O QUE É DEUS ?

2 out

O QUE É DEUS ?

  

WW comenta a frase que está em O Livro dos Espíritos : 

“O que é Deus ?

“A falácia reside no fato de que a pergunta parte do pressuposto de que Deus EXISTA!”

 

WW, qual é a dúvida, a respeito do assunto ? Deveria ser QUEM é Deus ? Aquele “velhinho” com defeitos, apresentado em muitos versículos do Velho Testamento ?

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte Primeira – Das Causas Primárias – Cap. I, há uma ótima definição de Deus : 

 

Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

 

É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

 

Deus e o infinito

 

1 O que é Deus?

Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

 

2 O que devemos entender por infinito?

O que não tem começo nem fim; o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.

 

3 Poderíamos dizer que Deus é infinito?

Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.

 

Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração.

Dizer que Deus é infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela própria, é definir uma coisa que não é conhecida por uma outra igualmente desconhecida.

 

Provas da existência de Deus

4 Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?

Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá.

 

Para acreditar em Deus, basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa.

Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.

 

5 Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si mesmos da existência de Deus?

A de que Deus existe; de onde lhes viria esse sentimento se repousasse sobre o nada? É ainda uma conseqüência do princípio de que não há efeito sem causa.

 

6 O sentimento íntimo que temos em nós da existência de Deus não seria o efeito da educação e das idéias adquiridas?

Se fosse assim, por que vossos selvagens teriam também esse sentimento?

 

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos.

 

7 Poderemos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?

Mas, então, qual teria sido a causa dessas propriedades? Sempre é preciso uma causa primária.

 

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são elas mesmas um efeito que deve ter uma causa.

 

8 O que pensar da opinião que atribui a formação primária a uma combinação acidental e imprevista da matéria, ou seja, ao acaso?

Outro absurdo! Que homem de bom senso pode conceber o acaso como um ser inteligente? E, além de tudo, o que é o acaso? Nada.

 

A harmonia que regula as atividades do universo revela combinações e objetivos determinados e, por isso mesmo, um poder inteligente.

Atribuir a formação primária ao acaso seria um contra-senso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente não seria mais um acaso.

 

9 Onde é que se vê na causa primária a manifestação de uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?

– Tendes um provérbio que diz: “Pela obra reconhece-se o autor.” Pois bem: olhai a obra e procurai o autor.

É o orgulho que causa a incredulidade. O homem orgulhoso não admite nada acima dele; é por isso que se julga um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!

 

Julga-se o poder de uma inteligência por suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a natureza produz, a causa primária é, portanto, uma inteligência superior à humanidade.

 

Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso for o que ela realize, maior deve ser a causa primária.

É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar.

 

Atributos da Divindade

 

10 O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

– Não, falta-lhe, para isso, um sentido.

 

11 Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?

Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.

 

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus.

 

Na infância da humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições;

 

mas, à medida que o senso moral nele se desenvolve, seu pensamento compreende melhor o fundo das coisas e ele faz uma idéia de Deus mais justa e mais conforme ao seu entendimento, embora sempre incompleta.

 

12 Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter idéia de algumas de suas perfeições?

– Sim, de algumas. O homem as compreende melhor à medida que se eleva acima da matéria. Ele as pressente pelo pensamento.

 

 

13 Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma idéia completa de seus atributos?

 

– Do vosso ponto de vista, sim, porque acreditais abranger tudo.

Mas ficai sabendo bem que há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente e que a vossa linguagem, limitada às vossas idéias e sensações, não tem condições de explicar.

 

A razão vos diz, de fato, que Deus deve ter essas perfeições em grau supremo, porque se tivesse uma só de menos, ou que não fosse de um grau infinito, não seria superior a tudo e, por conseguinte, não seria Deus.

 

Por estar acima de todas as coisas, Ele não pode estar sujeito a qualquer  instabilidade e não pode ter nenhuma das imperfeições que a imaginação possa conceber.

 

Deus é eterno. Se Ele tivesse tido um começo teria saído do nada, ou teria sido criado por um ser anterior.

É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

 

É imutável; se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade.

 

É imaterial, ou seja, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria;

de outro modo não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

 

É único; se houvesse vários deuses, não haveria unidade de desígnios, nem unidade de poder na ordenação do universo.

 

É todo-poderoso, porque é único. Se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais ou tão poderosa quanto Ele;

não teria feito todas as coisas e as que não tivesse feito seriam obras de um outro Deus.

 

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das Leis Divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e essa sabedoria não permite duvidar de sua justiça nem de sua bondade.

