Uranografia geral – II – A MATÉRIA

11 jul

Uranografia geral – II

 

A MATÉRIA

Livro: A GÊNESE ( 1868) – Capítulo VI

3. – À primeira vista, não há o que pareça tão profundamente variado, nem tão essencialmente distinto, como as diversas substâncias que compõem o mundo.

Entre os objetos que a Arte ou a Natureza nos fazem passar diariamente ante o olhar, haverá duas que revelem perfeita identidade, ou, sequer, paridade de composição?

 

Quanta dessemelhança, sob os aspectos da solidez, da compressibilidade, do peso e das múltiplas propriedades dos corpos, entre os gases atmosféricos e um filete de ouro, entre a molécula aquosa da nuvem e a do mineral que forma a carcaça óssea do globo!

que diversidade entre o tecido químico das variadas plantas que adornam o reino vegetal e o dos representantes não menos numerosos da animalidade na Terra!

 

Entretanto, podemos estabelecer como princípio absoluto que todas as substâncias, conhecidas e desconhecidas, por mais dessemelhantes que pareçam, quer do ponto de vista da constituição íntima, quer pelo prisma de suas ações recíprocas, são, de fato, apenas modos diversos sob que a matéria se apresenta;

variedades em que ela se transforma sob a direção das forças inumeráveis que a governam.

 

4. – A Química, cujos progressos foram tão rápidos depois da minha época (o texto é do Espírito GALILEU), em a qual seus próprios adeptos ainda a relegavam para o domínio secreto da magia;

ciência que se pode considerar, com justiça, filha do século da observação e baseada unicamente, de maneira bem mais sólida do que suas irmãs mais velhas, no método experimental;

 

a Química, digo, fez tábua rasa dos quatro elementos primitivos que os antigos concordaram em reconhecer na Natureza;

mostrou que o elemento terrestre mais não é do que a combinação de diversas substâncias variadas ao infinito;

que o ar e a água são igualmente decomponíveis e produtos de certo número de equivalentes de gás;

que o fogo, longe de ser também um elemento principal, é apenas um estado da matéria, resultante do movimento universal a que esta se acha submetida e de uma combustão sensível ou latente.

 

Em compensação, fez surgir considerável número de princípios, até então desconhecidos, que lhe pareceram formar, por determinadas combinações, as diversas substâncias, os diversos corpos que ela estudou e que atuam simultaneamente, segundo certas leis e em certas proporções, nos trabalhos que se realizam dentro do grande laboratório da Natureza.

 

Deu a esses princípios o nome de corpos simples, indicando de tal modo que os considera primitivos e indecomponíveis e que nenhuma operação, até hoje, pode reduzi-los a frações relativamente mais simples do que eles próprios. (1)

(1) Os principais corpos simples são: entre os não-metálicos, o oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o cloro, o carbono, o fósforo, o enxofre, o iodo;

entre os metálicos, o ouro, a prata, a platina, o mercúrio, o chumbo, o estanho, o zinco, o ferro, o cobre, o arsênico, o sódio, o potássio, o cálcio, o alumínio, etc.

 

5. – Mas, onde param as apreciações do homem, mesmo ajudadas pelos mais impressionantes sentidos artificiais, prossegue a obra da Natureza;

onde o vulgo toma a aparência como realidade, onde o prático levanta o véu e percebe o começo das coisas, o olhar daquele que pode apreender o modo de agir da Natureza apenas vê, nos materiais constitutivos do mundo, a matéria cósmica primitiva, simples e una, diversificada em certas regiões na época do aparecimento destas, repartida em corpos solidários entre si, enquanto têm vida, e que um dia se desmembram, por efeitos da decomposição no receptáculo da extensão.

 

6. – Há questões que nós mesmos, Espíritos amantes da Ciência, não podemos aprofundar e sobre as quais não poderemos emitir senão opiniões pessoais, mais ou menos hipotéticas. Sobre essas questões, calar-me-ei, ou justificarei a minha maneira de ver.

 

Mateus 24 : 36 – Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.

 

A com que nos ocupamos, porém, não pertence a esse número.

Àqueles, portanto, que fossem tentados a enxergar nas minhas palavras unicamente uma teoria ousada, direi:

abarcai, se for possível, com olhar investigador, a multiplicidade das operações da Natureza e reconhecereis que, se se não admitir a unidade da matéria, impossível será explicar, já não direi somente os sóis e as esferas, mas, sem ir tão longe, a germinação de uma semente na terra, ou a produção dum inseto.

 

7. – Se se observa tão grande diversidade na matéria, é porque, sendo em número ilimitado as forças que hão presidido às suas transformações e as condições em que estas se produziram, também as várias combinações da matéria não podiam deixar de ser ilimitadas.

