LEIS MORAIS – LEI DA ADORAÇÃO – 672 – SACRIFÍCIOS – A oferenda dos frutos da terra teria mais mérito aos olhos de Deus, que o sacrifício dos animais?

15 maio

LEIS MORAISLEI DA ADORAÇÃO672SACRIFÍCIOSA oferenda dos frutos da terra teria mais mérito aos olhos de Deus, que o sacrifício dos animais?

 

Livro : O Livro dos EspíritosParte TerceiraLeis MoraisCapítulo IILei da AdoraçãoSacrifíciositem 672.

 

672. A oferenda dos frutos da terra teria mais mérito aos olhos de Deus, que o sacrifício dos animais?

     — Já vos respondi ao dizer que Deus julgaria a intenção,

e que o fato em si teria pouca importância para ele.

 

Seria, evidentemente, mais agradável a Deus a oferenda de frutos da terra que a de sangue das vítimas.

 

 

Salmos 7 : 8 – O SENHOR julga os povos;

julga-me, SENHOR, segundo a minha retidão e segundo a integridade que há em mim.

 

Marcos 12 : 32 – 33

32  Disse-lhe o escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que

Ele é o único, e não há outro senão Ele,

 

33  e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força,

e amar ao próximo como a si mesmo,

excede a todos os holocaustos e sacrifícios.

 

 

Como vos dissemos e repetimos sempre,

a prece dita do fundo do coração é cem vezes mais agradável a Deus que todas as oferendas que lhe pudésseis fazer.

Repito que a intenção é tudo e o fato, nada vale.

 

Mateus 6 : 5 – 8

E, quando orardes, não sereis como os hipócritas;

porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens.

Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

 

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto;

e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

 

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios;

porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

 

Não vos assemelheis, pois, a eles;

porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

 

 

Livro : Filosofia Espírita  XIV –  Capítulo 9Espírito MiramezPsicografado por João Nunes Maiaitem 672.

 

672/LE

 

OFERENDA DE FRUTOS

 

A oferenda de frutos já é mais um passo que os seres humanos deram na escala do seu progresso.

De animais para frutos, sendo que hoje, alguns já passaram para as fumaças e preces decoradas.

 

Mateus 6 : 7 – E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios;

porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

 

 

Os seres humanos, e mesmo alguns Espíritos, querem agradar a Deus com alguma coisa,

por ainda não serem capazes de oferecer a Ele o esforço próprio para melhorarem a sua vida.

 

Lucas 16 : 16 – A Lei e os Profetas vigoraram até João;

desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus,

e todo homem se esforça por entrar nele.

 

 

A melhor oração que se deve fazer, se já se encontra na condição de senti-la, é o esforço no aprimoramento consciente da alma.

Exercitar todos os dias é um trabalho valioso, que faz sorrir os Espíritos elevados.

 

Colossenses 3 : 8 – 14

Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto:

ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.

 

Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos

 

10  e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;

 

11  no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre;

porém Cristo é tudo em todos.

 

12  Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados,

de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

 

13  Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.

 

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;

 

14  acima de tudo isto, porém,

 

esteja o amor,

que é o vínculo da perfeição.

 

 

O homem consciente da verdade reconhece que a Deus não interessa a oferenda de sangue de animais, de homens, ou mesmo de frutos.

 

Marcos 12 : 33 – e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força,

e amar ao próximo como a si mesmo

excede a todos os holocaustos e sacrifícios.

 

 

São Espíritos inferiores que requerem coisas materiais, por estarem ainda ligados à Terra, por processos de paixões inferiores que ainda alimentam.

 

Infelizmente, ainda se veem no mundo oferendas grosseiras nos terreiros, onde a cultura espiritualista não existe, sacrificando animais,

e os que se dizem instrumentos dos Espíritos ignorantes, tomando o sangue quente dos irmãos inferiores,

e ofertando aos mesmos deuses do passado, o mesmo líquido rubro dos pobres seres que vêm à nossa retaguarda.

 

A Doutrina dos Espíritos chegou na hora certa para falar a verdade,

e devemos raciocinar sobre a mensagem recebida do mundo espiritual

e provar se ela “provém de Deus”, no dizer do apóstolo João.

 

 

I João 4 : 1 – Amados, não deis crédito a qualquer espírito;

antes, provai os espíritos se procedem de Deus,

porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

 

 

Para o homem educado no Evangelho, esse ato que não condiz com o amor deve ser esquecido.

Estamos no carro da evolução que o progresso  aciona sempre.

Não devemos olhar para trás, para não nos tornarmos pedra.

 

O Espírita esclarecido não deve perder tempo com coisas vãs;

 

o dinheiro que se gasta com velas, bebidas fortes, farofas e alguma coisa a mais, em oferenda aos Espíritos inferiores,

 

deve-se gastar para alimentar os próprios homens,

seus irmãos que passam fome, que se encontram nus e sem teto

e que, talvez, sejam até parentes daqueles a quem se está fazendo essas ofertas, que são incompatíveis com os tempos atuais.

 

 

Mateus 25 : 34 – 40

34  então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:

Vinde, benditos de meu Pai!

Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

 

35  Porque tive fome, e me destes de comer;

tive sede, e me destes de beber;

era forasteiro, e me hospedastes;

 

36  estava nu, e me vestistes;

enfermo, e me visitastes;

preso, e fostes ver-me.

 

37  Então, perguntarão os justos:

Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?

Ou com sede e te demos de beber?

 

38  E quando te vimos forasteiro e te hospedamos?

Ou nu e te vestimos?

 

39  E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

 

40  O Rei, respondendo, lhes dirá:

Em verdade vos afirmo que,

sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

 

 

Quase sempre notamos que os ofertantes são pessoas que não possuem aquilo que doam;

esquecem-se deles, para ofertar e alimentar vícios espirituais.

 

O tempo chegou para nos dizer “basta”.

Os homens já não são mais crianças;

a maturidade é o sinal para se amar a Deus sobre todas as coisas, em Espírito e verdade.

 

Hebreus 5 : 13 – 14

13  Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança.

 

14  Mas o alimento sólido é para os adultos,

para aqueles que, pela prática,

têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.

 

João 4 : 24 – Deus é espírito;

e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

 

 

Tornamos a repetir que a melhor oferenda a Deus, e mesmo aos guias espirituais que nos circundam, é o amor,

é o esforço em adquirir e alimentar as virtudes evangélicas,

agradecendo ao Senhor por tudo que recebemos pelos canais de Jesus, em se usando a Natureza.

 

 

Colossenses 3 : 12 – 14

12  Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados,

de ternos afetos de misericórdia,

de bondade,

de humildade,

de mansidão,

de longanimidade.

 

13  Suportai-vos uns aos outros,

perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.

Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;

 

14  acima de tudo isto, porém,

esteja o amor,

que é o vínculo da perfeição.

 

 

I Pedro 1 : 5 – 7

por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência,

associai com a vossa fé a virtude;

com a virtude, o conhecimento;

 

com o conhecimento, o domínio próprio;

com o domínio próprio, a perseverança;

com a perseverança, a piedade;

 

com a piedade, a fraternidade;

com a fraternidade, o amor.

 

 

Estamos sendo chamados e escolhidos

 

para a grande guerra, no eterno da intimidade de cada um,

luta essa que somente nós mesmos somos capazes de vencer,

 

e as armas para tal desempenho são o amor e a caridade.

 

Somente essa dupla salva, sob as bênçãos de Deus e de Cristo.

 

Acordemos e vamos nas pegadas do Mestre dos mestres,

porque Ele é o representante direto de Deus na Terra.

 

 

Mateus 22 : 1 – 14

De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:

 

O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.

 

Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas;

mas estes não quiseram vir.

 

Enviou ainda outros servos, com esta ordem:

Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete;

os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto;

vinde para as bodas.

 

Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;

e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.

 

O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.

 

Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.

 

Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.

 

10  E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons;

e a sala do banquete ficou repleta de convidados.

 

11  Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial

 

12  e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?

E ele emudeceu.

 

13  Então, ordenou o rei aos serventes:

Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas;

ali haverá choro e ranger de dentes.

 

14  Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

 

 

Livro : O Evangelho segundo o EspiritismoCapítulo XXVIIIMUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS itens 2 e 16.

 

Parábola da Festa de Núpcias

 

2 – O incrédulo ri desta parábola, que lhe parece de uma pueril ingenuidade, pois não admite que haja tantas dificuldades para realização de um banquete, e ainda mais quando os convidados chegam a ponto de massacrar os enviados do dono da casa.

 

“As parábolas – diz ele – são naturalmente alegorias, mas não devem passar os limites do possível”.

 

O mesmo se pode dizer de todas as alegorias, das fábulas mais engenhosas, se não lhes descobrimos o sentido oculto.

Jesus se inspirava nas usanças mais comuns da vida, e adaptava as suas parábolas aos costumes e ao caráter do povo a que se dirigia.

 

A maioria delas tinha por fim fazer penetrar nas massas populares a ideia da vida espiritual;

e seu sentido só parece incompreensível para os que não se colocam nesse ponto de vista.

 

Nesta parábola, por exemplo, Jesus compara o Reino dos Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa nupcial.

 

Os primeiros convidados são os judeus, que Deus havia chamado em primeiro lugar para o conhecimento da sua lei.

 

Os enviados do rei são os profetas, que convidaram os judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade,

mas cujas palavras foram pouco ouvidas,

cujas advertências foram desprezadas,

e muitos deles foram mesmo massacrados, como os servos da parábola.

 

Os convidados que deixam de comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de seus negócios,

representam as pessoas mundanas,

que, absorvidas pelas coisas terrenas,

mostram-se indiferentes para as coisas celestes.

 

Acreditavam os judeus de então que a sua nação devia conquistar a supremacia sobre todas as outras.

Pois não havia Deus prometido a Abraão que a sua posterioridade cobriria a Terra inteira?

Tomando sempre a forma pelo fundo, eles se julgavam destinados a uma dominação efetiva, no plano material.

 

Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram politeístas e idólatras.

Se alguns homens superiores haviam atingido a ideia da unidade divina, essa ideia entretanto permanecia como sistema pessoal, pois em nenhuma parte foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados, que ocultavam os seus conhecimentos sob formas misteriosas, impenetráveis à compreensão do povo.

 

Os judeus foram os primeiros que praticaram publicamente o monoteísmo.

Foi a eles que Deus transmitiu a sua lei;

primeiro através de Moisés, depois através de Jesus.

 

Desse pequeno foco partiu a luz que devia expandir-se pelo mundo inteiro, triunfar do paganismo e dar a Abraão uma posterioridade espiritual “tão numerosa como as estrelas do firmamento”.

 

Mas os judeus, embora repelindo a idolatria, haviam negligenciado a lei moral, para se dedicar à prática mais fácil do culto exterior.

 

O mal chegara ao cúmulo: a nação, dominada pelos romanos, estava esfacelada pelas facções, dividida pelas seitas;

a própria incredulidade havia atingido até mesmo o santuário.

 

Foi então que Jesus apareceu, enviado para chamá-los à observação da lei

e para abrir-lhes os novos horizontes da vida futura.

 

Primeiros convidados ao banquete da fé universal, eles repeliram, porém, as palavras do celeste Messias, e o sacrificaram.

Foi assim que perderam o fruto que deviam colher da sua própria iniciativa.

 

Seria injusto, entretanto, acusar o povo inteiro por essa situação.

 

A responsabilidade coube principalmente aos fariseus e aos saduceus,

que puseram a nação a perder,

os primeiros pelo seu orgulho e fanatismo,

e os segundos pela sua incredulidade.

 

São eles, sobretudo, que Jesus compara aos convidados que se negaram a comparecer ao banquete de núpcias,

e acrescenta que o rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas ruas, bons e maus.

 

Fazia entender assim que a palavra seria pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras,

e que estes, aceitando-a, seriam admitidos à festa de núpcias em lugar dos primeiros convidados.

 

Mas não basta ser convidado;

não basta dizer-se cristão,

nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste.

 

É necessário, antes de tudo,

e como condição expressa,

vestir a túnica nupcial,

 

ou seja, purificar o coração

e praticar a lei segundo o espírito,

pois essa lei se encontra inteira nestas palavras:

 

Fora da caridade não há salvação.

 

Mateus 25 : 31 – 45

31  Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

 

32  e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

33  e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;

 

34  então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:

Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

 

35  Porque tive fome, e me destes de comer;

tive sede, e me destes de beber;

era forasteiro, e me hospedastes;

 

36  estava nu, e me vestistes;

enfermo, e me visitastes;

preso, e fostes ver-me.

 

37  Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?

Ou com sede e te demos de beber?

 

38  E quando te vimos forasteiro e te hospedamos?

Ou nu e te vestimos?

 

39  E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

 

40  O Rei, respondendo, lhes dirá:

Em verdade vos afirmo que,

sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos,

a mim o fizestes.

 

41  Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

 

42  Porque tive fome, e não me destes de comer;

tive sede, e não me destes de beber;

 

43  sendo forasteiro, não me hospedastes;

estando nu, não me vestistes;

achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

 

44  E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

 

45  Então, lhes responderá:

Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos,

a mim o deixastes de fazer.

 

 

Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a aproveitam!

Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus!

 

Foi por isso que Jesus disse:

Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.

 

 

Reconhece-se O Cristão Pelas Suas Obras

16 – “Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”.

 

Mateus 7 : 21 – 23

21  Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!

entrará no reino dos céus,

mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

 

22  Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor!

Porventura, não temos nós profetizado em teu nome,

e em teu nome não expelimos demônios,

e em teu nome não fizemos muitos milagres?

 

23  Então, lhes direi explicitamente:

nunca vos conheci.

 

Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

 

 

Escutai estas palavras do Mestre, todos vós que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio!

Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir!

 

 

Mateus 7 : 15 – 20

15  Acautelai-vos dos falsos profetas,

que se vos apresentam disfarçados em ovelhas,

mas por dentro são lobos roubadores.

 

16  Pelos seus frutos os conhecereis.

Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

 

17  Assim, toda árvore boa produz bons frutos,

porém a árvore má produz frutos maus.

 

18  Não pode a árvore boa produzir frutos maus,

nem a árvore má produzir frutos bons.

 

19  Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

 

20  Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

 

 

Será suficiente estar a serviço do Senhor, para ser um fiel servidor?

Será bastante dizer:“ Sou cristão ”, para seguir o Cristo?

 

Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras.

 

“Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos”.

– “Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada no fogo”.

 

– Eis as palavras do Mestre.

Discípulos do Cristo, compreendei-as bem!

 

Quais os frutos que a árvore do Cristianismo deve dar, árvore possante, cujos ramos frondosos cobrem com a sua sombra uma parte do mundo,

mas ainda não abrigaram a todos os que devem reunir-se em seu redor?

 

Os frutos da árvore da vida são frutos de vida, de esperança e fé.

 

O Cristianismo, como o vem fazendo desde muitos séculos, prega sempre essas divinas virtudes, procurando distribuir os seus frutos.

 

Mas quão poucos os colhem!

 

A árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus.

 

Quiseram moldá-la segundo as suas ideias, modelá-la de acordo com as suas conveniências.

Para isso a cortaram, diminuíram, mutilaram.

Seus ramos estéreis já não produzem maus frutos, pois nada mais produzem.

 

O viajor sedento que se acolhe à sua sombra, procurando o fruto de esperança, que lhe deve dar força e coragem, encontra apenas os ramos ressequidos, pressagiando mau tempo.

 

É em vão que busca o fruto da vida na árvore da vida: as folhas tombam secas aos pés.

As mãos do homem tanto as trabalharam, que acabaram por queimá-las.

 

Abri, pois, vossos ouvidos e vossos corações, meus bem amados!

Cultivai esta árvore da vida, cujos frutos proporcionam a vida eterna.

 

Aquele que a plantou vos convida a cuidá-la com amor, que ainda a vereis dar com abundância os seus frutos divinos.

 

Deixai-a assim como o Cristo vo-la deu: não a mutileis.

Sua sombra imensa quer estender-se por todo o universo;

não lhe corte a ramagem. 

 

Seus frutos generosos caem em abundância, para alentar o viajor cansado, que deseja chegar ao seu destino.

Não os amontoeis, para guardá-los e deixá-los apodrecer, sem servirem a ninguém.

 

“São muitos os chamados e poucos os escolhidos”.

 

É que há os monopolizadores do pão da vida, como os há do pão material.

Não vos coloqueis entre eles;

a árvore que dá bons frutos deve distribuí-los para todos.

 

Ide, pois, procurar os necessitados;

conduzi-os sob as ramagens da árvore

e partilhai com eles o abrigo que ela vos oferece.

 

“Não se colhem uvas dos espinheiros”.

Meus irmãos, afastai-vos, pois, dos que vos chamam para apontar os tropeços do caminho,

e segui os que vos conduzem à sombra da árvore da vida.

 

O divino Salvador, o justo por excelência, disse, e suas palavras não passarão:

“Os que me dizem Senhor, Senhor, nem todos entrarão no Reino dos Céus,

mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos Céus”.

 

Que o Senhor das bênçãos vos abençoe, que o Deus da luz vos ilumine;

que a árvore da vida vos faça com abundância a oferenda dos seus frutos!

 

Credes e orai!

Espírito SIMEÃOBordeaux1863.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: