicos, químicos, fisiológicos e psicológicos que hoje possuímos. Daí vem o ter Jesus adiado a completação de seus ensinos e anunciado que todas as coisas haviam de ser restabelecidas.

 

66. – Moralmente, um juízo definitivo e sem apelação não se concilia com a bondade infinita do Criador, que Jesus nos apresenta de contínuo como um bom Pai, que deixa sempre aberta uma senda para o arrependimento e que está pronto sempre a estender os braços ao filho pródigo. Se Jesus entendesse o juízo naquele sentido, desmentiria suas próprias palavras.

 

Ao demais, se o juízo final houvesse de apanhar de improviso os homens, em meio de seus trabalhos ordinários, e grávidas as mulheres, caberia perguntar-se com que fim Deus, que não faz coisa alguma inútil ou injusta, faria nascessem crianças e criaria almas novas naquele momento supremo, no termo fatal da Humanidade.

 

Seria para submetê-las a julgamento logo ao saírem do ventre materno, antes de terem consciência de si mesmas, quando, a outros, milhares de anos foram concedidos para se inteirarem do que respeita à própria individualidade?

Para que lado, direito ou esquerdo, iriam essas almas, que ainda não são nem boas nem más e para as quais, no entanto, todos os caminhos de ulterior progresso se encontrariam desde então fechados, visto que a Humanidade não mais existiria? (Cap. II, nº 19.)

Conservem-nas os que se contentam com semelhantes crenças; estão no seu direito e ninguém nada tem que dizer a isso; mas, não achem mau que nem toda gente partilhe delas.

 

67.O juízo, pelo processo da emigração, conforme ficou explicado acima (nº 63), é racional;

 

funda-se na mais rigorosa justiça, visto que conserva para o Espírito, eternamente, o seu livre-arbítrio;

 

não constitui privilégio para ninguém;

 

a todas as suas criaturas, sem exceção alguma, concede Deus igual liberdade de ação para progredirem;

 

o próprio aniquilamento de um mundo, acarretando a destruição do corpo, nenhuma interrupção ocasionará à marcha progressiva do Espírito.

 

Tais as conseqüências da pluralidade dos mundos e da pluralidade das existências.

 

Segundo essa interpretação, não é exata a qualificação de juízo final, pois que os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos por eles habitados, até que atinjam certo grau de perfeição.

 

Não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas  juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos, por efeito das quais se operam as grandes emigrações e imigrações de Espíritos.

 

Jesus disse que, Deus não é Deus de mortos, e sim, de vivos. O que morre é a carne, mas o espírito sobrevive .

 

Mateus 22: 31-32

31E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:

32 – Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

 

Marcos 12: 24-27

24 – Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?

25 – Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.

26 – Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?

27 – Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.

 

Lucas 20 : 38 – Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.

 

E, WW, comenta ainda:

 

“A Bíblia deixa transparecer que será um corpo diferente (uns trechos usam a expressão “corpo glorificado”), mas será a mesma pessoa, mesmas memórias, mesma história.

 

Corpo glorificado   =  CORPO ESPIRITUAL

 

I Coríntios 15 :  44  Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual.

Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

 

No próximo Post responderei a WW, que não aceita que João Batista era Elias reencarnado.


Viver na carne – Paulo – Filipenses 1: 21 – 24

13 out

Viver na carne – Paulo – Filipenses 1: 21 – 24

Viver na carne

 

WW, como todos os evangélicos e católicos não acredita que Elias e João Batista eram um mesmo espírito.

Eu digo que blasfemam, ao não aceitar as palavras de Jesus, por puro preconceito, uma vez que Jesus foi explícito em suas afirmações.

Digo mais, TODOS MORREM. Até Jesus morreu. Por que Elias não teria morrido ?

 

E, WW escreve ainda em seus “textos explícitos”:

 

“Textos explícitos”

“O quarto posicionamento, ou seja, textos que supostamente explicitam a reencarnação também são muito usados. O mais famoso deles é sobre Elias e
João Batista.”

“Mas não é só isso. Repare que Elias foi “tomado”, e não “morreu”. Ora, se não morreu, como pode reencarnar como João Batista?”

 

Elias morreu, sim, pois TODOS morrem.

 

Salmo 82 : 7 – Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.

 

Salmo 89 : 48 – Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?

 

E, Jesus reafirmou isso, quando disse que João Batista era Elias.

 

Mateus 17: 12- 13

 12  EU, porém,VOS DECLARO, que ELIAS JÁ VEIO, e não o reconheceram;

antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

 

13  Então, OS DISCÍPULOS ENTENDERAM  que lhes falara a respeito de JOÃO BATISTA.

 

Os discípulos entenderam. Por que católicos e evangélicos não conseguem entender?

 

 

E, WW continua escrevendo:

 

“Palavras sinônimas”

“Reencarnação: significa que o espírito do ser humano volta a habitar um outro corpo de ser humano. Eu posso ter tido muitas vidas, mas em corpos diferentes”

 

É exatamente isto, WW.

 

O apóstolo Paulo na carta aos Filipenses , deixa bem claro um texto sobre Reencarnação, quando diz que,  por causa dos filipenses ( e certamente muitos outros) prefere continuar na carne.

 

Filipenses 1 : 21 – 24

 

21  Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

 

22  Entretanto, SE O VIVER NA CARNE traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.

 

23  Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

 

24  Mas, por vossa causa, é mais necessário PERMENECER NA CARNE.

 

Paulo estava falando sobre a dificuldade em viver na carne, isto é, encarnado.

 

Queria partir para o plano espiritual, mas sabia que o trabalho dele de evangelização, exigia que permanecesse encarnado.

 

Texto, mais claro, que a água cristalina da fonte.

 

O próximo Post será sobre a Ressurreição de Lázaro e Letargia.

Alteração pela Igreja Católica

13 out

Alteração pela Igreja Católica

 

WW duvida que as alterações ocorridas na Bíblia tenham invertido um conceito ( se referindo ao conceito de Reencarnação):

 

“Alteração pela Igreja católica.”

