Relações após a morte

9 nov

 

Relações após a morte

 

Livro : O Livro dos Espíritos2ª Parte – Cap. VI Da vida espírita.

 

274 As diferentes ordens de Espíritos estabelecem entre eles uma hierarquia de poderes?

Existe entre eles subordinação e autoridade?

Sim, muito grande.

Os Espíritos têm uns para com os outros uma autoridade relativa à sua superioridade, que exercem por uma ascendência moral irresistível.

 

Observação :

 

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:

 

Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

 

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

 

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

 

JESUS – O Filho de Deus

 

SerafinsIsaías 6 : 6 –  Então, um dos serafins voou para mim

 

QuerubinsEzequiel 10 : 1Olhei, e eis que, no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma de um trono.

 

Anjos Hebreus 1 : 13 – 14 

13 – Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Espíritos imperfeitosLucas 6 : 18que vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados.

 

274 a Os Espíritos inferiores podem escapar da autoridade dos superiores?

Eu disse: irresistível.

 

275 O poder e a consideração que um homem desfrutou na Terra, lhe dão alguma supremacia no mundo dos Espíritos?

Não. Os pequenos serão elevados e os grandes rebaixados.

 

Lucas 16 : 19  – 26

19  Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.

 

20  Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;

21  e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.

 

22  Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão;

morreu também o rico e foi sepultado.

 

23  No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.

 

24  Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

 

25  Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males;

agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.

 

26  E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.

 

275 a Como devemos entender essa elevação e esse rebaixamento?

Não sabeis que os Espíritos são de diferentes ordens, de acordo com seu mérito?

 

Pois bem! O maior da Terra pode estar no último lugar entre os Espíritos, enquanto seu servidor pode estar no primeiro.

 

Compreendei isso?

Jesus disse: “Todo aquele que se humilhar será elevado e todo aquele que se elevar será humilhado”.

 

Mateus 23 : 11 – 12

11  Mas o maior dentre vós será vosso servo.

 

12  Quem a si mesmo se exaltar será humilhado;

e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.

 

276 Aquele que foi grande na Terra e se encontra entre os Espíritos de ordem inferior passa por humilhação?

Frequentemente muito grande, principalmente se era orgulhoso e invejoso.

 

277 O soldado que, após a batalha, encontra seu general no mundo dos Espíritos, o reconhece ainda como seu superior?

O título não é nada;

a superioridade real é tudo.

 

278 Os Espíritos de diferentes ordens se misturam uns com os outros?

Sim e não, ou seja, eles se veem, mas se distinguem uns dos outros e se afastam ou se aproximam, de acordo com os seus sentimentos, como acontece entre vós.

Constituem um mundo do qual o vosso dá uma vaga ideia.

 

Os da mesma categoria se reúnem por afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e objetivo a que se propuseram:

 

os bons, pelo desejo de fazer o bem;

 

os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrar entre seres semelhantes.

 

Exatamente como numa grande cidade, onde os homens de todas as categorias e condições se veem e se reencontram sem se confundirem;

onde as sociedades se formam por semelhanças de gostos;

onde o vício e a virtude convivem cada um à sua maneira.

 

279 Todos os Espíritos têm reciprocamente acesso uns aos outros?

Os bons vão a toda parte e é preciso que seja desse modo para que possam exercer sua influência sobre os maus.

 

As regiões habitadas pelos bons são interditadas aos Espíritos imperfeitos, a fim de que não as perturbem com suas más paixões.

 

Lucas 16 : 26 – E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.

 

280 Qual é a natureza das relações entre os bons e os maus Espíritos?

Os bons empenham-se em combater as más tendências dos outros, a fim de ajudá-los a elevar-se;

é sua missão.

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

281 Por que os Espíritos inferiores gostam de nos induzir ao mal?

Por inveja de não ter merecimento para estar entre os bons.

 

Seu desejo é impedir, tanto quanto possam, os Espíritos inexperientes de alcançar o bem supremo;

querem que os outros sintam o que eles mesmos sentem.

Não acontece também o mesmo entre vós?

 

Efésios  6 : 12  – 18

12  porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne,

e sim contra os principados e potestades,

contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

 

13  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.

 

14  Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.

 

15  Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;

16  embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

 

17  Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

 

18  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos

 

282 Como os Espíritos se comunicam entre si?

Eles se veem e se compreendem;

a palavra se materializa pelo reflexo do Espírito.

 

O fluido universal estabelece entre eles uma comunicação constante;

é o veículo da transmissão do pensamento, assim como o ar é o veículo do som.

 

É uma espécie de telégrafo universal que liga todos os mundos e permite aos Espíritos comunicarem-se de um mundo a outro.

 

Observação : Jesus lia pensamentos :

 

Mateus 9 : 4 –  Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse:

Por que cogitais o mal no vosso coração?

