OBSESSÃO IV – Meios de Combater a Obsessão.

2 jun

OBSESSÃO IV Meios de Combater a Obsessão

 

Livro: Obsessão / desobsessão : profilaxia e terapêutica espíritas. 16. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1998 – pt 3, cap. 1.

 

DesobsessãoDes / obsessão

Desfalta, ausência, negação.

DesobsessãoAto de tirar a obsessão.

 

Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade. É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo.

Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.  

 

Livro : O Livro dos Médiuns – Cap. XXIII – DA OBSESSÃO

 

249. Os meios de se combater a obsessão variam, de acordo com o caráter que ela reveste.

 

Não existe realmente perigo para o médium que se ache bem convencido de que está a haver-se com um Espírito mentiroso, como sucede na obsessão simples; esta não passa então, para ele, de fato desagradável.

 

Mas, precisamente porque lhe é desagradável constitui uma razão de mais para que o Espírito se encarnice em vexá-lo.

 

Duas coisas essenciais se têm que fazer nesse caso:

 

provar ao Espírito que não está iludido por ele e que lhe é impossível enganar;

 

depois, cansar-lhe a paciência, mostrando-se mais paciente que ele. Desde que se convença de que está a perder o tempo, retirar-se-á, como fazem os importunos a quem não se dá ouvidos.

 

Romanos 12 : 12 ; 14

12  regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;

14  abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.

 

Isto, porém, nem sempre basta e pode levar muito tempo, porquanto Espíritos há tenazes (obstinados), para os quais meses e anos nada são.

 

Além disso, portanto, deve o médium dirigir um apelo fervoroso ao seu anjo bom, assim como aos bons Espíritos que lhe são simpáticos, pedindo-lhes que o assistam.

 

Quanto ao Espírito obsessor, por mau que seja, deve tratá-lo com severidade, mas com benevolência e vencê-lo pelos bons processos, orando por ele.

 

Se for realmente perverso, a princípio zombará desses meios; porém, moralizado com perseverança, acabará por emendar-se.

 

Marcos 9 : 28 – 29

28  Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo?

29  Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.

 

Romanos 12: 14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.

 

E uma conversão a empreender, tarefa muitas vezes penosa, ingrata, mesmo desagradável, mas cujo mérito está na dificuldade que ofereça e que, se bem desempenhada, dá sempre a satisfação de se ter cumprido um dever de caridade e, quase sempre, a de ter-se reconduzido ao bom caminho uma alma perdida.

 

250. Apenas aborrecimento há, pois, e não perigo, para todo médium que não se deixe ludibriar, porque não poderá ser enganado.

 

Muito diverso é o que se dá com a fascinação, porque então não tem limites o domínio que o Espírito assume sobre o encarnado de quem se apoderou.

 

A única coisa a fazer-se com a vítima é convencê-la de que está sendo ludibriada e reconduzir-lhe a obsessão ao caso da obsessão simples. Isto, porém, nem sempre é fácil, dado que algumas vezes não seja mesmo impossível.

 

Pode ser tal o ascendente do Espírito, que torne o fascinado surdo a toda sorte de raciocínio, podendo chegar até, quando o Espírito comete alguma grossa heresia científica, a pô-lo em dúvida sobre se não é a ciência que se acha em erro.

 

Como já dissemos, o fascinado, geralmente, acolhe mal os conselhos; a crítica o aborrece, irrita e o faz tomar quizila (antipatia) dos que não partilham da sua admiração.

 

Suspeitar do Espírito que o acompanha é quase, aos seus olhos, uma profanação e outra coisa não quer o dito Espírito, pois tudo o a que aspira é que todos se curvem diante da sua palavra.

 

Salmos 4 : 2 Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?

 

Um deles exercia, sobre pessoa do nosso conhecimento, uma fascinação extraordinária. Evocamo-lo e, depois de umas tantas fanfarrices (vanglórias), vendo que não lograva mistificar-nos quanto à sua identidade, acabou por confessar que não era quem se dizia.

 

I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

 

Sendo-lhe perguntado por que ludibriava de tal modo aquela pessoa, respondeu com estas palavras, que pintam claramente o caráter desse gênero de Espírito: Eu procurava um homem que me fosse possível manejar; encontrei-o, não o largo.

– Mas se lhe mostrais as coisas como são, ele vos soltará isto: -É o que veremos!

 

Como não há cego pior do que aquele que não quer ver, reconhecida a inutilidade de toda tentativa para abrir os olhos ao fascinado, o que se tem de melhor a fazer é deixá-lo com as suas ilusões.

Ninguém pode curar um doente que se obstina em conservar o seu mal e nele se compraz.

 

251. A subjugação corporal tira muitas vezes ao obsidiado a energia necessária para dominar o mau Espírito.

 

Daí o tornar-se precisa a intervenção de um terceiro, que atue, ou pelo magnetismo, ou pelo império da sua vontade.

 

Em falta do concurso do obsidiado, essa terceira pessoa deve tomar ascendente sobre o Espírito;

 

porém, como este ascendente só pode ser moral, só a um ser moralmente superior ao Espírito é dado assumi-lo e seu poder será tanto maior, quanto maior for a sua superioridade moral, porque, então, se impõe àquele, que se vê forçado a inclinar-se diante dele.

 

Por isso é que Jesus tinha tão grande poder para expulsar o a que naquela época se chamava demônio, isto é, os maus Espíritos obsessores.

 

Aqui, não podemos oferecer mais do que conselhos gerais, porquanto nenhum processo material existe, como, sobretudo, nenhuma fórmula, nenhuma palavra sacramental, com o poder de expelir os Espíritos obsessores.

 

As vezes, o que falta ao obsidiado é força fluídica suficiente; nesse caso, a ação magnética de um bom magnetizador lhe pode ser de grande proveito.

 

Contudo, é sempre conveniente procurar, por um médium de confiança, os conselhos de um Espírito superior, ou do anjo guardião.

 

254. Terminaremos este capítulo inserindo as respostas que os Espíritos deram a algumas perguntas e que vêm em apoio do que dissemos.

 

1ª Por que não podem certos médiuns desembaraçar-se de Espíritos maus que se lhes ligam e como é que os bons Espíritos que eles chamam não se mostram bastante poderosos para afastar os outros e se comunicar diretamente?

 

“Não é que falte poder ao Espírito bom;

é, as mais das vezes, que o médium não é bastante forte para o secundar;

é que sua natureza se presta melhor a outras relações;

é que seu fluido se identifica mais com o de um Espírito do que com o de outro.

Isso o que dá tão grande império aos que entendem de ludibriá-los.”

 

2ª Parece-nos, entretanto, que há pessoas de muito mérito, de irrepreensível moralidade e que, apesar de tudo, se veem impedidas de comunicar com os bons Espíritos.

 

“É uma provação. E quem te diz, ao demais, que elas não trazem o coração manchado de um pouco de mal? que o orgulho não domina um pouco a aparência de bondade?

 

Essas provas, com o mostrarem ao obsidiado a sua fraqueza, devem fazê-lo inclinar-se para a humildade.

 

“Haverá na Terra alguém que possa dizer-se perfeito?

 

Ora, um, que tem todas as aparências da virtude, pode ter ainda muitos defeitos ocultos, um velho fermento de imperfeição.

 

Assim, por exemplo, dizeis, daquele que nenhum mal pratica, que é leal em suas relações sociais: é um bravo e digno homem.

 

Mas, sabeis, porventura, se as suas boas qualidades não são tisnadas ( manchadas) pelo orgulho;

 

se não há nele um fundo de egoísmo;

 

se não é avaro, ciumento, rancoroso, maldizente e mil outras coisas que não percebeis, por que as vossas relações com ele não vos deram lugar a descobri-las?

 

O mais poderoso meio de combater a influência dos maus Espíritos é aproximar-se o mais possível da natureza dos bons.”

 

3ª A obsessão, que impede um médium de receber as comunicações que deseje, é sempre um sinal de indignidade da sua parte?