“Certamente a Bíblia sofreu transformações. Muitas oriundas da evolução dos idiomas e talvez algumas propositais. Mas a questão que fica é:seriam essas alterações em volume suficiente para inverter completamente um conceito?”

 

Eu digo que sim, e isto já ficou comprovado em Posts anteriores.

 

WW escreve, ainda :

 

“Estou afirmando que não há diferenças que justifiquem  afirmativa de que “tiraram a reencarnação da Bíblia”. Para isso, alguém teria que mostrar, num texto antigo, um trecho que falasse de reencarnação e mostrasse o texto atual alterado. Isso NÃO ocorre.”

 

Ocorre, sim. E, mais uma vez digo, que foi comprovado em Posts anteriores:

 

Êxodo 20 : 5 ;

Êxodo 34 : 6 – 7 ;

Deuteronômio 18 : 9 – 11 ;

Salmo 19 : 7 ;

Salmo 23 ;

Salmo 85 : 6 ;

Salmo 90 : 3 – 4 ;

Salmo 126 : 4 – 6 ;

Jó 1: 21 ;

Tito 3 : 5 ;

Tiago 3 : 6 ;

João 9 : 4 ;

Efésios 2: 10.

 

Só para uma pequena comprovação, voltarei a mostrar alguns textos cujos estudos, feitos pelo Dr. Severino Celestino da Silva, já foram apresentados antes.

 

Estão resumidos, mas, poderão ser lidos totalmente, em Posts anteriores:

 

Salmo 19 : 7

 

Salmo 19: 7  A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.

 

Tradução resultante do original em Hebraico :

 

“O ensinamento de Deus é perfeito, faz o espírito voltar.

O testemunho de Deus é verdadeiro, transforma o simples em sábio.”

 

Observe a tradução feita pelas seguinte Bíblias :

 

Bíblia on-line:

Salmo 19 : 7 - A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.

 

Mudou todo o sentido do ensinamento.

 

* Bíblia Protestante da SBB – Sociedade Bíblica do Brasil :

“ A Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma (?????) .

O Testemunho de Deus é fiel, e dá sabedoria ao simples”

 

Bíblia Mensagem de Deus – Edições Loyola :

“ A lei do Senhor é sem defeito, ela conforta a alma (????).

Seguro é o testemunho do Senhor, torna sábios os simples”

 

Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas :

“ A lei  Iahvéh é perfeita, faz a vida voltar (????).

O testemunho de Iahvéh é firme, torna sábio os simples”

 

Comentário :

 

Nota-se, nitidamente, a omissão do trecho “faz o espírito voltar”.

 

É obvio que a igreja jamais aceitaria tal tradução!

 

Salmo 23 – Salmo de Davi

 

1 – O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

2 – Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;

3 - refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça  amor do seu nome.

 

4 – Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

5 – Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

6 – Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.

 

Tradução resultante do original em Hebraico :

“ Adonai é meu pastor, nada me faltará. Em verdes pastagens me fará descansar. Para a tranqüilidade das águas me conduzirá.

Fará meu espírito retornar, e me guiará por caminhos justos, por causa do seu nome.

 

Ainda que eu  pelo vale da morte, não temerei nenhum mal, pois tu estarás comigo. Teu bastão e teu cajado me confortarão. Diante de mim prepararás uma mesa, na presença dos meus provocadores.

Tu ungirás minha cabeça com óleo; minha taça transbordará. Certamente, bondade e benevolência me seguirão, todos os dias da minha vida. E voltarei na casa de Adonai por longos anos.”

 

Tradução do Centro Bíblico Católico – Editora Ave Maria :

“ O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma (????).

 

Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estás comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. Preparais para mim a mesa a vista dos meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, transborda a minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias da minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

 

Comentário:

Observem que, na tradução acima, o trecho fará meu espírito voltar” foi substituído por “restaura as forças de minha alma…”

 

Epístola  de   Paulo   a   Tito (Tito 3 : 5)

  

Tito 3: 5 - não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,  

 

Tradução bíblica :

“Não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo”

 

Texto Grego Transliterado :

“…Ouk ex ergôn tôn en dikaiosunê a epoiêsamen êmeis alla kata to autou eleos esôsen êmas dia loutrou paliggenesias kai anakainôseôs pneumatos agiou “

 

Comentário :

 

Leiam com atenção o Texto Grego Transliterado.

 

Verificamos, mais ao final,  aparecimento da  palavrapaliggenesias” ( παλιγγενεσίας - primeira palavra da terceira linha do texto em grego – Palavra Grifada ), que em português se escreve de forma muito parecida, ou seja : Palingenesia.

 

A palavra palingenesia, composta pelo prefixo pálin” (de novo), e génesis” (origem, nascimento), significa “Renascimento”, “Novo Nascimento” ou simplesmente Reencarnação”.

 

Expressão Traduzida Resultante do Original Grego :

 

 “…não por obras da justiça que tivéssemos feito, mas segundo sua misericórdia nos salvou pelo lavatório da reencarnação, e pelo renascimento de um  espírito santo

 

 

Tiago 3 : 6

 

Em Tiago 3: 6,  a expressãoroda da vida”,  que é conhecida como sinônimo de renascimento ou reencarnação,

aparece traduzida com outras palavras : “carreira da existência humana”.

 

Tiago 3: 6 – Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade;

a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.

 

Através de um estudo de strongs da Bíblia on line, comprovei a alteração :

 

toda a carreira <5164> da existência humana <1078>,

 

5164 trocov trochos –   roda

 1078 genesiv genesis 

1) fonte, origem

2) usado para nascimento, natividade

3) daquilo que segue a origem, i.e. existência, vida

3a) roda da vida, ciclo vital (#Tg 3.6).

 

Roda da vida  =  renascimento, reencarnação

 

Tiago 3: 6 – Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade;

a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a REENCARNAÇÃO , como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.

 

Então, volto a colocar as “afirmações” de WW, negando que tenha havido alterações na Bíblia.

 

“Estou afirmando que não há diferenças que justifiquem  afirmativa de que “tiraram a reencarnação da Bíblia”. Para isso, alguém teria que mostrar, num texto antigo, um trecho que falasse de reencarnação e mostrasse o texto atual alterado. Isso NÃO ocorre.”

