Chico Xavier

25 out

Chico Xavier

 WW apresenta uma biografia sucinta, mas que revela um pouco de quem foi Chico Xavier.

“Francisco Cândido Xavier, o “Chico Xavier” (1910-2002) dizia ver e falar com espíritos desde criança. Teve uma infância problemática, e só estudou até o quarto ano primário, que terminou em 1924. Sua vida foi cheia de dificuldades. E, mesmo com esse quadro restritivo, tornou-se o maior nome do Espiritismo no Brasil e, provavelmente no mundo.”

 

“Chico Xavier psicografou 451 livros durante sua vida, e nunca se beneficiou dos direitos autorais, remetendo-os à caridade. Além dos livros, também ficou famoso por psicografar mensagens de falecidos, destinadas aos parentes vivos, em reuniões públicas. Nunca cobrou nada por isso, sobrevivendo apenas de uma aposentadoria minguada.”

 

 

Apesar, desta biografia, colocada por WW, parece que ele não acreditou, apresentando diversas dúvidas sobre o trabalho e caráter de Chico Xavier.

Agora, vamos responder a algumas dúvidas de WW:

 

“2. Mesmo não sendo semi analfabeto, como poderia Chico Xavier imitar o estilo dos autores que psicografava?”

 “Lendo livros desses autores, é claro. Não é difícil imitar o estilo de alguém, quando se se propõe fazer isso.”

 

Pergunto se WW conseguiria escrever TODOS os livros que Chico psicografou, sem ter muita instrução , e no tempo em que ele “escreveu” ?

 

Chico lia muito, porque para os espíritos, sempre é melhor que os médiuns tenham mais conhecimentos, mais cultura, para desenvolverem os textos. Isto, absolutamente, não quer dizer que Chico copiasse ou usasse os textos que lia.

 

Certamente, Chico, mesmo só estudando até o primário, depois de tantas leituras, se tornou um homem muito culto.

 

 

 Vou colocar um texto escrito por Hermínio C. Miranda, do livro Diversidade dos Carismas II – Cap.IV – Semiologia da Comunicação Mediúnica, onde, ele nos mostra a necessidade dos médiuns estarem preparados para exercerem a Mediunidade.

  

1 – A linguagem do pensamento

Se o espírito manifestante pudesse transmitir o seu pensamento diretamente ao ser encarnado com o qual desejasse comunicar-se, não precisaria recorrer a nenhum intermediário ( médium) e, por conseguinte, nem ao recurso da linguagem humana, utilizando-se diretamente da única linguagem de que dispõe, ou seja, a do pensamento.

O problema é que ele não encontra, na maioria das pessoas encarnadas, as condições necessárias e suficientes para assim proceder. Precisa valer-se de alguém que lhe sirva de intermediário e que possa captar o seu pensamento, convertendo-o em palavras escritas ou faladas inteligíveis à pessoa ou às pessoas às quais a mensagem se destina.

Logo, a comunicação mediúnica é a resultante de um entendimento telepático (de mente a mente), entre o espírito manifestante e o médium, e deste para o destinatário, já convertido no sistema de linguagem articulada, isto é, palavra escrita ou falada.

Não é difícil, portanto, concluir que o ponto crítico da comunicação mediúnica está na conversão do pensamento alheio em linguagem articulada.

O processo como um todo, por isso mesmo, está sujeito a algumas complicações significativas, que precisam ser levadas em conta a fim de que possam ser contornadas e superadas, se é que temos por meta uma comunicação confiável.

O médium não apenas precisa interpretar corretamente o pensamento do espírito comunicante, como convertê-lo em palavras suas, adequadas e fiéis aos conceitos que recebe, passados e não falados nesta ou naquela língua.

Se já existe dificuldade em traduzir uma língua ouvida em outra falada, maior será a de falar ou escrever sobre conceitos que não ouvimos nem lemos, mas recebemos por meio da linguagem inarticulada do pensamento.

Duas condições vitais são, portanto, exigidas do bom médium: sua capacidade de interpretação e a sua capacidade de conversão do pensamento em palavras, especialmente nos fenômenos de psicovidência.

 

 5 – Ponto crítico: a mente do médium

 

De tudo isso se depreende a responsabilidade do médium e o seu envolvimento no processo da comunicação mediúnica. É ele que “veste” o pensamento dos espíritos e os converte de uma linguagem sem som, sem imagens e sem palavras em sinais ou códigos que permitam o entendimento de tais mensagens por aqueles que não têm como captar o pensamento por via direta.

Por isto é que tanto insistem os espíritos no cultivo da mente do médium.

Se já é bem difícil a uma mente bem-arrumada e rica em informação converter seu próprio pensamento em palavra, falada ou escrita, imagine-se a dificuldade encontrada por aquele que precisa converter em palavras o pensamento alheio e, ainda mais, sem estar devidamente preparado para isso, em virtude de sua própria insuficiência de conhecimentos.

 

Creio que este texto, já responde ao texto escrito abaixo, por WW, sobre a enorme quantidade de livros psicografados por Chico Xavier.

 

 

 1947 – 1958 : média de 3 livros por ano

1959 – 1969 : média de 4 livros por ano

1970 – julho de 1977 : média de 8 livros por ano

agosto de 1977 – 1979 : média de 7,5 livros por ano

1980 – 1989 : média de 15 livros ao ano

1991 – 1992 : média de 6 livros ao ano, devido a problemas de saúde

1993 : 18 livros lançados

 

  

“5. Mas por que Chico Xavier faria tudo isso, se não recebia dinheiro como pagamento? Qual é o motivo para alguém passar a vida toda ajudando as pessoas, se fosse uma fraude?”

 “Dinheiro não é a única coisa que motiva as pessoas. Aliás, a maioria das pessoas vê o dinheiro como forma de conseguir outras coisas, tais como notoriedade.”

Notoriedade, é algo que Chico JAMAIS almejou. Foi, reconhecidamente, uma das pessoas mais modestas do Brasil e do mundo.

 

 “E não é verdade que Chico não se aproveitava do dinheiro: muito era aplicado na divulgação da doutrina Espírita, através do subsídio de livros e outras atividades. O que dá na mesma, porque é o que ELE queria fazer.”

Chico NUNCA se aproveitou do dinheiro da venda dos livros. Tudo era revertido em CARIDADE, em orfanatos , asilos e alimentos para os pobres.

 

 E a divulgação da Doutrina Espírita através dos livros, também era uma forma de CARIDADE.


O Espírito Emmanuel no livro Estude e Viva – FEB 9ª edição, cap. 40, pelos espíritos Emmanuel/André Luiz,
médiuns: Chico Xavier/Waldo Vieira nos diz:


“recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”.

O próximo Post será sobre a Justiça da Reencarnação.

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