 

 

Fiz uma pesquisa na Bíblia, colocando alguns versículos para a conceituação de Deus, segundo o Espiritismo.

 

Provérbios 3 :19O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.

 

Jeremias 10 :10Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno;

 

Hebreus 6 : 17Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,

 

João 4 : 24 – Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

 

Marcos 12 : 29Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!

 

Salmos 91 : 1O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente

 

Marcos 10 :18Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom?

Ninguém é bom senão um, que é Deus.

 

 

Para a “análise” de WW sobre Deus, podemos colocar este texto dos Espíritos, que serve muito bem para ele:

 

Deus existe, não podeis duvidar disso, é o essencial.

 

Crede em mim, não deveis ir além, não vos percais num labirinto de onde não podereis sair, isso não vos tornaria melhores, mas talvez um pouco mais orgulhosos, porque acreditaríeis saber e na realidade não saberíeis nada.

 

 

Deixai de lado todos esses sistemas; tendes muitas coisas que vos tocam mais diretamente, a começar por vós mesmos.

 

Estudai vossas próprias imperfeições a fim de vos desembaraçar delas, isso vos será mais útil do que querer penetrar no que é impenetrável.

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Ao editar este Post, gostaria de colocar um texto sobre Deus, do livro A GÊNESE.

 

Livro : A GêneseOS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMOCap. IIDEUS

 

A Providência

 

  1. A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.

 

«Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo?»

 

Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua ação, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo;

que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas atividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência.

 

  1. No estado de inferioridade em que ainda se encontram, só muito dificilmente podem os homens compreender que Deus seja infinito.

 

Vendo-se limitados e circunscritos, eles o imaginam também circunscrito e limitado.

 

Imaginando-o circunscrito, figuram-no quais eles são, à imagem e semelhança deles.

 

Os quadros em que o vemos com traços humanos não contribuem pouco para entreter esse erro no espírito das massas, que nele adoram mais a forma que o pensamento.

 

Para a maioria, é ele um soberano poderoso, sentado num trono inacessível e perdido na imensidade dos céus.

Tendo restritas suas faculdades e percepções, não compreendem que Deus possa e se digne de intervir diretamente nas pequeninas coisas.

 

  1. Impotente para compreender a essência mesma da Divindade, o homem não pode fazer dela mais do que uma ideia aproximativa, mediante comparações necessariamente muito imperfeitas, mas que, ao menos, servem para lhe mostrar a possibilidade daquilo que, à primeira vista, lhe parece impossível.

 

Suponhamos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos.

Sendo ininteligente, esse fluido atua mecanicamente, por meio tão-só das forças materiais.

Se, porém, o supusermos dotado de inteligência, de faculdades perceptivas e sensitivas, ele já não atuará às cegas, mas com discernimento, com vontade e liberdade: verá, ouvirá e sentirá.

 

  1. As propriedades do fluido perispirítico dão-nos disso uma ideia.

Ele não é de si mesmo inteligente, pois que é matéria, mas serve de veículo ao pensamento, às sensações e percepções do Espírito.

Esse fluido não é o pensamento do Espírito; é, porém, o agente e o intermediário desse pensamento.

Sendo quem o transmite, fica, de certo modo, impregnado do pensamento transmitido.

 

Na impossibilidade em que nos achamos de o isolar, a nós nos parece que ele, o pensamento, faz corpo com o fluido, que com este se confunde, como sucede com o som e o ar, de maneira que podemos, a bem dizer, materializá-lo.

Assim como dizemos que o ar se torna sonoro, poderíamos, tomando o efeito pela causa, dizer que o fluido se torna inteligente.

 

  1. Seja ou não assim no que concerne ao pensamento de Deus, isto é, quer o pensamento de Deus atue diretamente, quer por intermédio de um fluido, para facilitarmos a compreensão à nossa inteligência, figuremo-lo sob a forma concreta de um fluido inteligente que enche o universo infinito e penetra todas as partes da criação: a Natureza inteira mergulhada no fluido divino.

 

Ora, em virtude do princípio de que as partes de um todo são da mesma natureza e têm as mesmas propriedades que ele, cada átomo desse fluido, se assim nos podemos exprimir, possuindo o pensamento, isto é, os atributos essenciais da Divindade e estando o mesmo fluido em toda parte, tudo está submetido à sua ação inteligente, à sua previdência, à sua solicitude.

Nenhum ser haverá, por mais ínfimo que o suponhamos, que não esteja saturado dele.

 

Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade;

nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar;

o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração.

Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo.

 

Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade.

As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.

Os nossos pensamentos são como os sons de um sino, que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente.

 

 

  1. Longe de nós a ideia de materializar a Divindade.

A imagem de um fluido inteligente universal evidentemente não passa de uma comparação apropriada a dar de Deus uma ideia mais exata do que os quadros que o apresentam debaixo de uma figura humana.

Destina-se ela a fazer compreensível a possibilidade que tem Deus de estar em toda parte e de se ocupar com todas as coisas.

 

  1. Temos constantemente sob as vistas um exemplo que nos permite fazer ideia do modo por que talvez se exerça a ação de Deus sobre as partes mais intimas de todos os seres e, conseguintemente, do modo por que lhe chegam as mais sutis impressões de nossa alma.

Esse exemplo tiramo-lo de certa instrução que a tal respeito deu um Espírito.

 

27 .- «O homem é um pequeno mundo, que tem como diretor o Espírito e como dirigido o corpo.

Nesse universo, o corpo representará uma criação cujo Deus seria o Espírito. (Compreendei bem que aqui há uma simples questão de analogia e não de identidade.)

Os membros desse corpo, os diferentes órgãos que o compõem, os músculos, os nervos, as articulações são outras tantas individualidades materiais, se assim se pode dizer, localizadas em pontos especiais do referido corpo.

Se bem seja considerável o número de suas partes constitutivas, de natureza tão variada e diferente, a ninguém é licito supor que se possam produzir movimentos, ou uma impressão em qualquer lugar, sem que o Espírito tenha consciência do que ocorra.

 

Há sensações diversas em muitos lugares simultaneamente?

O Espírito as sente todas, distingue, analisa, assina a cada uma a causa determinante e o ponto em que se produziu, tudo por meio do fluido perispirítico.

 

«Análogo fenômeno ocorre entre Deus e a criação.

Deus está em toda parte, na Natureza, como o Espírito está em toda parte, no corpo.

Todos os elementos da criação se acham em relação constante com ele, como todas as células do corpo humano se acham em contato imediato com o ser espiritual.

Não há, pois, razão para que fenômenos da mesma ordem não se produzam de maneira idêntica, num e noutro caso.

 

«Um membro se agita: o Espírito o sente;

uma criatura pensa: Deus o sabe.

Todos os membros estão em movimento, os diferentes órgãos estão a vibrar; o Espírito ressente todas as manifestações, as distingue e localiza.

As diferentes criações, as diferentes criaturas se agitam, pensam, agem diversamente: Deus sabe o que se passa e assina a cada um o que lhe diz respeito.

 

«Daí se pode igualmente deduzir a solidariedade da matéria e da inteligência, a solidariedade entre si de todos os seres de um mundo, a de todos os mundos e, por fim, de todas as criações com o Criador.» (Quinemant, Sociedade de Paris, 1867.)

 

  1. Compreendemos o efeito: já é muito.

Do efeito remontamos à causa e julgamos da sua grandeza pela do efeito.

Escapa-nos, porém, a sua essência íntima, como a da causa de uma imensidade de fenômenos.

Conhecemos os efeitos da eletricidade, do calor, da luz, da gravitação;

calculamo-los e, entretanto, ignoramos a natureza íntima do principio que os produz.

Será então racional neguemos o princípio divino, por que não o compreendemos?

 

  1. Nada obsta a que se admita, para o principio da soberana inteligência, um centro de ação, um foco principal a irradiar incessantemente, inundando o Universo com seus eflúvios, como o Sol com a sua luz.

 

  1. Mas onde esse foco?

É o que ninguém pode dizer.

Provavelmente, não se acha fixado em determinado ponto, como não o está a sua ação, sendo também provável que percorra constantemente as regiões do espaço sem-fim.

 

Se simples Espíritos têm o dom da ubiquidade, em Deus há de ser sem limites essa faculdade.

 

Enchendo Deus o Universo, poder-se-ia ainda admitir, a título de hipótese, que esse foco não precisa transportar-se, por se formar em todas as partes onde a soberana vontade julga conveniente que ele se produza, donde o poder dizer-se que está em toda parte e em parte nenhuma.

 

  1. Diante desses problemas insondáveis, cumpre que a nossa razão se humilhe.

 

Deus existe: disso não poderemos duvidar.

 

É infinitamente justo e bom: essa a sua essência.

 

A tudo se estende a sua solicitude: compreendemo-lo.

 

Só o nosso bem, portanto, pode ele querer, donde se segue que devemos confiar nele : é o essencial.

 

Quanto ao mais, esperemos que nos tenhamos tornado dignos de o compreender.

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O próximo Post será sobre o Consolador prometido por Jesus e o Advento do Espírito de Verdade.

 

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