Ressurreição ; Juízo Final

15 out

Ressurreição ; Juízo Final

 

Ressurreição

 

No seu livro, WW dá uma boa explicação para um tipo de Ressurreição:

 

Ressurreição (sentido 1): É a volta à vida, no mesmo corpo, após permanecer por algum tempo morto. Alguém sofre um acidente. O coração para, a respiração cessa. Permanece assim por dez minutos. Aí chegam os médicos, aplicam os primeiros socorros e a pessoa tem suas funções vitais restauradas. Essa pessoa ressuscitou.”

 

Neste contexto, o versículo de Hebreus 9 : 27, como entendem os evangélicos e católicos, fica invalidado, pois, afirmam que só se morre uma vez.

 

Hebreus 9 : 27 – E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,

 

Então, a explicação para Hebreus 9 : 27  é a seguinte :

Com este nosso corpo, normalmente, só morreremos uma vez, e depois, responderemos por nossos atos.

 

Depois, WW ,cita a Ressurreição de Lázaro, e, mais adiante, a Ressurreição no Final dos Tempos.

 

“Na Bíblia, os exemplos são um pouco mais complexos. Por exemplo, Lázaro teria permanecido morto por vários dias, e depois, ressuscitou”.

 

Vamos, então, mostrar o que a Doutrina dos Espíritos nos ensina sobre estes assuntos:

 

Livro A Gênese – Cap XIV Os Fluidos

 

O laço fluídico que o prende ao corpo, só por ocasião da morte se rompe definitivamente; a separação completa somente se dá por efeito da extinção absoluta da atividade vital.

Enquanto o corpo vive, o Espírito, a qualquer distância que esteja, é instantaneamente chamado à sua prisão, desde que a sua presença aí se torne necessária. Ele, então, retoma o curso da vida exterior de relação.

 

Livro A Gênese – Cap. XV – Ressurreições

 

30. – Em certos estados patológicos, quando o Espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí está por um fio.

 

Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se ache definitivamente extinta.

 

Enquanto não se haja rompido o último fio, pode o Espírito, quer por uma ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo.

 

Em Eclesiastes, Salomão nos fala do fio de prata, que é, exatamente, este laço fluídico, que nos liga ao corpo :

 

Eclesiastes 12: 6-7

6 – antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 – e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

 

É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições. É a planta a renascer, como às vezes se dá, de uma só fibrila da raiz.

Quando, porém, as últimas moléculas do corpo fluídico se têm destacado do corpo carnal, ou quando este último há chegado a um estado irreparável de degradação, impossível se torna todo regresso à vida.

 

40. – A ressurreição de Lázaro, digam o que disserem, de nenhum modo infirma este princípio. Ele estava, dizem, havia quatro dias no sepulcro; sabe-se, porém, que há letargias que duram oito dias e até mais.

Acrescentam que já cheirava mal, o que é sinal de decomposição. Esta alegação também nada prova, dado que em certos indivíduos há decomposição parcial do corpo, mesmo antes da morte, havendo em tal caso cheiro de podridão. A morte só se verifica quando são atacados os órgãos essenciais à vida.

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Cap. VIII – Da Emancipação da Alma , os Espíritos explicam sobre Letargia, Catalepsia e Mortes Aparentes.

Letargia: estado caracterizado por sono profundo e demorado, causado por distúrbios cerebrais ou por perda momentânea do controle cerebral. (N. E.).

 

Catalepsia: estado caracterizado pela rigidez dos músculos e imobilidade; pode ser provocado por afecções nervosas ou induzidas, como, por exemplo, pelo hipnotismo (N. E.).

 

422 Os letárgicos e os catalépticos vêem e ouvem geralmente o que se passa ao redor deles, mas não podem se manifestar; é pelos olhos e ouvidos do corpo que vêem e ouvem?

Não. É pelo Espírito; o Espírito tem conhecimento dos fatos, mas não pode se comunicar.

 

422 a Por que não pode se comunicar?

O estado do corpo se opõe a isso; esse estado peculiar dos órgãos vos dá a prova de que existe no homem outra coisa além do corpo, uma vez que o corpo não funciona mais, mas o Espírito ainda age.

 

 423 Na letargia, o Espírito pode se separar inteiramente do corpo, de maneira a dar-lhe todas as aparências da morte e voltar em seguida?

