AS LEIS E AS FORÇAS

29 jul

AS LEIS E AS FORÇAS

 

Livro : A GÊNESE (1868) – capítulo VIURANOGRAFIA GERAL – AS LEIS E AS FORÇAS.

 

No texto anterior do capítulo VI do livro A Gênese, abordei A MATÉRIA e AS PROPRIEDADES DA MATÉRIA (O Livro dos Espíritos).

Neste texto continuarei o tema, abordando AS LEIS E AS FORÇAS, lembrando que o texto foi escrito pelo Espírito Galileu e psicografado por Camille Flammarion.

 

 

AS LEIS E AS FORÇAS

8. – Se um desses seres desconhecidos que consomem a sua efêmera existência no fundo das tenebrosas regiões do oceano;

se um desses poligástricos (que tem muitos estômagos), uma dessas nereidas miseráveis animálculos que da Natureza mais não conhecem do que os peixes ictiófagos (ictiofagiasistema alimentar em que o peixe é o principal elemento) e as florestas submarinas

– recebesse de repente o dom da inteligência, a faculdade de estudar o seu mundo e de basear suas apreciações num raciocínio conjetural extensivo à universalidade das coisas, que ideia faria da natureza viva que se desenvolve no meio por ele habitado e do mundo terrestre que escapa ao campo de suas observações?

 

Se, agora, por maravilhoso efeito do poder da sua nova faculdade, esse mesmo ser chegasse a elevar-se, acima das suas trevas eternas, a galgar a superfície do mar, não distante das margens opulentas de uma ilha de esplêndida vegetação, banhada pelo Sol fecundante, dispensador de calor benéfico, que juízo faria ele das suas antecipadas teorias sobre a criação universal?

 

Não as baniria, de pronto, substituindo-as por uma apreciação mais ampla, relativamente tão incompleta quanto a primeira?

Tal, ó homens, a imagem da vossa ciência toda especulativa. (1)

 

(1) Tal também a situação dos negadores do mundo dos Espíritos, quando, após se haverem despojado do envoltório carnal, contemplam, desdobrados às suas vistas, os horizontes desse mundo.

Compreendem, então, quão ocas eram as teorias com que pretendiam tudo explicar por meio exclusivamente da matéria.

 

Contudo, esses horizontes ainda lhes ocultam mistérios que só posteriormente se lhes desvendam, à medida que, depurando-se, eles se elevam.

Desde, porém, os seus primeiros momentos no outro mundo, veem-se forçados a reconhecer a própria cegueira e quão longe estavam da verdade.

 

9. – Vindo, pois, tratar aqui da questão das leis e das forças que regem o Universo, eu (Galileu), que apenas sou, como vós, um ser relativamente ignorante, em face da ciência real, mau grado a aparente superioridade que, com relação aos meus irmãos da Terra, me advém da possibilidade de estudar problemas naturais que lhes são interditos na posição em que eles se encontram como terrícolas, trago por único objetivo dar-vos uma noção geral das leis universais, sem explicar pormenorizadamente o modo de ação e a natureza das forças especiais que lhes são dependentes.

 

10. – Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos.

Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres.

São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo.

 

Essas múltiplas forças, indefinidamente variadas segundo as combinações da matéria, localizadas segundo as massas, diversificadas em seus modos de ação, segundo as circunstâncias e os meios, são conhecidas na Terra sob os nomes de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa.

Os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob os nomes de som, calor, luz, etc.

 

Em outros mundos, elas se apresentam sob outros aspectos, revelam outros caracteres desconhecidos na Terra e, na imensa amplidão dos céus, forças em número indefinito se têm desenvolvido numa escala inimaginável, cuja grandeza tão incapazes somos de avaliar, como o é o crustáceo, no fundo do oceano, para apreender a universalidade dos fenômenos terrestres. (1)

 

(1) Tudo reportamos ao que conhecemos e do que escapa à percepção dos nossos sentidos não compreendemos mais do que compreende o cego de nascença acerca dos efeitos da luz e da utilidade dos olhos.

Possível é, pois, que noutros meios, o fluido cósmico possua propriedades, seja suscetível de combinações de que não fazemos nenhuma ideia, produza efeitos apropriados a necessidades que desconhecemos, dando lugar a percepções novas ou a outros modos de percepção.

 

Não compreendemos, por exemplo, que se possa ver sem os olhos do corpo e sem a luz.

Quem nos diz, porém, que não existam outros agentes, afora a luz, aos quais são adequados organismos especiais?

A vista sonambúlica, que nem a distância, nem os obstáculos materiais, nem a obscuridade detém, nos oferece um exemplo disso.

 

Suponhamos que, num mundo qualquer, os seres sejam normalmente o que só excepcionalmente o são os nossos sonâmbulos;

eles, sem precisarem da nossa luz, nem dos nossos olhos, verão o que não podemos ver.