 

Portanto, WW, há, sim, textos que comprovam que as alterações na Bíblia, “tiraram” a Reencarnação.

 

Basta que se estude os textos, sem preconceito.

———————————————————————

O próximo Post  sobre VIVER NA CARNE, será breve, porque desenvolverei o tema Reencarnação em outros Posts.

Cego de Nascença

12 out

Cego de Nascença

 

WW, seguindo a sua análise sobre o Espiritismo, escreve :

 

4) “Textos aparentemente explícitos quanto à reencarnação.”

 

WW faz um análise deste texto da Bíblia, sobre o cego de nascença, muito simplista, dizendo, inclusive:

E, além disso, eles acreditavam sim, que era possível pecar antes de nascer… mas pecar NO VENTRE.”.

 

Fica evidente, que ele não entendeu nada sobre o que a Doutrina Espírita relata sobre o assunto.

 

Por isso, vou colocar o texto Cego de Nascença, que está no livro A GÊNESE – Cap. XV – Os milagres do Evangelho.

 

Cego de Nascença

 

24. – Ao passar, viu Jesus um homem que era cego desde que nascera; – e seus discípulos lhe fizeram esta pergunta: Mestre, foi pecado desse homem, ou dos que o puseram no mundo, que deu causa a que ele nascesse cego?

Jesus lhes respondeu: Não é por pecado dele, nem dos que o puseram no mundo; mas, para que nele se patenteiem as obras do poder de Deus.

 

É preciso que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem depois a noite, na qual ninguém pode fazer obras.

 

Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

 

Tendo dito isso, cuspiu no chão e, havendo feito lama com a sua saliva, ungiu com essa lama os olhos do cego – e lhe disse: Vai lavar-te na piscina de Siloé, que significa Enviado. Ele foi, lavou-se e voltou vendo claro.

 

Seus vizinhos e os que o viam antes a pedir esmolas diziam: Não é este o que estava assentado e pedia  esmola? Uns respondiam: É ele; outros diziam: Não, é um que se parece com ele. O homem, porém, lhes dizia: Sou eu mesmo.

 

– Perguntaram-lhe então: Como se  abriram os olhos? – Ele respondeu: Aquele homem que se chama Jesus fez um pouco de lama e passou nos meus olhos, dizendo: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. – Disseram–lhe: Onde está ele? Respondeu o homem: Não sei.

 

Levaram então aos fariseus o homem que estivera cego. – Ora, fora num dia de sábado que Jesus fizera aquela  lama e lhe abrira os olhos.

Também os fariseus o interrogaram para saber como recobrara a vista. Ele lhes disse: Ele me pôs lama nos olhos, eu me lavei e vejo.

Ao que alguns fariseus retrucaram: Esse homem não é enviado de Deus, pois que não guarda o sábado. Outros, porém, diziam: Como poderia um homem mau fazer prodígios tais? Havia, a propósito, dissensão entre eles.

 

Disseram de novo ao que fora cego: E tu, que dizes desse homem que te abriu os olhos? Ele respondeu: Digo que é um profeta.

- Mas, os judeus não acreditaram que aquele homem houvesse estado cego e que houvesse recobrado a vista, enquanto não fizeram vir o pai e a mãe dele – e os interrogaram assim: É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora vê?

- O pai e a mãe responderam: Sabemos que esse é nosso filho e que nasceu cego; – não sabemos, porém, como agora vê e tampouco sabemos quem lhe abriu os olhos. Interrogai-o; ele já tem idade, que responda por si mesmo.

 

Seu pai e sua mãe falavam desse modo, porque temiam os judeus, visto que estes já haviam resolvido em comum que quem quer que reconhecesse a Jesus como sendo o Cristo seria expulso da sinagoga. – Foi o que obrigou o pai e a mãe do rapaz a responderem: Ele já tem idade; interrogai-o.

 

Chamaram segunda vez o homem que estivera cego e lhe disseram: Glorifica a Deus; sabemos que esse homem é um pecador. Ele lhes respondeu: Se é um pecador, não sei, tudo o que sei é que estava cego e agora vejo.

 

- Tornaram a perguntar-lhe: Que te fez ele e como te abriu os olhos?Respondeu o homem: Já vo-lo disse e bem o ouvistes; por que quereis ouvi-lo segunda vez? Será que queirais tornar-vos seus discípulos?

- Ao que eles o carregaram de injúrias e lhe disseram: Sê tu seu discípulo; quanto a nós, somos discípulos de Moisés. – Sabemos que Deus falou a Moisés, ao passo que este não sabemos donde saiu.

 

O homem lhes respondeu: É de espantar que não saibais donde ele é e que ele me tenha aberto os olhos.

 

– Ora, sabemos que Deus não exalça os pecadores; mas, àquele que o honre e faça a sua vontade, a esse Deus exalça.

 

– Desde que o mundo existe, jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. – Se esse homem não fosse um enviado de Deus, nada poderia fazer de tudo o que tem feito.

 

Disseram-lhe os fariseus: Tu és todo pecado, desde o ventre de tua mãe, e queres ensinar-nos a nós? E o expulsaram. ( João, cap. IX, vv. 1 a 34.)

 

25. – Esta narrativa, tão simples e singela, traz em si evidente o cunho da veracidade. Nada aí há de fantasista, nem de maravilhoso. É um cena da vida real apanhada em flagrante.

 

A linguagem do cego é exatamente a desses homens simples, nos quais o bom-senso supre a falta de saber e que retrucam com bonomia aos argumentos de seus adversários, expendendo razões a que não faltam justeza, nem oportunidade.

 

O tom dos fariseus, por outro lado, é o dos orgulhosos que nada admitem acima de suas inteligências e que se enchem de indignação à só idéia de que um homem do povo lhes possa fazer observações.

 

Afora a cor local dos nomes, dir-se-ia ser do nosso tempo o fato.

 

Ser expulso da sinagoga equivalia a ser posto fora da Igreja. Era uma espécie de excomunhão.

 

Os espíritas, cuja doutrina é a do Cristo de acordo com o progresso das luzes atuais, são tratados como os judeus que reconheciam em Jesus o Messias.

 

Excomungando-os, a Igreja os põe fora de seu seio, como fizeram os escribas e os fariseus com os seguidores do Cristo.

 

Assim, aí está um homem que é expulso porque não pode admitir seja um possesso do demônio aquele que o curara e porque rende graças a Deus pela sua cura!

 

Não é o que fazem com os espíritas? Obter dos Espíritos salutares conselhos, a reconciliação com Deus e com o bem, curas, tudo isso é obra do diabo e sobre os que isso conseguem lança-se anátema.

 

Hebreus 1 : 14 - Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Hebreus 2 : 1 – 4

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

 

como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

 

dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

 

Não se têm visto padres declararem, do alto do púlpito, que é melhor uma pessoa conservar-se incrédula do que recobrar a fé por meio do Espiritismo?

 

Não há os que dizem a doentes que estes não deviam ter procurado curar-se com os espíritas que possuem esse dom, porque esse dom é satânico?

 

Não há os que pregam que os necessitados não devem aceitar o pão que os espíritas distribuem,  ser do diabo esse pão?

 

Que outra coisa diziam ou faziam os padres judeus e os fariseus? Aliás, fomos avisados de que tudo hoje tem que se passar como ao tempo do Cristo.

 

 

Observação:

Não é esta, a atitude dos pastores, atualmente ?

 

A pergunta dos discípulos: Foi algum pecado deste homem que deu causa a que ele nascesse cego?

 

revela que eles tinham a intuição de uma existência anterior, pois, do contrário, ela careceria de sentido,

visto que um pecado somente pode ser causa de uma enfermidade de nascença, se cometido antes do nascimento, portanto, numa existência anterior.

 

Se Jesus considerasse falsa semelhante idéia, ter-lhes-ia dito: «Como houvera este homem podido pecar antes de ter nascido?»

 

Em vez disso, porém, diz que aquele homem estava cego, não por ter pecado, mas para que nele se patenteasse o poder de Deus, isto é, para que servisse de instrumento a uma manifestação do poder de Deus.

 

Se não era uma expiação do passado, era uma provação apropriada ao progresso daquele Espírito, porquanto Deus, que é justo, não lhe imporia um sofrimento sem utilidade.

 

Quanto ao meio empregado para a sua cura, evidentemente aquela espécie de lama feita de saliva e terra nenhuma virtude podia encerrar, a não ser pela ação do fluido curativo de que fora impregnada.

 

É assim que as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou, se quiserem, de reservatório.

 

O próximo Post será sobre alguns comentários de WW, negando que tenha havido alterações na Bíblia, pela Igreja Católica.

A Reencarnação e alguns casos de Reencarnação.

11 out

A Reencarnação e alguns casos de Reencarnação.

 

Seguindo o texto de WW, ele diz, em seu livro :

 

3) “Dedução pelo contexto – Afirma que o ensino sobre reencarnação pode ser deduzido do contexto, ou seja, certas coisas não poderiam acontecer sem que existisse reencarnação.”

 

Então, eu fiz uma pesquisa em dois livros e na Internet, que apresentavam casos de Reencarnação.

Porém, vi que havia necessidade de , primeiro, expor o que é a Reencarnação.

 

Primeiro, colocarei textos de O Livro dos Espíritos – Cap. IV – Da Pluralidade das Existências.

 

A Reencarnação

 

166 Como a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corporal, pode acabar de se depurar?

Submetendo-se à prova de uma nova existência.

 

166 a Como a alma realiza essa nova existência? É pela sua transformação como Espírito?

A alma, ao se depurar, sofre sem dúvida uma transformação, mas para isso é preciso que passe pela prova da vida corporal.

 

166 b A alma tem, portanto, que passar por muitas existências corporais?

Sim, todos nós temos muitas existências.

Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram. Esse é o desejo  deles.

 

166 c Desse princípio parece resultar que a alma, após ter deixado um corpo, toma outro, ou seja, reencarna em um novo corpo. É assim que se deve entender?

Evidentemente.

 

167 Qual é o objetivo da reencarnação?

Expiação, melhoramento progressivo da humanidade.

Sem isso, onde estaria a  justiça?

 

168 O número de existências corporais é limitado ou o Espírito reencarna  perpetuamente?

A cada nova existência, o Espírito dá um passo no caminho do progresso. 

Quando se libertar de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das  provações da vida corporal.

 

169 O número de encarnações é o mesmo para todos os Espíritos?

Não; aquele que caminha rápido se poupa das provas. Todavia, essas encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito.

 

170 Em que se torna o Espírito após sua última encarnação?

Espírito bem-aventurado; é um Espírito puro.

 

Justiça da reencarnação

 

171 Em que se baseia o dogma da reencarnação?

 

Na justiça de Deus e na revelação, e repetimos incessantemente: um bom pai deixa sempre para seus filhos uma porta aberta ao arrependimento.

 

A razão não vos diz que seria injusto privar, para sempre, da felicidade eterna todos aqueles  cujo aprimoramento não dependeu deles mesmos?

Não são todos os homens filhos de Deus?

Só homens egoístas podem pregar a injustiça, o ódio implacável e os castigos sem perdão.

 

Todos os Espíritos estão destinados à perfeição, e Deus lhes fornece os meios de alcançá-la pelas provações da vida corporal.

 

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

II Pedro 3 : 9Não retarda o SENHOR a sua promessa, como alguns a julgam demorada ; pelo contrário , ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

Mas, na Sua justiça, lhes permite cumprir, em novas  existências, o que não puderam fazer, ou acabar, numa primeira prova.

 

Não estaria de acordo nem com a igualdade, a justiça, nem com a bondade de Deus condenar para sempre os que encontraram, no próprio meio em que viveram, obstáculos ao seu melhoramento, independentemente de sua vontade.

 

 

Se a sorte do homem estivesse irrevogavelmente fixada após a morte, Deus não teria pesado as ações de todos numa única e mesma balança e não agiria com imparcialidade.

