Leis Morais – Lei Divina ou Natural – O BEM E O MAL – LE – item 629

31 jul

Leis MoraisLei Divina ou Natural O BEM E O MALLE – item 629

 

Livro : O Livro dos EspíritosParte TerceiraCapítulo ILeis MoraisLei Divina ou NaturalO BEM E O MALitem 629

 

O BEM E O MAL

629 Que definição se pode dar à moral?

A moral é a regra do bem proceder, ou seja, a que permite distinguir entre o bem e o mal.

Ela é fundada sobre o cumprimento da lei de Deus.

O homem procede bem quando faz tudo para o bem de todos porque, então, cumpre a lei de Deus.

 

Provérbios 3 : 27 – 28

27  Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.

28  Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.

 

Jeremias 17 : 10 –  Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos;

e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.

 

Lucas 10 : 36 – 37

36  Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?

37  Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele.

Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.

 

Tiago 3 : 13 – Quem entre vós é sábio e inteligente?

Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras.

 

 

Livro : O Evangelho segundo o EspiritismoIntrodução – IIINotícias Históricas

 

Publicanos

“Eram assim chamados, na antiga Roma, os cavalheiros arrendatários das taxas públicas, incumbidos da cobrança dos impostos e das rendas de toda espécie, quer em Roma mesma, quer nas outras partes do Império. Assemelhavam-se aos fermier généraux (arrendatários gerais) e aos traitants (contratantes) do antigo regime na França, e aos que existem em algumas regiões.

 

Os riscos a que estavam sujeitos faziam que os olhos se fechassem para as riquezas que muitas vezes adquiriam e que, da parte de alguns, eram frutos de cobranças e de lucros escandalosos. O nome de publicano se estendeu mais tarde a todos os que lidavam com o dinheiro e aos agentes subalternos.

 

Hoje esse termo se emprega em sentido pejorativo, para designar os financistas e os agentes pouco escrupulosos de negócios. Diz-se por vezes: “Ávido como um publicano, rico como um publicano”, com referência a riquezas de má procedência.

 

De toda a dominação romana, o imposto foi o que os judeus mais dificilmente aceitaram e o que mais irritação causou entre eles. Dai nasceram várias revoltas, fazendo-se do caso uma questão religiosa, por ser considerada contrária à Lei. Constituiu-se, mesmo, um partido poderoso, a cuja frente se pôs um certo Judas, apelidado o Gaulonita, tendo por principio o não pagamento do imposto.

 

Os judeus, pois, tinham horror ao imposto e, como consequência, a todos os que eram encarregados de arrecadá-lo, donde a aversão que votavam aos publicanos de todas as categorias, entre os quais podiam encontrar-se pessoas muito estimáveis, mas que, em virtude das suas funções, eram desprezadas, assim como os que com elas mantinham relações, os quais se viam atingidos pela mesma reprovação. Os judeus de destaque consideravam um comprometimento ter com eles intimidade. “

 

 

 Livro : O Evangelho segundo o EspiritismoCapítulo XVIISEDE PERFEITOS.

 

Caracteres da perfeição

1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam.

– Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos?

– Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos?

– Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)

 

2. Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: “Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial”, tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta.

 

Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível.

 

Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa questão, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem para atingi-lo.

 

João 3 : 10 – 12

10  Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?

11  Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto;

contudo, não aceitais o nosso testemunho.

 

12  Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?

 

Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade.

 

Em que consiste essa perfeição?

Jesus o diz: “Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem.”

 

Mateus 5 : 44 – 45

44  Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;

45  para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.

 

Lucas 6 : 35 – 36

35  Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga;

será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo.

Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.

 

36  Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.

 

Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.

 

Tiago 1 : 22 – Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.

 

I João 3 : 17 – 18

17  Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?

18  Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

 

I Pedro 3 : 8 – 11

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes,

 

não pagando mal por mal ou injúria por injúria;

antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.

 

10  Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;

 

11  aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la.

 

Com efeito, se observarmos os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconheceremos nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação;

 

I Timóteo 6 : 17 – 18

17  Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza,

mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;

 

18  que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir;

 

e isso porque tudo o que excita exageradamente o sentimento da personalidade, destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são:

a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento.

 

 

Benevolência : Boa vontade para com alguém; condescendência.

 

Salmos 5 : 12 – Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.

 

Romanos 12 : 16 – 18

16  Tende o mesmo sentimento uns para com os outros;

em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde;

não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

 

17  Não torneis a ninguém mal por mal;

esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;

 

18  se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;

 

 

Indulgência : Clemência, misericórdia, tolerância, benevolência.

 

Atos 24 : 23 – E mandou ao centurião que conservasse a Paulo detido, tratando-o com indulgência e não impedindo que os seus próprios o servissem.