 

Logo, quer a substância que se considere pertença aos fluidos propriamente ditos, isto é, aos corpos imponderáveis, quer revista os caracteres e as propriedades ordinárias da matéria, não há, em todo o Universo, senão uma única substância primitiva;

o cosmo, ou matéria cósmica dos uranógrafos ( astrônomos).

Hebreus 11 : 3 – Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.

 

Observação : Nesta mesma Categoria: Cristianismo e Espiritismo, há um Post intitulado ESPÍRITO E MATÉRIA.

Vou repetir uma parte do estudo para complementar este.

 

Livro : O Livro dos Espíritos2ª Parte – Capítulo 2Dos Elementos Gerais do Universo.

Espírito e matéria

 

21 A matéria existe desde o princípio, como Deus, ou foi criada por Ele em determinado momento?

Somente Deus o sabe.

Entretanto, há uma coisa que a vossa razão deve deduzir:

é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo.

Por mais remoto que possa vos parecer o início de sua ação, acaso o podereis imaginar por um segundo sequer na ociosidade?

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

22 Define-se, geralmente, a matéria como sendo o que tem extensão, o que pode causar impressão aos nossos sentidos, o que é impenetrável.

Essas definições são exatas?

– Do vosso ponto de vista são exatas, visto que somente falais do que conheceis.

Mas a matéria existe em estados que para vós são desconhecidos.

Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que não cause nenhuma impressão aos vossos sentidos;

entretanto, é sempre matéria, embora para vós não o seja.

 

Observação : Em 1857, os Espíritos Superiores nos disseram que a matéria existia em estados desconhecidos, naquela época.

Hoje, a Ciência já pode comprovar o que foi dito.

 

Vejam o que escreve ALEXANDRE FONTES DA FONSECA em UM ENSAIO SOBRE MATÉRIA E ENERGIA.

 

A definição mais comum de matéria é a de qualquer coisa que tenha massa e ocupe volume de espaço[5].

Segundo a Física Moderna, a ocupação de espaço por parte da matéria decorre do fato dos elétrons, que possuem uma propriedade magnética intrínseca chamada spin de valor semi-inteiro igual a 1/2, não poderem ocupar as mesmas regiões espaciais em torno do núcleo de um átomo.

Isso causa a sensação de repulsa entre dois objetos.

 

Partículas que possuem spin de valor semi-inteiro (1/2, 3/2, 5/2, etc.) são chamadas de férmions, e os constituintes da matéria ordinária que conhecemos, como os prótons, neutrons e elétrons, são férmions.

A teoria quântica demonstra que os férmions não podem ocupar os mesmos estados quânticos num sistema, incluindo-se a posição no espaço, explicando, assim, a concepção de que “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar”.

 

Entretanto, na natureza existe, também, outro tipo de partículas chamadas bósons.

Elas tem a propriedade de possuir spin de valor inteiro (0, 1, 2, etc.).

 

Ao contrário dos férmions, e por mais incrível que possa parecer, os bósons podem ocupar o mesmo estado quântico, incluindo ocupar a mesma região do espaço.

Por causa dessas propriedades, os bósons são considerados pela Física como as partículas “que carregam a força”.

 

O fóton, por exemplo, que é um “quantum” de radiação eletromagnética, é o bóson que “carrega” a força eletromagnética.

 

Vários fótons de diferentes radiações eletromagnéticas podem ocupar o mesmo espaço, a prova disso é o fato de termos num mesmo ambiente ondas de rádio, TV, celular, etc., sem que uma interfira na outra.

 

A teoria da Física que, nos dias de hoje, estuda as propriedades de todos os tipos de partículas é chamada Modelo Padrão [5].

Segundo o Modelo Padrão, a matéria dita ordinária (isto é, a matéria que conhecemos) é composta por partículas elementares, isto é, partículas que não possuem estrutura interna e, por isso, são chamadas de elementares.

 

Por exemplo, os prótons não são partículas elementares pois são formados por três quarks.

Estes, por sua vez, não seriam formados por outras partículas sendo, portanto, elementares. Os chamados léptons, a cuja classe pertence o elétron, também são partículas elementares.

 

O Modelo Padrão foi desenvolvido em 1970 e tem grande aceitação entre os físicos.

Sua única limitação, atualmente, é não descrever ainda a força de interação gravitacional devido às massas das partículas.

Acredita-se, que a descoberta do chamado bóson de Higgs possa esclarecer esse ponto dentro do contexto desta teoria [5].

 

http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores/FONSECA_Alexandre_tit_Um_ensaio_sobre_materia_e_energia.htm

 

 

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