LEIS MORAIS – LEI DA ADORAÇÃO – 665 – A PRECE – O que pensar da opinião que rejeita a prece pelos mortos em razão de não estar recomendada no Evangelho?

31 jan

LEIS MORAISLEI DA ADORAÇÃO665A PRECEO que pensar da opinião que rejeita a prece pelos mortos, em razão de não estar recomendada no Evangelho?

 

Livro : O Livro dos EspíritosParte TerceiraLeis MoraisCapítulo IILei da AdoraçãoA PRECEitem 665

 

665 O que pensar da opinião que rejeita a prece pelos mortos, em razão de não estar recomendada no Evangelho?

 

O Cristo disse:

“Amai-vos uns aos outros”.

 

 

João 15 : 12 – O meu mandamento é este:

que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

 

João 15 : 17 – Isto vos mando:

que vos ameis uns aos outros.

 

 

Essa recomendação ensina que o homem deve empregar todos os meios possíveis para demonstrar afeição aos outros, sem entrar em detalhes sobre a maneira de atingir esse objetivo.

 

Se é verdade que nada pode impedir o Criador de aplicar a justiça, da qual é a própria imagem, a todas as ações do Espírito,

não é menos verdadeiro que a prece, que Lhe dirigis em favor daquele que vos inspira afeição,

é um testemunho da lembrança que tendes dele, e apenas pode contribuir para aliviar seus sofrimentos e consolá-lo.

 

A partir do momento em que ele sinta o menor arrependimento, é, então, socorrido;

mas ele nunca ignora que uma alma simpática se ocupou dele

e lhe deixa o doce pensamento que essa intercessão foi útil.

 

Resulta disso, necessariamente, de sua parte, um sentimento de reconhecimento e afeição por aquele que lhe deu essa prova de amizade ou piedade.

Dessa maneira, o amor que o Cristo recomendava aos homens apenas aproximou-os entre si;

portanto, os dois obedeceram à lei de amor e de união de todos os seres,

lei divina que deve conduzir à unidade, objetivo e finalidade do Espírito (1).

 

(1)Resposta dada pelo Espírito de M. Monod, pastor protestante de Paris, falecido em abril de 1856. A resposta anterior, nº 664, é do Espírito São Luís (N. K.).

 

 

I Pedro 3 : 18 – 20

18  Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus;

morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito,

 

19  no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão,

 

20  os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água,

 

 

I Pedro 4 : 6 –  pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos,

para que, mesmo julgados na carne segundo os homens,

vivam no espírito segundo Deus.

 

 

II Pedro 3 : 9 – Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada;

pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça,

senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

 

Livro : Evangelho segundo o EspiritismoCapítulo XXVIIIColetânea de Preces EspíritasPreces pelos que já não são da Terra.

 

Por alguém que acaba de morrer

 
59. PREFÁCIO.

As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não objetivam, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia:

também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e,

desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar.

 

Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento

e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde (repetidamente), nenhuma parte toma o coração.

 

Mateus 6 : 7 – E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios;

porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

 

 

As preces que deste se elevam, ressoam em torno do Espírito, cujas ideias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono.

 

 

Pelas pessoas a quem tivemos afeição

 
62. PREFÁCIO.

Como é horrível a ideia do nada!

Como são dignos de lástima os que pensam que a voz do amigo  que chora o seu amigo, se perde no vácuo, sem encontrar o menor sinal de resposta!

 

Jamais conheceram as puras e santas afeições, os que pensam que tudo morre com o corpo;

 

que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo, é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre;

 

que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.

 

 

Mateus 22 : 31 – 32

31 E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:

32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?

 

Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

 

 

Marcos 12 : 27 – Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

Laborais em grande erro.

 

 

Lucas 20 : 38 – Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos;

porque para Ele todos vivem.

 

 

Como pode um homem sensível ficar indiferente a essa ideia?

Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim?

 

Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro,

por meio das provas materiais que dá, da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo.

 

Tanto assim é que, por toda a parte essas provas são acolhidas com satisfação;

a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem que conduz a uma vida melhor;

 

que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos

e que as mais santas afeições não são rompidas sem mais esperanças.

 

 

Livro : Filosofia Espírita  XIV –  Capítulo 2Espírito MiramezPsicografado por João Nunes Maiaitem 665.

 

665/LE

 

FORÇA PARA OS DOIS PLANOS

 

A filosofia religiosa que prega a não obrigação de orar pelos mortos,

porquanto eles se encontram ligados aos corpos na sepultura, esperando o dia do juízo,

alegando que a prece por eles nada acrescentará para a sua salvação e sua melhora, pois o que fizeram na Terra está feito, se esqueceu de aceitar Jesus.

 

Do modo que eles pregam, uns irão para a direita, outros diretamente para a esquerda, ou seja, para o inferno eterno.

 

Como poderia Deus, que é amor, que fez Seus filhos todos iguais, e sendo onisciente (que sabe tudo), não saber que eles, ou alguns deles, iriam para o sofrimento eterno ?

 

I João 4 : 8 – Aquele que não ama não conhece a Deus,

pois Deus é amor.

 

I João 4 : 16 – E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós.

Deus é amor,

e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

 

 

A resposta à pergunta em estudo foi dada por um pastor protestante (Sr. Monod) em “O Livro dos Espíritos”, que foi oportuna, mas se esqueceu de dizer que Jesus orava, sim , pelos mortos.

