Mundos inferiores e mundos superiores ; João 14 : 1 – 3

18 abr

Mundos inferiores e mundos superiores

 

Como este texto é uma continuação do Capítulo III  de O Evangelho segundo o Espiritismo, vou colocar alguns versículos como prólogo.

 

O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. IIIHá muitas moradas na casa de meu Pai.

 

João 14 : 1 – 3

 Não se turbe o vosso coração. – Credes em Deus, crede também em mim.

Há muitas moradas na casa de meu Pai;

 

se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar.

Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. 

 João 8 : 23 – E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.

 

 João 9 : 39 – Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.

 

 João 18 : 36 – Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo.

Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus;

mas agora o meu reino não é daqui.

 

2. A casa do Pai é o Universo.

As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.

 

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

 

 Hebreus 1 : 13  –  14

13 –   Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

 

14 –   Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Hebreus  2 : 1  –  4

1 –  Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

2 –  Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

 

3 –   como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?

A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4 –   dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

 

 Mundos inferiores e mundos superiores

 

8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa.

Tal mundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.

 

Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe.

 

Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza.

Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto.

A força bruta é, entre eles, a única lei.

Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos.

 

Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona;

no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo.

 

Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.

 

Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

 

9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra.

 

Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada.

O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca.

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta.

A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil:

em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos.

 

Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas.

 

Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.

 

A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância.

Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra.

 

Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos.

A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição;

longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir.

 

Durante a vida, não estando a alma, encerrada numa matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação , permitindo a livre transmissão do pensamento.

 

10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre.

 

Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento;

só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia.

 

A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça.

 

O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.

 

Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar.

 

Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados;

desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja;

 

um sentimento de amor e fraternidade une todos os homens, e os mais fortes ajudam os mais fracos.

 

Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência;

ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação.

 

Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.

11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem;

da noite, para admirardes a luz;

da doença, para apreciardes a saúde.

 

Naqueles outros não há necessidade desses contrastes.

A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contato dos maus, que lá não têm acesso.

 

Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender.

Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu.

Por quê?

 

Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes;

não pode, pois, falar do que não conhece.

 

A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.

 

12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos;

a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos.

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros;

a todos são acessíveis as mais altas categorias:

apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

 

Mundos de expiações e de provas

13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais?

A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador.

 

As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso.

Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral.

 

Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.

 

Atos 14 : 22 –  .. fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé;

e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus

 

II Tessalonicenses  1 : 4 – 5 

 4 –  a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,

 5 –  sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;

 

 Romanos 8 : 18Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

 

II Coríntios 4 : 17    Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

 

II Coríntios 4 : 18  –  não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem;

porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

 

Hebreus 12 : 10  –  Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia;

Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.

 

 Hebreus 12 : 11  –  Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza;

ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.

 

Tiago 1 : 2 –  Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,

 

Tiago 1 : 3 –  sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.

 

Tiago 1 : 4 –  Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

 

 

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação.

 

As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados.

 

Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso.

São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

 

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são como estrangeiros, na Terra;

já estiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons.

 

Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram.

 

Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes.

Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida.

É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas,cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus.

 

Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência.

 

É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. Santo Agostinho. Paris, 1862.)

 

Mundos regeneradores

 

16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação!

Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores.

 

Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade.

 

Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio.

 

Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem.

Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

 

II Pedro 3 : 9 Não retarda o SENHOR a sua promessa, como alguns a julgam demorada ;

pelo contrário , ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes.

A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se.

 

Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria;

a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca.

 

Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor;

perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

 

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade.

O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados.

Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação.

 

Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel.

 

Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro;

compreende a existência de outras alegrias prometidas pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida.

 

Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes.

Não mais sentidos materiais e grosseiros;

somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

 

18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império.

Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.

 

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

 

 

Progressão dos mundos

19. O progresso é lei da Natureza.

A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere.

 

A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

 

Romanos 12 : 2 –  E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de  Deus.

 

Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam.

 

Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso.

 

Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário.

 

Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador!

Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam!

 

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado.

 

Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

 

 

O próximo Post será sobre o Mundo Espírita ou dos Espíritos.

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