A vida universal ; Diversidade dos mundos

8 out

Livro : A GÊNESECapítulo VIUranografia GeralEspírito Galileu GalileiPsicografado por Camille Flammarion.

 

A vida universal

53. – Essa imortalidade das almas, tendo por base o sistema do mundo físico, pareceu imaginária a certos pensadores prevenidos;

qualificaram-na ironicamente de imortalidade viajora e não compreenderam que só ela é verdadeira ante o espetáculo da criação.

Entretanto, pode-se tornar compreensível toda a sua grandeza, quase diríamos: toda a sua perfeição.

 

54. – Que as obras de Deus sejam criadas para o pensamento e a inteligência;

que os mundos sejam moradas de seres que as contemplam e lhes descobrem, sob o véu, o poder e a sabedoria daquele que as formou, são questões que já não nos oferecem dúvida;

mas, que sejam solidárias as almas que as povoam, é o que importa saber.

 

55. – Com efeito, a inteligência humana encontra dificuldade em considerar esses globos radiosos que cintilam na amplidão como simples massas de matéria inerte e sem vida.

Custa-lhe a pensar que não haja, nessas regiões distantes, magníficos crepúsculos e noites esplendorosas, sóis fecundos e dias transbordantes de luz, vales e montanhas, onde as produções múltiplas da Natureza desenvolvam toda a sua luxuriante pompa.

Custa-lhe a imaginar, digo, que o espetáculo divino em que a alma pode retemperar-se como em ,sua própria vida, seja baldo da existência e carente de qualquer ser pensante que o possa conhecer.

 

56. – Mas, a essa ideia eminentemente justa da criação, faz-se mister acrescentar a da humanidade solidária e é nisso que consiste o mistério da eternidade futura.

 

João 14 : 2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.

Pois vou preparar-vos lugar.

 

Uma mesma família humana foi criada na universalidade dos mundos e os laços de uma fraternidade que ainda não sabeis apreciar foram postos a esses mundos.

 

Se os astros que se harmonizam em seus vastos sistemas são habitados por inteligências, não o são por seres desconhecidos uns dos outros, mas, ao contrário, por seres que trazem marcado na fronte o mesmo destino, que se hão de encontrar temporariamente, segundo suas funções de vida, e encontrar de novo, segundo suas mútuas simpatias.

 

É a grande família dos Espíritos que povoam as terras celestes;

é a grande irradiação do Espírito divino que abrange a extensão dos céus e que permanece como tipo primitivo e final da perfeição espiritual.

 

João 4 : 24 – Deus é espírito;

e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

 

57. – Por que singular aberração se há podido crer fosse mister negar à imortalidade as vastas regiões do éter, quando a encerravam dentro de um limite inadmissível e de uma dualidade absoluta?

 

O verdadeiro sistema do mundo deveria, então, preceder à verdadeira doutrina dogmática e a Ciência preceder à Teologia?

Esta se transviará tanto que irá colocar sua base sobre a Metafísica?

A resposta é fácil e mostra que a nova filosofia se sentará triunfante nas ruínas da antiga, porque sua base se terá erguido vitoriosa sobre os antigos erros.

 

Diversidade dos mundos

 

58. – Acompanhando-nos em nossas excursões celestes, visitastes conosco as regiões imensas do espaço.

Debaixo das nossas vistas, os sóis sucederam aos sóis, os sistemas aos sistemas, as nebulosas às nebulosas;

diante dos nossos passos, desenrolou-se o panorama esplêndido da harmonia do Cosmo e antegozamos a ideia do infinito, que somente de acordo com a nossa perfectibilidade futura poderemos compreender em toda a sua extensão.

 

Os mistérios do éter nos desvendaram o seu enigma até aqui indecifrável e, pelo menos, concebemos a ideia da universalidade das coisas.

Cumpre que agora nos detenhamos a refletir.

 

Salmos 119 : 27 – Faze-me atinar com o caminho dos teus preceitos, e meditarei nas tuas maravilhas.

 

Salmos 145 : 5 – Meditarei no glorioso esplendor da tua majestade e nas tuas maravilhas.

 

59. – É belo, sem dúvida, haver reconhecido quanto é ínfima a Terra e medíocre a sua importância na hierarquia dos mundos;

é belo haver abatido a presunção humana, que nos é tão cara, e nos termos humilhado ante a grandeza absoluta;

 

Salmos 145 : 3 – Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado;

a sua grandeza é insondável.

