Progressão dos Espíritos

31 out

Progressão dos Espíritos

 

Espíritos simples e ignorantes

 

WW fez o seguinte comentário sobre o fato de Deus ter criado os espíritos simples e ignorantes :

 

“Simples e ignorantes”

 “Não quero nem entrar aqui na discussão sobre o jargão “o espírito nasce no mineral, dorme no vegetal, sonha no animal e desperta no hominal (sic)”. Isso complicaria muito mais o raciocínio pois isso implicaria que um mineral teria “livre arbítrio”para gerar “espíritos” distintos uns dos outros pelo poder da escolha.”

  

Sobre este tema, que parece ser tão difícil de entender para algumas pessoas, vou colocar primeiro um pequeno texto do livro Reencarnação e Evolução das Espécies, do Dr. Ricardo Di Bernardi :

 

“A encarnação primeira, portanto, foi para nós, hoje seres humanos, há incontáveis milhões de anos, quando as centelhas divinas mergulharam na dimensão física unindo-se às expressões mais simples da organização material.

 

O espírito “dormiu” nos átomos e passou o grande sono pelo reino mineral, “sonhou” nas organizações vegetais, “agitou-se” pelas espécies animais para “despertar” na espécie humana, rumo à consciência superior em seres futuros.

 

Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, onde o iminente pedagogo francês inquire os espíritos sobre os mais diversos temas, na questão 540 a entidade espiritual, respondendo sobre a ação dos espíritos desencarnados nos fenômenos da natureza, coloca a seguinte assertiva: “É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo.”

 

Não existem portanto seres privilegiados, ou criados pela lei universal já superiores a outros. A distância entre minerais, vegetais e animais é simplesmente consequência do  maior ou menor caminho percorrido na estrada evolutiva do ser.”

 

E, para esclarecer mais ainda, vou colocar alguns trechos de O Livro dos Espíritos, começando com o citado item 540 :

 

540 Os Espíritos que exercem ação sobre os fenômenos da natureza agem com conhecimento de causa, pelo seu livre-arbítrio, ou por um impulso instintivo ou irrefletido?

Uns sim, outros não. Façamos uma comparação: imaginai essas imensidades de animais que pouco a pouco fazem sair do mar as ilhas e os arquipélagos, acreditais que não há nisso um objetivo providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária para a harmonia geral?

 

Esses são apenas animais da última ordem que realizam essas coisas para proverem suas necessidades e sem desconfiarem que são os instrumentos de Deus.

 

Pois bem! Do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto ensaiam para a vida e antes de ter plena consciência de seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre alguns fenômenos dos quais são agentes inconscientes.

 

Executam primeiro;

 

mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material;

 

mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral.

 

É assim que tudo serve, tudo se encaixa na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que começou pelo átomo;

admirável lei de harmonia da qual vosso Espírito limitado ainda não pode entender o conjunto.

 

Na 2ª Parte – Cap. IV – Transmigrações progressivas – itens 189 a 191, os Espíritos nos dizem:

 

189 Desde o princípio de sua formação, o Espírito desfruta da plenitude de suas faculdades?

Não, o Espírito, assim como o homem, tem também sua infância.

Na origem, os Espíritos têm somente uma existência instintiva e mal têm consciência de si mesmos e de seus atos.

É pouco a pouco que a inteligência se desenvolve.

 

190 Qual é o estado da alma em sua primeira encarnação?

É o estado de infância na vida corporal.

Sua inteligência apenas desabrocha: a alma ensaia para a vida.

 

191 As almas de nossos selvagens são almas em estado de infância?

De infância relativa;

são almas já desenvolvidas, pois já sentem paixões.

 

191 a As paixões são, então, um sinal de desenvolvimento?

De desenvolvimento sim, mas não de perfeição.

As paixões são um sinal da atividade e da consciência do eu, visto que, na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estado de germe.

 

A vida do Espírito, em seu conjunto, passa pelas mesmas fases que vemos na vida corporal.

 

Gradualmente, passa do estado de embrião ao de infância para atingir, no decurso de uma sucessão de períodos, o de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que não conhece o declínio e a decrepitude, isto é, a velhice extrema como na vida corporal.

 

Essa vida, que teve começo, não terá fim;

precisa de um tempo imenso, do nosso ponto de vista, para passar da infância espírita a um desenvolvimento completo, e seu progresso se realiza não somente num único mundo, mas passando por diversos mundos.

 

A vida do Espírito se compõe, assim, de uma série de existências corporais, e cada uma delas é uma ocasião para o seu progresso, como cada existência corporal se compõe de uma série de dias em cada um dos quais o homem adquire um acréscimo de experiência e instrução.

 

Mas, da mesma forma que, na vida do homem, há dias que não trazem nenhum proveito, também na do Espírito há existências corporais sem resultado, por não as ter sabido aproveitar.