 

I Pedro 3 : 19 – no qual (Cristo) também foi e pregou aos espíritos em prisão,

 

I Pedro 4 : 6 – pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos,

para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

 

 

Quantas vezes o Senhor subiu ao monte, para orar!

Isso acontecia sempre e Ele chamava à Sua companhia alguns dos Seus discípulos.

Ele, o Mestre dos mestres que conhecia tudo, toda a ciência e filosofia espiritual, não iria se esquecer dos mais necessitados, daqueles que vivem fora do corpo, em desespero.

 

Quem poderia dizer que o Cristo quando orava não incluía os mortos ?

Os vivos, principalmente os judeus, tinham muitos profetas e inúmeros sacerdotes que lhes ensinavam a orar e lhes ditavam as regras estabelecidas por Moisés,

enquanto os mortos sofredores em regiões umbralinas precisavam disso tanto quanto os chamados vivos.

 

Observação :

Vou colocar um texto de André Luiz, sobre as regiões umbralinas, citadas por Miramez .

 

Livro: NOSSO LAREspírito André LuizPsicografado por Francisco Cândido XavierCapítulo 12UMBRALPáginas 69 – 73

 

UMBRAL

 

“O Umbral – continuou ele, solícito – começa na crosta terrestre.

É zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los,

demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.

 

O Umbral é região de profundo interesse para quem esteja na Terra.

Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior, e note você que a Providência Divina agiu sabiamente, permitindo se criasse tal departamento em torno do planeta.

 

Há legiões compactas de almas irresolutas (indecisas) e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos de elevação.

 

Representam fileiras de habitantes do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados deles apenas por leis vibratórias.

Não é de estranhar, portanto, que semelhantes lugares se caracterizem por grandes perturbações.

 

Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie.

Formam, igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e desejos gerais.

 

Muita gente da Terra não recorda que se desespera quando o carteiro não vem, quando o comboio não aparece ?

Pois o Umbral está repleto de desesperados.

 

Por não encontrarem o Senhor à disposição dos seus caprichos, após a morte do corpo físico, e, sentindo que a coroa da vida eterna é a glória intransferível dos que trabalham com o Pai, essas criaturas se revelam e demoram em mesquinhas edificações.

 

“Nosso Lar” tem uma sociedade espiritual, mas esses núcleos possuem infelizes, malfeitores e vagabundos de várias categorias.

É zona de verdugos (Indivíduo que causa maus-tratos) e vítimas,

de exploradores e explorados.”

 

 

Continuando o texto de Miramez :

 

Quem pensa que no Evangelho não aparece Jesus orando pelos mortos, está completamente enganado,

porque Jesus orou, e muito, pelos desencarnados,

e falanges desses Espíritos despertaram e acompanharam Jesus até o último momento da Sua gloriosa despedida da Terra, regressando para as regiões resplandecentes de onde veio.

 

 

I Pedro 3 : 19 –  no qual (Cristo) também foi e pregou aos espíritos em prisão,

 

I Pedro 4 : 6 – pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

 

 

A prece é tão divina que é usada em todos os planos da vida maior, como força de Deus em favor da harmonia.

 

A oração é o canal através do qual poderemos nos comunicar com Deus, e d’Ele receber a vida e doar amor.

 

Religião alguma pode negar a existência dos Espíritos, nem a certeza de que quando o corpo perece e vai para a sepultura, a alma continua a viver.

 

 

Marcos 12 : 27 – Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

Laborais em grande erro.

 

Lucas 20 : 38 – Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos;

porque para ele todos vivem.

 

 

Jesus subiu ao monte Tabor para orar, e nesse exercício divino aparecem para ele Moisés e Elias, com os quais confabulou demoradamente,

chegando a ponto de os discípulos os perceberem de tal forma visíveis, que queriam fazer tendas para eles.

 

 

Mateus 17 : 1 – 4

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte.

 

E foi transfigurado diante deles;

o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.

 

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

 

Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui;

se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias.

 

 

Os livros sagrados se encontram repletos de relatos de intervenções dos Espíritos na Terra, conversando com os homens.

Se não fora essas intervenções, como surgiriam as religiões ?

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles ESPÍRITOS ministradores,

enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

 

Observação :

Há um Post Mediunidade na Bíblia, onde cito exemplos sobre esses relatos de intervenções dos Espíritos.

 

 

São valiosas as preces dos encarnados em favor dos desencarnados.

Os “anjos de guarda” oram sempre para o melhor entendimento dos seus tutelados.

 

Romanos 8 : 26 – Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza;

porque não sabemos orar como convém,

mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

 

 

Disse Jesus, anotado por Marcos, no capítulo doze, versículo dezessete :

Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

E muitos se admiravam dele.

 

Com o dai a César, poderemos interpretar os cuidados que devemos ter na separação dos valores ante a sociedade, a família e Deus;

são as obrigações morais.

 

A oração é uma delas;

orar pelos que sofrem e nos caluniam.

 

Orar pelos mortos é nosso dever,

porque a oração bem sentida e com amor alivia e dá esperança aos sofredores.

 

A oração é força de Deus que nasce no coração do Espírito, em todos os planos da vida.

 

Marcos 11 : 24 – Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes,

crede que recebestes, e será assim convosco.

 

 

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