Suicídio Parte II

22 ago

Suicídio Parte II

 

O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo VBem-aventurados os Aflitos

 

1. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.

– Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados.

– Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. ( MATEUS V,  5, 6 e 10.)

 

2. Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus.

– Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados.

– Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. ( LUCAS VI, 20 e 21.)

 

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação.

– Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome.

– Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. ( LUCAS VI , 24 e 25.)

 

O suicídio e a loucura

 

14. A calma e a resignação adquiridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.

 

Romanos 12 : 12 – regozijai-vos na esperança,

sede pacientes na tribulação,

na oração, perseverantes;

 

Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar.

 

Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.

 

15. O mesmo ocorre com o suicídio.

Postos de lado os que se dão em estado de embriaguez e de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem.

 

Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência.

 

Romanos  8 : 24  –  26

24  Porque, na esperança, fomos salvos.

Ora, esperança que se vê não é esperança;

pois o que alguém vê, como o espera?

 

25  Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

 

26  Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza;

porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

 

Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos.

E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia?

 

Mas, para o que não crê na eternidade e julga que com a vida tudo se acaba,  que se deixa abater pelo desgosto e infortúnio  e unicamente na morte vê uma solução para as suas amarguras;

nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias.

 

16. A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio;

ocasionam a covardia moral.

 

Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou leem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem?

 

Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa consequência?

Que compensação lhes podem oferecer?

Que esperança lhes podem dar?

 

Nenhuma, a não ser o nada.

Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heroico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.

 

A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade.

 

Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida.

 

O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas;

donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio;

donde, em suma, a coragem moral.

 

17. O Espiritismo ainda produz, sob esse aspecto, outro resultado igualmente positivo e talvez mais decisivo.

 

Apresenta-nos os próprios suicidas a informar-nos da situação desgraçada em que se encontram e a provar que ninguém viola impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem encurtar a sua vida.

 

Entre os suicidas, alguns há cujos sofrimentos, nem por serem temporários e não eternos, não são menos terríveis e de natureza a fazer refletir os que porventura pensam em daqui sair, antes que Deus o haja ordenado.

 

O espírita tem, assim, vários motivos a contrapor à ideia do suicídio:

 

a certeza de uma vida futura, no qual ele sabe que, será tanto mais  feliz, quanto mais infeliz e resignado haja sido na Terra;

 

a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava;

 

que se liberta de um mal, para incorrer num mal pior, mais longo e mais terrível;

 

que se engana, imaginando que, com o matar-se, vai mais depressa para o céu;

 

que o suicídio é um obstáculo a que no outro mundo ele se reúna aos que foram objeto de suas afeições e aos quais esperava encontrar;

 

donde a consequência de que o suicídio, só lhe trazendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses.

 

Por isso mesmo, o número de suicídios que o Espiritismo impede é considerável , podendo daí concluir-se que, quando todos os homens forem espíritas, deixará de haver suicídios conscientes.

 

Comparando-se, então, os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da Doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçoso será reconhecer que, enquanto a lógica das primeiras a ele conduz, a da outra o evita, fato que a experiência confirma.

 

Sacrifício da própria vida

 

29. Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?

Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência:

há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato.

 

Mateus 5 : 21 – Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.

 

E ilusória a ideia de que sua morte servirá para alguma coisa;

isso não passa de pretexto para disfarçar a ação criminosa e desculpá-lo aos seus próprios olhos.

 

Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo;

não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria.

 

O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário.

Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação. S. Luís. (Paris, 1860)  

 

30. Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio?

Desde que no ato não entre a intenção de buscar a morte, não há suicídio e, sim, apenas, devotamento e abnegação, embora também haja a certeza de que morrerá.

 

João 15 : 12 – 13

12  O meu mandamento é este:

que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

 

13  Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.

 

Mas, quem pode ter essa certeza?

Quem poderá dizer que a Providência não reserva um inesperado meio de salvação para o momento mais crítico?

 

Lucas 18 : 27 – Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.

 

Não poderia ela salvar mesmo aquele que se achasse diante da boca de um canhão?

Pode muitas vezes dar-se que ela queira levar ao extremo limite a prova da resignação e, nesse caso, uma circunstância inopinada desvia o golpe fatal. S. Luís. (Paris, 1860.)

 

Proveito dos sofrimentos para outrem

 

31. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente:

 

materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes;

 

moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus.

 

Filipenses  1 : 21 – 24

21  Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

 

22  Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.

 

23  Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

 

24  Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.

 

II Coríntios 5 : 1 – 2

1 – Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

 

2 – E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

 

Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas consequências funestas para o futuro. S. Luís.(Paris, 1860.).127

 

 

Livro : Memórias de um Suicida1ª Parte – Capítulo V Yvonne Pereira.

 

O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com as Leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo Criador, e que se vê obrigado a repetir a experiência na Terra, tomando corpo novo, uma vez que destruiu aquele que a Lei lhe confiara para instrumento de auxílio na conquista do próprio aperfeiçoamento.

 

O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.

 

 

Livro : O pensamento de EmmanuelCapítulo 35

 

O suicídio, longe de ser a porta da salvação, é o sombrio pórtico de inimagináveis torturas.

 

O suicídio, ou auto-extermínio, constitui sob o ponto de vista do Espiritismo, uma das mais sérias infrações às leis da vida.

 

Romanos 5 : 3  –  4

3 – E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;

4e a perseverança, experiência;

e a experiência, esperança.

 

II Coríntios 4 : 17 – 18

17 – Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

 

18não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem;

porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

 

Tiago  1 : 12 – Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação;

porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.

 

 

O próximo Post será : ABORTO

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