Faculdades morais e intelectuais do homem

18 dez

Faculdades morais e intelectuais do homem

 

 O Livro dos EspíritosParte Segunda – Capítulo 7 Retorno à vida corporal

 

361 De onde vêm, para o homem, suas qualidades morais, boas ou más?

São do Espírito encarnado nele;

quanto mais o Espírito for puro, mais o homem é levado ao bem.

 

III  João  1  : 11 Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom.

Aquele que pratica o bem procede de Deus;

aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.

 

361 a Parece resultar daí que o homem de bem é a encarnação de um Espírito bom e o homem vicioso a de um mau?

Sim. Mas devemos dizer que é um Espírito imperfeito, senão poderia se acreditar na existência de Espíritos sempre maus, a quem chamais de demônios.

 

I Timóteo  2  : 4 o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

362 Qual é o caráter dos indivíduos nos quais encarnam os Espíritos travessos e levianos?

São criaturas imprudentes, maliciosas e, algumas vezes, seres maldosos.

 

Tito  3  : 3 Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.

 

363 Os Espíritos possuem paixões que não pertencem à humanidade?

Não; se as tivessem as teriam comunicado aos homens.

 

364 É o mesmo Espírito que dá ao homem as qualidades morais e da inteligência?

Certamente é o mesmo, e isso em razão do grau que alcançou na escala evolutiva.

O homem não tem em si dois Espíritos.

 

365 Por que alguns homens muito inteligentes, que evidenciam estar neles encarnados Espíritos Superiores, são, ao mesmo tempo, cheios de vícios?

É que os Espíritos encarnados neles não são puros o suficiente, e o homem cede à influência de outros Espíritos ainda piores.

O Espírito progride numa marcha ascendente insensível, mas o progresso não se cumpre simultaneamente em todos os sentidos.

 

Durante um período das suas muitas existências, pode avançar em ciência;

num outro, em moralidade.

 

366 O que pensar da opinião de que as diferentes faculdades intelectuais e morais do homem seriam o produto de diferentes Espíritos encarnados nele e tendo cada um uma aptidão especial?

Ao refletir sobre essa opinião, reconhece-se que é absurda.

 

O Espírito deve ter todas as aptidões;

para poder progredir, lhe é necessária uma vontade única.

 

Se o homem fosse uma mistura de Espíritos, essa vontade não existiria e não teria individualidade, uma vez que, em sua morte, todos esses Espíritos seriam como um bando de pássaros escapados duma gaiola.

 

O homem lamenta-se, frequentemente, de não compreender certas coisas, e é curioso ver como multiplica as dificuldades, quando tem ao seu alcance uma explicação muito simples e natural.

 

Ainda aqui, toma o efeito pela causa;

é fazer em relação ao homem o que os pagãos faziam em relação a Deus.

 

Eles acreditavam em tantos deuses quantos são os fenômenos no universo, mas mesmo entre eles havia pessoas sensatas que já viam nesses fenômenos apenas efeitos, que tinham uma única causa – Deus.

 

O mundo físico e o mundo moral nos oferecem, a esse respeito, numerosos pontos de comparação.

Acreditou-se na existência múltipla da matéria enquanto se esteve apegado à aparência dos fenômenos.

Hoje, compreende-se que esses fenômenos tão variados podem muito bem não passar de modificações de uma matéria elementar única.

 

Os diversos dons são manifestações de uma mesma causa que é a alma, ou Espírito encarnado, e não de diversas almas, assim como os diferentes sons do órgão são o produto do mesmo ar e não de tantas outras espécies de ar quantos sejam os sons.

 

Desse sistema resultaria que, quando um homem perde ou adquire certas aptidões, certas tendências, isso seria pela ação de outros tantos Espíritos que vieram a encarnar nele ou que se foram, o que o tornaria um ser múltiplo, sem individualidade e, consequentemente, sem responsabilidade.

 

Também contradizem essa ideia os exemplos tão numerosos de manifestações pelas quais os Espíritos provam sua personalidade e identidade.

 

 

Revista : Espiritismo e Ciêncianº 107Espírito e Matéria.

 

O Encontro do Espírito com a MatériaRogério Coelho

 

Rogério Coelho escreve :

 

JOANNA DE ÂNGELIS aborda com muita lucidez os temas relacionados com a interação Espírito/matéria à luz da psicologia.

Em um de seus textos, afirma a mentora amiga  (Franco, Divaldo. Dias Gloriosos. LEAL, cap. 3):

 

(…) Não é possível dissociar-se o Espírito da matéria.

A interferência do psiquismo no mundo orgânico é preponderante para que se possa viver em equilíbrio.

 

Uma saudável disposição mental se reflete no conjunto físico em forma de bem-estar, em razão das irradiações da usina psíquica oferecerem lubrificante para as engrenagens celulares, que passam a movimentar-se sob comando equilibrado.

 

A cada dia os cientistas da saúde constatam mais evidências dessa realidade, que foi identificada desde os primórdios da arte de curar, particularmente quando os pais gregos da Medicina compreenderam que a mente é de relevante importância para a constituição harmônica da existência humana.

 

Na atualidade, as conquistas da Psicologia vêm demonstrando que os fatores psicossociais são de alto significado para a conduta da criatura.

 

Segundo a mesma, a hereditariedade tem uma contribuição de menor importância que a educação, o inter-relacionamento pessoal, as pressões econômicas, as expressões afetivas, que programam o indivíduo para a felicidade ou para a desdita.

 

Como consequência, essas condutas produzem reflexos muito fortes na área da saúde, facultando o surgimento de enfermidades ou preservando o conjunto em boa atividade.

 

Os comportamentos estressantes, o hábito de recalcar sentimentos agressivos, a conduta conformista exterior e rebelde interna, o acumular de ressentimentos ou paixões perturbadoras, as ambições desmedidas, o autodesamor,

transformam-se em toxinas elaboradas pelo cérebro, que sofre o impacto da inarmonia mental,

produzindo esses venenos que se espraiam pelo sistema nervoso central e terminam por fixarem-se nos departamentos orgânicos, especialmente naqueles mais sensíveis, quais os aparelhos gástrico, respiratório, genésico;

estabelecendo o desconcerto.

 

Por outro lado, os sentimentos de esperança, de fé, de amor, de alegria, de paz e as ideias edificantes, proporcionam altas descargas de energias salutares,

que são conduzidas pelas moléculas dos peptídeos em forma de endorfinas, interferon, interleucinas e outras substâncias equivalentes que restabelecem a equilibrada mitose celular, recuperando-as das desarticulações, estimulando os leucócitos e gerando circuitos de vibrações bem estruturadas.

 

O amor, por exemplo, é de natureza fisiológica, embora se expresse como sentimento do ser profundo, já que ele pode ser detectado do ponto de vista quântico na condição de fótons,

enquanto o medo e a ira se podem apresentar como elétrons.

 

O pensamento desempenha uma função importante no conjunto existencial do ser humano, percorrendo todas as células, particularmente as do sistema nervoso simpático, que mantém perfeito intercâmbio com as do imunológico.

 

Essa interação mente/corpo é, por sua vez, resultado da constituição humana ser não somente material, mas essencialmente psicofísica,

portanto, trabalhada pelo Espírito, que é o agente da vida inteligente e organizada na criatura.

 

Utilizando-se dos neurônios cerebrais e das suas conexões eletroquímicas, o Espírito está sempre enviando mensagens de variado teor a todos os setores do envoltório físico pelo qual se manifesta.

 

Quando essas emissões são constituídas de ideias otimistas, pacificadoras, alegres, embora não ruidosas, surgem as respostas saudáveis no corpo, que se apresenta dinâmico, jovial, tendo preservados os seus equipamentos.

 

Quando, no entanto, são carregadas de energia deletéria, depressiva, inconformista, perturbadora, os efeitos apresentam-se danosos, agredindo e desarticulando os mecanismos de equilíbrio que respondem pela saúde.

 

 

(…) Auto-esclarecendo-se e predispondo-se à força da mente sobre o corpo, o ser humano passa a ter uma existência física bem delineada, aprendendo a enfrentar todos os lances que ocorram com naturalidade e disposição ética de vencer.

 

A proposta é de digerir e assumir todos os acontecimentos, sobrepondo a paz íntima às ocorrências perturbadoras, agressivas, e que parecem desmotivar o indivíduo para o prosseguimento da luta,

 

visto que o ser humano é, por excelência, aquilo que pensa, que cultiva no campo mental, que termina por tornar-se realidade.

E a realidade do ser, apesar se ser profundamente psíquica, está sempre a interagir na organização física.”

 

 

Observação :

Na Revista Cristã de Espiritismo, Ano XIV – ed. 120, há um artigo muito bom, apresentado por Daniel Kaltembach, que se chama:O mundo quântico e o poder da Consciência

( Conheça algumas das teorias e experimentos mais conhecidos da Física Quântica e entenda por que ela pode ser uma ponte, servindo de ligação entre Ciência e espiritualidade).

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