O mesmo se dá com todas as outras sensações.

As condições de vitalidade e de perceptibilidade, as sensações e as necessidades variam de conformidade com os meios.

 

Ora, assim como só há uma substância simples, primitiva, geradora de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações, também todas essas forças dependem de uma lei universal diversificada em seus efeitos e que, pelos desígnios eternos, foi soberanamente imposta à criação, para lhe imprimir harmonia e estabilidade.

 

11. – A Natureza jamais se encontra em oposição a si mesma: Uma só é a divisa do brasão do Universo: unidade-variedade.

 

Remontando à escala dos mundos, encontra-se a unidade de harmonia e de criação, ao mesmo tempo que uma variedade infinita no imenso jardim de estrelas ( ver a foto do Universo, no Post O espaço e o tempo).

 

Percorrendo os degraus da vida, desde o último dos seres até Deus, patenteia-se a grande lei de continuidade.

Considerando as forças em si mesmas, pode-se formar com elas uma série, cuja resultante, confundindo-se com a geratriz, é a lei universal.

 

Não podeis apreciar esta lei em toda a sua extensão, por serem restritas e limitadas as forças que a representam no campo das vossas observações.

Entretanto, a gravitação e a eletricidade podem ser consideradas como uma larga aplicação da lei primordial, que impera para lá dos céus.

 

Todas essas forças são eternas – explicaremos este termoe universais, como a criação.

Sendo inerentes ao fluido cósmico, elas atuam necessariamente em tudo e em toda parte, modificando suas ações pela simultaneidade ou pela sucessividade, predominando aqui, apagando-se ali, pujantes e ativas em certos pontos, latentes ou ocultas noutros,

mas, afinal, preparando, dirigindo, conservando e destruindo os mundos em seus diversos períodos de vida (ver Post Da Criação- Formação dos mundos), governando os maravilhosos trabalhos da Natureza, onde quer que eles se executem, assegurando para sempre o eterno esplendor da criação.

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

João 14 : 2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.

 

Livro : O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Capítulo IIDos Elementos Gerais do Universo.

 

Espaço universal

35 O espaço universal é infinito ou limitado?

Infinito.

Supondo que fosse limitado, devíeis perguntar: o que haverá além de seus limites?

Isso confunde a razão, bem o sei, e, entretanto, a própria razão diz que não pode ser de outro modo.

Essa é a ideia do infinito em todas as coisas, e não é na vossa pequena esfera que podeis compreendê-lo.

 

Supondo-se um limite ao espaço, por mais distante que o pensamento possa concebê-lo, a razão diz que além desse limite há alguma coisa, e, assim, sucessivamente, até o infinito;

porém, se essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria espaço.

 

36 O vazio absoluto existe em alguma parte no espaço universal?

Não, nada é vazio.

O que imaginais como vazio é ocupado por uma matéria que escapa aos vossos sentidos e aos vossos instrumentos.

 

 

Livro : DOS FARAÓS À FÍSICA QUÂNTICARicardo Di Bernardi- Capítulo 21

Física Quântica : Um Novo Horizontepág. 137 – 139

 

“Assim como já vivemos na época na qual se imaginava ser a Terra um orbe plano, e depois se descobriu ser ela arredondada, analogamente, até o advento da Teoria da Relatividade, afirmava-se que o espaço físico era isento de curvaturas (Euclidiano).

Considera-se, atualmente a possibilidade de o espaço ser encurvado, formando imensa figura cósmica tetradimensional.

Admite-se, pois, de conformidade com a Física Moderna, a possibilidade de haver Espaços e Universos paralelos.

Por que não existiriam seres vivendo paralelamente ao nosso mundo ?

 

Einstein admite o encurvamento do “continuum espaço-tempo”.

Sua teoria vem sendo desenvolvida gradativamente pelos físicos da novíssima geração, que consideram ser possível chegar aos últimos componentes da matéria através de microcurvaturas do espaço-tempo.

 

O conjunto de conhecimentos acerca da Lei da Gravidade, desenvolvido nos moldes da Teoria de Einstein, gerou a Geometrodinâmica Quântica.

Através desta nova disciplina científica, a Física Quântica se refere aos “Mini Black Holes” (Miniburacos Negros) e “Mini White Holes” (Miniburacos Brancos), onde um objeto pode surgir ou desaparecer do “continuum espaço-tempo”.

 

A realidade fundamental das nossas dimensões, conforme este modelo, é figurada como “um tapete de espuma, espalhado sobre uma superfície ligeiramente ondulada”, onde as constantes mudanças microscópicas na espuma equivalem às flutuações quânticas.