 

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem diversas  existências sucessivas, é a única que responde à idéia que fazemos da justiça de Deus em relação aos homens que se acham numa condição moral inferior;

 

a única que pode nos explicar o futuro e firmar nossas esperanças, porque nos oferece o meio de resgatar nossos erros por novas provações. A razão nos demonstra essa doutrina e os Espíritos a ensinam.

 

Atos 14 : 22 –  .. fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

 

II Tessalonicenses 1 : 4 – 5 –  a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais, sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

O homem que tem consciência de sua inferioridade encontra na doutrina da reencarnação uma esperança consoladora. Se acredita na justiça de Deus, não pode esperar achar-se, perante a eternidade, em pé de igualdade com aqueles que agiram melhor do que ele.

 

Contudo, o pensamento de que essa inferioridade não o exclui para sempre do bem supremo que conquistará mediante novos esforços o sustenta e lhe reanima a coragem.

Mateus 11 : 12 – Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Quem é que, no término de sua caminhada, não lamenta ter adquirido muito tarde uma experiência que não pode mais aproveitar? Porém, essa experiência tardia não está perdida; tirará proveito dela numa nova  vida.

 

Em um Post mais adiante, colocarei um estudo sobre Reencarnação na Bíblia.

 

Agora, então, vamos aos casos de Reencarnação:

 

Há vários cientistas que estudam ou estudaram casos de Reencarnação.

 

 

No livro Você e a Reencarnação – Hernani Guimarães Andrade apresenta  2 (dois) exemplos:

 

Em 1954, o Prof. Hemendra Nath Banergee (1929-1985), Diretor do Departamento de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, Índia,  iniciou uma série de investigações acerca de diversos casos de crianças que se lembravam de suas vidas anteriores.

Tais casos são numerosos na Índia, bem como em diversos países do Oriente: Burma, Líbano, Sri Lanka, Turquia e outros.

 

Em 1979, quando do lançamento de um de seus livros, The Once and Future Life, Banergee afirmou que, até então, já houvera colecionado cerca de 1100  (mil e cem) casos que sugerem reencarnação.

 

O caso de George Field, nos EUA, foi estudado por Banerjee.

 

George era auditor de uma companhia de seguros em Miami, na Florida e tinha 15 anos quando Banerjee, juntamente com outros cientistas, começaram a investigar este caso.

 

George Field, em estado de hipnose profunda voltou à época de 1860, dando relatos com pormenores incríveis que ninguém conhecia e que somente com muito esforço e muita pesquisa se conseguiu verificar a veracidade desses dados tão longínquos.

 

Durante a regressão de memória, George Field assumia a personalidade de um tal Jonathan cujos dados foram todos identificados e confirmados por uma pesquisadora local, historiadora, que inclusive era extremamente céptica quanto à reencarnação.

 

A reencarnação é uma realidade e estas pesquisas de cariz rigorosamente científico nada têm a ver com crenças ou convicções filosóficas.

 

George Field foi levado à localidade onde afirmava ter vivido, Vila Jefferson, localidade esta totalmente desconhecida na vida atual. Tendo sido levado lá e estando em estado de transe hipnótico ficou espantado pela diferença da cidade entre o “antes” e o seu estado atual dando pormenores incríveis que inclusive ninguém tinha conhecimento atualmente.

 

Ele, na personalidade de Jonathan, descreve, em transe, um rio chamado South Fork (Garfo do Sul). Os pesquisadores mais tarde descobriram que o novo rio se bifurcava no South Fork e North Fork, passando o South Fork perto de Jefferson. 

Isto era muito importante e significativo, pois os mapas que os pesquisadores receberam para investigação, em New Hampshire, não indicavam o rio South Fork.

 

 

Outro investigador de casos de crianças que se lembram de vidas anteriores é o  médico, Dr. Ian Stevenson,(Professor de Psiquiatria e Diretor da Divisão de Estudos da Personalidade), na Universidade de Virgínia, em Charlottesville,  Virgínia, EE.UU.

 

Dr. Stevenson fez um levantamento  de cerca de 2600 ( dois mil e seiscentos) casos do tipo reencarnação, colhidos até o  presente em quase todo o  mundo.

 

Devido à cautela científica, ao rigoroso método empregado e à alta qualidade dos casos selecionados e divulgados pelo Dr. Ian Stevenson, ele conquistou o respeito e o crédito de grande parcela da comunidade pertencente à Ciência Oficial e interessada nos fenômenos psicológicos e também paranormais.

 

Trinta e sete anos após iniciar suas pesquisas na índia, o dr. Stevenson voltou ao país em companhia de Tom Shroder para investigar o caso de uma menina de sete anos chamada Preeti.

 

Quando foram à sua casa, o pai, Tek Ram, disse que assim que aprendera a falar, Preeti tinha afirmado para os irmãos: “Essa casa é sua, não é minha. Esses são os seus pais, não os meus”.

 

Depois dissera à irmã: “Você só tem um irmão, eu tenho quatro”.

Disse ainda que se chamava Sheila, e deu os nomes de seus “verdadeiros” pais, implorando para ser levada para casa, na cidade de Loa-Majra, onde Tek Ram e a esposa nunca tinham estado.

Eles disseram para ela parar de falar bobagens e ignoraram o caso.

 

Mas, aos quatro anos, Preeti pediu ao vizinho, um leiteiro, que a levasse para a vila. O leiteiro repetiu a história da menina para uma mulher que havia nascido em Loa-Majra e perguntou se ela conhecia alguém com os nomes que a menina disse que seus pais tinham, e se eles tinham perdido uma garota chamada Sheila.

A mulher respondeu que conhecia, e que a filha deles, Sheila, tinha sido morta, atropelada por um automóvel.

 

A história chegou até a vila e o pai da menina morta foi visitar Preeti. Segundo Tek Ram, ela reconheceu o homem e, mais tarde, quando foi até Loa-Majra, reconheceu outras pessoas.

 

Quando lhe perguntaram como tinha morrido, Preeti disse: “Caí do alto e morri”.

