Simpatias e Antipatias Terrenas

26 dez

 

Simpatias e Antipatias Terrenas

 

Livro : O Livro dos Espíritos – Parte Segunda – Capítulo 7

 

386 Dois seres que se conhecem e se amam podem se encontrar em outra existência corporal e se reconhecer?

Reconhecer-se, não;

mas podem sentir-se atraídos um pelo outro.

 

Frequentemente, as ligações íntimas fundadas numa afeição sincera não têm outra causa.

 

Dois seres aproximam-se um do outro por consequências casuais em aparência, mas que são de fato a atração de dois Espíritos que se procuram na multidão.

 

Provérbios 18 : 24 O homem que tem muitos amigos sai perdendo;

mas há amigo mais chegado do que um irmão.

 

386 a Não seria mais agradável para eles se reconhecerem?

Nem sempre;

a lembrança das existências passadas teria inconvenientes maiores do que podeis imaginar.

Após a morte, se reconhecerão, saberão o tempo que passaram juntos. (Veja, nesta obra, a questão 392.)

 

Observação : Em 03/11/2011, foi colocado um Post, intitulado : Esquecimento do Passado.

 

387 A simpatia vem sempre de um conhecimento anterior?

Não. Dois Espíritos que se compreendem procuram-se naturalmente, sem que necessariamente se tenham conhecido em encarnações passadas.

 

388 Os encontros que ocorrem, algumas vezes, e que se atribuem ao acaso não serão o efeito de uma certa relação de simpatia?

Há entre os seres pensantes laços que ainda não conheceis.

O magnetismo é que dirige essa ciência, que compreendereis melhor mais tarde.

 

389 De onde vem a repulsa instintiva que se tem por certas pessoas, à primeira vista?

Espíritos antipáticos que se adivinham e se reconhecem sem se falar.

 

390 A antipatia instintiva é sempre um sinal de natureza má?

Dois Espíritos não são necessariamente maus por não serem simpáticos um para com o outro.

A antipatia pode se originar da diferença no modo de pensar.

Mas, à medida que se elevam, as divergências se apagam e a antipatia desaparece.

 

391 A antipatia entre duas pessoas se manifesta primeiro naquela cujo Espírito é pior ou melhor?

Tanto em um quanto no outro, mas as causas e os efeitos são diferentes.

 

 Um Espírito mau tem antipatia contra qualquer pessoa que possa julgá-lo e desmascará-lo.

 

Ao ver uma pessoa pela primeira vez, sabe que vai ser desaprovado;

seu afastamento dessa pessoa se transforma em ódio, em ciúme, e lhe inspira o desejo de fazer o mal.

 

Provérbios 16 : 28  – 29

28  O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.

 

29  O homem violento alicia o seu companheiro e guia-o por um caminho que não é bom.

 

O Espírito bom sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido e não partilharão dos mesmos sentimentos, mas, seguro de sua superioridade, não tem contra o outro ódio ou ciúme, contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo.

 

392 Por que o Espírito encarnado perde a lembrança de seu passado?

O homem não pode nem deve saber tudo.

Deus em Sua sabedoria quer assim.

 

Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria deslumbrado, como aquele que passa sem transição do escuro para a luz.

O esquecimento do passado o faz sentir-se mais senhor de si.

 

Uniões Antipáticas

 

939 Se os Espíritos simpáticos são levados a se unir, como é que, entre os encarnados, a afeição seja frequente apenas de um lado, e que o amor mais sincero seja muitas vezes acolhido com indiferença e até mesmo com repulsa?

Como, além disso, a mais viva afeição de dois seres pode se transformar em antipatia e ódio?

Vós não compreendeis, porque é uma punição passageira.

Aliás, quantos não há que acreditam amar perdidamente, porque julgam apenas pelas aparências, e quando são obrigados a viver com as pessoas amadas, não tardam a reconhecer que é apenas uma atração física!

 

Não basta estar apaixonado por uma pessoa que vos agrada e que tem muitas qualidades;

é na convivência real que podereis apreciá-la.

 

Quantas uniões há que, de início, parecem não ser simpáticas;

porém, depois de um e outro se conhecerem e se estudarem bem terminam por se amar com um amor terno e durável, porque se baseia na estima!

 

Não se pode esquecer que é o Espírito que ama, e não o corpo, e quando a ilusão material se dissipa, o Espírito vê a realidade.

 

Há duas espécies de afeição:

a do corpo e da alma, e toma-se frequentemente uma pela outra.

 

A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável;

a do corpo é passageira.

Eis por que muitas vezes os que pensavam se amar com um amor eterno se odeiam quando acaba a ilusão.

