A DIVINDADE DE JESUS

4 out

A”divindade” de Jesus.

 

José Reis Chaves escreveu:

 

Foi, através do Imperador Constantino, no Concílio de Nicéia (325 d.C), que se decidiu que “Jesus era Deus.”

 

No Concílio de Nicéia (325), Constantino e o bispo Ósio usaram a expressão grega “Homoousios” (de mesma substância), para dizer que Jesus Cristo era da mesma substância divina, sendo, portanto, Deus.

 

Mas, todos nós, em espírito, somos também da mesma substância divina, como já o afirmava Tertuliano no 3º século. Stº Atanásio defendia a  tese“Homoiousios” (de substância semelhante).

Já Ário, apoiado pelo bispo Eusébio de Nicomédia, apresentou a proposta “Anomoios” (de substância diferente).

 

Constantino queria que Jesus fosse Deus, como o eram considerados os deuses pagãos, com o que o Cristianismo seria mais forte e, conseqüentemente, o Império Romano seria também mais forte e mais unido.

 

E a tese do poderoso Constantino tornou-se vitoriosa no citado Concílio de Nicéia (325).

 

Portanto, a “divindade” de Jesus, foi inventada neste Concílio Católico.

 

Allan Kardec em Obras Póstumas, nos dá uma ótima explicação sobre o porquê de Jesus não ser Deus, isto é, Jesus é Filho de Deus.

 

O dogma da divindade de Jesus está fundado sobre a igualdade absoluta entre a sua pessoa e Deus, uma vez que é o próprio Deus: é um artigo de fé;

 

 ora, estas palavras, tão freqüentemente repetidas por Jesus: Aquele que me enviou,

 

testemunham não somente quanto a dualidade das pessoas, mas, ainda, como dissemos, excluem a igualdade absoluta entre  elas

 

porque aquele que é enviado, necessariamente, está subordinado àquele que envia;

obedecendo, faz ato de submissão.

 

Um embaixador, falando de seu soberano, dirá: Meu senhor, aquele que me enviou; mas se é o soberano em pessoa que vem, ele falará em seu próprio nome e não dirá: Aquele que me enviou, porque não se pode enviar a si mesmo.

 

Jesus o disse, em termos categóricos por estas palavras:

eu não vim por mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.

 

Estas palavras: Aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou, não implicam, de nenhum modo, a igualdade e ainda menos a identidade; em todos os tempos, o insulto feito a um embaixador  era considerado como feito ao próprio soberano.

 

Os apóstolos tinham a palavra de Jesus, como Jesus tinha a de Deus; quando lhes disse: Aquele que vos escuta me escuta, não entendia dizer que seus apóstolos e ele não faziam senão uma única e mesma pessoa, igual em todas as coisas.

 

A dualidade de pessoas, assim como o estado secundário e subordinado de Jesus, com relação a Deus, ressaltam, além disso, sem equívoco, das passagens seguintes:

 

“Fostes vós que permanecestes sempre firmes comigo nas minhas tentações. – Por isso eu vos preparo o Reino, como meu pai mo preparou, – a fim de que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e que vos senteis sobre os tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lucas, cap. XXII, v. 28, 29 e 30.)

 

Por mim eu digo o que vi na casa de meu Pai, fazeis vós o que vistes na casa de vosso pai.” (João, cap. VIII, v. 38.)

 

“Ao mesmo tempo apareceu uma nuvem que os cobriu, e  dessa nuvem uma voz que fez ouvir estas palavras: Este é meu filho bem-amado; escutai-o.” (Transfiguração. Marcos, cap. IX, v. 6.)

 

“Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á sobre o trono de sua glória; – e todas as nações estando reunidas, separará umas das outras, como o  separa as ovelhas dos bodes, – e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

– Então, o Rei dirá àqueles que estarão à sua direita: Vinde, vós que fostes abençoados por meu Pai, possuir o reino que vos foi preparado desde o começo do mundo.” (Mateus, cap. XXV, v. 31 a 34.)

 

“Ouvistes o que vos disse:” Eu me vou, e volto a vós. Se me amais, vos alegrareis de que vou para meu Pai, porque meu Pai É MAIOR DO QUE EU.”
(João, cap. XIV, v. 28).

 

“Então um jovem se aproxima e lhe diz: Bom mestre, que bem é necessário que eu faça para adquirir a vida eterna?

– Jesus lhe respondeu: “Por que me chamais bom? Não há senão Deus que seja bom. Se quereis entrar na vida, guardai os mandamentos.” (Mateus, cap. XIX, v. 16, 17. – Marcos, cap. X, v. 17, 18, –  Lucas, cap. XVIII, v. 18, 19.)

 

Não somente Jesus não se deu, em nenhuma circunstância, por ser o igual de Deus, mas aqui ele afirma positivamente o contrário, considera-se como inferior em bondade;

ora, declarar que Deus está acima dele pelo poder e suas qualidades morais, é dizer que ele mesmo não é Deus.

 

As passagens seguintes vêm em apoio destas, e são também explícitas.

 

Não falei, de nenhum modo, de mim mesmo;

mas meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por seu poder, o que devo dizer, e como devo falar;

e eu sei que o seu poder é a vida eterna;

o que eu digo, pois, o digo segundo o que meu Pai mo ordenou.” (João, cap. XII, v. 49, 50.)

 

“Jesus lhes respondeu: Minha doutrina não é minha doutrina, mas a doutrina daquele que me enviou.

Se alguém quer fazer a vontade de Deus, reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou se falo de mim mesmo.

Aquele que fala de seu próprio movimento procura sua própria glória, mas aquele que procura a glória de quem o enviou é verídico, e nele, de nenhum modo, há injustiça.” (João, cap. VII, v. 16, 17, 18.)

 

Aquele que não me ama nada, não guarda, minha palavra;

e a palavra que ouvistes não foi a minha palavra em nada, mas a de meu Pai que me enviou. (João, cap. XIV, v. 24.)

 

Desde então, que ele não disse nada de si mesmo;

 

que a doutrina que ensinou não é a sua, mas que a tem de Deus, que lhe ordenou vir fazê-la conhecer;

 

que não faz senão o que Deus lhe deu o poder de fazer;

 

que a verdade que ensina, ele aprendeu de Deus, à vontade de quem está submetido;

 

é que não é o próprio Deus, mas seu enviado, seu messias e seu subordinado.

 

Então, eu digo:

 

Jesus NÃO é Deus.

Jesus é FILHO de Deus

Jesus JAMAIS disse que era Deus.

Ele sempre chamou Deus de PAI.

 

I João 1:3 – o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco.

Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

 

 

O próximo Post será sobre o Espírito Santo.

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