A CRIAÇÃO PRIMÁRIA

14 ago

A criação primária

 

Livro : A GÊNESE (1868) – Capítulo VIUranografia Geral -itens 12 – 16 – A Criação Primária – Espírito Galileu.

 

A criação primária

12. – Depois de termos considerado o Universo sob os pontos de vista gerais da sua composição, das suas leis e das suas propriedades, podemos estender os nossos estudos ao modo de formação que deu origem aos mundos e aos seres.

Desceremos, em seguida, à criação da Terra, em particular, e ao seu estado atual na universalidade das coisas e daí, tomando esse globo por ponto de partida e por unidade relativa, procederemos aos nossos estudos planetários e siderais.

 

13. – Se bem compreendemos a relação, ou, antes, a oposição entre a eternidade e o tempo, se nos familiarizamos com a ideia de que o tempo não é mais do que uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias, ao passo que a eternidade é essencialmente una, imóvel e permanente, insuscetível de qualquer medida, do ponto de vista da duração, compreenderemos que para ela não há começo, nem fim.

 

Salmos 90 : 2 –  Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.

 

Salmos 90 : 4 – Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.

 

II Pedro 3 : 8 – Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.

 

Doutro lado, se fazemos ideia exata – embora, necessariamente, muito fraca – da infinidade do poder divino, compreenderemos como é possível que o Universo haja existido sempre e sempre exista.

Hebreus 11 : 3 – Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.

 

Desde que Deus existiu, suas perfeições eternas falaram. Antes que houvessem nascido os tempos, a eternidade incomensurável recebeu a palavra divina e fecundou o espaço, eterno quanto ela.

 

14. – Existindo, por sua natureza, desde toda a eternidade, Deus criou desde toda eternidade e não poderia ser de outro modo, visto que, por mais longínqua que seja a época a que recuemos, pela imaginação, os supostos limites da criação, haverá sempre, além desse limite, uma eternidade

– ponderai bem esta idéia -, uma eternidade durante a qual as divinas hipóstases (imaginário, fictício, tomado como real), as volições (vontades) infinitas teriam permanecido sepultadas em muda letargia (sonolência profunda e prolongada) inativa e infecunda, uma eternidade de morte aparente para o Pai eterno que dá vida aos seres;

 

de mutismo indiferente para o Verbo que os governa; de esterilidade fria e egoísta para o Espírito de amor e vivificação.

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

Compreendamos melhor a grandeza da ação divina e a sua perpetuidade sob a mão do Ser absoluto!

Salmos 145 : 3 – Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável.

 

Deus é o Sol dos seres, é a Luz do mundo.

Ora, a aparição do Sol dá nascimento instantâneo a ondas de luz que se vão espalhando por todos os lados, na extensão.

Do mesmo modo, o Universo, nascido do Eterno, remonta aos períodos inimagináveis do infinito de duração, ao Fiat lux! do início.

 

15. – O começo absoluto das coisas remonta, pois, a Deus.

As sucessivas aparições delas no domínio da existência constituem a ordem da criação perpétua.

 

Que mortal poderia dizer das magnificências desconhecidas e soberbamente veladas sob a noite das idades que se desdobraram nesses tempos antigos, em que nenhuma das maravilhas do Universo atual existia;

nessa época primitiva em que, tendo-se feito ouvir a voz do Senhor, os materiais que no futuro haviam de agregar-se por si mesmos e simetricamente, para formar o templo da Natureza, se encontraram de súbito no seio dos vácuos infinitos;

quando aquela voz misteriosa, que toda criatura venera e estima como a de uma mãe, produziu notas harmoniosamente variadas, para irem vibrar juntas e modular o concerto dos céus imensos!

 

O mundo, no nascedouro, não se apresentou assente na sua virilidade e na plenitude da sua vida, não. O poder criador nunca se contradiz e, como todas as coisas, o Universo nasceu criança.

 

Revestido das leis mencionadas acima e da impulsão inicial inerente à sua formação mesma, a matéria Cósmica primitiva fez que sucessivamente nascessem turbilhões, aglomerações desse fluido difuso, amontoados de matéria nebulosa que se cindiram por si próprios e se modificaram ao infinito para gerar, nas regiões incomensuráveis da amplidão, diversos centros de criações simultâneas ou sucessivas.

 

Em virtude das forças que predominaram sobre um ou sobre outro deles e das circunstâncias ulteriores que presidiram aos seus desenvolvimentos, esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial:

uns, menos disseminados no espaço e mais ricos em princípios e em forças atuantes, começaram desde logo a sua particular vida astral;

os outros, ocupando ilimitada extensão, cresceram com lentidão extrema, ou de novo se dividiram em outros centros secundários.

 

16. – Transportando-nos a alguns milhões de séculos somente, acima da época atual, verificamos que a nossa Terra ainda não existe, que mesmo o nosso sistema solar ainda não começou as evoluções da vida planetária;

mas, que, entretanto, já esplêndidos sóis iluminam o éter;

 

Observação :

“O corpo celeste – que se chama SMSS J031300.362670839.3 está a 6 mil anos-luz da Terra e se formou a partir dos restos de uma estrela ainda mais antiga que tinha 60 vezes a massa do Sol.

Anna Frebel, astrônoma do MIT, revela que, apesar de não saber a idade real do astro, estima-se que a estrela tenha pelo menos 13 bilhões de anos.”

Publicado em 16.02.2014

 Imagem mostra a localização da estrela mais antiga já encontrada no universo. Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

http://www.megacurioso.com.br/estrelas/42173-astronomos-acreditam-ter-descoberto-a-estrela-mais-antiga-do-universo.htm

 

já planetas habitados dão vida e existência a uma multidão de seres, nossos predecessores na carreira humana, que as produções opulentas de uma natureza desconhecida e os maravilhosos fenômenos do céu desdobram, sob outros olhares, os quadros da imensa criação.

 

Que digo! já deixaram de existir esplendores que muito antes fizeram palpitar o coração de outros mortais, sob o pensamento da potência infinita!

E nós, pobres seres pequeninos, que viemos após uma eternidade de vida, nós nos cremos contemporâneos da criação!

 

Ainda uma vez; compreendamos melhor a Natureza.

Saibamos que atrás de nós, como à nossa frente, está a eternidade, que o espaço é teatro de inimaginável sucessão e simultaneidade de criações.

 

Tais nebulosas, que mal percebemos nos mais longínquos pontos do céu, são aglomerados de sóis em vias de formação;

tais outras são vias-lácteas de mundos habitados;

outras, finalmente, sedes de catástrofes e de deperecimento (consumação gradual).

 

Observação : Este texto foi escrito em 1868, mas, atualmente, a Ciência tem demonstrado, que tudo que o Espírito Galileu escreveu sucintamente, está correto.

 

Saibamos que, assim como estamos colocados no meio de uma infinidade de mundos, também estamos no meio de uma dupla infinidade de durações, anteriores e ulteriores;

que a criação universal não se acha restrita a nós, que não nos é lícito aplicar essa expressão à formação isolada do nosso pequenino globo.

 

Documentário Completo Dublado – O Universo Nebulosas

https://www.youtube.com/watch?v=DE-4kpTE6eo

 

Livro : Evolução em Dois Mundos – Espírito André LuizPsicografado por Francisco C. Xavier (1958) – 1ª Parte – Capítulo I

 

Fluido Cósmico

 

PLASMA DIVINO

O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.

Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano.

 

CO-CRIAÇÃO EM PLANO MAIOR

Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, os grandes Devas da teologia indu ou os Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade, em serviço de Co-Criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa.

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar,

mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade.

 

IMPÉRIOS ESTELARES

Devidas à atuação desses Arquitetos Maiores, surgem nas galáxias as organizações estelares como vastos continentes do Universo em evolução e as nebulosas intragalácticas como imensos domínios do Universo, encerrando a evolução em estado potencial, todas gravitando ao redor de pontos atrativos, com admirável uniformidade coordenadora.

 

É aí, no seio dessas formações assombrosas, que se estruturam, inter-relacionados, a matéria, o espaço e o tempo, a se renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso do Espírito.

Romanos 12 : 2 – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

Cada galáxia quanto cada constelação, guardam no cerne a força centrífuga própria, controlando a força gravítica, com determinado teor energético, apropriado a certos fins.

 

A Engenharia Celeste equilibra rotação e massa, harmonizando energia e movimento, e mantêm-se, desse modo, na vastidão sideral, magnificentes florestas de estrelas, cada qual transportando consigo os planetas constituídos e em formação, que se lhes vinculam magneticamente ao fulcro central, como os elétrons se conjugam ao núcleo atômico, em trajetos perfeitamente ordenados na órbita que se lhes assinala de início.

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