 

 

No mesmo Livro dos Espíritos Cap. XI – Dos Três Reinos, os Espíritos respondem sobre esta mesma progressão:

 

585 Que pensais da divisão da natureza em três reinos, ou melhor, em duas classes: os seres orgânicos e os inorgânicos1? Alguns fazem da espécie humana uma quarta classe    Qual dessas divisões é preferível?

Todas são boas, dependendo do ponto de vista.

Sob o ponto de vista material, há apenas seres orgânicos e inorgânicos;

sob o ponto de vista moral há, evidentemente, quatro graus.

 

Esses quatro graus têm, de fato, características nítidas, ainda que seus limites pareçam se confundir.

 

A matéria inerte, que constitui o reino mineral, tem somente uma força mecânica.

 

As plantas, ainda que compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade.

 

Os animais, compostos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm além disso uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade.

 

O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, sem limites fixados, que lhe dá a consciência de seu futuro, a percepção das coisas extra-materiais e o conhecimento de Deus.

 

604 Os animais, mesmo os aperfeiçoados nos mundos superiores, são sempre inferiores ao homem. Isso significa que Deus teria criado seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade, o que parece estar em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se distingue em todas as suas obras.

Tudo se encaixa na natureza pelos laços que não podeis ainda compreender, e as coisas mais desiguais na aparência têm pontos de contato que o homem nunca chegará a compreender na sua condição atual.

 

Ele pode entrevê-los pelo esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver adquirido todo desenvolvimento e estiver livre dos preconceitos do orgulho e da ignorância é que poderá ver claramente na obra de Deus.

 

Enquanto isso não acontece, suas idéias limitadas lhe fazem ver as coisas sob um ponto de vista mesquinho e restrito.

 

Sabei bem que Deus não pode se contradizer e que tudo, na natureza, se harmoniza pelas leis gerais que nunca se afastam da sublime sabedoria do Criador.

 

604 a A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem?

Sim, mas os animais têm apenas a inteligência da vida material;

para o homem, a inteligência produz a manifestação da vida moral.

 

605 Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal?

De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita?

Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?

 

Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos.

 

Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual.

 

Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos;

pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

 

605 a Assim, além de suas próprias imperfeições, das quais o Espírito deve se despojar, o homem tem ainda que lutar contra a influência da matéria?

Sim, quanto mais é inferior mais os laços entre o Espírito e a matéria são unidos; não o vedes?

 

O homem não tem duas almas; a alma é sempre única em cada ser.

 

A alma do animal e a do homem são distintas uma da outra, de modo que a alma de um não pode animar o corpo criado para a outra.

 

Mas, ainda que o homem não tenha alma animal que, por suas paixões, o nivele aos animais, tem o corpo que muitas vezes o rebaixa a eles, porque seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, porém ininteligentes e limitados ao cuidado de sua conservação.

 

O Espírito, ao encarnar no corpo do homem, traz o princípio intelectual e moral que o torna superior aos animais.

 

As duas naturezas que existem no homem dão às suas paixões duas origens diferentes:

 

uma vem dos instintos da natureza animal,

outra das impurezas do Espírito encarnado e que simpatiza mais ou menos com a grosseria dos apetites animais.

 

Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria.

 

Submisso a essa influência, se aproxima da brutalidade;

despojado dela, se eleva à sua verdadeira destinação.

 

606 De onde os animais tiram o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma, da qual são dotados?

Do elemento inteligente universal.

 

606 a A inteligência do homem e a dos animais vêm de um princípio único?

Sem dúvida. Mas no homem ela recebeu uma elaboração que o eleva acima do animal.

 

607 Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado semelhante ao da infância da vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e ela ensaia para a vida. (Veja a questão 190.) Onde o Espírito cumpre essa primeira fase?

Em uma série de existências anteriores ao período que chamais humanidade.

 

607 a Assim, pode-se considerar que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da Criação?

Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende à unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco e ensaia para a vida, como já dissemos.

 

É, de algum modo, um trabalho preparatório, como a germinação, em que o princípio inteligente sofre uma transformação e torna-se Espírito.

 

É então que começa o período da humanização e com ela a consciência de seu futuro, a distinção entre o bem e o mal e a responsabilidade de seus atos.

 

Assim como depois da infância vem a adolescência, depois a juventude e, enfim, a idade adulta. Não há, além disso, nessa origem nada que deva humilhar o homem. Será que os grandes gênios se sentirão humilhados por terem sido fetos em formação no seio de sua mãe?

 

Se alguma coisa deve humilhá-lo é sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundidade dos seus desígnios e a sabedoria das leis que regem a harmonia do universo.

 

Reconhecei a grandeza de Deus nessa harmonia admirável que faz com que tudo seja solidário na natureza.

 

Acreditar que Deus pudesse fazer alguma coisa sem objetivo e ter criado seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.

 

607 b Esse período de humanização começa na nossa Terra?

