OS FLUIDOS

24 maio

OS FLUIDOS

 

Livro: A GÊNESECapítulo XIVOS FLUIDOS

OS FLUIDOS

 

NATUREZA E PROPRIEDADES DOS FLUIDOS

 

Elementos fluídicos

 

1. – A Ciência resolveu a questão dos milagres que mais particularmente derivam do elemento material, quer explicando-os, quer lhes demonstrando a impossibilidade, em face das leis que regem a matéria.

Mas, os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual, esses, não podendo ser explicados unicamente por meio das leis da Natureza, escapam às investigações da Ciência.

Tal a razão por que eles, mais do que os outros, apresentam os caracteres aparentes do maravilhoso.

É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.

2.O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. (Cap. X.)

 

Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:

 

o de eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o primitivo estado normal,

 

e o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele.

 

O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.

Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. (Cap. IV, nos 10 e seguintes.)

 

Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais:

 

ao segundo pertencem os do mundo visível

e ao primeiro os do mundo invisível.

 

Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.

 

Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente.

 

No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea;

os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)

 

(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma, ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma.

 

Esta qualificação os liga mais intimamente à ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode-se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a título de milagres.

3. – No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme;

sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível.

 

Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

 

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre.

 

Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

 

Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham.

 

Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam.

 

4. – Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea.

Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.

 

Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno.

Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão.

É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

5.A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia, é o ponto de partida do fluido universal;

o ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível.

Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro.

 

Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra.

 

É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessários à economia de suas existências.

Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos, não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos das regiões superiores.

 

O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e as condições de vitalidade próprias de cada um.

Quanto menos material é a vida neles, tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.

Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada.

 

De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente.

 

Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos.

Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.

 

6.Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível?

Ela talvez somente seja compacta em relação aos nossos sentidos;

prová-lo-ia a facilidade com que a atravessam os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que os corpos transparentes oferecem à luz.

 

Tendo por elemento primitivo o fluído cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar-se em gás impalpável.

 

Na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.

 

Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares?

Certos fenômenos, que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô-lo.

 

Ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível;

o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.

 

Neste estudo sobre Fluidos, está o estudo sobre o Perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, um dos mais importantes produtos do fluido cósmico.

 

É o corpo espiritual de que o Apóstolo Paulo já falava.

 

I Coríntios 15 : 44 –  Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual.

Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

 

Ação dos Espíritos sobre os fluidos. – Criações fluídicas.

 

13. – Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer,

 

a atmosfera dos seres espirituais;

 

o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam;

 

o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível;

 

o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz ordinária;

 

finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.

 

14. – Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade.

 

Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem.

 

Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas;

 

mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis.

É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.

 

Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção;

doutras, são produto de um pensamento inconsciente.

 

Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

 

É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações.

 

Exemplo :

Mateus 17 : 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

 

Observação: coloquei na 1ª Categoria, estudos sobre Moisés e Elias, onde mostrei que Moisés morreu e foi enterrado e que Elias ( que muitos dizem não ter morrido, contrariando as palavras de Jesus, que dizia ser ele, João Batista), realmente, morreu, e apareceu, não como João Batista, mas , como Elias.

 

15.Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar;

eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som..

Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios (2) sonoros.

 

(2) Nota da Editora, à 16ª edição, de 1973: Como consta no original francês. Usaríamos o termo vibrações, definido com clareza nos modernos dicionários e plenamente consagrado na nossa literatura espírita.

 

 

Qualidades dos fluidos

 

16. – Tem conseqüências de importância capital e direta para os encarnados a ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais.

 

Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos.

 

Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.

 

Filipenses 4 : 8 –  Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

 

Os fluidos que envolvem os Espíritos maus, ou que estes projetam são, portanto, viciados, ao passo que os que recebem a influência dos bons Espíritos são tão puros quanto o comporta o grau da perfeição moral destes.

 

17. – Fora impossível fazer-se uma enumeração ou classificação dos bons e dos maus fluidos, ou especificar-lhes as respectivas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos a diversidade deles.

 

Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa.

 

Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos.

 

Também carecem de denominações particulares.

Como os odores, eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais.

 

Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc.

 

Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc.

 

O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem.

 

18. Sendo apenas Espíritos encarnados, os homens têm uma parcela da vida espiritual, visto que vivem dessa vida tanto quanto da vida corporal;

primeiramente, durante o sono e, muitas vezes, no estado de vigília.

 

O Espírito, encarnado, conserva, com as qualidades que lhe são próprias, o seu perispírito que, como se sabe, não fica circunscrito pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e o envolve como que de uma atmosfera fluídica.

 

Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha preponderante papel no organismo.

Pela sua expansão, põe o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres e também com os Espíritos encarnados.

 

O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

 

Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más.

 

Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.

Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido.

 

Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.

 

Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular.

 

Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar;

se são maus, a impressão é penosa.

 

Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas;

não é outra a causa de certas enfermidades.

 

Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.

 

19. – Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião.

Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos.

 

É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota.

Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.

 

Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes.

 

Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão;

penosa, se aquele é discordante.

Ora, para isso, não se faz mister que o pensamento se exteriorize por palavras;

quer ele se externe, quer não, a irradiação existe sempre.

 

Tal a causa da satisfação que se experimenta numa reunião simpática, animada de pensamentos bons e benévolos.

Envolve-a uma como salubre atmosfera moral, onde se respira à vontade;

sai-se reconfortado dali, porque impregnado de salutares eflúvios fluídicos.

 

Basta, porém, que se lhe misturem alguns pensamentos maus, para produzirem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido, ou o de uma nota desafinada num concerto.

 

Desse modo também se explica a ansiedade, o indefinível mal-estar que se experimenta numa reunião antipática, onde malévolos pensamentos provocam correntes de fluido nauseabundo.

 

20. – O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível.

 

O homem o sente instintivamente, visto que procura as reuniões homogêneas e simpáticas, onde sabe que pode haurir novas forças morais, podendo-se dizer que, em tais reuniões, ele recupera as perdas fluídicas que sofre todos os dias pela irradiação do pensamento, como recupera, por meio dos alimentos, as perdas do corpo material.

 

É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior.

 

Quando se diz que um médico opera a cura de um doente, por meio de boas palavras, enuncia-se uma verdade absoluta, pois que um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral.

 

21. – Dir-se-á que se podem evitar os homens sabidamente mal-intencionados.

É fora de dúvida;

mas, como fugiremos à influência dos maus Espíritos que pululam em torno de nós e por toda parte se insinuam, sem serem vistos?

 

I Pedro 5 : 8  – 9

Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;

resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.

 

O meio é muito simples, porque depende da vontade do homem, que traz consigo o necessário preservativo.

Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas;

os dessemelhantes se repelem;

há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.

 

Que se faz quando está viciado o ar? Procede-se ao seu saneamento, cuida-se de depurá-lo, destruindo o foco dos miasmas, expelindo os eflúvios malsãos, por meio de mais fortes correntes de ar salubre.

 

A invasão, pois, dos maus fluidos, cumpre se oponham os fluidos bons e, como cada um tem no seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, todos trazem consigo o remédio aplicável.

 

Trata-se apenas de purificar essa fonte e de lhe dar qualidades tais, que se constitua para as más influências um repulsor, em vez de ser uma força atrativa.

 

O perispírito, portanto, é uma couraça a que se deve dar a melhor têmpera possível.

Ora, como as suas qualidades guardam relação com as da alma, importa se trabalhe por melhorá-la, pois que são as imperfeições da alma que atraem os Espíritos maus.

 

Efésios 6 : 14  –  17

14 –  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.

 

15 –  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;

 

16 –  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

 

17 –  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

 

 

As moscas são atraídas pelos focos de corrupção;

destruídos esses focos, elas desaparecerão.

 

Os maus Espíritos, igualmente, vão para onde o mal os atrai;

eliminado o mal, eles se afastarão.

 

Os Espíritos realmente bons, encarnados ou desencarnados, nada tem que temer da influência dos maus.

 

 

O próximo Post será uma continuação do tema sobre Fluidos.

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