ESCALA ESPÍRITA

1 mar

ESCALA ESPÍRITA

 

Antes de começarmos a expor sobre a Escala Espírita, vamos ver o que nos diz O Livro dos Médiuns – Cap. IV – DOS SISTEMAS – item 49.

 

49. Sistema multiespírita ou poliespírita.

 

Todos os sistemas a que temos passado revista, sem excetuar os que se orientam no sentido de negar, fundam-se em algumas observações, porém, incompletas ou mal interpretadas.

 

Se uma casa for vermelha de um lado e branca do outro, aquele que a houver visto apenas por um lado afirmará que ela é branca, outro declarará que é vermelha.

Ambos estarão em erro e terão razão.

 

No entanto, aquele que a tenha visto dos dois lados dirá que a casa é branca e vermelha e só ele estará com a verdade.

 

O mesmo sucede com a opinião que se forme do Espiritismo:

pode ser verdadeira, a certos respeitos, e falsa, se se, generalizar o que é parcial, se se tomar como regra o que constitui exceção, como o todo o que é apenas a parte.

 

Por isso dizemos que quem deseje estudar esta ciência deve observar muito e durante muito tempo.

 

Só o tempo lhe permitirá apreender os pormenores, notar os matizes delicados, observar uma imensidade de fatos característicos, que lhe serão outros tantos raios de luz.

 

Se, porém, se detiver na superfície, expõe-se a formular juízo prematuro e, conseguintemente, errôneo.

 

Eis aqui as consequências gerais deduzidas de uma observação completa e que agora formam a crença, pode-se dizer, da universalidade dos espíritas, visto que os sistemas restritivos não passam de opiniões insuladas:

 

1. Os fenômenos espíritas são produzidos por inteligências extracorpóreas,

às quais também se dá o nome de Espíritos;

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 Hebreus 2 : 1 – 4

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.
Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,
como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?

A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;


dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

 

Hebreus 12 : 9 – Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos;

não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai dos espíritos e, então, viveremos?

 

2. Os Espíritos constituem o mundo invisível;

estão em toda parte;

povoam infinitamente os espaços;

temos muitos, de contínuo, em torno de nós, com os quais nos achamos em contacto;

 

3. Os Espíritos reagem incessantemente sobre o mundo físico e sobre o mundo moral e são uma das potências da Natureza;

 

4. Os Espíritos não são seres à parte, dentro da criação, mas as almas dos que hão vivido na Terra, ou em outros mundos, e que despiram o invólucro corpóreo;

donde se segue que as almas dos homens são Espíritos encarnados e que nós, morrendo, nos tomamos Espíritos;

 

Atos 7 : 59 – E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

 

5. Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância;

 

I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito;

antes, provai os espíritos se procedem de Deus,

porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

 

6. Todos estão submetidos à lei do progresso e podem todos chegar à perfeição;

mas, como têm livre-arbítrio, lá chegam em tempo mais ou menos longo, conforme seus esforços e vontade;

 

Mateus 11 : 12 – Desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esfôrço,

e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Salmos 62 : 12 – e a ti, Senhor, pertence a graça,

pois a cada um retribuis segundo as suas obras.

 

Romanos 14 : 12Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

 

7. São felizes ou infelizes, de acordo com o bem ou o mal que praticaram durante a vida e com o grau de adiantamento que alcançaram.

 

A felicidade perfeita e sem mescla é partilha unicamente dos Espíritos que atingiram o grau supremo da perfeição;

 

Colossenses  3  : 13  – 14

13  Suportai-vos uns aos outros,

perdoai-vos mutuamente,

caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;

 

14  acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco,

ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

8. Todos os Espíritos, em dadas circunstâncias, podem manifestar-se aos homens;

indefinido é o número dos que podem comunicar-se;

 

Lucas 9 : 30  –  31

30  Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias,

31  os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.

 

Atos 8 : 29 – Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.

 

9. Os Espíritos se comunicam por médiuns, que lhes servem de instrumentos e intérpretes;

 

I Samuel 9 : 19Samuel respondeu a Saul e disse: Eu sou o vidente;

 

10. Reconhecem-se a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos pela linguagem de que usam;

 

os bons só aconselham o bem e só dizem coisas proveitosas;

tudo neles lhes atesta a elevação;

 

os maus enganam e todas as suas palavras trazem o cunho da imperfeição e da ignorância.

 

I João 4 : 1 Amados, não deis crédito a qualquer espírito;

antes, provai os espíritos se procedem de Deus,

porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.

 

Os diferentes graus por que passam os Espíritos se acham indicados na Escala Espírita (O Livro dos Espíritos, parte II, capítulo I, n. 100).

 

O estudo dessa classificação é indispensável para se apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, assim como suas boas e más qualidades.

 

O Livro dos EspíritosParte 2ª – Cap. IDOS ESPÍRITOS.

 

ESCALA ESPÍRITA

 

100 Observações preliminares:

 

A classificação dos Espíritos é baseada no grau de seu adiantamento, nas qualidades que adquiriram e nas imperfeições de que ainda devam se livrar.

Essa classificação não tem nada de absoluto.

 

Cada categoria apenas apresenta um caráter nítido em seu conjunto, mas de um grau a outro a transição é insensível e nos extremos as diferenças se apagam como nos reinos da natureza, nas cores do arco-íris, ou, ainda, como nos diferentes períodos da vida do homem.

 

Pode-se formar um número de classes mais ou menos grande, segundo o ponto de vista de que se considere a questão.

 

Ocorre o mesmo com todos os sistemas de classificações científicas:

esses sistemas podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência, mas, quaisquer que sejam, não mudam em nada as bases da ciência.

 

Assim, os Espíritos interrogados sobre esse ponto puderam variar no número de categorias sem que isso tenha consequências.

 

Armaram-se alguns contestadores da Doutrina com essa contradição aparente, sem refletir que os Espíritos não dão nenhuma importância ao que é puramente convencional.

 

Para eles, o pensamento é tudo.

 

Deixam para nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas.

 

Acrescentamos ainda esta consideração, que jamais se deve perder de vista:

é que entre os Espíritos, assim como entre os homens, há os muito ignorantes, e nunca será demais se prevenir contra a tendência de acreditar que todos devem saber tudo só porque são Espíritos.

 

Qualquer classificação exige método, análise e conhecimento profundo do assunto.

 

Portanto, no mundo dos Espíritos, aqueles que têm conhecimentos limitados são, como na Terra, os ignorantes, incapazes de abranger um conjunto para formular um sistema.

 

Só imperfeitamente conhecem ou compreendem uma classificação qualquer.

 

Para eles, todos os Espíritos que lhes são superiores são de primeira ordem, sem que possam apreciar as diferenças de saber, capacidade e moralidade que os distinguem entre si, como faria entre nós um homem rude em relação aos homens civilizados.

 

Mesmo os que têm capacidade de o fazer podem variar nos detalhes, de acordo com seus pontos de vista, principalmente quando uma divisão como esta não tem limites fixados, nada de absoluto.

 

Lineu, Jussieu e Tournefort proclamaram, cada um, seu método, e a botânica não se alterou em nada por causa disso.

É que o método deles não inventou as plantas, nem seus caracteres.

Eles apenas observaram as semelhanças e funções com as quais depois formaram grupos ou classes.

 

Da mesma maneira procedemos nós.

Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres.

Vimos e observamos.

 

Nós os julgamos por suas palavras e seus atos, depois os classificamos por semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram.

 

Os Espíritos admitem geralmente três categorias principais ou três grandes divisões.

 

Na última, a que está no início da escala, estão os Espíritos imperfeitos,

caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão ao mal.

 

Os da segunda são caracterizados pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem:

esses são os bons Espíritos.

 

Os da primeira categoria atingiram o grau supremo da perfeição:

são os Espíritos puros.

 

Essa divisão nos parece perfeitamente racional e apresenta características bem definidas.

 

Só nos faltava ressaltar, mediante um número suficiente de subdivisões, as diferenças principais do conjunto.

Foi o que fizemos com o auxílio dos Espíritos, cujas instruções benevolentes nunca nos faltaram.

 

Com o auxílio desse quadro será fácil determinar a categoria e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em contato e, por conseguinte, o grau de confiança e de estima que merecem.

 

É de certo modo a chave da ciência espírita, visto que apenas ele pode nos explicar as anomalias, as diferenças que apresentam as comunicações, ao nos esclarecer sobre as desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos.

 

Observaremos, todavia, que nem sempre os Espíritos pertencem exclusivamente a esta ou aquela classe.

 

Seu progresso apenas se realiza gradualmente e, muitas vezes, mais num sentido do que em outro, e podem reunir as características de mais de uma categoria, o que se pode notar por sua linguagem e seus atos.

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No próximo Post, continuarei explanando sobre :

Terceira ordem – Espíritos imperfeitos

Segunda ordem – Bons Espíritos

Primeira ordem – Espíritos puros.

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