 

 

Abnegação : Desinteresse, renúncia, desprendimento, devotamento

 

I Tessalonicenses 1 : 2 – 3

Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar,

recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo,
 

Devotamento : Ato de devotar (-se); dedicação

 

Mateus 6 : 24 – Ninguém pode servir a dois senhores;

porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro.

Não podeis servir a Deus e às riquezas.

 

 

O amor ao próximo, estendido até ao amor dos inimigos, não podendo aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão.

 

Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse:

“Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial.”

 

 

Livro : Filosofia Espírita –  Capítulo XVIIEspírito MiramezPsicografado por João Nunes Maia

 

629/LE

 

MORAL

 

A moral é uma regra de bem proceder, e torna-se uma sequência de valores onde o homem encontra a paz de consciência.

 

Todo o Evangelho de Jesus fundamenta-se na educação dos seres humanos; portanto é uma escola de moralidade divina.

 

Para a criatura humana que começa a se educar dentro da regra moral do Evangelho, a sua vida vai mudando, pela transformação que se opera no seu íntimo, e a consequência é a transformação do seu comportamento exterior.

 

Efésios 4 : 22 – 24

22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências (Desejo intenso de bens ou gozos materiais) do engano,

23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

 

Romanos 12 : 2 – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

A honestidade não se baseia somente em uma virtude;

ela passa a ser o conjunto de qualidades, onde se vê os valores intercambiarem para maior segurança da criatura.

 

Não há neste mundo outro código moral mais perfeito que o Evangelho de Jesus, porque Ele não apenas ensinou os bons costumes à Humanidade;

Ele viveu o que dispôs para os filhos da Terra.

 

O Cristo uniu teoria e prática, sem alterar, nem violentar as condições dos seres humanos.

 

O trabalho de Jesus é paciente;

há milhares de anos que as Suas mãos operam em plena função de normas elevadas, fazendo os homens entenderem que somente o amor salva, e as divisões desse amor, como sendo alta moral, é para não agredir Seu rebanho na aquisição de procedimentos elevados.

 

Mateus 25 : 34 – 40

34  então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

 

35  Porque tive fome, e me destes de comer;

tive sede, e me destes de beber;

era forasteiro, e me hospedastes;

36  estava nu, e me vestistes;

enfermo, e me visitastes;

preso, e fostes ver-me.

 

37  Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38  E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39  E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

 

40  O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

 

Tiago 2 : 14 – 17

14  Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?

Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?

 

15  Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,

16  e qualquer dentre vós lhes disser:

Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?

 

17  Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.

 

O homem honesto, pela sua própria disposição, já encontra caminhos que atrai por sintonia com o bem comum.

A moral se enriquece na vida de uma pessoa quando esta, em tudo que faz de bom, pensa sempre no bem-estar da coletividade, quando nunca se separa dos seus irmãos em caminho e sabe que o próximo é a sua extensão na vida.

 

Essa é a proclamação do amor, na extensão infinita em que ele se mostra pela fraternidade universal.

 

II Tessalonicenses 3 : 13 – E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.

 

Hebreus 13 : 16 – Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação;

pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.

 

O homem procede bem quando tudo faz pelo bem da humanidade.

Tudo que copiamos das leis de Deus é serviço da moral.

 

Mesmo que estejamos sofrendo em qualquer faixa da vida, se nos estribamos na moral,

a dor se transforma em confiança,

a confiança em fé

e a fé em alegria.

Onde reina o amor puro, está feito o ambiente para a felicidade da alma.

 

Jesus Cristo, dotado de todos os poderes, é a moral viva de Deus a irradiar-se na Terra.

O poder de curar que d’Ele sai é oriundo da Sua moral.

 

E todos da multidão procuravam tocar-lhe, porque dele saía poder e curava a todos. (Lucas 6 : 19)

 

Os poderes que concentramos em nós são, certamente, originários da vida que levamos com honestidade, e a posição que atingimos nos níveis do amor.

 

A posição do que quer beneficiar alguém deve ser de procurar orar, passando a vigiar, pois a oração busca e o policiamento moraliza, para que entre em intervenção, servindo de instrumento para a Luz Maior, que somente sintoniza com as qualidades superiores da alma.

 

Mateus 26 : 41 – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;

o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

 

Existem dois caminhos, que levam a alma para a luz ou para as trevas: o bem e o mal.

O bem são as leis naturais que o Espírito deve passar a obedecer,

e o mal são linhas diversas, que a alma procura para a sua própria satisfação passageira.

 

A moral é, pois, uma regra áurea de vida, de vida no bem, onde o amor é a energia sutil, provinda de Deus, que a alimenta.

 

Romanos 13 : 8 – 10

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros;

pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.

 

Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

 

10  O amor não pratica o mal contra o próximo;

de sorte que o cumprimento da lei é o amor.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: