A CRIAÇÃO UNIVERSAL ; Os sóis e os planetas

30 ago

A CRIAÇÃO UNIVERSAL

 

Livro: A GÊNESECapítulo VIUranografia Geralitens 17 – 19A Criação UniversalEspírito GalileuPsicografado por Camille Flamarion.(1868)

 

A criação universal

17. – Após haver remontado, tanto quanto o permitia a nossa fraqueza, em direção à fonte oculta donde dimanam os mundos, como de um rio as gotas dágua, consideremos a marcha das criações sucessivas e dos seus desenvolvimentos seriais.

 

A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais, fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.

Ela é a mãe fecunda de todas as coisas, a primeira avó e, sobretudo, a eterna geratriz.

 

Absolutamente não desapareceu essa substância donde provêm as esferas siderais;

não morreu essa potência, pois que ainda, incessantemente, dá à luz novas criações e incessantemente recebe, reconstituídos, os princípios dos mundos que se apagam do livro eterno.

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

A substância etérea, mais ou menos rarefeita, que se difunde pelos espaços interplanetários;

esse fluido cósmico que enche o mundo, mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações de estrelas;

mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha;

mais ou menos modificado por diversas combinações, de acordo com as localidades da extensão, nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais, donde a Natureza há tirado todas as coisas. (1)

 

(1) Se perguntásseis qual o princípio dessas forças e como pode esse princípio estar na substância mesma que o produz, responderíamos que a mecânica numerosos exemplos nos oferece desse fato.

 

A elasticidade, que faz com que uma mola se distenda, não está na própria mola e não depende do modo de agregação das moléculas?

O corpo que obedece à força centrífuga recebe a sua impulsão do movimento primitivo que lhe foi impresso.

 

18. – Esse fluido penetra os corpos, como um oceano imenso.

É nele que reside o princípio vital que dá origem à vida dos seres e a perpetua em cada globo, conforme à condição deste, princípio que, em estado latente, se conserva adormecido onde a voz de um ser não o chama.

 

Toda criatura, mineral, vegetal, animal ou qualquer outraporquanto há muitos outros reinos naturais, de cuja existência nem sequer suspeitais sabe, em virtude desse princípio vital e universal, apropriar as condições de sua existência e de sua duração.

 

As moléculas do mineral têm uma certa soma dessa vida, do mesmo modo que a semente do embrião, e se grupam, como no organismo, em figuras simétricas que constituem os indivíduos.

 

Muito importa nos compenetremos da noção de que a matéria cósmica primitiva se achava revestida, não só das leis que asseguram a estabilidade dos mundos, como também do universal princípio vital que forma gerações espontâneas em cada mundo, à medida que se apresentam as condições da existência sucessiva dos seres e quando soa a hora do aparecimento dos filhos da vida, durante a período criador.

 

Efetua-se assim a criação universal.

É, pois, exato dizer-se que, sendo as operações da Natureza a expressão da vontade divina, Deus há criado sempre, cria incessantemente e nunca deixará de criar.

 

Hebreus 11 : 3 – Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

19. – Até aqui, porém, temos guardado silêncio sobre o mundo espiritual, que também faz parte da criação e cumpre seus destinos conforme as augustas prescrições do Senhor.

 

Acerca do modo da criação dos Espíritos, entretanto, não posso ministrar mais que um ensino muito restrito, em virtude da minha própria ignorância e também porque tenho ainda de calar-me no que concerne a certas questões, se bem já me haja sido dado aprofundá-las.

 

Aos que desejem religiosamente conhecer e se mostrem humildes perante Deus, direi, rogando-lhes, todavia, que nenhum sistema prematuro baseiem nas minhas palavras, o seguinte:

 

O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização.

Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.

 

De novo peço: não construais sobre as minhas palavras os vossos raciocínios, tão tristemente célebres na história da Metafísica.

Eu preferiria mil vezes calar-me sobre tão elevadas questões, tão acima das nossas meditações ordinárias, a vos expor a desnaturar o sentido de meu ensino e a vos lançar, por culpa minha, nos inextricáveis dédalos (confusão) do deísmo ou do fatalismo.

 

Deísmo : 1.Filos. Sistema ou atitude dos que, rejeitando toda espécie de revelação divina e, portanto, a autoridade de qualquer Igreja, aceitam, todavia, a existência de um Deus, destituído de atributos morais e intelectuais, e que poderá ou não haver influído na criação do Universo. [Cf. teísmo1.]