Na letargia, o corpo não está morto, uma vez que há funções vitais que permanecem. A vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida, mas não está aniquilada.

Portanto, o Espírito está unido ao corpo enquanto este vive. Mas quando os laços são rompidos pela morte real, há a desagregação dos órgãos, a separação é completa e o Espírito não retorna mais.

Quando um homem aparentemente morto retorna à vida, é que o processo da morte não estava consumado.

 

424 Pode-se, por meio de cuidados dados a tempo, reatar os laços prestes a se romper e tornar à vida um ser que, por falta de socorro, estaria definitivamente morto?

Sim, sem dúvida, e tendes a prova disso todos os dias. O magnetismo é freqüentemente, nesse caso, um poderoso meio, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta e que era insuficiente para manter o funcionamento dos órgãos.

 

A letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio, que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento por uma causa fisiológica.Diferem em que, na letargia, a suspensão das forças vitais é geral e dá ao corpo todas as aparências da morte.

Na catalepsia, é localizada e pode afetar uma parte mais ou menos extensa do corpo, de maneira a deixar a inteligência livre para se manifestar, o que não permite confundi-la com a morte.

A letargia é sempre natural; a catalepsia é algumas vezes espontânea, mas pode ser provocada ou desfeita artificialmente pela ação magnética.

 

E, um pouco adiante, WW cita a Ressurreição final:

 

“Ressurreição (sentido 2) Esse é mais complexo. Trata-se daressurreição final, ou destino final das pessoas. O conceito bíblico, nesse caso, é que todas as pessoas, de todos os tempos, um dia, voltarão à vida.”

“Contra a validade dessa ideia, os Espíritas perguntam: “como é que se pode voltar ao mesmo corpo se esse corpo se deteriorou? Como é que se pode voltar ao mesmo corpo se os átomos que fizeram parte do corpo do meu bisavô já estão fazendo parte de outros corpos?”

 

Em O Livro dos Espíritos -Parte 4ª- Cap. II- Das Penas e Gozos Futuros , São Luiz nos fala sobre a Ressurreição da carne e, depois Allan Kardec nos faz um resumo sobre o assunto:

 

Ressurreição da carne

 

1010 O dogma da ressurreição da carne é a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?

Como quereis que fosse de outro modo? Como acontece com outras palavras, estas apenas parecem despropositadas aos olhos de certas pessoas quando são tomadas ao pé da letra. É por isso que levam à incredulidade.

Mas dai-lhes uma  interpretação lógica, e aqueles que chamais livres-pensadores a admitirão sem  dificuldade, precisamente porque raciocinam. Não vos enganeis, os livres-pensadores anseiam e desejam crer. Eles têm, como os outros, e até mais, sede de futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente.

 

A doutrina da pluralidade das existências está de acordo com a justiça de Deus, apenas ela pode explicar o inexplicável; como querer que o seu princípio não esteja na própria religião?

 

1011 Assim a Igreja, pelo dogma da ressurreição da carne, ensina a doutrina da reencarnação?

É evidente. Essa doutrina é, aliás, a conseqüência de muitas coisas que passaram despercebidas e dentro em pouco serão, nesse sentido, reconhecidas. Em breve, se reconhecerá aquilo que o Espiritismo ressalta a cada passo, até mesmo do texto das Escrituras sagradas.

 

Os Espíritos não vêm, portanto, subverter a religião, como alguns pretendem; vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis;

mas, como chegou o tempo de não mais empregar a linguagem figurada, exprimem-se sem alegoria e dão às coisas um sentido claro e preciso, que não possa estar sujeito a nenhuma interpretação falsa. Eis por que, daqui a algum tempo, tereis mais pessoas sinceramente religiosas e crentes do que tendes hoje.

São Luís

A ciência, de fato, demonstra a impossibilidade da ressurreição de acordo com a idéia que se faz dela. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersos e reduzidos a pó, ainda se conceberia sua união em um determinado tempo; mas as coisas não se passam assim.

 

O corpo é formado de diversos elementos: oxigênio, hidrogênio, azoto, carbono, etc. Pela decomposição, esses elementos se dispersam e vão servir à formação de novos corpos, de modo que a mesma molécula, de carbono, por exemplo, terá entrado na composição de muitos milhares de corpos diferentes (falamos apenas dos corpos humanos, sem contar os dos animais).

