O Sono e os Sonhos

15 ago

O Sono e os Sonhos

 

À hora de dormir

 

Livro: O Evangelho segundo o EspiritismoCap. XXVIII

 

38. PREFÁCIO. O sono tem por fim dar repouso ao corpo;

o Espírito, porém, não precisa de repousar.

 

Salmos  3  : 5 –  Deito-me e pego no sono;

acordo, porque o SENHOR me sustenta.

 

Salmos  4  : 8 –  Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.

 

Provérbios  3  : 24 –  Quando te deitares, não temerás;

deitar-te-ás, e o teu sono será suave.

 

Enquanto os sentidos físicos se acham entorpecidos, a alma se desprende, em parte, da matéria e entra no gozo das faculdades do Espírito.

O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais.

 

Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos.

 

Haure  (colhe) , no que vê, no que ouve e nos conselhos que lhe dão, ideias que, ao despertar, lhe surgem em estado de intuição.

É a volta temporária do exilado à sua verdadeira pátria.

É o prisioneiro restituído por momentos à liberdade.

 

Mas, como se dá com o presidiário perverso, acontece que nem sempre o Espírito aproveita dessa hora de liberdade para seu adiantamento.

Se conserva instintos maus, em vez de procurar a companhia de Espíritos bons, busca a de seus iguais e vai visitar os lugares onde possa dar livre curso aos seus pendores.

 

Eleve, pois, aquele que se ache compenetrado desta verdade, o seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono,

e peça o conselho dos bons Espíritos e de todos cuja memória lhe seja cara,

a fim de que venham juntar-se-lhe, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos,

e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade.

 

 

Livro : O Livro dos EspíritosCap. VIIIDa Emancipação da Alma.

 

O sono e os sonhos

 

400 O Espírito encarnado permanece espontaneamente no corpo?

É como perguntar se o prisioneiro se alegra com a prisão.

O Espírito encarnado aspira sem cessar à libertação, e quanto mais o corpo for grosseiro, mais deseja desembaraçar-se dele.

 

Filipenses  1  : 21  –  24

21 –  Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

22 –  Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.

23  –  Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

24 –   Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.

25 –   E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé,

 

401 Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

Não, o Espírito nunca fica inativo.

Durante o sono, os laços que o prendem ao corpo se relaxam e, como o corpo não precisa do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos.

 

Atos 27  : 23  –  24

23 –   Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo,

24 –   dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo.

 

Hebreus 1 : 13  –  14

13 –  Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

14 –  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

402 Como avaliar a liberdade do Espírito durante o sono?

Pelos sonhos.

Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons, faculdades do que em vigília;

tem a lembrança do passado e algumas vezes a previsão do futuro;

adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, neste mundo ou em outro.

 

Quando dizeis: tive um sonho esquisito, horrível, mas que não tem nada de real, enganais-vos;

é, muitas vezes, a lembrança dos lugares e das coisas que vistes ou que vereis numa outra existência, ou num outro momento.

 

O corpo, estando entorpecido, faz com que o Espírito se empenhe em superar suas amarras e investigar o passado ou o futuro.

Pobres homens, que pouco conheceis dos mais simples fenômenos da vida!

 

Julgai-vos sábios e, entretanto, vos embaraçais com as coisas mais simples;

ficais perturbados com a pergunta de todas as crianças: o que fazemos quando dormimos? Que são os sonhos?

 

O sono liberta, em parte, a alma do corpo.

Quando dormimos, estamos momentaneamente no estado em que o homem se encontra após a morte.

 

Os Espíritos que logo se desligam da matéria, quando desencarnam, têm um sono consciente.

 

Durante o sono, reúnem-se à sociedade de outros seres superiores e com eles viajam, conversam e se instruem;

trabalham até mesmo em obras que depois encontram prontas, quando, pelo desencarne, retornam ao mundo espiritual.

 

Jó  33  : 14  – 18

14 –  Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso.

15 –  Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama,

16 –  então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a sua instrução,

17  – para apartar o homem do seu desígnio e livrá-lo da soberba;

18  – para guardar a sua alma da cova e a sua vida de passar pela espada.

 

Isso deve vos ensinar uma vez mais a não temer a morte, uma vez que morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo.

Isso para os Espíritos elevados;

 

mas para o grande número de homens que, ao desencarnar, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza da qual já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os evocam,

 

ou vão procurar prazeres talvez ainda mais baixos que os que têm aí;

vão se envolver com doutrinas ainda mais desprezíveis, ordinárias e nocivas que as que professam em vosso meio.

 

O que gera a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de os homens, ao despertar, se sentirem ligados pelo coração àqueles com quem acabaram de passar de oito a nove horas de prazer.

 

Isso também explica as antipatias invencíveis que sentimos intimamente, porque sabemos que essas pessoas com quem antipatizamos têm uma consciência diferente da nossa e as conhecemos sem nunca tê-las visto com os olhos.

Explica ainda a nossa indiferença, pois não desejamos fazer novos amigos quando sabemos que há outras pessoas que nos amam e nos querem bem.

 

Em uma palavra, o sono influi mais na vossa vida do que pensais.

 

Durante o sono, os Espíritos encarnados estão sempre se relacionando com o mundo dos Espíritos e é isso que faz com os Espíritos Superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar entre vós.

Deus quis que em contato com o vício eles pudessem se renovar na fonte do bem, para não mais falharem, eles, que vêm instruir os outros.

 

O sono é a porta que Deus lhes abriu para entrarem em contato com seus amigos do céu;

é o recreio após o trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final que deve devolvê-los a seu verdadeiro meio.

 

O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono;

mas notai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que vistes.

É que vossa alma não está em pleno desdobramento.

 

Muitas vezes, apenas fica a lembrança da perturbação que acompanha vossa partida ou vossa volta, à qual se acrescenta a do que fizestes ou do que vos preocupa no estado de vigília;

sem isso, como explicaríeis esses sonhos absurdos que têm tanto os mais sábios quanto os mais simples?

 

Os maus Espíritos se servem também dos sonhos para atormentar as almas fracas e medrosas.

 

Além disso, vereis dentro em pouco se desenvolver uma outra espécie de sonhos1;

ela é tão antiga quanto a que já conheceis, mas a ignorais.

 

O sonho de Joana D’arc2, o sonho de Jacó3, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos;

esse sonho é a lembrança da alma quase inteiramente desligada do corpo, a lembrança dessa segunda vida de que falamos.

 

1 – Outra espécie de sonhos:   ele se referia à mediunidade (N. E.).

2 – Joana D’Arc:  heroína francesa. Comandou os exércitos da França à vitória sobre os ingleses, orientada por seus sonhos e suas visões (N. E.).

3 – Jacó:  patriarca hebreu do Antigo Testamento que viu em sonho uma escada que levava da Terra ao céu (N. E.).

 

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonho dentre os que vos lembrais;

sem isso, caireis em contradições e erros que serão funestos à vossa fé.

 

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de convivência.

 

Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares mais afastados ou jamais vistos e algumas vezes até a outros mundos;

daí ainda a lembrança que traz à memória acontecimentos realizados na existência atual ou em existências anteriores;

 

a estranheza das imagens do que se passa ou do que se passou em mundos desconhecidos, misturadas com coisas do mundo atual, formam esses conjuntos estranhos e confusos que parecem não ter sentido nem ligação entre si.

 

A incoerência dos sonhos se explica ainda por lacunas que a lembrança incompleta do que nos apareceu em sonho produz.

 

Isso seria como numa narração a qual se tenham truncado frases ao acaso, ou parte de frases;

os fragmentos restantes reunidos perderiam toda a significação.

 

403 Por que nem sempre nos lembramos dos sonhos?

O que chamais de sono é apenas o repouso do corpo, mas o Espírito está sempre ativo e durante o sono recobra um pouco de sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, neste mundo ou em outros.

Sendo o corpo uma matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, visto que o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.

 

404 O que pensar da significação atribuída aos sonhos?

Os sonhos não têm o significado que certos adivinhos lhes atribuem.

 

É um absurdo acreditar que sonhar com isso significa aquilo.

São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens reais ao Espírito, mas muitas vezes não têm relação com o que se passa na vida corporal;

são também, como dissemos, uma lembrança.

 

Algumas vezes, podem ser um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa nesse momento em um outro lugar para onde a alma se transporta.

Não tendes numerosos exemplos de pessoas que aparecem em sonho e vêm advertir seus parentes ou amigos do que lhes está acontecendo?

 

Gênesis  41 : 15 –  Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.

 

Observação : O faraó estava falando com José.

 

Mateus 1 :  20  –  21

20 –  Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.

21 –  Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.

 

O que são essas aparições, senão a alma ou o Espírito dessas pessoas que vêm se comunicar com o vosso?

 

Quando estais certos de que o que vistes realmente aconteceu, não é uma prova de que a imaginação não tomou parte em nada, principalmente se as ocorrências do sonho não estavam de modo algum em vosso pensamento enquanto acordados?

 

405 Veem-se frequentemente em sonho coisas que parecem pressentimentos e que não se realizam; de onde vem isso?

Elas podem se realizar apenas para o Espírito, ou seja, o Espírito vê a coisa que deseja porque vai procurá-la.

 

Não deveis esquecer que, durante o sono, a alma está constantemente sob influência da matéria, às vezes mais, às vezes menos, e, consequentemente, nunca se liberta completamente das ideias terrenas.

 

Disso resulta que as preocupações enquanto acordados podem dar àquilo que se vê a aparência do que se deseja ou do que se teme.

A isso verdadeiramente é o que se pode chamar de efeito da imaginação.

Quando se está fortemente preocupado com uma ideia, liga-se a essa ideia tudo o que se vê.

 

406 Quando vemos em sonho pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos de que absolutamente não cogitam, não é efeito de pura imaginação?

Em relação a praticar atos de que não cogitam, como dizeis, o que sabeis disso?

O Espírito dessa pessoa pode visitar o vosso, como o vosso pode visitar o dela e nem sempre sabeis no que ele pensa.

E então, frequentemente, atribuís às pessoas que conheceis, e de acordo com vossos desejos, o que se passou ou se passa em outras existências.

 

407 O sono completo é necessário para a emancipação do Espírito?

Não; o Espírito recobra sua liberdade quando os sentidos se entorpecem.

 

Ele se aproveita, para se emancipar, de todos os momentos de repouso que o corpo lhe concede.

 

Desde que haja debilidade das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais livre ele estará.

 

É assim que a sonolência, ou um simples entorpecimento dos sentidos, apresenta muitas vezes as mesmas imagens do sono.

 

408 Parece-nos ouvir, algumas vezes em nós, palavras pronunciadas distintamente e que não têm nenhuma relação com o que nos preocupa; de onde vem isso?

Sim, pode acontecer até mesmo ouvirdes frases inteiras, principalmente quando os sentidos começam a se entorpecer.

É algumas vezes um eco fraco de um Espírito que deseja se comunicar.

 

409 Muitas vezes, num estado que ainda não é a sonolência, quando temos os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras das quais observamos os mais minuciosos detalhes;

é um efeito de visão ou de imaginação?

O corpo, estando entorpecido, faz com que o Espírito procure libertar-se de suas amarras.

Ele se transporta e vê.

Se o sono fosse completo, seria um sonho.

 

410 Têm-se, algumas vezes durante o sono ou a sonolência, ideias que parecem ser muito boas e, apesar dos esforços para se lembrar delas, apagam-se da memória:

de onde vêm essas ideias?

São o resultado da liberdade do Espírito que se emancipa e desfruta de maneira completa de todas as suas faculdades durante esse momento.

São frequentemente também conselhos que outros Espíritos dão.

 

410 a Para que servem essas ideias e conselhos, já que se perdem na lembrança e não se podem aproveitar?

Essas ideias pertencem, algumas vezes, mais ao mundo dos Espíritos do que ao corporal;

mas, com mais frequência, se o corpo esquece, o Espírito lembra, e a ideia revive na ocasião oportuna como uma inspiração de momento.

 

411 O Espírito encarnado, nos momentos em que está desligado da matéria e age como Espírito, sabe a época de sua morte?

Muitas vezes a pressente;

pode, também, ter uma consciência muito clara dela.

 

É o que, acordado, lhe dá a intuição disso.

Eis por que certas pessoas, algumas vezes, preveem sua morte com grande exatidão.

 

412 A atividade do Espírito durante o repouso ou o sono do corpo pode fazer com que o corpo sinta cansaço?

Sim, pode.

O Espírito está preso ao corpo, assim como um balão cativo a um poste.

Da mesma forma que as agitações do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o corpo e pode fazer com que se sinta cansado.

 

Observação : Este livro foi escrito em 1857, época dos grandes balões.

 

Visitas espíritas entre pessoas vivas

413 Como a alma pode libertar-se do corpo durante o sono, teremos então uma dupla existência simultânea: a do corpo, que nos dá a vida de relação exterior, e a da alma, que nos dá a vida de relação oculta; isso é exato?

No estado de liberdade, a vida do corpo cede lugar à vida da alma.

 

Porém, não são, propriamente falando, duas existências;

são, antes, duas fases da mesma existência, uma vez que o homem não vive duplamente.

 

414 Duas pessoas que se conhecem podem se visitar durante o sono?

Sim, e muitas outras que acreditam não se conhecerem também se reúnem e conversam.

Podeis ter, sem dúvida, amigos num outro país.

 

O fato de ir se encontrar, durante o sono, com amigos, parentes, conhecidos, pessoas que podem ser úteis, é tão frequente que o fazeis todas as noites.

 

415 Qual a utilidade dessas visitas noturnas, uma vez que não fica lembrança de nada?

É muito comum disso ficar uma intuição, ao despertar, e é frequentemente a origem de certas ideias que surgem espontaneamente, sem explicação clara.

São exatamente as adquiridas nessas conversas.

 

416 O homem pode provocar essas visitas espirituais por sua vontade?

Pode, por exemplo, dizer ao dormir: esta noite quero me encontrar em Espírito com tal pessoa, falar com ela e dizer-lhe alguma coisa?

Eis o que se passa:

o homem dorme, o Espírito se liberta e o que o homem tinha programado o Espírito está bem longe de seguir, porque os desejos e vontades do homem nem sempre são as mesmas do Espírito, quando desligado da matéria.

 

Isso acontece com os homens espiritualmente bastante elevados.

 

Há os que passam de outra forma essa sua existência espiritual: entregam-se às suas paixões ou permanecem na inatividade.

Pode acontecer que, considerando a razão da visita, o Espírito vá mesmo visitar as pessoas que deseja;

mas a simples vontade do homem, acordado, não é razão para que o faça.

 

417 Um certo número de Espíritos encarnados podem se reunir e formar assembleias?

Sem dúvida nenhuma.

Os laços de amizade, antigos ou novos, fazem com que se reúnam frequentemente diversos Espíritos, felizes de estarem juntos.

 

Pela palavra antigo é preciso entender os laços de amizade feitos em existências anteriores.

Trazemos, ao despertar, uma intuição das ideias que adquirimos nessas conversas ocultas, mas ignoramos a sua fonte.

 

418 Uma pessoa que acreditasse ter um de seus amigos mortos, embora estivesse vivo, poderia se encontrar com ele em Espírito e saber que está vivo? Ela poderia, nesse caso, ter uma intuição disso ao despertar?

