ESPIRITISMO E CIÊNCIA – FÍSICA QUÂNTICA

29 set

ESPIRITISMO E CIÊNCIA

Física Quântica

Como WW afirmou que o Espiritismo, não é Ciência, fiz uma pequena pesquisa na Internet e encontrei este ótimo site sobre Espiritismo e Ciência em que há um estudo que comprova na atualidade, o que os Espíritos, já diziam no século XIX.

http://jefferson.freetzi.com/entrada.html

http://jefferson.freetzi.com/Ciencia-Espiritismo2.html

FÍSICA QUÂNTICA

A Física Quântica e as questões 34 e 34-a de O Livro dos Espíritos

Alexandre Fontes da Fonseca

Dallas – TX – EUA

 

Desde a publicação da 1ª edição de O Livro   dos Espíritos [1] (LE), a Ciência progrediu de modo significativo,   beneficiando a humanidade de diversas formas.

Os fundamentos básicos do   Espiritismo, entretanto, permaneceram inalterados e atuais, não tendo sofrido   em nada frente às novas descobertas da Ciência.

As razões dessa firmeza científica da Doutrina   Espírita já foram explicadas há mais de 10 anos em artigo publicado no Reformador,   em 1994, pelo Prof. Silvio S. Chibeni [2].

Em poucas palavras, a solidez do   Espiritismo decorre do fato de que seus princípios fundamentais se encontram   próximos do nível fenomênico, isto é, próximo dos fenômenos e fatos   investigados por Allan Kardec.

Isso não nos exime do estudo constante e da   análise das obras básicas do Espiritismo frente ao desenvolvimento das   Ciências, conforme a recomendação mesma de Kardec de que “caminhando de   par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas   descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele   se modificaria nesse ponto.” (Item 55 do cap. I deA Gênese [3]).

 

Alguns companheiros, ainda que muito bem   intencionados na busca pela verdade, acreditam que a resposta dada pelos Espíritos   à questão 34 contém um erro científico que, conforme a recomendação de Kardec, deveria ser corrigido.

 

Cumprindo um dever de esclarecimento, buscamos   na própria Ciência, especificamente na Física Quântica, a chave para o entendimento das questões 34 e 34-a, mostrando ao leitor que elas estão corretas do ponto de vista do conhecimento científico atual, e que apenas  houve engano na interpretação dos conceitos científicos.

 

Transcreveremos as duas questões a seguir:

 

34. As moléculas têm forma determinada?

“Certamente as moléculas têm uma forma, mas que não podeis apreciar.”

 

 34-a. Essa forma é constante ou variável?

“Constante para as moléculas elementares  primitivas, mas variável para as moléculas secundárias, que não são mais que  aglomerações das primeiras.

 

Porque, o que chamais molécula ainda está longe  da molécula elementar.”

 

O suposto erro da resposta à questão 34  decorreria de os Espíritos dizerem que não podemos apreciar a forma das  moléculas. Segundo alguns companheiros, a Física e a Química já desenvolveram  métodos experimentais para a visualização de moléculas e mesmo de átomos  individuais.

 

Citam-se os resultados de experimentos com os chamados  microscópios de tunelamento e estudos teóricos sobre a geometria molecular  como bases para concluir-se que as moléculas têm formas determinadas,  contrariando a resposta dos Espíritos.

 

O equívoco desta conclusão está justamente na  interpretação dos resultados desses experimentos e dessas previsões teóricas.

 

O microscópio de tunelamento [4] é um aparelho  desenvolvido para estudar-se a superfície de materiais em escala atômica.

 

Ele  se baseia no fenômeno conhecido como tunelamento quântico, no qual  elétrons da ponta do microscópio atravessam o vácuo entre a ponta e a  superfície do material, em decorrência da probabilidade quântica de tal  travessia ocorrer, e não por ter energia suficiente para isso.

 

Assim, através da medição da corrente elétrica  que flui através da ponta do microscópio, um programa de computador constrói,  com base na teoria quântica, uma imagem artificial do que seria a densidade  de elétrons dos átomos da superfície da amostra, na medida em que a ponta se  move sobre ela.

 

Portanto, a imagem que se vê não é uma imagem real dos  átomos, mas sim um modelo criado pela Ciência para a compreensão dos  fenômenos físicos em escala atômica.

A questão da forma das moléculas necessita uma  análise cuidadosa. O conceito de forma está ligado à aparência, feição,  configuração, o que é algo fácil de definir para um objeto macroscópico por  causa da facilidade em delinearmos sua superfície.

No caso de uma molécula, o  que delimita a sua superfície? Suponha que a forma de uma molécula seja  definida pela região do espaço ocupada pelos elétrons dos átomos dessa  molécula, a chamada nuvem eletrônica.

 

A teoria quântica prevê qual  região do espaço é mais provável de se encontrar tais elétrons. Tal  região poderia ser tomada, então, como sendo a forma mais provável da  molécula, mas nunca a forma absoluta da mesma.

 

Quando a Ciência diz, por exemplo, que o benzeno  tem a forma de um hexágono, ou que moléculas formadas por dois átomos são  lineares, não está determinando com precisão a forma absoluta dessas  moléculas.

 

Essas são, apenas, algumas das propriedades e simetrias  estruturais dessas moléculas.

 

Por exemplo, no caso do benzeno, existe um  fenômeno conhecido como ressonância [5] entre duas formas possíveis para a  estrutura eletrônica dessa molécula, pois não se pode determinar a priori  onde alguns dos seus elétrons se localizam. Isso é um exemplo de  indeterminação na forma do benzeno.

 

Com  base nisso, analisemos agora a questão 34 do LE.

 

Kardec pergunta se as moléculas têm forma  determinada, isto é, bem definida.

 

Os  Espíritos dizem que as moléculas têm uma forma, mas que não podemos  apreciá-la.

 

Ter uma forma que não se pode apreciar ou medir com  precisão é equivalente a dizer que as moléculas não possuem uma forma bem  definida.

 

Essa resposta está,  portanto, em pleno acordo com o que a teoria quântica prevê para a forma das  moléculas.

 

Somos incapazes de apreciar de modo preciso a forma das  moléculas por causa da natureza probabilística da teoria quântica.

 

Por causa do princípio de incerteza de  Heisenberg, jamais teremos total certeza sobre a posição dos elétrons de uma molécula e, conseqüentemente, da sua forma.

 

Kardec, para elucidar ainda mais a questão,  propõe a pergunta 34-a sobre a variação na forma das moléculas.

 

Daí os Espíritos dizem que as moléculas  elementares possuem forma constante, e que as moléculas formadas por  aglomerações maiores de átomos têm formas variadas.

 

Tanto  a teoria quântica quanto os experimentos realizados com moléculas diferentes  e de tamanhos diversos, confirmam a existência de diversas conformações  (formas espaciais) para moléculas formadas por muitos átomos, enquanto que  pequenas moléculas tendem a possuir poucas configurações de equilíbrio.

 

Os  Espíritos também disseram que o que chamamos de molécula ainda está longe da  molécula elementar, o que é confirmado pela Física de Partículas.

 

Por essa razão, a resposta dada pelos Espíritos  às questões 34 e 34-a estão corretas e de acordo com o conhecimento  científico atual.

 

O leitor que tiver interesse em outras análises sobre as  relações entre conceitos da Física, da Ciência e o Espiritismo, pode  encontrá-las no conjunto de aulas sobre “Ciência e Espiritismo”  [6] publicadas nos boletins do GEAE entre os números 483 e 500.

 

Cabe aqui um comentário final. Não é à toa que  alguns companheiros acreditaram que a resposta à questão 34 do LE estava errada.

 

 Se nos dias de hoje é difícil explicar numa linguagem acessível os conceitos  sobre a estrutura da matéria decorrentes da teoria quântica,

 

somos forçados a  reconhecer (e admirar) a sabedoria dos  Espíritos com a resposta dada à questão 34, pois, com bastante simplicidade  ela adianta em mais de 50 anos o que somente poderia ser compreendido após o  desenvolvimento da teoria quântica.

 

Artigo publicado em Reformador 2157,  Dezembro 2008, pp. 14–16.

Referencias

 

[1] A. Kardec,  Livro dos Espíritos, Editora FEB, 1ª Edição Comemorativa do  Sesquicentenário, Rio de Janeiro (2006).

 

[2] S. S. Chibeni, Reformador,  Junho, p.176 (1994).

 

[3] A. Kardec, A  Gênese, Editora FEB, 36ª Edição, Rio de Janeiro (1995).

 

[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Scanning_tunneling_microscope

 

[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Benzene

 

[6] A. F. da Fonseca,  Curso Ciência e Espiritismo, Boletim do GEAE n. 483 – 500  (2004).

 

 Nos próximos Posts colocarei a continuação do estudo.

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