 

É possível que determinado indivíduo tenha, talvez, em seu corpo moléculas que pertenceram aos homens das idades primitivas; que essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis em vosso alimento provenham talvez do corpo de um indivíduo que conhecestes, e assim por diante.

Estando a matéria em quantidade definida e suas transformações em quantidades indefinidas, como cada um desses corpos poderia se reconstituir dos mesmos elementos? Existe aqui uma impossibilidade material.

 

Não se pode, portanto, admitir racionalmente a ressurreição da carne a não ser como uma figura que simboliza o fenômeno da reencarnação, e então não há nada mais em choque com a razão, nada que esteja em contradição com os dados da ciência.

 

Jó 7 : 9 – 10 nos diz : Tal como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá”.

 

Estes versículos provam duas coisas :

 

1Não se volta a viver com o mesmo corpo ( depois que o laço espiritual é rompido).

 

2Prova que a Ressurreição da carne, que acontecerá no Final dos Tempos, como acreditam evangélicos e católicos, NÃO poderá ser assim.

 

A Ciência prova que o corpo se decompõe. Aliás, em Eclesiastes está escrito :

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

 

Juízo Final

 

No livro A Gênese – Cap. XVII – Predições do Evangelho, os Espíritos, através de Allan Kardec, nos ensinam sobre o Juízo Final:

 

62.Ora, quando o Filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á no trono de sua glória; – e, reunidas à sua frente todas as nações, ele separará uns dos outros, como um pastor separa dos bodes as ovelhas, e colocará à sua direita as ovelhas e à sua esquerda os bodes. – Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, etc. (São Mateus, cap. XXV, vv. 31 a 46. – O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XV.)

 

63. – Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe  perturbações.

 

Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber.

 

Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los Espíritos melhores.

Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: «Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda.» (Cap. XI, nos 31 e seguintes.)

 

64. – A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição.

 

Que utilidade teriam então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para iluminar o mundo? Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para tão pouco tempo e a beneficio de seres votados de antemão, em sua maioria, aos suplícios eternos.

 

65. – Materialmente, a idéia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a Humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o Universo contém.

É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as Humanidades pela eternidade em fora e entre os quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível.

 

Vê-se, só por este fato, que  tinha razão de declarar a seus discípulos: «Há muitas coisas que não vos posso dizer, porque não as compreenderíeis», dado que o progresso das ciências era indispensável para uma interpretação legítima de algumas de suas palavras.

Certamente, os apóstolos,  Paulo e os primeiros discípulos teriam estabelecido de modo muito diverso alguns dogmas se tivessem os conhecimentos astronômicos, geológicos, físicos, químicos, fisiológicos e psicológicos que hoje possuímos. Daí vem o ter Jesus adiado a completação de seus ensinos e anunciado que todas as coisas haviam de ser restabelecidas.

 

66. – Moralmente, um juízo definitivo e sem apelação não se concilia com a bondade infinita do Criador, que Jesus nos apresenta de contínuo como um bom Pai, que deixa sempre aberta uma senda para o arrependimento e que está pronto sempre a estender os braços ao filho pródigo. Se Jesus entendesse o juízo naquele sentido, desmentiria suas próprias palavras.

 

Ao demais, se o juízo final houvesse de apanhar de improviso os homens, em meio de seus trabalhos ordinários, e grávidas as mulheres, caberia perguntar-se com que fim Deus, que não faz coisa alguma inútil ou injusta, faria nascessem crianças e criaria almas novas naquele momento supremo, no termo fatal da Humanidade.

 

Seria para submetê-las a julgamento logo ao saírem do ventre materno, antes de terem consciência de si mesmas, quando, a outros, milhares de anos foram concedidos para se inteirarem do que respeita à própria individualidade?

Para que lado, direito ou esquerdo, iriam essas almas, que ainda não são nem boas nem más e para as quais, no entanto, todos os caminhos de ulterior progresso se encontrariam desde então fechados, visto que a Humanidade não mais existiria? (Cap. II, nº 19.)

Conservem-nas os que se contentam com semelhantes crenças; estão no seu direito e ninguém nada tem que dizer a isso; mas, não achem mau que nem toda gente partilhe delas.

 

67.O juízo, pelo processo da emigração, conforme ficou explicado acima (nº 63), é racional;

 

funda-se na mais rigorosa justiça, visto que conserva para o Espírito, eternamente, o seu livre-arbítrio;

 

não constitui privilégio para ninguém;

 

a todas as suas criaturas, sem exceção alguma, concede Deus igual liberdade de ação para progredirem;

 

o próprio aniquilamento de um mundo, acarretando a destruição do corpo, nenhuma interrupção ocasionará à marcha progressiva do Espírito.

 

Tais as conseqüências da pluralidade dos mundos e da pluralidade das existências.

 

Segundo essa interpretação, não é exata a qualificação de juízo final, pois que os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos por eles habitados, até que atinjam certo grau de perfeição.

 

Não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas  juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos, por efeito das quais se operam as grandes emigrações e imigrações de Espíritos.

 

Jesus disse que, Deus não é Deus de mortos, e sim, de vivos. O que morre é a carne, mas o espírito sobrevive .

 

Mateus 22: 31-32

31E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:

32 – Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

 

Marcos 12: 24-27

24 – Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?

25 – Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.

26 – Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?

27 – Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.

 

Lucas 20 : 38 – Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.

 

E, WW, comenta ainda:

 

“A Bíblia deixa transparecer que será um corpo diferente (uns trechos usam a expressão “corpo glorificado”), mas será a mesma pessoa, mesmas memórias, mesma história.

 

Corpo glorificado   =  CORPO ESPIRITUAL

 

I Coríntios 15 :  44  Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual.

Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

 

No próximo Post responderei a WW, que não aceita que João Batista era Elias reencarnado.


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2 Respostas to “Ressurreição ; Juízo Final”