As bolhas de espuma – conforme se refere John Wheeler, na obra “Superspace and Quantum Geometrodynamics”,pag. 264 -, são formadas por miniburacos negros e miniburacos brancos, os quais surgem e desaparecem (como bolhas de espuma de sabão) na geometria do “continuum espaço-tempo”.

 

Os mencionados miniburacos negros e brancos seriam, portanto, portas para outras dimensões do Universo.

Através deles, seres aparecem ou desaparecem, passando a não mais existir em uma e existindo em outra dimensão do Universo.

Os miniburacos negros e brancos são para os físicos, formados por luz autocapturada gravitacionalmente.

 

Embora nos pareça difícil compreender estas elocubrações da Física Quântica, a partir delas, os cientistas estão começando a introduzir um novo conceito, o da Consciência Pura, não como uma entidade psicológica – adverte-nos Hernani Guimarães Andrade -, mas sim como uma realidade Física, isto é, nos moldes da Física Moderna.

 

Ao considerar a existência de uma consciência, na visão do Universo segundo o modelo que criaram, aproximam-se das questões espirituais.

Diversos físicos modernos passaram, no momento atual, a se interessar por conhecimentos esotéricos e filosofias orientais.

Eles consideram ser surpreedentes a semelhança dos conceitos filosóficos da sabedoria milenar do Oriente, com as conclusões da Física Quântica.

 

A nova Física está chegando à conclusão de que existem outras vias de acesso ao conhecimento, além dos métodos da atual Ciência.

Há evidências de que nossa mente, em certas circunstâncias, consegue desprender-se das amarras do corpo biológico e sair extrafisicamente viajando, em um corpo não desta dimensão, mas tão real quanto o nosso, o chamado corpo astral, que é um corpo da nossa quarta dimensão.”

 

I Coríntios 15 : 44 – Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

 

Livro : Evolução em Dois Mundos (1958)Espírito André Luiz Psicografado por Francisco C. Xavier – 1ª Parte – Capítulo IFLUIDO CÓSMICO.

 

NOSSA GALÁXIA

“Para idearmos,de algum modo, a grandeza inconcebível da Criação, comparemos a nossa galáxia a grande cidade, perdida entre incontáveis grandes cidades de um país cuja extensão não conseguimos prever.

Tomando o Sol e os mundos nossos vizinhos como apartamentos de nosso edifício, reconheceremos que em derredor repontam outros edifícios em todas as direções.

 

Assestando instrumentos de longo alcance da nossa sala de estudo, perceberemos que nossa casa não é a mais humilde, mas que inúmeras outras lhe superam as expressões de magnitude e beleza.

 

Aprendemos que, além de nossa edificação, salientam-se palácios e arranha-céus   como Betelgeuse, no distrito de Órion, Canopus, na região do Navio, Arcturus, no conjunto do Boieiro, Antares, no centro do Escorpião, e outras residências senhoriais, imponentes e belas, exibindo uma glória perante a qual todos os nossos valores se apagariam.

 

Observação : Há pouco tempo, os cientistas descobriram uma estrela, com 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, porte 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol., : VY Canis Majoris.

http://www.youtube.com/watch?v=ttX2-y6KnH0

 

Por processos ópticos, verificamos que a nossa cidade apresenta uma forma espiralada e que a onda de rádio, avançando com a velocidade da luz, gasta mil séculos terrenos para percorrer-lhe o diâmetro.

Nela surpreenderemos milhões de lares, nas mais diversas dimensões e feitios, instituídos de há muito, recém-organizados, envelhecidos ou em vias de instalação, nos quais a vida e a experiência enxameiam vitoriosas.

 

FORÇAS ATÔMICAS

 

Toda essa riqueza de plasmagem, nas linhas da Criação, ergue-se à base de corpúsculos sob irradiações da mente, corpúsculos e irradiações que, no estado atual dos nossos conhecimentos, embora estejamos fora do plano físico, não podemos definir em sua multiplicidade e configuração,

porquanto a morte apenas dilata as nossas concepções e nos aclara a introspecção, iluminando-nos o senso moral, sem resolver, de maneira absoluta, os problemas que  o Universo nos propõe a cada passo, com os seus espetáculos de grandeza.

 

Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento,

para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento.

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Semelhantes mundos servem à finalidade a que se destinam, por longas eras consagrados à evolução do Espírito, até que, pela sobrepressão sistemática, sofram o colapso atômico pelo qual se transmutam em astros cadaverizados.

 

Essas esferas mortas, contudo, volvem a novas diretrizes dos Agentes Divinos, que dispõe sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de explosão ordenada,

surgindo novo acervo corpuscular para a reconstrução das moradas celestes, nas quais a obra de Deus se estende e perpetua, em sua glória criativa.”

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

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