ÊXTASE

30 set

ÊXTASE

 

Livro : O Livro dos EspíritosParte 2ª – Capítulo VIIIDa Emancipação da Alma.

 

ÊXTASE

 

439 Que diferença existe entre o êxtase e o sonambulismo?

– O êxtase é um sonambulismo mais depurado;

a alma do extático é ainda mais independente.

 

Atos 10  :  9  –  16

9  No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar.

10  Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase;

11  então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas,

12  contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu.

13  E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come.

14  Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda.

15  Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum.

16  Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu.

 

19  Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram;

20  levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.

 

Atos 11 :  5  – 18

 

5 – Eu estava na cidade de Jope orando e, num êxtase, tive uma visão em que observei descer um objeto como se fosse um grande lençol baixado do céu pelas quatro pontas e vindo até perto de mim.

6  E, fitando para dentro dele os olhos, vi quadrúpedes da terra, feras, répteis e aves do céu.

Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come.

Ao que eu respondi: de modo nenhum, Senhor; porque jamais entrou em minha boca qualquer coisa comum ou imunda.

9  Segunda vez, falou a voz do céu: Ao que Deus purificou não consideres comum.

10  Isto sucedeu por três vezes, e, de novo, tudo se recolheu para o céu.

11  E eis que, na mesma hora, pararam junto da casa em que estávamos três homens enviados de Cesaréia para se encontrarem comigo.

12  Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles, sem hesitar. Foram comigo também estes seis irmãos; e entramos na casa daquele homem.

13  E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro,

14  o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa.

15  Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio.

16  Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo.

17  Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?

18  E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida.

 

Nos versículos 27,  28,  34  e  35,  Pedro explica o significado da visão :

 

27  Falando com ele, entrou, encontrando muitos reunidos ali,

28  a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo;

34  Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;

35  pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.

 

440 O Espírito do extático penetra realmente nos mundos superiores?

Sim, ele os vê e compreende a felicidade daqueles que os habitam.

Deseja, por isso, lá permanecer.

Mas existem mundos inacessíveis aos Espíritos que não são suficientemente depurados.

 

441 Quando o extático exprime o desejo de deixar a Terra, fala sinceramente e não sente atuar nele o instinto de conservação?

Isso depende do grau de pureza do Espírito;

se vê sua posição futura melhor do que sua vida presente, faz esforços para romper os laços que o prendem à Terra.

 

442 Se o extático ficasse abandonado a si mesmo, sua alma poderia definitivamente deixar seu corpo?

Sim, poderia morrer.

Por isso é preciso fazê-lo voltar apelando para tudo o que pode prendê-lo à vida na Terra e, principalmente, fazendo-o compreender que, se romper a cadeia que o retém aqui, será a maneira certa de não permanecer onde ele vê que seria feliz.

 

443 Existem coisas que o extático pretende ver e que são evidentemente fruto de uma imaginação impressionada pelas crenças e preconceitos terrenos. Tudo o que vê não é, então, real?

O que vê é real para ele, mas como seu Espírito está sempre sob a influência das ideias terrenas pode vê-lo à sua maneira ou, melhor dizendo, pode se exprimir numa linguagem apropriada a seus preconceitos ou às ideias em que foi educado, ou aos vossos, a fim de melhor se fazer compreender.

É, principalmente, nesse sentido que ele pode errar.

 

444 Que grau de confiança se pode depositar nas revelações dos extáticos?

O extático pode, muito frequentemente, se enganar, principalmente quando pretende penetrar naquilo que deve permanecer em mistério para o homem, porque então revelará suas próprias ideias ou se tornará joguete de Espíritos enganadores que se aproveitam de seu entusiasmo para fasciná-lo.

 

445 Que consequências se pode tirar dos fenômenos do sonambulismo e do êxtase? Não seriam uma espécie de iniciação à vida futura?

É, verdadeiramente, a vida passada e a vida futura que o homem entrevê.

Se estudar esses fenômenos, aí encontrará a solução de mais de um mistério que sua razão procura inutilmente penetrar.

 

446 Os fenômenos do sonambulismo e do êxtase poderiam se conciliar com o materialismo?

– Aquele que os estuda de boa-fé, sem prevenções, não pode ser nem materialista nem ateu.

 

Livro : Obras PóstumasManifestações dos Espíritos – 4ºEmancipação da Alma.

 

29. O êxtase é o grau máximo de emancipação da alma.

“No sonho e no sonambulismo, a alma erra nos mundos terrestres;

no êxtase, ela penetra num mundo desconhecido, no dos Espíritos etéreos com os quais entra em comunicação, sem, todavia, poder ultrapassar certos limites, que não poderia transpor sem quebrar totalmente os laços que a prendem ao corpo.

 

II Coríntios 12  : 1  –  4

 

Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações do Senhor.

Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)

e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)

4  foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.

 

O apóstolo Paulo foi , ao que ele chama de paraíso, num Desdobramento.

 

Um brilho resplandecente e todo novo a envolve, harmonias desconhecidas sobre a Terra, a arrebatam, um bem-estar indefinível a penetra;

ela goza, por antecipação, da beatitude celeste, e se pode dizer que põe um pé no limiar da eternidade.

 

No êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo;

não há mais, por assim dizer, senão a vida orgânica, e sente-se que a alma a ela não se prende senão por um fio que um esforço mais forte faria romper sem retorno.” (O Livro dos Espíritos, nº 455.)

 

30. O êxtase, não mais do que os outros graus de emancipação da alma, não está isento de erros;

é por isso que as revelações dos extáticos estão longe de ser sempre a expressão da verdade absoluta.

 

A razão disso está na imperfeição do Espírito humano;

não é senão quando chegou no cimo da escala, que ele pode julgar sadiamente as coisas;

até lá, não lhe é dado de tudo ver nem de tudo compreender.

 

Se, depois da morte, então que o desligamento é completo, ele não vê sempre com justeza;

se há os que estão ainda imbuídos dos preconceitos da vida , que não compreendem as coisas do mundo invisível onde estão, com mais forte razão, deve ocorrer o mesmo com o Espírito preso ainda à carne.

 

Há, algumas vezes, entre os extáticos mais exaltação do que verdadeira lucidez, ou, melhor dizendo, a sua exaltação prejudica a sua lucidez;

é por isso que as suas revelações, frequentemente, são uma mistura de verdades e de erros, de coisas sublimes ou mesmo ridículas.

 

Os Espíritos inferiores se aproveitam também dessa exaltação, que é sempre uma causa de fraqueza quando não se sabe dominá-la, para dominar o extático, e, para esse efeito, eles revestem aos seus olhos aparências que o mantêm em suas ideias ou preconceitos, de sorte que as suas visões e as suas revelações não são, frequentemente, senão um reflexo de suas crenças.

É um escolho ao qual não escapam senão os Espíritos de uma ordem elevada, e contra o qual o observador deve se ter em guarda.

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