  1. HUMBERTO setembro 16, 2014 às 10:20 am #

    Fundadoras do Espíritismo confessam que ele é falso

    A história de um “fantasma” que, través de pancadas nas paredes de madeira e no assoalho de uma velha casa, entrou em contato com as meninas Margareth e Kate Fox, respectivamente de 12 e 09 de idade, é apresentada como o “fenômeno” que marcou o início oficial do espiritismo moderno. Essa história, tida como verdadeira, tem sido utilizada em livros, revistas e jornais, tanto por escritores espíritas, como por intelectuais de outras confissões religiosas, inclusive por evangélicos – o que é de se lamentar.
    Pois na verdade o que aconteceu na vila de Hydesville, no Estado de Nova Iorque, EUA, em 1847 (dez anos antes de Allan Kardec lançar na França “O Livro dos Espíritos”), envolvendo um “fantasma” e aquelas duas meninas, não foi o que os espíritas chamaram de “o início da comunicação dos seres além-túmulo com o mundo dos vivos”.
    O que ocorreu na verdade naquela velha casa habitada por um casal de cristãos metodistas, que tinha como filhas as meninas Margareth e Kate Fox, não passou, inicialmente, de uma brincadeira das meninas para impressionar a ingênua e supersticiosa senhora Fox; mas essa brincadeira resultou em uma sessão de fenômenos enganosos, em uma história elaborada com astúcia, cuja trajetória e desfecho serviram aos desígnios do Pai da mentira, Satanás, (Jo 8.44).
    Porém, 40 anos depois, toda a verdade foi espontaneamente revelada pelas próprias fundadoras do espiritismo. Apesar de ter sido um acontecimento de imensa repercussão na época, esse fato é hoje quase totalmente desconhecido do povo brasileiro, inclusive da maioria dos espíritas. Daí a razão de o estarmos divulgando aqui, pois, segundo observou Álvaro Negromonte: “Há muitos espíritas de boa fé, honestos e retos, que servem à causa do espiritismo com dedicação, convictos de estarem com a verdade”. É necessário, portanto, que eles sejam eficientemente evangelizados pela mensagem bíblica, e pelo conhecimento dos fatos que passamos a apresentar a seguir.
    A autenticidade dos documentos e das revelações que fazemos nesta matéria pode ser confirmada em cinco autores fidedignos: Álvaro Negromonte (1), Pascoal Lacroix (2), Boaventura Kloppenburg (3), Raphael Gasson (4) e Fernando Palmes (5).
    Faz-se necessário, portanto, que todos tomem conhecimento do que realmente aconteceu em Hydesville. Como evangélicos, cumpramos nossa obrigação de “alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte…” (Lc 1.79).
    UMA CARTA EXPLODE EM NOVA IORQUE.
    Após trabalhar como médium durante 40 anos na divulgação do espiritismo, Margareth Fox Kane, uma de suas fundadoras, escreveu e enviou uma carta ao diretor do jornal novaiorquino New York Herald, de ampla circulação. O diretor leu-a e divulgou-a imediatamente. Publicada no dia 25 de maio de 1888, a carta teve, entre os milhares de leitores do Herald, o efeito de uma bomba nuclear explodindo em pleno centro da cidade de Nova Iorque. Ao comprarem o jornal, os espíritas mal acreditavam no que liam, pois o deus deste século lhes havia cegado o entendimento (II Co 4.4), e continua mantendo hoje milhões de pessoas na cegueira espiritual.
    O conteúdo da carta as seguintes revelações: Margareth confessava ter ficado muito triste ao saber, através de uma reportagem lida naquele mesmo jornal, que sua irmã Kate fora vítima de uma desgraça. A carta não nos revela que desgraça fora essa, mas fica-se sabendo que o caso envolvera os dois filhos de Kate, os meninos Purdy e Henry.
    “O ESPIRITISMO É UMA PRAGA”.
    Em seguida, sem maiores cerimônias, a fundadora do espiritismo confessa: “O espiritismo é uma praga. Deus tem aposto sua marca contra ele. Chamo-o de praga, pois é utilizada para encobrir pessoas sem coração…”. Na seqüência de suas revelações, Margareth cita vários nomes de pessoas (inclusive, um ex-ministro de Portugal) que vivem sendo constantemente enganados pelos médiuns. (Segundo a concepção do espiritismo, médium é aquele ou aquela que serve de intermediário nas comunicações entre vivos e mortos). Esses médiuns, afirma a fundadora do espiritismo, “atiram loucamente as espetaculares fraudes que inundam Nova Iorque.”
    As pessoas que procuram envolver-se com o espiritismo, continua Margareth, “tornaram-se loucas, e sob a direção de seus fraudulentos “médiuns” são induzidas a se despojar de todos os bens temporais ao mesmo tempo que do senso comum, que, na intenção de Deus, deveriam conservar como coisa sagrada.”
    Antes de tecer algumas considerações sobre fanatismo e concluir a carta, Margareth torna a afirmar: “Seja qual for a forma a qual se apresente, o espiritismo tem sido e será sempre um a praga e uma armadilha para os que nele se metem. Homem algum ou mulher alguma de bom juízo pode pensar de outro modo.”
    UMA REPORTAGEM ABALA O ESPIRITISMO.
    Imediatamente, milhares de cartas começaram a ser enviadas à redação do jornal New York Herald, suplicando que Margarida desmentisse aquelas declarações. Outras pediam que as duas irmãs demonstrassem publicamente a falsidade do espiritismo, e lançassem por terra o renome de milhares de médiuns que estavam a se enriquecer às custas do povo.
    Quatro meses após toda aquela agitação, Margareth voltou para os Estados Unidos. Ela havia escrito a famosa carta durante o curto período que passara morando na Inglaterra.
    Logo após sua chegada, um repórter do jornal visitou-a em sua casa, na West Forty-Fourth Street, em Nova Iorque, e depois fez uma reportagem que mais uma vez causou agitação entre os espíritas e leitores em geral, sob o título: “Célebre médium declara que os espíritos nunca voltam”.
    O repórter descreveu Margareth como “uma pequena e magnética senhora de meia idade, cujo rosto ostenta sinais muitos sofridos e de larga e universal experiência”. A médium contou ao repórter “a história de uma vida das mais estranhas e fantásticas que jamais foram narradas”.
    KATE, UMA ALCOÓLATRA.
    Através dessa reportagem, alguns pontos obscuros da carta foram esclarecidos. Ficamos sabendo, por exemplo, que, por razões morais, a Sociedade para a Prevenção de Crueldade às Crianças havia tirado os dois filhos de Kate de sua companhia, e esta fora detida sob a acusação de “negligenciar o cuidado dos seus filhos Purdy e Henry, devido à bebida e à preguiça”. Essa tinha sido “a tragédia que se abateu sobre minha irmã e os meus sobrinhos”, segundo se expressava Margareth na carta. Que belo exemplo dado por essas fundadoras do espiritismo! Uma alcoólatra, e a outra (também alcoólatra), mentirosa, como veremos a seguir.
    Ao saber do que ocorrera à sua irmã e aos seus sobrinhos, Margareth (que estava na Inglaterra) fez algo que é marca registrada do espiritismo: enganou as autoridades de Nova Iorque enviando-lhes um telegrama em nome de um tipo paterno dos meninos, Edward Jencken (que estava na Rússia, e de nada sabia), onde este “assumia” a responsabilidade sobre as crianças. As autoridades acreditavam, devolveram os meninos à Kate e esta viajou com os filhos para a Inglaterra, a fim de entregá-los ao “tio Edward”, que não era outra pessoa senão a própria Margareth.
    Eis o belo testemunho de credibilidade e idoneidade moral dada por essa fundadora do sistema religiosa que afirma ser a Verdade, a Terceira Revelação, “surgida na Terra para corrigir os erros e as omissões de Moisés e Jesus Cristo”, conforme afirmou Kardec! Diante desses fatos muitos esclarecedores são as palavras proféticas do apóstolo Paulo: “Porque já o ministério da injustiça opera com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira…”, (II Ts 2.7,9).
    INICIADAS DESDE CRIANÇA NO ESPIRITISMO.
    Baseando-se certamente nas declarações que Margareth fizera na famosa carta, o autor da reportagem pergunta: “Uma vez que a senhora abomina o espiritismo, como é que durante tanto tempo o praticou?” Em sua proposta, Margareth revela outros detalhes esclarecedores de toda essa história. Léia, a irmã mais velha de Kate e Margareth, as havia arrastado para as práticas enganosas do espiritismo, após descobrir que as meninas faziam o uso de certas “habilidades” e truques em suas brincadeiras para impressionar a mãe. “Ela é minha detestável inimiga”, desabafa Margareth referindo-se à sua irmã. “Eu a odeio. Meu Deus! Eu a envenenaria! Não, não faria isso, mas eu a açoitaria com a minha língua… Nossa irmã serviu-se de nós em suas exibições; ganhamos dinheiro para ela… Oh, estou atrás dela, sabe o senhor que se pode matar, às vezes, sem usar armas?”
    Quem poderia ter inspirado à fundadora do espiritismo esse impulso assassino, essa propensão fratricida, senão o diabo, aquele que foi homicida desde o princípio…? (Jo 8.44).
    “OS MORTOS NÃO VOLTAM”.
    Dando continuidade às suas revelações, Margareth declarou ao repórter: “Sabia, então, que todos os efeitos por nós produzimos eram absolutamente fraudulentos. Ora, tenho explorado o desconhecido na medida em que uma criatura o pode. Tenho ido aos mortos procurando receber deles um pequeno sinal. Nada vem daí – nada, nada. Tenho estado junto às sepulturas, na calada da noite, com licença dos encarregados. Tenho me assentado sozinha sobre os túmulos, para que os espíritos daqueles que repousavam debaixo da pedra pudessem vir ter comigo. Nada! Não, não, não os mortos não hão de voltar, nem aqueles que caem no inferno. Assim diz a Bíblia Sagrada, e eu digo também. Os espíritos não voltam. Deus nunca o ordenou.”
    Estas afirmações estão de acordo com o que a Bíblia, o Livro da Verdade, declara: “Aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo”, (Hb 9.27). Se os mortos não voltam, quem é então responsável por esses fenômenos do espiritismo, por essas manifestações de “espíritos de mortos” nas sessões espíritas? É Satanás e seus “espíritos auxiliares”, os demônios. Para enganar a todos, ele faz qualquer coisa, transformando-se em espírito de luz, (II Co 11.17).
    Finalizando a entrevista, Margareth surpreende o repórter demonstrando como “o fantasma batedor” havia entrado em contato com sua irmã, e como elas, há 40 anos, enganavam a todos. Subitamente uma pancada seca ecoa sob o assoalho, próximo ao lugar onde o repórter se encontrava; outra pancada faz-se ouvir debaixo da cadeira onde ele estava sentado, e outra debaixo da mesa. Várias pancadas começam a ser ouvidas debaixo do piano, e próximo à porta da sala. “É tudo um truque?” pergunta o jornalista. “Internamente”, responde Margareth. “Não é fácil enganar?”