 

940 A falta de simpatia entre os seres que têm de viver juntos não é igualmente uma fonte de desgostos amarga e que envenena toda a existência?

Muito amarga, de fato;

mas é uma dessas infelicidades de que, frequentemente, sois os principais responsáveis.

 

Primeiro, são vossas leis que estão erradas.

Por que acreditais que Deus obriga a ficar com aqueles que vos desagradam?

 

E depois, nessas uniões, procurais muitas vezes mais a satisfação do orgulho e da ambição do que a felicidade de uma afeição mútua.

Então suportais a consequência de vossos preconceitos.

 

940 a Mas, nesse caso, não existe quase sempre uma vítima inocente?

Sim, e é para ela uma dura expiação.

Mas a responsabilidade de sua infelicidade recairá sobre quem a causou.

 

Se a luz da verdade já penetrou sua alma, terá consolação em sua fé no futuro;

além disso, à medida que os preconceitos forem enfraquecendo, as causas dessas infelicidades íntimas também desaparecerão.

 

Da Obra “O CONSOLADOREspírito: EMMANUELMédium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

 

AFEIÇÃO

 

173 Como devemos entender a simpatia e a antipatia?

 A simpatia ou a antipatia tem as suas raízes profundas no espírito, na sutilíssima entrosagem dos fluídos peculiares a cada um e, quase sempre, de modo geral, atestam uma renovação de sensações experimentadas pela criatura, desde o pretérito delituoso, em iguais circunstâncias.

 

Devemos, porém, considerar que toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia que edifica o coração para o trabalho construtivo e legítimo da fraternidade.

 

Colossenses  3 : 12 – 14

12 –  Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

 

 13 –  Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;

 

 14 –   acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

 

174 –Poderemos obter uma definição da amizade?

Na gradação dos sentimentos humanos, a amizade sincera é bem o oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento.

 

Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz, alistando-se nas fileiras dos discípulos de Jesus, pela iluminação natural do espírito que, conquistando as mais vastas simpatias entre os encarnados e as entidades bondosas do Invisível, sabe irradiar por toda parte as vibrações dos sentimentos purificadores.

 

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

 

Provérbios 17 : 17 – Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.

 

Jesus é o Divino Amigo da Humanidade.

 

João 13 : 34  – 35

34  Novo mandamento vos dou:

que vos ameis uns aos outros;

assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

 

35  Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos:

se tiverdes amor uns aos outros.

 

Saibamos compreender a sua afeição sublime e transformaremos os nossos ambientes afetivos num oceano de paz e consolação perenes.

 

175 O instituto da família é organizado no plano espiritual, antes de projetar-se na Terra?

O colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual.

Em seus laços, reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva.

 

Preponderam nesse instituto divino os elos do amor, fundidos nas experiências de outras eras;

todavia, ai acorrem igualmente os ódios e as perseguições do pretérito obscuro, a fim de se transfundirem em solidariedade fraternal, com vistas ao futuro.

 

É nas dificuldades provadas em comum, nas dores e nas experiências recebidas na mesma estrada de evolução redentora, que se olvidam as amarguras do passado longínquo, transformando-se todos os sentimentos inferiores em expressões regeneradas e santificadas.

 

Purificadas as afeições, acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetua no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito.

 

 176 As famílias espirituais no plano invisível são agrupadas em falanges e aumentam ou diminuem, como se verifica na Terra?

 Os núcleos familiares do Além se agrupam, igualmente, em falanges, continuando aí a obra de iluminação e de redenção de alguns componentes dos grupos, elementos mais rebeldes ou estacionários, que são impelidos, pelos seus companheiros afins, aos esforços edificantes, na conquista do amor e da sabedoria.

 

De maneira natural, todos esses núcleos se dilatam, à medida que se aproximam da compreensão do Onipotente, até alcançarem o luminoso plano de unificação divina, com as aquisições eternas e inalienáveis do Infinito.

 

177 As famílias espirituais possuem também um chefe?

Todas as coletividades espirituais estão reunidas, em suas características familiares, pelas santas afinidades d’alma, e cada uma possue o seu grande mentor nos planos mais elevados, de onde promanam ( procedem) as substâncias eternas do amor e da sabedoria.

 

178 Poderíamos receber algum esclarecimento sobre a lei das afinidades entre os espíritos desencarnados?

– Na Terra, as criaturas humanas muitas vezes revelam as suas afinidades nos interesses materiais, que podem dissimular a verdadeira posição moral da personalidade;

no mundo dos Espíritos elevados, porém, as afinidades legítimas se revelam sem qualquer artifício, pelos sentimentos mais puros.