 

ainda mais belo, no entanto, será que interpretemos em sentido moral o espetáculo de que fomos testemunhas.

 

Quero falar do poder infinito da Natureza e da ideia que devemos fazer do seu modo de ação nos diversos domínios do vasto Universo.

 

60. – Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve de agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na Terra.

Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos a nossa maneira de ver.

 

Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer do vosso globo e sobre uma das produções da vossa natureza.

Não reconhecereis aí o cunho de uma variedade infinita e a prova de uma atividade sem par?

 

Não vedes na asa de um passarinho das Canárias, na pétala de um botão de rosa entreaberto, a prestigiosa fecundidade dessa bela Natureza?

 

Apliquem-se aos seres que adejam nos ares os vossos estudos, desçam eles à violeta dos prados, mergulhem nas profundezas do oceano, em tudo e por toda a parte lereis esta verdade universal:

 

A Natureza onipotente age conforme os lugares, os tempos e as circunstâncias;

ela é una em sua harmonia geral, mas múltipla em suas produções;

brinca com um Sol, como com uma gota d’água;

povoa de seres vivos um mundo imenso com a mesma facilidade com que faz se abra o ovo posto pela borboleta.

 

DEUS! A ciência já provou que Ele existe!

http://www.youtube.com/watch?v=ma1GkbeRT44

 

DEUS! A ciência já provou que Ele existe!Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=y7hB766D1CI

 

 

61. – Ora, se é tal a variedade que a Natureza nos há podido evidenciar em todos os sítios deste pequeno mundo tão acanhado, tão limitado, quão mais ampliado não deveis considerar esse modo de ação, ponderando nas perspectivas dos mundos enormes!

quão mais desenvolvida e pujante não a deveis reconhecer, operando nesses mundos maravilhosos que, muito mais do que a Terra, lhe atestam a inapreciável perfeição!

 

Não vejais, pois, em, torno de cada um dos sóis do espaço, apenas sistemas planetários semelhantes ao vosso sistema planetário;

não vejais, nesses planetas desconhecidos, apenas os três reinos que se estadeiam ao vosso derredor.

 

Pensai, ao contrário, que, assim como nenhum rosto de homem se assemelha a outro rosto em todo o gênero humano, também uma portentosa diversidade, inimaginável, se acha espalhada pelas moradas eternas que vogam no seio dos espaços.

 

Do fato de que a vossa natureza animada começa no zoófito para terminar no homem, de que a atmosfera alimenta a vida terrestre, de que o elemento líquido a renova incessantemente, de que as vossas estações fazem se sucedam nessa vida os fenômenos que as distinguem, não concluais que os milhões e milhões de terras que rolam pela amplidão sejam semelhantes à que habitais.

 

João 14 : 2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.

Pois vou preparar-vos lugar.

 

Longe disso, aquelas diferem, de acordo com as diversas condições que lhes foram prescritas e de acordo com o papel que a cada uma coube no cenário do mundo.

São pedrarias variegadas (variadas) de um imenso mosaico, as diversificadas flores de admirável parque.

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

 

Livro : EMMANUELPsicografado por Francisco C. Xavier (1937) – Capítulo XVIAs vidas sucessivas e os mundos habitados – página 88.

 

Há mundos incontáveis

 

Que se calem os que puderem descobrir a vida apenas em vossa obscura penitência de náufragos morais.

Por que razão a Vontade Divina colocaria na amplidão essas plagas longínquas ?

 

Enxergar nesses mundos distantes somente objetos de estudo da vossa Astronomia é um erro ;

eles estão, às vezes regulados por forças mais ou menos idênticas às que controlam a vossa vida.

 

Em sua superfície observam-se os fenômenos atmosféricos e outros, cuja explicação é inacessível ao vosso entendimento.

Por que os formaria o Criador para o ermo do silêncio e do deserto ?

 

Podereis conceber cidades bem construídas, abarrotadas de tesouros e magnificências, apodrecendo sem habitantes ?

Há mundos incontáveis e muitos deles formados de fluidos rarefeitos, inatingidos, na atualidade, pelos vossos instrumentos de ótica.

 

 

Livro : O Evangelho segundo o EspiritismoCapítulo IIIHÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI.

 

1. Não se turbe o vosso coração.

– Credes em Deus, crede também em mim.

Há muitas moradas na casa de meu Pai;

se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar.

– Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (JOÃO, cap. XIV, vv. 1 a 3.)

 

Diferentes estados da alma na erraticidade

 

2. A casa do Pai é o Universo.

 

As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos

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