Como Espírito, pode certamente vê-lo e saber de sua situação.

Se não lhe foi imposto como uma prova acreditar na morte de seu amigo, terá um pressentimento de sua existência, como poderá ter de sua morte.

 

Transmissão oculta do pensamento

419 Por que a mesma ideia, a de uma descoberta, por exemplo, pode surgir em diversos lugares ao mesmo tempo?

Já dissemos que durante o sono os Espíritos se comunicam entre si.

 

Pois bem, quando o corpo desperta, o Espírito se recorda do que aprendeu e o homem acredita ser o autor da invenção.

Assim, muitos podem descobrir a mesma coisa ao mesmo tempo.

 

Quando dizeis: uma ideia está no ar, usais de uma figura de linguagem mais justa do que acreditais;

cada um, sem saber, contribui para propagá-la.

 

Nosso próprio Espírito revela, assim, muitas vezes a outros Espíritos e sem nosso conhecimento o que se faz objeto de nossas preocupações quando acordados.

 

420 Os Espíritos podem se comunicar se o corpo está completamente acordado?

O Espírito não está fechado no corpo como numa caixa;

irradia por todos os lados.

Eis por que pode se comunicar com outros Espíritos, até mesmo acordados, embora o faça mais dificilmente.

 

421 Por que duas pessoas perfeitamente acordadas têm muitas vezes, instantaneamente, a mesma ideia?

São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e veem reciprocamente seus respectivos pensamentos, até mesmo quando o corpo não dorme.

 

Existe, entre os Espíritos que se encontram, uma comunicação de pensamentos que faz com que duas pessoas se vejam e se compreendam, sem ter necessidade dos sinais exteriores da linguagem.

Pode-se dizer que falam a linguagem dos Espíritos.

 

Livro : DIVALDO FRANCO RESPONDEOrganizado por CLAUDIA SAEGUSAEd. InteLítera.

 

SONHOS PERTURBADOS

 

14 . Uma noite de sonho perturbado atrapalha a vida cotidiana ?

D.F. : Sem a menor dúvida, por causa da ingestão dos fluidos negativos, quando sob a ação de Entidades perversas.

Nesses transtornos, ocorre também abalo psicológico e o indivíduo perde a consciência, que fica dominada por imagens afligentes que, durante o dia, levam-no a estados deploráveis de conduta.

 

Daí a importância da oração.

A oração antes de dormir abre-nos as formosas portas do mundo espiritual.

 

É comum as pessoas irem deitar-se e ligarem a televisão, assistindo películas de sexo explícito, de violência, ou, então, os noticiários deprimentes.

Toda essa carga é introjetada no inconsciente, proporcionando sono inquieto e sonhos infelizes.

 

Se, no entanto, permitir-se fazer uma boa leitura, arquivando no inconsciente imagens boas, desejos nobres de realização, de apreço, além de tranquila a noite, ela será povoada de sonhos positivos.

 

PREPARAÇÃO PARA O SONO

 

15 . Então a preparação para o sono é fundamental no processo de transição ?

D. F. : Tanto quanto o bom despertar, porque, para que haja o repouso dos neurônios cerebrais e possam continuar as neurocomunicações tranquilas,

é necessário que não haja na mente excitações que provoquem aceleração e produção de neuropeptídios que podem descarregar no organismo efeitos colaterais,

que seriam os transtornos de humor, os sentimentos de culpa, a inquietação, o mal-estar.

 

Uma boa preparação pode provocar o bem-estar, a euforia, o despertar saudável, a alegria de viver.

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D.F. : Daí a importância da oração.

A oração antes de dormir abre-nos as formosas portas do mundo espiritual.

 

Mateus 21 :  22 –  e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.

 

Marcos 11 :  24 –  Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.

 

Romanos 12  : 12 –  regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;

 

Mateus 26  : 41 –  Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

 

I  Tessalonicences   5  :  17   –  18

17  –  Orai sem cessar.

18  –  Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

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