 

Mateus 12 : 25 –  Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse:

Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.

 

Lucas 5 : 22 –  Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes:

Que arrazoais em vosso coração?

 

283 Os Espíritos podem esconder seus pensamentos?

Podem se ocultar uns dos outros?

Não, para eles tudo está a descoberto, principalmente entre os que são perfeitos.

Podem se afastar uns dos outros, mas sempre se veem.

 

Isso não é, entretanto, uma regra absoluta, porque certas categorias de Espíritos podem muito bem se tornar invisíveis para outros, se julgarem útil fazê-lo.

 

284 Como os Espíritos, que não têm mais corpo, podem constatar a sua individualidade e se distinguir dos outros que os rodeiam?

Eles constatam sua individualidade pelo perispírito, que os distingue uns dos outros, assim como pelo corpo se podem distinguir os homens.

 

Lucas 16 : 22 – 23

22  Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.

23  No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.

 

285 Os Espíritos se reconhecem por terem coabitado a Terra?

O filho reconhece seu pai, o amigo reconhece seu amigo?

Sim, e assim de geração em geração.

 

285 a Como os homens que se conheceram na Terra se reconhecem no mundo dos Espíritos?

Nós vemos nossa vida passada e a lemos como num livro;

ao ver o passado de nossos amigos e inimigos, vemos sua existência da vida à morte.

 

Salmos 139  : 16 – Os teus olhos me viram a substância ainda informe,

e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.

 

286 A alma, ao deixar o corpo logo após a morte, vê imediatamente parentes e amigos que a precederam no mundo dos Espíritos?

Imediatamente não é bem a palavra.

Como já dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da matéria.

 

287 Como a alma é acolhida em seu retorno ao mundo dos Espíritos?

A do justo, como um irmão bem-amado que é esperado há muito tempo.

 

A do mau, como um ser que se equivocou.

 

Lucas 16 : 25  –  Disse, porém, Abraão:

Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males;

agora, porém, aqui, ele está consolado;

tu, em tormentos.

 

Observação :

 

Vimos que num pequeno texto de Lucas 16 : 19 – 26,

 

Jesus nos ensinou muito sobre  a vida após a morte.

 

288 Que sentimento têm os Espíritos impuros quando veem um mau Espírito chegando até eles?

Os maus ficam satisfeitos ao ver seres à sua imagem e privados, como eles, da felicidade infinita, como, na Terra, um perverso entre seus iguais.

 

289 Nossos parentes e amigos vêm algumas vezes ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam.

Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais.

 

É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro,

 

enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.

 

290 Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?

Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para seu adiantamento.

 

Se um deles é mais avançado e marcha mais rápido do que o outro, não poderão permanecer juntos.

 

Poderão se ver algumas vezes, mas somente estarão para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfeição.

 

Além disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.

 

Livro : O Evangelho segundo o EspiritismoCap. IVNinguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.

 

A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe.

 

18. Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas.

Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados.

O princípio oposto, sim, os destrói.

 

No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações.

Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros.

 

A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem.

 

Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento.

 

Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento.

 

Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro.

Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam.

Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.

 

Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões.

 

Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.

 

Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo,

porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos.

 

Duráveis somente o são as afeições espirituais;

as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.

 

Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre.

 

No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras:

a morte as separa na Terra e no céu.

 

II Coríntios 5 : 1 – 2

1 – Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

 

2 – E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

 

Livro : O Evangelho no Lar para crianças de 8 a 80 anosDo Espírito MeimeiPsicografado pela médium Miltes Carvalho Bonna.

 

23 – A durabilidade das afeições espirituais.

 

A AFEIÇÃO ESPIRITUAL difere das afeições puramente carnais.

 

Muitos se unem na Terra movidos por interesses materiais ou para solucionarem situações momentâneas, fruto de erros cometidos por abusos da autoridade ou por decisões precipitadas.

 

Essas uniões são originadas do próprio desequilíbrio ou do mau uso do livre-arbítrio – da livre vontade.

 

Deus nos dá a liberdade de escolha, escolha essa que Ele respeita;

mas a Sua justiça, cheia de misericórdia, permite os consertos e reparações das falhas cometidas.

 

Nas uniões apenas materiais, a morte separa as almas tanto na Terra como no Céu.

 

Muitas oportunidades são oferecidas a espíritos não afins de reencarnarem numa família unida pelos laços espirituais.

 

Têm, essas encarnações, a finalidade de servirem de prova para uns e de meio de progresso para outros.

 

Os maus, em contato com os bons, depuram-se.

Os exemplos dos familiares, a dedicação e o sacrifício de muitos abrandam o caráter, depuram os costumes e fazem desaparecer as antipatias.

O progresso, então, se realiza.

 

Os laços de família fortalecidos no bem unem os corações na escalada evolutiva.”

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