    Diante de certas perguntas do repórter, ela responde: “Sim, sim, atinou com a coisa. É como diz, a maneira como as juntas do pé são empregadas sem levantá-lo do chão. A capacidade de fazer isso só pode ser adquirida pela prática iniciada quando ainda muito jovem.”
    KATE TAMBÉM FAZ SUAS DECLARAÇÕES.
    Dezesseis dias após a publicação dessa retumbante reportagem, o jornal New York Herald publicou outra, sob o título: “A mais jovem das pioneiras dentre as médiuns vai desmascarar.” Lendo-se esse documento jornalístico, fica-se sabendo que os espíritas, aflitos diante das declarações de Margareth, haviam-lhe oferecido uma vultosa quantia em dinheiro para que ela negasse o que dissera e se calasse. Mas ela, indignada, não aceitaria o dinheiro, nem se calara.
    Em resumo, as declarações de Kate ao repórter que a entrevistou foram as seguintes: “Não me importo com o espiritismo. No que me concerne, acabei com isso. E direi: considero-o uma das maiores pragas que o mundo jamais conheceu… Não hesitaria um momento em desmascará-lo. O espiritismo é fraude do princípio ao fim. E é a maior impostura do século.”
    “E quanto às manifestações de Hydesville em 1848 e aos ossos encontrados na adega, e o mais?” pergunta o repórter. “Tudo fraude, sem exceção”, afirma Kate.
    O GOLPE DE MORTE NO ESPIRITISMO.
    Finalmente, no dia 21 de outubro de 1888, Margareth cumpriu o que vinha prometendo já há algum tempo: demonstrou na Academia de Música de Nova York, diante de milhares de pessoas – entre elas, centenas de homens e mulheres declaradamente espíritas -, que as batidas e toda aquela história que marcou o início do espiritismo não tinham sido produzidas por nenhum fantasma, e sim por elas, as irmãs Margareth e Kate Fox.
    Eis a notícia que o jornal World, de Nova Iorque, publicou no dia seguinte à demonstração de Margareth:
    “Um simples tamborete ou mesinha de madeira, descansando sobre quatro pés curtos e tendo as propriedades de uma caixa de ressonância foi colocada diante dela. Tirando o calçado, colocou o pé direito sobre esta mesinha. Os assistentes pareciam conter a respiração, e esse grande silêncio foi recompensado por uma quantidade de estalidos breves e sonoros – os tais sons misteriosos que, por mais de 40 anos, têm assustado e desorientado centenas de milhares de pessoas, em nosso país e na Europa”.
    “Uma comissão, composta de três médicos convocados entre os assistentes, subiu então ao palco e, examinando o pé durante o som das “pancadinhas”, concordou, sem hesitar, que os sons eram produzidos pela ação da primeira junta do dedo grande do pé.” (Jornal World, Nova Iorque, 22/10/1889).
    O TRISTE FIM DAS IRMÃS FOX.
    Em junho de 1892, morreu Margareth Fox, viúva, solitária, moralmente degradada e afundada no vício do álcool. Após haver declarado e provado, a falsidade do espiritismo, ela não procurou aquele que poderia ter libertado totalmente dele: Jesus Cristo, Filho de Deus. “Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”, (Jo 8.36). Margareth confessara suas transgressões, não a Jesus Cristo, mas aos seres humanos. Após confessá-las, ela não as abandonou, como aconselha o livro de Provérbios (28.13), quando então alcançaria misericórdia. Margareth partiu para a eternidade trilhando caminhos sombrios.
    Sua irmã Kate morreu nas mesmas condições deploráveis: moralmente degradas e vítima do álcool.
    Dias antes de sua morte, o jornal Washington Darly Star (de 07/03/1983) descreveu-a como uma “verdadeira ruína mental e física; essa mulher vive de caridade pública e só tem apetite para os licores intoxicantes… Esses lábios que, hoje, só articulam banalidades, promulgaram outrora a doutrina de uma ‘religião nova’, que ainda seus aderentes e seus admiradores por dezenas de milhares”. Fiel é a Bíblia ao afirmar que “o salário do pecado é a morte…” (Rm 6.23).
    Quanto à Leah, a terceira das irmãs pioneiras do espiritismo, seu fim não foi dos mais honrosos. O escritor italiano Antonelli, no livro “Storia dello Spiritismo”, página 10, afirma que Léia, alegando estar cumprindo ordem de um “espírito de luz” abandonou o marido e foi viver com outro homem. Que “anjo de luz” é esse que leva os seres humanos a praticarem as obras das trevas?
    Esta história das fundadoras do espiritismo moderno. Os líderes e doutrinadores dessas práticas condenadas por Deus evitam fazer comentários sobre essa história, pois ela fala mais alto do que qualquer argumento que possamos utilizar para provar que o espiritismo foi inspirado pelo pai da mentira, (Jo 8.44).
    Lamentavelmente o Brasil é o país que possui o maior número de espíritas e praticantes de cultos de origem africana em todo o mundo.
    Portanto, sobre os ombros da comunidade evangélica brasileira pesa a responsabilidade de evangelizar, eficientemente, os milhões de pessoas que vivem aprisionadas por essas práticas enganosas.
    Cumpramos o Grande Mandamento (IDE) de Jesus, segundo Marcos 16.15.
    Fonte: http://www.kurioseditora.com.br/?secao=noticia&id=92

    • espiritismoebiblia fevereiro 3, 2015 às 1:02 am #

      Caro Humberto
      Li esse seu primeiro comentário e, infelizmente, vi que você NÃO leu os Posts do Blog, e por isso, continua preconceituoso e ignorante ( no bom sentido).Você deveria ler sobre a Mediunidade e sobre o que acontece com os médiuns que utilizam mal a sua Mediunidade, como foi o caso das irmãs Fox (caso seja verdadeiro o seu relato). Você comentou sobre enriquecimento através da Mediunidade, o que é uma mentira. Aliás, quem é que está bilionário às custas do povo(em matéria de religião ) ? O sr. Edir Macedo e outros pastores neopentecostais. Eles, sim, obedecem ao pai da mentira.

      Como você pode dizer que os espíritos não voltam ? JESUS provou que sim ao AFIRMAR em Mateus 17: 12-13 – 12 – EU , porém, vos DECLARO que ELIAS JÁ VEIO, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

      13 – Então os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de JOÃO BATISTA.
      Então você não crê nas palavras de Jesus ?
      E, não me venha dizer que Elias não morreu, porque em nenhum versículo da Bíblia diz isso. Mas,em Salmos 89: 48 diz :Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?
      Quanto a Hebreus 9: 27, apenas, quer dizer, que você, com esse corpo viverá só uma vez.
      Sobre você e outros evangélicos acharem que TODOS os espíritos são maus, vou colocar para você ler, o que não foi lido no Post :
      1. Há ou não Espíritos bons e maus?
      2. Deus é ou não mais poderoso do que os maus Espíritos, ou do que os demônios, se assim lhes quiserdes chamar?
      3. Afirmar que só os maus se comunicam é dizer que os bons não o podem fazer. Sendo assim, uma de duas: ou isto se dá pela vontade, ou contra a vontade de Deus.
      Se contra a Sua vontade, é que os maus Espíritos podem mais do que Ele; se, por vontade Sua, por que, em Sua bondade, não permitiria Ele que os bons fizessem o mesmo, para contrabalançar a influência dos outros?
      4. Que provas podeis apresentar da impossibilidade em que estão os bons Espíritos de se comunicarem?
      5. Quando se vos opõe a sabedoria de certas comunicações, respondeis que o demônio usa de todas as máscaras para melhor seduzir. Sabemos, com efeito, haver Espíritos hipócritas, que dão à sua linguagem um verniz de sabedoria; mas, admitis que a ignorância pode falsificar o verdadeiro saber e uma natureza má imitar a verdadeira virtude, sem deixar vestígio que denuncie a fraude?
      I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.
      6. Se só o demônio se comunica, sendo ele o inimigo de Deus e dos homens, por que recomenda que se ore a Deus, que nos submetamos à vontade de Deus, que suportemos sem queixas as tribulações da vida, que não ambicionemos as honras, nem as riquezas, que pratiquemos a caridade e todas as máximas do Cristo,
      numa palavra: que façamos tudo o que é preciso para lhe destruir o império, dele, demônio? Se tais conselhos o demônio é quem os dá, forçoso será convir em que, por muito manhoso que seja, bastante inábil é ele, fornecendo armas contra si mesmo.
      7. Pois que os Espíritos se comunicam, é que Deus o permite. Em presença das boas e das más comunicações, não será mais lógico admitir-se que umas Deus as permite para nos experimentar e as outras para nos aconselhar ao bem?

      Peço a Deus que o ilumine.

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