 

179 No capítulo das afeições terrenas, o casar ou não casar está fora da vontade dos seres humanos?

 

– O matrimônio na Terra é sempre uma resultante de determinadas resoluções, tomadas na vida do Infinito, antes da reencarnação dos espíritos, seja por orientação dos mentores mais elevados, quando a entidade não possui a indispensável educação para manejar as suas próprias faculdades, ou em consequência de compromissos livremente assumidos pelas almas, antes de suas novas experiências no mundo;

 

razão pela qual os consórcios humanos estão previstos na existência dos indivíduos, no quadro escuro das provas expiatórias, ou no acervo de valores das missões que regeneram e santificam.

 

180 A indiferença nas manifestações de sensibilidade afetiva, dentro dos processos de evolução da vida na Terra, nas horas de dor e de alegria, é atitude justificável como medida de vigilância espiritual?

 

A indiferença que se traduz por cristalização dos sentimentos é sempre perigosa para a vida da alma;

todavia, existem atitudes no domínio da exteriorização emocional, que se justificam pela natureza de suas expressões educativas.

 

181 Como entender o sentimento da cólera nos trâmites da vida humana?

 

A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras.

 

A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores;

mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários , é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos.

 

Atrabiliário : melancólico, propenso a se encolerizar, a brigar, a discutir; irritável, irascível, colérico.

Ressaibo : mágoa, ressentimento, desgosto que fica de ofensa ou prejuízo sofrido.

 

Efésios 4 : 31 – 32

31  Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.

 

32  Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

 

182 O remorso é uma punição?

 O remorso é a força que prepara o arrependimento, como este é a energia que precede o esforço regenerador.

 

Choque espiritual nas suas características profundas, o remorso é o interstício para a luz, através do qual recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos do Invisível, a fim de retificar seus desvios e renovar seus valores morais, na jornada para Deus.

 

II Pedro 3 : 9 – Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada;

pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

 

183 Como se interpreta o ciúme no plano espiritual?

 O ciúme, propriamente considerado nas suas expressões de escândalo e de violência, é um indício de atraso moral ou de estacionamento no egoísmo,

dolorosa situação que o homem somente vencerá a golpes de muito esforço, na oração e na vigilância,

de modo a enriquecer o seu íntimo com a luz do amor universal, começando pela piedade para com todos os que sofrem e erram, guardando também a disposição sadia para cooperar na elevação de cada um.

 

Só a compreensão da vida, colocando-nos na situação de quem errou ou de quem sofre, a fim de iluminarmos o raciocínio para a análise serena dos acontecimentos, poderá aniquilar o ciúme no coração,

de modo a cerrar-se a porta ao perigo, pela qual toda alma pode atirar-se a terríveis tentações, com largos reflexos nos dias do futuro.

 

184 Como devemos efetuar nossa autoeducação, esclarecida pela luz do Evangelho, nos problemas das atrações sexuais, cujas tendências egoístas tantas vezes nos levam a atitudes antifraternais?

Não devemos esquecer que o amor sexual deve ser entendido como o impulso da vida que conduz o homem às grandes realizações do amor divino, através da progressividade de sua espiritualização no devotamento e no sacrifício.

 

Toda vez que experimentardes disposições antifraternais em seu círculo, isso significa que preponderam em vossa organização psíquica as recordações prejudiciais, tendentes ao estacionamento na marcha evolutiva.

 

É aí que urge o esforço da autoeducação, porquanto toda criatura necessita resolver o problema da renovação de seus próprios valores.

 

Haveis de observar que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos.

 

Examinando-se, ainda, o elevado coeficiente de viciação do amor sexual, que os homens criaram para os seus destinos,

somos obrigados a ponderar que, se muitos contraem débitos penosos, entre os excessos da fortuna, da inteligência e do poder,

outros o fazem pelo sexo, abusando de um dos mais sagrados pontos de referência de sua vida.

 

É por esse motivo que observamos, muitas vezes, almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do amor divino.

 

Depreende-se, pois, que ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo.

 

AMOR

 

I Coríntios 13 : 1 – 13

1 –  Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

 

2 –  Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência;

ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

 

3 –  E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

 

4 –   O amor é paciente, é benigno;

o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

 

5 –   não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

 

6 –   não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

 

7 –  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

 

8 –   O amor jamais acaba;

mas, havendo profecias, desaparecerão;

havendo línguas, cessarão;

havendo ciência, passará;

 

9  porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

 

10  Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

 

11  Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino;

quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

 

12  Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente;

então, veremos face a face.

 

Agora, conheço em parte;

então, conhecerei como também sou conhecido.

 

13  Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três;

porém o maior destes é o amor.

 

Deus abençoe a todos.

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