Quando lhe perguntaram como tinha ido parar naquele lugar, ela respondeu: “Estava sentada à beira do rio. Estava chorando. Não conseguia achar uma mamãe, então, vim para você”.

 

O que não batia com a fala de Preeti era o fato dela dizer que havia caído do alto e morrido, quando se sabia que Sheila tinha sido atropelada.

 

Dias depois, Stevenson e Shroder puderam passar por Loa-Majra e o jornalista ficou sabendo que um relatório sobre a morte de Sheila dizia que ela tinha sido jogada a mais de três metros de altura.

 

Outro detalhe que chamou a atenção é que, no acidente, Sheila tinha se machucado na coxa, e Preeti apresentava uma marca de nascença no mesmo local.

 

 

No livro do Dr. Ricardo Di Bernardi – Reencarnação e Evolução das Espécies - 2ª Parte – Cap. 4 - Gênios e Precoces: Novos Indícios de Reencarnação, ele relata alguns casos de precocidade infantil e genialidade:

 

- Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em 27 de janeiro de 1756

 

Aos 4 (quatro) anos de idade era capaz de executar uma sonata ao piano.

 

Aos 5 (cinco) anos começou a compor minuetos e outras peças musicais;

 

aos 8 (oito) anos já compunha uma ópera.

 


- Blaise Pascal, nascido em 1623, foi um célebre cientista francês.

 

Pascal aprendeu geometria sozinho , descobrindo, aos 11 (onze) anos de idade, um novo sistema geométrico.

 

Ao completar seu décimo segundo aniversário, escreveu um livro na área de física, mais exatamente sobre acústica.

 

No meio dos matemáticos, alcançou um sucesso sem precedentes sua obra, Essai pour les coniques, que Pascal escreveu aos dezessete anos de idade.

 

 

- Willian Hamilton

 

Começou a falar hebreu aos 3 ( três) anos de idade

 

e aos 7 (sete) anos foi declarado membro do Trinity College, em Dublin, Irlanda, tendo demonstrado nesta idade conhecimentos mais extensos do que a maior parte dos candidatos ao magistério.

 

Aos 13 (treze) anos Hamilton já falava 13 línguas clássicas e modernas.

 

Aos 18 (dezoito) anos já era o maior matemático da Grã-Bretanha, segundo o Dr. Raymor Johnson em seu livro Impresioned Splendor.

 

 

O próximo Post será sobre o Cego de Nascença.

 

 

 

A Alma ( continuação)

11 out

Neste Post continuarei apresentando mais ensinamentos dos Espíritos Superiores sobre a Alma.

É apenas, um resumo, pois nos livros da  Codificação há muitos outros textos.

 

Na Introdução de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec nos dá um significado simplificado do que é a Alma : é o ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo.

Alma : é o ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo.

 

Mas, ainda, em O livro dos Espíritos, 2ª Parte – Cap. II – Da encarnação dos Espíritos, os Espíritos Superiores nos esclarecem mais sobre a Alma. Vejamos :

 

A alma

134 O que é a alma? 

 

 Um Espírito encarnado.

 

134 a O que era a alma antes de se unir ao corpo?

 Um Espírito.

 

134 b As almas e os Espíritos são, portanto, uma e a mesma coisa?

 – Sim, as almas são os Espíritos.

Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível e se revestem temporariamente de um corpo carnal para se purificar e se esclarecer.

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

135 Há no homem outra coisa mais que a alma e o corpo?

 Há o laço que une a alma ao corpo.

 

Eclesiastes 12 : 6 – 7 – antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,  e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

 

135 a Qual é a natureza desse laço?

 – Semimaterial, ou seja, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que assim seja para que possam se comunicar um com o outro. É por esse princípio que o Espírito age sobre a matéria e vice-versa.

 

Desse modo, o homem é formado de três partes essenciais:

 

  1ª) O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

 

2ª) A alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;

 

3ª) O princípio intermediário ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e une a alma ao corpo físico. São como num fruto: a semente, o perisperma e a casca.

 

136 A alma é independente do princípio vital?

 – O corpo é apenas o envoltório, repetimos isso, constantemente.

 

136 b O que seria o nosso corpo se não houvesse alma?

 – Uma massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um ser humano.

 

Tiago 2: 26 – Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

 

No livro  O que é o Espiritismo ? – 2ª Parte , Allan Kardec nos dá várias informações sobre a Alma, que achei interessante compartilhar.

 

Da alma

 

108 - Onde é a sede da alma?

A alma não está, assim como se acredita geralmente, localizada em uma parte do corpo;

ela forma com o perispírito um todo fluídico, penetrável, se assimilando ao corpo inteiro, com o qual ela constitui um ser complexo, do qual a morte não é, de alguma sorte, senão um desdobramento.

 

Podem-se figurar dois corpos semelhantes, penetrados um pelo outro, confundidos durante a vida e separados depois da morte. Na morte, um é destruído e o outro permanece.

 

Durante a vida, a alma age mais especialmente sobre os órgãos do pensamento e do sentimento.

Ela é, ao mesmo tempo, interna e externa, quer dizer, ela irradia externamente; pode mesmo se afastar do corpo, se transportar para longe e aí manifestar sua presença, como provam a observação e os fenômenos do sonambulismo.

 

109 – A alma é criada ao mesmo tempo que o corpo ou anteriormente a ele?

Depois da existência da alma, esta questão é uma das mais capitais, porque da sua solução decorrem as mais importantes conseqüências; ela é a única chave possível de uma multidão de problemas insolúveis até hoje, por falta de a ter definido.

 

De duas coisas uma: ou a alma existe ou não existe antes da formação do corpo, sem que possa haver para isso um meio-termo.

Com a preexistência da alma tudo se explica lógica e naturalmente;

sem a preexistência, é mesmo impossível justificar certos dogmas da Igreja, e é essa impossibilidade de justificação que conduz tantas pessoas que raciocinam à incredulidade.

 

Os Espíritos resolveram a questão afirmativamente, e os fatos, tanto quanto a lógica, não podem deixar dúvida a esse respeito.