 

“Eu não disse que é um sinal de indignidade, mas que um obstáculo pode opor-se a certas comunicações; em remover o obstáculo que está nele, é o a que deve aplicar-se; sem isso, suas preces, suas súplicas nada farão.

 

Não basta que um doente diga ao seu médico: dê-me saúde, quero passar bem. O médico nada pode, se o doente não faz o que é preciso.”

 

4ª Assim, a impossibilidade de comunicar com os bons Espíritos seria uma espécie de punição?

 

“Em certos casos, pode ser uma verdadeira punição, como a possibilidade de comunicar com eles é uma recompensa que deveis esforçar-vos por merecer.” (Veja-se Perda e suspensão da mediunidade, n. 220.)

 

5ª Não se pode também combater a influência dos maus Espíritos, moralizando-os?

 

“Sim, mas é o que não se faz e é o que não se deve descurar (descuidar) de fazer, porquanto, muitas vezes, isso constitui uma tarefa que vos é dada e que deveis desempenhar caridosa e religiosamente.

 

Por meio de sábios conselhos, é possível induzi-los ao arrependimento e apressar-lhes o progresso.”

 

Provérbios 12 :15 –  O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.

 

a – Como pode um homem ter, a esse respeito, mais influência do que a têm os próprios Espíritos?

 

Os Espíritos perversos se aproximam antes dos homens que eles procuram atormentar, do que dos Espíritos, dos quais se afastam o mais possível.

 

Nessa aproximação dos humanos, quando encontram algum que os moralize, a princípio não o escutam e até se riem dele; depois, se aquele os sabe prender, acabam por se deixarem tocar.

 

Os Espíritos elevados só em nome de Deus lhes podem falar e isto os apavora.

 

O homem, indubitavelmente, não dispõe de mais poder do que os Espíritos superiores, porém, sua linguagem se identifica melhor com a natureza daqueles outros e, ao verem o ascendente que o homem pode exercer sobre os Espíritos inferiores, melhor compreendem a solidariedade que existe entre o céu e a terra.

 

“Demais, o ascendente que o homem pode exercer sobre os Espíritos está na razão da sua superioridade moral.

 

Ele não domina os Espíritos superiores, nem mesmo os que, sem serem superiores, são bons e benevolentes, mas pode dominar os que lhe são inferiores em moralidade.” (Veja-se o n. 279.)

 

6ª A subjugação corporal, levada a certo grau, poderá ter como consequência a loucura?

 

“Pode, a uma espécie de loucura cuja causa o mundo desconhece, mas que não tem relação alguma com a loucura ordinária.

 

Entre os que são tidos por loucos, muitos há que apenas são subjugados; precisariam de um tratamento moral, enquanto que com os tratamentos corporais os tornamos verdadeiros loucos.

 

Quando os médicos conhecerem bem o Espiritismo, saberão fazer essa distinção e curarão mais doentes do que com as duchas.” (N. 221.)

 

7ª Que se deve pensar dos que, vendo um perigo qualquer no Espiritismo, julgam que o meio de preveni-lo seria proibir as comunicações espíritas?

 

“Se podem proibir a certas pessoas que se comuniquem com os Espíritos, não podem impedir que manifestações espontâneas sejam feitas a essas mesmas pessoas, porquanto não podem suprimir os Espíritos, nem lhes impedir que exerçam sua influência oculta.

 

Esses tais se assemelham às crianças que tapam os olhos e ficam crentes de que ninguém as vê.

 

Fora loucura querer suprimir uma coisa que oferece grandes vantagens, só porque imprudentes podem abusar dela.

 

O meio de se lhe prevenirem os inconvenientes consiste, ao contrário, em torná-la conhecida a fundo.”

 

No livro Opinião Espírita, escrito pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz e psicografado por Francisco C. Xavier, no Capítulo 18, Emmanuel escreve sobre Prece e Obsessão, baseado no texto do livro A Gênese – Cap. XIV – item 46.

