Destinação das crianças após a morte

16 out

Destinação das crianças após a morte

 

O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Capítulo IVDa Pluralidade das Existências.

 

197 O Espírito de uma criança que desencarna em tenra idade poderá ser tão avançado quanto o de um adulto?

Algumas vezes é mais, porque pode ter vivido muito mais e ter mais experiência, principalmente se progrediu.

 

I Tessalonicenses 4 : 9 – 10

No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva,

porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;

10  e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia.

Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais

 

I Pedro 5 : 10Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco,

ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

197 a O Espírito de uma criança pode, então, ser mais avançado do que o de seu pai?

Isso é muito frequente.

Vós mesmos não vedes isso muitas vezes na Terra?

 

198 De uma criança que morre em tenra idade, e, portanto, não tendo praticado o mal, podemos supor que seu Espírito pertença aos graus superiores?

Se não fez o mal, não fez o bem, e Deus não a isenta das provações que deve passar.

Seu grau de pureza não ocorre porque tenha animado o corpo de uma criança, mas pelo progresso que já realizou.

 

199 Por que a vida é muitas vezes interrompida na infância?

A duração da vida de uma criança pode ser, para o Espírito que nela está encarnado, o complemento de uma existência anterior interrompida antes do tempo.

Sua morte é, muitas vezes, também uma provação ou uma expiação para os pais.

 

Hebreus 12 : 10  – 11

10Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia;

Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.

 

 11 Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza;

ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.

 

199 a O que acontece com o Espírito de uma criança que morre em tenra idade?

Ela recomeça uma nova existência.

 

Se o homem tivesse apenas uma existência e se, depois dela, sua destinação futura fosse fixada perante a eternidade, qual seria o mérito de metade da espécie humana que morre em tenra idade, para desfrutar, sem esforços, da felicidade eterna?

 

E com que direito ficaria desobrigada e livre das condições, muitas vezes tão duras, impostas à outra metade?

Tal ordem de coisas não estaria de acordo com a justiça de Deus.

 

Pela reencarnação, a igualdade é para todos.

O futuro pertence a todos sem exceção e sem favorecer a ninguém.

Os que se retardam não podem culpar senão a si mesmos.

O homem deve ter o mérito de seus atos, como tem de sua responsabilidade.

 

II Pedro 3 : 9 Não retarda o SENHOR a sua promessa, como alguns a julgam demorada ;

pelo contrário , ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

Salmos 62 : 12 – e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.

 

Romanos 14 : 12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

 

Além do mais, não é racional considerar a infância como um estado normal de inocência.

Não se veem crianças dotadas dos piores instintos numa idade em que a educação ainda não pôde exercer sua influência?

 

Não há algumas que parecem trazer do berço a astúcia, a falsidade, a malícia, até mesmo o instinto de roubo e de homicídio, apesar dos bons exemplos que lhe são dados de todos os lados?

 

A lei civil as absolve de seus delitos, porque considera que agem sem discernimento.

E tem razão, porque, de fato, agem mais instintivamente do que pela própria vontade.

 

Porém, de onde podem se originar esses instintos tão diferentes em crianças da mesma idade, educadas nas mesmas condições e submetidas às mesmas influências?

 

De onde vem essa perversidade precoce, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?

 

As que são dadas a vícios, é porque seu Espírito progrediu menos e, portanto, sofrem as consequências, não por seus atos de infância, mas por aqueles de suas existências anteriores.

 

E é desse modo que a lei é igual para todos, e a justiça de Deus a todos alcança.

 

 

Livro : O que é o EspiritismoCapítulo III – Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita

 

O Homem depois da morte

 

154 – Qual é, na outra vida, o estado intelectual e moral da alma da criança morta em tenra idade?

Suas faculdades estão na infância, como durante a vida?

O desenvolvimento incompleto dos órgãos da criança não permitia ao Espírito se manifestar completamente;

liberto desse envoltório, suas faculdades são as que tinha antes da sua encarnação.

 

O Espírito não tendo passado senão alguns instantes na vida, suas faculdades não puderam se modificar.

 

Nota: Nas comunicações espíritas, o Espírito de uma criança pode, pois, falar como o de um adulto, porque pode ser um Espírito muito avançado.

Se toma, algumas vezes, a linguagem infantil é para não tirar da mãe o encanto de um ser frágil e delicado e enfeitado com as graças da inocência. (Revista Espírita, 1858, pág. 17: Mãe! eu estou aí).

 

A mesma pergunta podendo ser feita sobre o estado intelectual da alma dos cretinos, dos idiotas e dos loucos, depois da morte, encontra sua solução na precedente.

 

158 – Qual é, na vida futura, a sorte das crianças que morrem em tenra idade?

Essa questão é uma das que provam melhor a justiça e a necessidade da pluralidade das existências.

 

Uma alma que não tivesse vivido senão alguns instantes, não tendo feito nem bem nem mal, não mereceria nem recompensa nem punição.

 

Segundo a máxima do Cristo, de que cada um é punido ou recompensado segundo suas obras,

seria, tanto ilógico como contrário à justiça de Deus admitir-se que, sem trabalho, ela fosse chamada a gozar da felicidade perfeita dos anjos,

ou que pudesse disso ser privada, e, todavia, ela deve ter uma sorte qualquer;

um estado misto, pela eternidade, seria também injusto.

 

Interrompida uma existência desde o seu princípio, não podendo ter, pois, nenhuma consequência para a alma, sua sorte atual é a que merecia na sua precedente existência, e sua sorte futura aquela que merecerá nas suas existências ulteriores.

 

Mateus 16 : 27Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos,

e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras.

 

 

Livro : O Livro dos Espíritos – Parte QuartaEsperanças e ConsolaçõesCap. IPenalidades e prazeres terrenos.

 

 Perda de pessoas amadas

 

934 Por que a perda das pessoas queridas nos causa um desgosto tanto mais legítimo quanto irreparável e independente de nossa vontade?

Esse motivo de desgosto atinge tanto o rico quanto o pobre:

é uma prova ou uma expiação, é a lei comum.

Mas é uma consolação poder se comunicar com os amigos pelos meios que tendes, enquanto esperais outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

 

935 O que pensar das pessoas que veem as comunicações dos Espíritos como uma profanação?

Não pode haver nisso profanação quando há recolhimento e quando a evocação é feita com respeito e dignidade.

O que prova isso é que os Espíritos que se afeiçoam a vós vêm com prazer, ficam felizes com vossa lembrança e por se comunicarem convosco.

Haveria profanação se fizessem disso uma leviandade.

 

A possibilidade de entrar em comunicação com os Espíritos é uma consolação bem doce, uma vez que nos proporciona o meio de conversarmos com nossos parentes e amigos que deixaram a Terra antes de nós.

 

Pela evocação, os aproximamos de nós, e eles ficam do nosso lado, nos ouvem e respondem;

não há, por assim dizer, mais separação entre eles e nós.

 

Ajudam-nos com seus conselhos, demonstrando sua afeição e o contentamento que têm por nossa lembrança.

 

É para nós uma satisfação saber que estão felizes, aprender com eles mesmos os detalhes de sua nova existência e adquirir a certeza de que, por nossa vez, nos reuniremos a eles.

 

936 Como as dores inconsoláveis dos encarnados afetam os Espíritos que partiram?

O Espírito é sensível à lembrança e aos lamentos daqueles que amou, mas uma dor incessante e irracional o afeta dolorosamente, porque vê nessa dor excessiva uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus e um obstáculo ao adiantamento dos que choram e, talvez, ao reencontro entre todos.

 

Estando o Espírito mais feliz no espaço do que na Terra, lamentar que tenha deixado esta vida é lamentar que seja feliz.

 

Dois amigos são prisioneiros e estão encerrados na mesma cela;

tanto um quanto o outro devem obter um dia a liberdade, mas um deles a obtém antes.

 

Seria caridoso, para aquele que fica, sentir-se infeliz por seu amigo ter sido libertado antes dele?

Não seria mais egoísmo do que afeição de sua parte querer que o outro compartilhasse do seu cativeiro e sofrimentos por tanto tempo quanto ele?

 

O mesmo acontece com dois seres que se amam na Terra;

aquele que parte primeiro é o primeiro a se libertar, e nós devemos felicitá-lo por isso, aguardando com paciência o momento em que lá estaremos por nossa vez.

 

Faremos, sobre este assunto, uma outra comparação.

 

Tendes um amigo numa situação muito lastimável, sua saúde ou seu interesse exige que vá a um outro país onde ficará melhor sob todos os aspectos.

Não estará mais perto de vós momentaneamente, mas sempre estareis em comunicação com ele: a separação será apenas material.

Ficaríeis descontentes com seu afastamento, ainda que seja para seu bem?

 

Pelas provas evidentes que apresenta da vida futura, da presença ao nosso redor daqueles que amamos e da continuidade de sua afeição e dedicação por nós, pelas relações que nos permitem ter com eles,

a Doutrina Espírita nos oferece uma suprema consolação para uma das causas mais legítimas da dor.

 

Com o Espiritismo não há mais solidão, não há mais abandono;

o homem mais isolado tem sempre amigos perto de si com os quais pode se comunicar.

 

Suportamos impacientemente as aflições da vida, e elas nos parecem tão intoleráveis que julgamos não poder suportá-las;

 

entretanto, se as suportarmos com coragem, se soubermos silenciar nossos lamentos, ficaremos felizes com isso quando estivermos fora desta prisão terrestre, como o paciente que sofre fica feliz quando é curado, por ter se submetido a um tratamento doloroso.

 

Romanos 5 : 3 – 4

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;

e a perseverança, experiência;

e a experiência, esperança.

 

Romanos 12 : 12 –  regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;

 

Tiago 1 : 12 –  Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação;

porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.

 

II Coríntios 5 : 1 – 2

1  Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

 

Livro : Evangelho no Lar para crianças de 8 a 80 anosDo Espírito Meimei Psicografado por Miltes Carvalho Bonna.

 

21 – Os laços de família continuam.

 

“Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, tal como pensam algumas pessoas.

Ao contrário, são fortalecidos e entrelaçados.

O princípio oposto, sim, é que os destrói.”

(O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. 4,item 18).

 

“COMO É CONSOLADORA a certeza do amor que une uma família e não se destrói com a morte do corpo !

Os espíritos continuam unidos, mesmo separados momentaneamente pela diferenciação da matéria.

 

A mãezinha que teve o filho ceifado pela morte terá a alegria de reencontrá-lo, mesmo antes de passar também pelo fenômeno da desencarnação.

 

Por meio do pensamento, poderá sintonizar-se com ele e, no momento do sono, poderá desligar-se da matéria e visitá-lo num passeio sideral.

 

Assim também acontece com a família espiritual, cujos membros nem todos estão reencarnados na Terra.

A afinidade continua.

Existe o mesmo carinho alimentado.

Para o espírito, a encarnação representa uma viagem, que não podemos fazer ao mesmo tempo.”

 

 

Há algumas semanas, coloquei um  Post sobre a perda de pessoas amadas e mortes prematuras.

Como tem relação com o Post atual, recomendo a releitura.

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