Que não se admita, entretanto, a preexistência da alma senão a título de simples hipótese, se se quer, e se verá aplainar a maioria das dificuldades.

 

110 – Se a alma é anterior, antes da sua união com o corpo tinha sua individualidade e a consciência de si mesma?

Sem individualidade e sem consciência de si mesma, os resultados seriam os mesmos como se ela não existisse.

 

Jeremias 1: 5 Antes que eu te formasse no ventre materno , eu te conheci e antes que saísses da madre , te consagrei profeta às nações..

 

111 - Antes de sua união com o corpo a alma cumpriu um progresso qualquer, ou estava estacionária?

O progresso anterior da alma é, ao mesmo tempo, a conseqüência da observação dos fatos e do ensinamento dos Espíritos.

 

112 – Deus criou as almas iguais, moral e intelectualmente, ou as fez mais perfeitas, mais inteligentes, umas que  outras?

Se Deus tivesse feito almas mais perfeitas, umas mais que as outras, essa preferência não seria conciliável com a sua justiça.

Sendo todas suas criaturas, por que isentaria umas do trabalho, que impõe às outras, para alcançarem a felicidade eterna?

A desigualdade das almas, quanto à sua origem, seria a negação da justiça de Deus.

 

Deus deseja que TODOS  os homens sejam salvos :

               

II Pedro 3 : 9 Não retarda o SENHOR a sua promessa, como alguns a julgam demorada ; pelo contrário , ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

I Timóteo 2 : 4 o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

113 - Se as almas são criadas iguais, como explicar a diversidade de aptidões e de predisposições naturais que existem entre os homens sobre a Terra?

Essa diversidade é a conseqüência do progresso que a alma realizou antes da sua união com o corpo.

As almas mais avançadas, em inteligência e em moralidade, são aquelas que viveram mais e progrediram mais antes da sua encarnação.

 

114 – Qual é o estado da alma em sua origem?

As almas são criadas simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas com uma igual aptidão para tudo.

No princípio, elas estão em uma espécie de infância, sem vontade própria, e sem consciência perfeita da sua existência.

Pouco a pouco, o livre arbítrio se desenvolve ao mesmo tempo que as idéias. (O Livro dos Espíritos, nº 114 e seguintes).

 

Mateus 16 : 27 : Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.

 

Romanos 14 : 12Assim, pois, cada um de nós dará  de si mesmo a Deus.

 

II Coríntios 5 : 10 - Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

115 - A alma realizou seu progresso anterior no estado da alma propriamente dito, ou em uma precedente existência corporal?

Além do ensinamento dos Espíritos sobre esse ponto, o estudo dos diferentes graus de adiantamento do homem sobre a Terra prova que o progresso anterior da alma deve ter se realizado em uma série de existências corporais mais ou menos numerosas, segundo o grau que alcançou;

a prova resulta da observação dos fatos que temos diariamente sob os olhos. (O Livro dos Espíritos, nºs 166 a 222 – Revista Espírita, abril 1862, pags. 97 – 106).

 

O Homem durante a vida terrestre

 

116 – Como e em que momento se opera a união da alma e do corpo?

Desde a concepção, o Espírito, ainda que errante, liga-se por um laço fluídico ao corpo que deve se unir.

Esse laço se estreita cada vez mais, à medida que o corpo se desenvolve.

Desde esse momento, o Espírito é tomado de uma perturbação que vai crescendo sem cessar;

na proximidade do nascimento a perturbação é completa, o Espírito perde a consciência de si mesmo e não recobra suas idéias senão gradualmente, a partir do momento em que a criança respira;

é então que a união está completa e definitiva.

 

117 – Qual é o estado intelectual da alma da criança no momento do seu nascimento?

Seu estado intelectual e moral é o que tinha antes da sua união com o corpo, quer dizer, a alma possui todas as idéias adquiridas anteriormente, mas em razão da perturbação que acompanha a sua mudança, suas idéias estão momentaneamente em estado latente.

Elas se aclaram pouco a pouco, mas não podem se manifestar senão proporcionalmente ao desenvolvimento dos órgãos.

 

118 - Qual é a origem das idéias inatas, das disposições precoces, das aptidões instintivas para uma arte ou uma ciência, abstração feita de toda instrução?

As idéias inatas não podem ter senão duas fontes: a criação de almas umas mais perfeitas que as outras, no caso em que elas seriam criadas ao mesmo tempo que o corpo, ou o progresso anterior realizado antes da união da alma e do corpo.

 

A primeira hipótese, sendo incompatível com a justiça de Deus, não resta senão a segunda.

As idéias inatas são o resultado dos conhecimentos adquiridos nas existências anteriores e que permaneceram em estado de intuição, para servirem de base à aquisição de novas idéias.

 

119 – Como os gênios se revelam nas classes sociais privadas de toda cultura intelectual?

Esse fato prova que as idéias inatas são independentes do meio em que o homem é educado. O meio e a educação desenvolvem as idéias inatas, mas não as dão.

O homem de gênio é a encarnação de um Espírito já avançado, e que progrediu muito;

por isso, a educação pode dar a instrução que falta, mas não pode dar o gênio quando ele não existe.

 

120 – Por que há  crianças instintivamente boas em um meio perverso, e malgrado os maus exemplos, enquanto que outras são instintivamente viciosas em um meio bom, e malgrado os bons conselhos?

É o resultado do progresso moral realizado, como as idéias inatas são o resultado do progresso intelectual.

 

121 - Por que de duas crianças do mesmo pai, educadas nas mesmas condições, uma é inteligente e a outra estúpida, uma boa e outra má?

Por que o filho de um homem de gênio é, algumas vezes, um tolo, e o de um tolo, um homem de gênio?

Esse fato vem em apoio da origem das idéias inatas; ele prova, por outro lado, que a alma da criança não procede, de nenhum modo, da dos pais;

de outra forma, em virtude do axioma de que a parte é da mesma natureza do todo, os pais transmitiriam aos seus filhos suas qualidades e seus defeitos, como lhes transmitem o princípio das qualidades corporais.

Na geração, só o corpo procede do corpo, mas as almas são independentes umas das outras.

 

João 3 : 6 – O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.

I Coríntios 15 : 44 – Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

122 – Se as almas são independentes umas das outras, de onde procede o amor dos pais por seus filhos e reciprocamente?

Os Espíritos se unem pela simpatia, e o nascimento em tal ou tal família não decorre do acaso, mas depende, o mais freqüentemente, da escolha do Espírito que se reúne àqueles que amou no mundo dos Espíritos ou em existências anteriores.

Por outro lado, os pais têm por missão ajudar o progresso dos Espíritos que encarnam em seus filhos;

e, para estimulá-los, Deus lhes inspira uma afeição mútua, mas muitos falham em sua missão e, por isso, são punidos. (O Livro dos Espíritos, nº 379, da Infância).

 

O próximo Post  será sobre Reencarnação e alguns casos de Reencarnação.

Ressurreição Espiritual ; A Alma após a Morte.

10 out

Ressurreição Espiritual

 

No outro Post relatei as ressurreições da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, em que Jesus ressuscitou-os.

Mas , a verdadeira Ressurreição é espiritual.

 

Em I Coríntios 15 : 35 – 50, o apóstolo Paulo nos fala deste tipo de ressurreição, comentando ainda, sobre os corpos  terrestres e espirituais.

 

I Coríntios 15 : 35 – 50

35  Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?

36  Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;

37  e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.

38  Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.

 

39  Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, outra, a dos peixes.

40  Também há corpos celestiais e corpos terrestres; , sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

41  Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.

42  Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

43  Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

44  Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

45  Pois assim está  O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

46  Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.

47  O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

48  Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.

49  E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.

50  Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

 

Jesus disse que, Deus não é Deus de mortos, e sim, de vivos. O que morre é a carne, mas o espírito sobrevive

 

Mateus 22: 31 – 32

31 - E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:

32 – Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

 

Marcos 12: 24-27

24Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?

25 – Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.

26 – Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?

27Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.

 

Lucas 20: 38Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.

 

 

Antes de Jeremias nascer , ele, como espírito, já tinha sido consagrado e constituído profeta, por Deus.

 

Jeremias 1 : 5 Antes que eu te formasse no ventre materno , eu te conheci e antes que saísses da madre , te consagrei profeta às nações..

 

 

O apóstolo Paulo diz que, Deus o separou antes de nascer.

Isto quer dizer que ele era espírito e Deus o preparou para a sua missão na Terra, de evangelização.

 

Gálatas 1: 15 – Quando, porém ao que me separou antes de eu nascer………

 

 
Vejamos o que nos ensinam os Espíritos Superiores através do Livro dos Espíritos (Cap. III) sobre esta vida espiritual, depois da morte do corpo terrestre ( como disse o apóstolo Paulo) :

 

Retorno da vida corporal à vida espiritual

 

A alma após a morte

 

149 Em que se torna a alma logo após a morte?

Volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos, que havia deixado temporariamente.

 

150 A alma, após a morte, conserva sua individualidade?

Sim, nunca a perde. O que seria ela se não a conservasse?

 

150 a Como a alma continua a ter a sua individualidade, uma vez que não possui mais seu corpo material?

Ela ainda tem um fluido que lhe é próprio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.

 

150 b A alma nada leva consigo deste mundo?

Nada mais que a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor.

Essa lembrança é cheia de doçura ou amargura, de acordo com o emprego que fez da vida.

Quanto mais pura, mais compreende a futilidade do que deixa na Terra.

 

II Coríntios 5: 10 – Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

151 O que pensar da opinião de que, após a morte, a alma retorna ao todo universal?

O conjunto dos Espíritos não forma um todo? Não constitui um mundo completo? Quando estais em uma assembléia, sois parte integrante dessa assembléia e, entretanto, sempre conservais a individualidade.

 

152 Que prova podemos ter da individualidade da alma após a morte?


Não tendes essa prova por meio das comunicações que obtendes? Se não fôsseis cegos, veríeis; e, se não fôsseis surdos, ouviríeis, pois muito
freqüentemente uma voz vos fala e revela a existência de um ser fora de vós.

 

Aqueles que pensam que na morte a alma retorna ao todo universal estão errados, se por isso entenderem que, semelhante a uma gota  d’água que cai no oceano, perde sua individualidade. Porém, estarão certos se entenderem por todo universal o conjunto de seres incorpóreos, do qual cada alma ou Espírito é um elemento.

Se as almas não se diferenciassem no todo, teriam apenas as qualidades do conjunto e nada poderia distingui-las umas das outras; não teriam nem inteligência, nem qualidades próprias.

 

Porém, muito ao contrário disso, em todas as comunicações demonstram ter consciência do seu eu e uma vontade própria.

A diversidade que apresentam em todas as comunicações é conseqüência da sua individualidade.

 

Se após a morte houvesse somente o que se chama de o grande Todo que absorve todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, então, todas as comunicações do mundo invisível seriam idênticas.

 

Uma vez que lá se  encontram seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e infelizes, e de todas as espécies: alegres e tristes, levianos e sérios, etc., é evidente que são seres distintos.

 

A individualidade torna-se ainda mais evidente quando esses seres provam sua identidade por manifestações incontestáveis, por detalhes pessoais relativos à sua vida terrestre que se podem comprovar.

 

Também não pode ser posta em dúvida quando se tornam visíveis em suas aparições.

A individualidade da alma nos foi ensinada em teoria, como um artigo de fé. O Espiritismo a torna evidente e, de certo modo, material.

 

153 Em que sentido se deve entender a vida eterna?

É a vida do Espírito que é eterna;

porém, a do corpo é transitória e passageira.

Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna.

 

153 a Não seria mais exato chamar vida eterna à vida dos Espíritos puros,  aqueles que, tendo atingido o grau de perfeição, não têm mais provas para suportar?

Isso é, antes, a felicidade eterna. Porém, mais uma vez, é uma questão de palavras: chamai as coisas como quiserdes, contanto que vos entendais.

 

No próximo Post colocarei mais algumas informações sobre a Alma.