OBSESSÃO III – As Causas da Obsessão.

19 maio

OBSESSÃO III – As Causas da Obsessão.

 

Livro : O Livro dos Médiuns – Cap. XXIII

 

245. As causas da obsessão variam, de acordo com o caráter do Espírito. E, às vezes, uma vingança que este toma de um indivíduo de quem guarda queixas da sua vida presente ou do tempo de outra existência.

 

Mateus 12 : 43 – 45

43  Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra.

44  Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada.

45  Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.

 

Muitas vezes, também, não há mais do que o desejo de fazer mal: o Espírito, como sofre, entende de fazer que os outros sofram;

encontra uma espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a impaciência que por isso a vítima demonstra mais o exacerba, porque esse é o objetivo que colima ( visa), ao passo que a paciência o leva a cansar-se.

 

Com o irritar-se e mostrar-se despeitado, o perseguido faz exatamente o que quer o seu perseguidor.

Esses Espíritos agem, não raro por ódio e inveja do bem; daí o lançarem suas vistas malfazejas sobre as pessoas mais honestas.

 

Outros são guiados por um sentimento de covardia, que os induz a se aproveitarem da fraqueza moral de certos indivíduos, que eles sabem incapazes de lhes resistirem.

Mateus 26: 41 – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

 

246. Há, Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber.

Têm suas ideias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a filosofia, e querem fazer que suas opiniões prevaleçam.

 

Romanos 12 : 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

 

Para esse efeito, procuram médiuns bastante crédulos para os aceitar de olhos fechados e que eles fascinam, a fim de os impedir de discernirem o verdadeiro do falso.

São os mais perigosos, porque os sofismas (enganos) nada lhes custam e podem tornar cridas as mais ridículas utopias.

 

Como conhecem o prestígio dos grandes nomes, não escrupulizam em se adornarem com um daqueles diante dos quais todos se inclinam, e não recuam sequer ante o sacrilégio de se dizerem Jesus, a Virgem Maria, ou um santo venerado.

 

Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras caridade e moral. Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, porque bem sabem que seriam repelidos.

 

Daí vem que os que são por eles enganados os defendem, dizendo: Bem vedes que nada dizem de mau. A moral, porém, para esses Espíritos é simples passaporte, é o que menos os preocupa. O que querem, acima de tudo, é impor suas ideias por mais disparatadas que sejam.

 

I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

 

Livro : A OBSESSÃO e o Movimento ESPÍRITA – Divaldo Franco – Ed. ebm – Compilação organizada por Alírio de Cerqueira Filho, das mais importantes obras de Manoel Philomeno de Miranda.

 

ANÁLISE DAS OBSESSÕES

 

Obsessão Simples

 

a) Recepção da ideia perturbadora

 

Vivendo num permanente intercâmbio, consciente ou inconsciente, os Espíritos – tanto encarnados quanto desencarnados – participamos das vivências no corpo e fora dele.

 

Não apenas por processos de desforço pessoal, em que os desafetos se buscam para produzirem-se males e cobranças injustificáveis como por fatores de variada motivação, assimilam-se ideias e pensamentos pela simples sintonia da onda própria em que se situam as mentes.

 

Assaltada por vibrações negativas, a mente ociosa ou indisciplinada, viciada ou rebelde, logo registra a interferência e, porque se não ajusta a um programa educativo da vontade,

recebe o impulso da ideia, permitindo-se aceitar a sugestão perturbadora, que agasalha e vitaliza sob a natural acomodação dos complexos e recalques, dos comportamentos pessimistas ou exaltados que são peculiares a cada qual.

 

Aceita a indução, forma-se uma tomada para a ligação com a sombra, em regime de intercâmbio psíquico.

 

b) Intercâmbio mental

 

Fixada a ideia infeliz, os porões do inconsciente desbordam as impressões angustiosas que dormem armazenadas, confundindo-se, na consciência, com as informações atuais, ao tempo em que se encontra em desordem pela influência da parasitose externa que se vai assenhoreando do campo exposto, sem defesas.

 

Por natural processo seletivo, e tendo em conta as tendências, as preferências emocionais e intelectuais do paciente, a injunção produz melhor aceitação das recordações perniciosas, que servem de veículo e acesso ao pensamento do invasor.

 

A polivalência mental, em casos desta natureza, tende ao monodeísmo ( ideia fixa em determinada ocorrência),que produz os quadros da fascinação torturante e, por fim, da subjugação de difícil reversibilidade.

 

Filipenses 4 : 8 – Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

 

A obsessão simples é parasitose em quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico vigente em todas as partes do Universo.

Se são portadores de aspiraçãos nobilitantes, onde se fixem, haurem maior impulso para o crescimento.

 

Permanecendo na construção do bem, dificilmente assimilam as induções perversas ou criminosas procedentes dos estagiários das regiões inferiores.

 

Se interessados, porém, nas colocações da vulgaridade e do prazer, da impiedade ou da preguiça, do vício ou da desordem recebem maior influxo de ondas mentais equivalentes, resvalando para os despenhadeiros da emoção aturdida, do desequilíbrio…

 

II Pedro 2 : 17 – 19

17  Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas;

 

18  porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro,

 

19  prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.

 

Tais pacientes conduzem ao leito, antes do repouso físico, as apreensões angustiantes, as ambições desenfreadas, as paixões perturbadoras, demorando-se em reflexões que as vitalizam, vivendo-as pela mente, quando não encontram meios de fruí-las fisicamente…

 

Ao se desdobrarem sob a ação do sono, encontram-se com os afins – encarnados ou não – com os quais se identificam, recebendo mais ampla carga de necessidades falsas, ou dando campo aos estados anelados que mais turbam e afligem.

 

Quando despertam, trazem a mente atribulada, tarda, sob incômodo cansaço físico e psíquico, encontrando dificuldade para fixar os compromissos e as lições edificantes da vida.

 

Observação : O desdobramento é uma ação natural do Espírito encarnado que, no repouso do corpo físico, recupera parcialmente a sua liberdade.

 

 c) Reflexos da interferência

Surgem, como efeito natural, as síndromes da inquietação :

as desconfianças, os estados de insegurança pessoal, as enfermidades de pequena monta, os insucessos em torno do obsidiado que soma as angústias, dando campo a incertezas, a mais ampla perturbação interior.

 

Gera uma psicosfera perniciosa à própria volta pela eliminação dos fluidos deletérios de que é vítima e absorve-a mais condensada, por escusar-se ouvir sadias questões, participar de convívios amenos, ler páginas edificantes, auxiliar o próximo, renovar-se pela oração.

 

Tiago 4 : 11 – 17

11  Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.

 

12  Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?

 

13  Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.

14  Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.

 

15  Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.

 

16  Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna.

 

17  Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

 

Lucas 22 : 40 – Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.

 

Conforme a constituição temperamental, que é um fator de relevante importância, faz-se apático, se tende à depressão, adentrando-se pela melancolia, em razão da mensagem telepática deprimente dos clichês mentais pessimistas que resumam do arquivo da inconsciência.

 

Provérbios 15 : 13 – O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.

 

No sentido oposto, se é dotado de constituição nervosa excitada, torna-se agressivo, violento, em desarmonia de atitudes – explode por nonadas (ninharias), do que logo se arrepende -, expondo a aparelhagem psíquica e os nervos a altas cargas de energias que danificam os sensores e condutores nervosos, com singulares prejuízos para a organização físio-psíquica.

 

Salmos 37 : 8 – Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.

 

Provérbios 27 : 3Pesada é a pedra, e a areia é uma carga; mas a ira do insensato é mais pesada do que uma e outra.

 

Eclesiastes 7 : 9 – Não te apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos.

 

Efésios 4 : 31 – Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.

 

Nesse período podem-se perceber os estereótipos da obsessão, que facilmente se revelam pelas atitudes inusitadas, pelo comportamento ambivalente – equilíbrio e distonia (distúrbio de tonicidade muscular), depressão e excitação -, alienando a criatura.

 

Aos hábitos salutares vão-se sucedendo as reações intempestivas, rotuladas como exóticas, a perda dos conceitos de critério e valor, que dão lugar a estranhas quão paradoxais formas de conduta.

 

A ação fluídica dos desencarnados, em razão da maleabilidade e da pertinácia destes, quando ignorantes, invejosos ou perversos, pela sua insistência interfere no mecanismo do hospedeiro, complicando o quadro com a indução inteligente, em telepatia prejudicial, que facilita a simbiose com o anfitrião.

 

Nessa fase, e antes que o paciente assuma a interferência de que é vítima, a terapia espírita torna-se de resultado positivo, liberador.

 

Ideal, no entanto, é a atitude nobre diante da vida, que funciona como psicoterapia preventiva e que constitui dieta para o otimismo e a paz.

 

Obsessão por Fascinação

 

À medida em que o campo mental da vítima cede área, esta assimila não apenas a indução telepática, mas também as atitudes e formas de ser do seu hóspede.

 

Nesse interregno( intervalo), a pessoa perde a noção do ridículo e das medidas habituais que caracterizam o discernimento, acatando sugestões que incorporam, aceitando inspirações como diretrizes que a todos se apresentam como disparates e que a ela são perfeitamente lógicas.

 

Porque conhecem as imperfeições morais, o caráter e a conduta daqueles aos quais perturbam, os Espíritos inspiram e impõem as ideias absurdas com que objetivam isolar o paciente dos recursos e pessoas que os podem auxiliar.

 

Insuflam-lhes o orgulho de missões especiais, camuflado em humildade e passividade errôneas, que os tornam falsamente místicos, ou revoltam-nos quando se sentem desmascarados pela razão e perspicácia das pessoas lúcidas e conhecedoras de tais infelizes técnicas, crendo que são reformadores e apóstolos encarregados de mudarem as estruturas da vida ao talante (desejo) da irresponsabilidade e presunção.

 

I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

 

Enquanto se barafustam (debatem) no pandemônio ( confusão) da fascinação de que se tornam fácil presa, desconectam-se as últimas defesas e arriam as comportas dos diques da lógica, dando oportunidade à incidência mais complexa da turbação mental.

 

Bem se pode depreender das dificuldades que o problema sugere e impõe, por se não poder contar com o auxílio do obsesso.

 

A fascinação, por isso mesmo, decorre da indolência moral e mental do paciente e do exacerbar dos seus valores negativos, que são espicaçados habilmente pelo seu antagonista espiritual.

 

Jó 15 : 31 – Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.

 

Em consequência, os tentames (as tentativas) para a libertação se apresentam mais complexos, exigindo abnegação, esforço, assistência contínua.

 

Obsessão por Subjugação

 

No painel das obsessões, à medida que se agrava o quadro da interferência, a vontade do hospedeiro perde os contatos de comando pessoal, na razão direta em que o invadido assume a governança.

 

É mais grave quando se trata de Espírito mais lúcido, técnica e intelectualmente, que se assenhoreia dos centros cerebrais com a imposição de uma deliberação bem concentrada nos móveis que persegue, manipulando com habilidade os dispositivos mentais e físicos do alienado.

 

Assim, a subjugação pode ser física, psíquica e simultaneamente fisio-psíquica.

 

 

A primeira (subjugação física), não implica na perda da lucidez intelectual, porquanto a ação dá-se diretamente sobre os centros motores, obrigando o indivíduo, não obstante se negue à obediência, a ceder à violência que o oprime.

 

Neste caso, podem irromper enfermidades orgânicas, por se criarem condições celulares próprias para a contaminação por vírus e bactérias, ou mesmo sob vigorosa e contínua ação fluídica dilacerem-se os tecidos fisiológicos ou perturbar-se o anabolismo como o catabolismo, incidindo em distúrbio no metabolismo geral, com singulares prejuízos físicos…

 

No segundo caso ( subjugação psíquica), o paciente vai dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, não raro sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez, o que não afeta o Espírito encarnado propriamente dito, que experimenta a injunção penosa pela qual purga a irresponsabilidade e os delitos passados.

 

Perde temporariamente ou definitivamente durante a sua atual reencarnação a área da consciência, não se podendo livremente expressar.

 

O Espírito encarnado movimenta-se num labirinto que o atemoriza, algemado a um adversário que lhe é impenitente, maltratando-o, aterrando-o com ameaças cruéis, em parasitose firme na desconcertada casa mental.

 

Mateus 17 : 19 – 21

19  Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?

20  E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.

21  Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum.

 

Por fim, assenhoreia-se, simultaneamente, dos centros do comando motor e domina fisicamente a vítima, que lhe fica inerte, subjugada, cometendo atrocidades sem nome.

 

Nos processos obsessivos, não deixemos de repeti-lo, estão incursas na Lei as pessoas que constituem o grupo familiar e o social do paciente, aí situado por necessidade evolutiva e de resgate para todos.

 

Não se podem evadir à responsabilidade os que foram cúmplices ou coautores dos delitos, quando os infratores mais comprometidos são alcançados pela irrefragável (incontestável) justiça.

 

Reunidos ou religados pelo parentesco sanguíneo ou através de conjunturas da afetividade, formam os grupos onde são alcançados pelos recursos reeducativos, no tentame do progresso.

 

A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.

 

Mateus 26 : 41 – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

 

 

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