 

 

Os sóis e os planetas

Hebreus 11 : 3 – Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.
20. – Sucedeu que, num ponto do Universo, perdido entre as miríades de mundos, a matéria cósmica se condensou sob a forma de imensa nebulosa, animada esta das leis universais que regem a matéria.

http://www.youtube.com/watch?v=_Z5ao1svURY

GALAXIAS,NEBULOSAS,UNIVERSO,  

 

Em virtude dessas leis, notadamente da força molecular de atração, tomou ela a forma de um esferóide, a única que pode assumir uma massa de matéria insulada no espaço.

 

https://www.youtube.com/watch?v=IEzjvNSNeA4

Comparação entre os tamanhos dos Planetas do Sistema Solar  

 

O movimento circular produzido pela gravitação, rigorosamente igual, de todas as zonas moleculares em direção ao centro, logo modificou a esfera primitiva, a fim de a conduzir, de movimento em movimento, à forma lenticular.

Falamos do conjunto da nebulosa.

 

21. – Novas forças surgiram em consequência desse movimento de rotação:

a força centrípeta e a força centrífuga, a primeira tendendo a reunir todas as partes no centro, tendendo a segunda a afastá-las dele.

 

Ora, acelerando-se o movimento, à medida que a nebulosa se condensa, e aumentando o seu raio, à medida que ela se aproxima da forma lenticular, a força centrífuga, incessantemente desenvolvida por essas duas causas, predominou de pronto sobre a atração central.

 

Assim como um movimento demasiado rápido da funda lhe quebra a corda, indo o projetil cair longe, também a predominância da força centrífuga destacou o circo equatorial da nebulosa e desse anel uma nova massa se formou, isolada da primeira, mas, todavia, submetida ao seu império.

Aquela massa conservou o seu movimento equatorial que, modificado, se lhe tornou movimento de translação em torno do astro solar.

Ao demais, o seu novo estado lhe dá um movimento de rotação em torno do próprio centro.

 

22. – A nebulosa geratriz, que deu origem a esse novo mundo, condensou-se e retomou a forma esférica;

mas, como o primitivo calor, desenvolvido por seus diversos movimentos, só com extrema lentidão se atenuasse, o fenômeno que acabamos de descrever se reproduzirá muitas vezes e durante longo período, enquanto a nebulosa não se haja tornado bastante densa, bastante sólida, para oferecer resistência eficaz às modificações de forma, que o seu movimento de rotação sucessivamente lhe imprime.

 

Ela, pois, não terá dado nascimento a um só astro, mas a centenas de mundos destacados do foco central, saídos dela pelo modo de formação mencionado acima.

Ora, cada um de seus mundos, revestido, como o mundo primitivo, das forças naturais que presidem à criação dos universos gerará sucessivamente novos globos que desde então lhe gravitarão em torno, como ele, juntamente com seus irmãos, gravita em torno do foco que lhes deu existência e vida.

 

Cada um desses mundos será um Sol, centro de um turbilhão de planetas sucessivamente destacados do seu equador.

Esses planetas receberão uma vida especial, particular, embora dependente do astro que os gerou.

 

https://www.youtube.com/watch?v=2x0Npxz6GJU

INTERESSANTE – Tamanho de planetas e sóis  

 

23. – Os planetas são, assim, formados de massas de matéria condensada, porém, ainda não solidificada, destacadas da massa central pela ação de força centrífuga e que tomam, em virtude das leis do movimento, a forma esferoidal, mais ou menos elíptica, conforme o grau de fluidez que conservaram.

 

https://www.youtube.com/watch?v=IEzjvNSNeA4

Comparação entre os tamanhos dos Planetas do Sistema Solar  

 

Um desses planetas será a Terra que, antes de se resfriar e revestir de uma crosta sólida, dará nascimento à Lua, pelo mesmo processo de formação astral a que ela própria deveu a sua existência.

A Terra, doravante inscrita no livro da vida, berço de criaturas cuja fraqueza as asas da divina Providência protege, nova corda colocada na harpa infinita e que, no lugar que ocupa, tem de vibrar no concerto universal dos mundos.

 

http://www.youtube.com/watch?v=hhrd22FwEZs

A formação da Terra em 3 minutos  

 

Salmos 145  : 1 – 13

1 – Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre.

2 – Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre.

3 – Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável.

4 – Uma geração louvará a outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos.

5 – Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade e nas tuas maravilhas.

6 – Falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e contarei a tua grandeza.

7 – Divulgarão a memória de tua muita bondade e com júbilo celebrarão a tua justiça.

8 – Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência.

9 – O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras.

10 – Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR; e os teus santos te bendirão.

11 – Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder,

12 – para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino.

13 – O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras.

 

Observação : Os temas que tenho apresentado sobre Astronomia (Uranografia), e que foram escritos por Galileu no livro A Gênese de 1868, são para mostrar a grandiosidade de Deus e, de como a Ciência atual está demonstrando o que Galileu já sabia e escrevia de modo sucinto.

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