A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana; o período de humanização começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores;

entretanto, essa não é uma regra geral, e poderia acontecer que um Espírito, desde o começo de sua humanização, estivesse apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente; é, antes, uma exceção.

 

 

 E, WW continua com o seu ceticismo…….

 

“Ah, e também dizem que Deus cria espíritos continuamente, até hoje.”

 

Sim, Deus está SEMPRE criando.

Jesus mesmo nos disse:

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

 

WW diz ainda :

  

“Isso, logo de cara, vai contra o princípio da equidade, pois se um espírito é criado ANTES que o outro, foi criado com a VANTAGEM  de ter “começado primeiro”. Mas o problema não é só esse”.

 

Deus tem criado espíritos por toda a eternidade.

 

Os anjos ( que são espíritos), já foram como nós. Evoluíram, como todos nós evoluiremos.

 

– Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

 

Mateus 11 : 12Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

I João 4 : 12Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.

 

I Pedro 5 :10Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:

 

Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

 

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

 

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.  

JESUS – Espírito Puro

 

Serafins Isaías 6  :6Então, um dos serafins voou para mim

 

Querubins Ezequiel 10 : 1Olhei, e eis que, no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma de um trono.

 

Anjos Hebreus 1 : 13 –  14 – Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Hebreus 2 : 1 Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Espíritos imperfeitos – Efésios 2 : 3 – entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;

e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

 

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Cap. I – itens 114 – 122os Espíritos nos explicam o assunto:

 

Progressão dos Espíritos

 

114 Os Espíritos são bons ou maus por natureza ou são eles mesmos que se melhoram?

São os próprios Espíritos que se melhoram, passando de uma ordem inferior para uma ordem superior.

 

115 Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus?

Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento.

 

Deu a cada um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los de Si.

 

A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição.

 

Os Espíritos adquirem esses conhecimentos ao passar pelas provas que a Lei Divina lhes impõe.

 

Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais depressa ao objetivo que lhes é destinado.

 

Outros somente as suportam com lamentação e por causa dessa falta permanecem mais tempo afastados da perfeição e da felicidade prometida.

 

115 a Assim sendo, os Espíritos seriam em sua origem semelhantes às crianças, ignorantes e sem experiência, só adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam ao percorrer as diferentes fases da vida?

Sim, a comparação é boa. A criança rebelde permanece ignorante e imperfeita, tem maior ou menor aproveitamento segundo sua docilidade. Porém, a vida do homem tem um limite, um fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

 

116 Há Espíritos que permanecerão perpetuamente nas classes inferiores?

Não, todos se tornarão perfeitos.

 

Eles progridem, mas demoradamente.

 

Como já dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente seus filhos.

 

Pretenderíeis que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?

 

117 Depende dos Espíritos apressar seu progresso para a perfeição?

Certamente. Chegam mais ou menos rapidamente conforme seu desejo e submissão à vontade de Deus.

Uma criança dócil não se instrui mais rapidamente do que uma criança rebelde?

 

118 Os Espíritos podem se degenerar?

Não; à medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição.

Quando o Espírito acaba uma prova, fica com o conhecimento que adquiriu e não o esquece mais.

 

Pode ficar estacionário, mas retroceder, não retrocede.

 

119 Deus não poderia isentar os Espíritos das provas que devem sofrer para atingir a primeira ordem?

Se tivessem sido criados perfeitos, não teriam nenhum mérito para desfrutar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta?

 

Além do mais, a desigualdade entre eles é necessária para desenvolver a personalidade, e a missão que realizam nessas diferentes ordens está nos desígnios da Providência para a harmonia do universo.

 

Tendo em vista que na vida social todos os homens podem chegar às primeiras funções, igualmente poderíamos perguntar por que o soberano de um país não promove cada um de seus soldados a general; por que todos os empregados subalternos não são empregados superiores; por que todos os estudantes não são mestres.

 

 Portanto, há essa diferença entre a vida social e a vida espiritual:

 

a primeira é limitada e nem sempre permite alcançar todos os graus,

enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao grau supremo.

 

120 Todos os Espíritos passam pelo mal para chegar ao bem?

Pelo mal, não, mas sim pela fieira da ignorância.

 

  121 Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

Não têm eles o livre-arbítrio?

 

Deus não criou Espíritos maus;

criou-os simples e ignorantes, ou seja, com as mesmas aptidões tanto para o bem quanto para o mal.

 

Os que são maus o são por vontade própria.

 

122 Como é que os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, podem ter a liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, alguma tendência que os leve para um ou outro caminho?

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.

 

Não haveria mais liberdade se a escolha fosse determinada ou imposta por uma causa independente da vontade do Espírito.

 

A causa não está nele, e sim fora, nas influências a que cede em virtude de sua livre vontade.

 

É essa a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam, outros resistiram à tentação.

 

 

O próximo Post será sobre o esquecimento do passado.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: