EUTANÁSIA

31 jul

EUTANÁSIA :

 

Prática, sem amparo legal, pela qual se busca abreviar, sem dor ou sofrimento, a vida de um doente reconhecidamente incurável.

 

O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem- aventurados os Aflitos.

 

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.

– Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados.

– Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (MATEUS  V –  5, 6 e 10.)

 

Dever-se-á pôr termo às provas do próximo?

 

27. Deve alguém por termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

 

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é consequência das vossas existências anteriores, são os juros da divida que tendes de pagar.

 

Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.

 

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso.

 

Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro.

 

É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus;

dar-se-á, porém, conheçais esse curso?

 

Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: “Não irás mais longe?”

 

Provérbios 16 : 1 – 3

 

O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.

 

Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito.

 

Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.

 

 

Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira?

 

Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: “É a justiça de Deus, importa que siga o seu curso.

Dizei antes: “Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão.

 

Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação.

 

II Coríntios 1 : 4 –  É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

 

Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento;

se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substitui-lo pela bênção da paz.”

 

Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura.

 

Contra essa ideia deve revoltar-se todo homem de coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus.

 

Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento;

que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão.

 

João 13 : 34 – 35

 

34  Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

 

35  Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

 

Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.

 

II Coríntios 4 : 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados;

perplexos, porém não desanimados;

 

Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida?

 

De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação?

 

Oh! considerai-vos sempre como instrumento para fazê-la cessar.

 

Resumindo: todos estais na Terra para expiar;

mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade.Bernardino, Espírito protetor. (Bordéus, l863.)

 

João 15 : 12 – O meu mandamento é este:

que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

 

II Coríntios 1 : 4 É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

 

Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura?

 

28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é sem esperanças. É permitido poupar-lhe alguns instantes de angústias, abreviando-lhe o fim?

 

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus?

Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias diversas das que tinha?

 

Lucas 1 : 37 – Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.

 

Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira.

A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

 

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores;

mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades!

 

Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância.

 

Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

 

II Coríntios 7 : 10Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar;

mas a tristeza do mundo produz morte.

 

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas;

o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento.

 

Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes;

mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. S. Luís. (Paris, 1860.)

 

Romanos 12 : 12 –  regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;

 

 

O Livro dos Espíritos – 4ª Parte – Esperanças e ConsolaçõesCapítulo 1Penalidades e prazeres terrenos

 

Desgosto da vida. Suicídio

953 Quando uma pessoa vê diante de si uma morte inevitável e terrível, é culpada por abreviar em alguns instantes seus sofrimentos por uma morte voluntária?

Sempre se é culpado por não aguardar o termo fixado por Deus.

Quem poderá assegurar, aliás, se o fim chegou, apesar das aparências, e que não se pode receber um socorro inesperado no último momento?

 

Lucas 18 : 27 – Mas ele respondeu:

Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.

 

953 a Concebe-se que em circunstâncias comuns o suicídio seja condenável, mas suponhamos o caso em que a morte é inevitável e a vida seja abreviada apenas por alguns instantes.

É sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador.

 

953 b Quais são, nesse caso, as consequências dessa ação?

Uma expiação proporcional à gravidade do erro, de acordo com as circunstâncias, como sempre.

 

954 Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade é repreensível?

Não existe culpabilidade se não há intenção ou consciência positiva de fazer o mal.

 

Livro : O ConsoladorEmmanuel, psicografado por Francisco C. Xavier.

 

O homem não tem o direito de praticar a eutanásia, em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstração aparente de medida benfazeja.

 

A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser um bem, como a única válvula de escoamento das imperfeições do Espírito em marcha para a sublime aquisição de seus patrimônios da vida imortal.

 

Além do mais, os desígnios divinos são insondáveis e a ciência precária dos homens não pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Espírito.

 

 

O próximo Post será sobre Suicídio.

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