 

Então, inicialmente, colocarei o texto do livro A Gênese, e depois complementarei com o texto de Emmanuel.

 

Livro : A Gênese – Cap. XIV – item 46

 

46 – Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau.

 

Efésios 4 : 17 – 25 ; 28 -29 ; 31 – 32

 

17  Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

 

18  obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

 

19  os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

 

20  Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

 

21  se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,

 

22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

 

23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

 

24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

 

25  Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.

 

28  Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.

 

29  Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.

 

31  Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.

 

32  Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

 

A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral.

 

Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma;

 

donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros.

 

Mateus 11 : 12 – Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre-arbítrio.

 

Quase sempre a obsessão exprime vingança tomada por um Espírito e cuja origem frequentemente se encontra nas relações que o obsidiado manteve com o obsessor, em precedente existência.

 

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraçá-lo.

 

Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

 

Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente, ao qual é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que, entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.

 

Mas, ainda não é tudo:

 

para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna que o Espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus desígnios;

 

que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral.

 

Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

 

O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, para ele concorre com a vontade e a prece.

 

Outro tanto não sucede quando, seduzido pelo Espírito que o domina, se ilude com relação às qualidades deste último e se compraz no erro a que é conduzido, porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda assistência.

 

É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde sempre, do que a mais violenta subjugação. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

 

Em todos os casos de obsessão, a prece (oração) é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor.

 

Lucas 18 : 1 – Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:

 

No livro Opinião Espírita, escrito pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz e psicografado por Francisco C. Xavier, no Capítulo 18, Emmanuel escreve sobre Prece e Obsessão, baseado no texto do livro A Gênese – Cap. XIV – item 46.

 

Prece e Obsessão

 

“A Providência Divina, pelas providências humanas, sustenta o amparo indiscriminado a todas as criaturas, mas estatui a reciprocidade em todos os processos de ação pelos quais a bondade da vida se manifesta.

 

Comparemos a prece e a obsessão ao anseio de saber e ao tormento da ignorância.

 

O professor esclarece o discípulo mas não lhe dispensa a aplicação direta ao ensino.

 

E se o aluno é surdo-mudo, mesmo assim, para instruir-se, é obrigado a concentrar muitas das possibilidades da visão e da audição nas sutilezas do tato, se quer assimilar o que aprende.

 

Recorramos, ainda, à lição viva que surge, entre a doença e o remédio.

 

Administrar-se-á medicamento ao enfermo, mas não se pode eximi-lo do concurso necessário.

 

E se o paciente não consegue ou não deve acolher os recursos precisos, através da boca, é constrangido a recebê-los por intermédio dos poros, das veias ou de outros canais do corpo.

 

Todo socorro essencial ao veículo físico reclama a participação do veículo físico. Ninguém extingue a própria fome pelo esôfago alheio. Assim, também, nas necessidades do espírito.

 

Na desobsessão, a prece indica a atividade libertadora, no entanto, não exonera o interessado da obrigação de renovar-se pelo serviço e pelo estudo, a fim de que se lhe areje a casa íntima, de vez que todos aqueles que se acumpliciaram conosco, na prática do mal, em existências passadas, somente se transformam para o bem, quando nos identificam o esforço, por vezes difícil e doloroso, da nossa reeducação, na prática do bem.

 

Mateus 11 : 12 – Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Mateus 17 : 21 – Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum.

 

Resumindo, imaginemos o irmão obsidiado, ainda lúcido, como sendo prisioneiro da própria mente, convertida então em cela escura e comparemos o socorro espiritual à lâmpada generosa.

 

Obsessão é o bolo pestífero transformado em caprichoso ferrolho na sombra.

 

Oração é luz que se acende.

 

Mateus 26 : 41 – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

 

A claridade traça a orientação do que se tem a fazer, mas o detento é chamado a tomar a iniciativa do trabalho para libertar a si mesmo, removendo corajosamente o tenebroso foco de atração.”

 

Efésios 4 : 22 – 24

 

22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

 

23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

 

24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

 

II Coríntios 5 : 17 – E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: