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LEIS MORAIS – LEI DIVINA ou NATURAL- Características da Lei Natural – 3

5 jan

 

 

 

 

 

 

 

 

LEIS MORAIS – LEI DIVINA ou NATURAL

 

Livro : O Livro dos EspíritosParte 3ª – Capítulo I – LEIS MORAIS – LEI DIVINA ou LEI NATURAL.

 

Características da Lei Natural – 3

 

616 Deus ordenou aos homens, numa época, o que lhes proibiu em outra?

Deus não pode se enganar;

são os homens que são obrigados a mudar suas leis, porque são imperfeitos;

mas as leis de Deus são perfeitas.

 

A harmonia que rege o universo material e o universo moral é fundada sobre as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade.

 

Mateus 5 : 17 – 19

17  Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;

não vim para revogar, vim para cumprir.

 

18  Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.

19  Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus;

 

aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

 

 

Mateus 22 : 36 – 40

36  Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?

37  Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

 

38  Este é o grande e primeiro mandamento.

 

39  O segundo, semelhante a este, é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

 

40  Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

 

 

 

Livro : Filosofia Espírita XIII – Espírito Miramez – Psicografado por João Nunes Maia.

 

616/LE

MUDANÇA NAS LEIS

 

 

Deus não se engana.

As Leis Naturais criadas por Ele são eternas, como eterno é o próprio Senhor.

 

Os homens é que criam leis transitórias, de modo a serem mudadas de acordo com os tempos.

 

As criaturas se inspiram nas Leis Naturais para fazerem as suas.

As leis dos homens são inumeráveis, e sempre estão mudando, como dizem eles mesmos, atualizando-se de acordo com a capacidade de assimilação das criaturas.

 

As Leis de Deus são de toda a eternidade.

Quando falamos de toda a eternidade, não há tempo determinado.

 

O ser humano não pode ter a pretensão de dizer que sabe tudo, mediante suas especulações.

Ele somente sabe o que vê e ouviu dizer;

ele é, por excelência, um copista, porque tudo está feito no programa do Todo-Poderoso.

 

Não existe o que não tenha sido feito por Deus.

 

Quantos vivem iludidos com a falsa sabedoria !

Se o sábio soubesse que nada sabe, teria mais humildade.

 

Provérbios 3 : 7 – 8

Não sejas sábio aos teus próprios olhos;

teme ao SENHOR e aparta-te do mal;

será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos.

 

 

Muita gente envergando a roupagem da vaidade e do orgulho se arma das singelas letras que aprendeu e decorou nos bancos  das escolas, para combater o Evangelho, porque nos mostra as leis na sua mais profunda simplicidade.

Como se enganam essas criaturas !

 

Efésios 4 : 17 – 19

Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

 

18  obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

 

19  os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

 

 

O Evangelho, mesmo na sua feição física, é tesouro valioso, quanto mais na feição  moral e na espiritual !

 

Ele se encontra escrito em muitas dimensões, para atender Espíritos em diversas faixas de vida.

 

I Pedro 4 : 6 – pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.

 

 

Não deves preocupar-te em consertar a vida; 

ela já é perfeita.

O que supões ser imperfeição, se encontra dentro de ti mesmo.

 

Se o reino de Deus está em nós, não existe imperfeição na alma;

o fato se explica pela desarmonia da mente.

 

Efésios 4 : 20 – 24

20  Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21  se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,

 

22  no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

 

23  e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

 

24  e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

 

Observação : No Espiritismo chamamos de Reforma Íntima.

 

Deus não se engana, os homens é que enganam a si mesmos.

 

É justo que compreendamos a simplicidade evangélica nestas palavras do divino Mestre :

 

Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois, o amanhã trará os seus cuidados.

Basta ao dia o seu próprio mal. (Mateus 6 : 34).

 

Será possível que todos os dias devamos nos preocupar com o futuro ?

Basta o dia com seu próprio mal.

Vamos aprimorar todos os dias as coisas que devem ser aprimoradas, examinar o que estamos fazendo e fazer melhor, que o resto pertence ao Grande Benfeitor da vida, com Seus anjos.

 

Hebreus 1 : 13 – 14

13  Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

14  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

 

Não deves demorar muito tempo pensando no passado.

Procura o Evangelho, que ele te instruirá acerca de todas as coisas, te dando compreensão para o prosseguimento da tua jornada.

 

A preocupação com o dia de amanhã vai te trazer mais dificuldades, porque preocupação, pelo sentido etimológico do termos, já é ocupar-se antes de acontecer.

 

Mateus 11 : 28 – 30

28  Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

29  Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração;

e achareis descanso para a vossa alma.

30  Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

 

 

Se verificares a vida dos grandes personagens da história, verás que eles inspiraram suas vidas nas Leis Naturais, por isso venceram com vitória de luz.

 

Queiramos ou não, buscamos a perfeição, por ser Lei Natural do Universo.

A harmonia reina em todos os pontos da vida, porque Deus é harmonia.

 

Se olhas com os olhos da alma em Cristo, poderás dizer : Em nada existe imperfeição.

 

Tudo se encontra na ordem perfeita das coisas !

 

É preciso que despertemos para tal ambiente de Deus e encontremos a felicidade.

 

Quando alcançamos a tranquilidade imperturbável da consciência, nunca mais duvidaremos e sempre afirmaremos :

 

Deus não se engana !

 

 

I Tessalonicenses 4 : 9 – 12

No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;

 

10  e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia.

Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais

 

11  e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;

 

12  de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.

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Conclusão

3 nov

Conclusão

 

Eis um resumo da conclusão de WW:

 

 “Tudo isso que foi escrito acima poderia ser anulado de uma forma absurdamente simples: evidências. Se algo é verdade, e se reveste do cunho “científico” que o Espiritismo arroga, precisaria ter evidências tangíveis, verificáveis por qualquer pessoa.”

 “Mas, infelizmente, essas evidências não existem.”

 

Bem WW, existem muitas evidências, as quais foram mostradas neste estudo, através dos textos, de exemplos, fotos e vídeos.

 

Para alguém que se diz, “ex”-espírita, fica bastante difícil entender, como é que não conhece NADA sobre a Doutrina Espírita.

 

A única dedução a que posso chegar, é que WW foi um “espírita” que não participou de estudos dos livros da Codificação  (essenciais, para o conhecimento da Doutrina Espírita) e, também não conhece, realmente, a literatura espírita.

E, não estou me referindo só aos livros da Codificação e os psicografados por Chico Xavier.

A literatura espírita é vasta, e, atualmente, há muitos escritores, abordando a parte científica.

 

E, WW diz ainda:

 

 “Espero, pelo menos, ter demonstrado que, ao contrário da “fé raciocinada” que os Espíritas propagam, para crer no Espiritismo é preciso apenas fé cega. Muito cega.”

 

 

Deus nos deu INTELIGÊNCIA para a usarmos e refletirmos sobre tudo.

Os espíritas sabem que não podem aceitar tudo o que está na Bíblia, ou mesmo na literatura espírita atual , sem refletir, sem estudar.

Foi o que eu fiz, e, é o que muitos espíritas têm feito também, em relação ao estudo da Bíblia.

 

A fé cega é dos evangélicos, que acham que TUDO o que está na Bíblia vem de Deus, e que é pecado pensar ao contrário.

 

Não estou colocando neste estudo algumas contradições da Bíblia ( que existem), mas coloquei estudos que mostram que a Bíblia foi adulterada para “esconder” a Reencarnação.

 

Coloquei também muitos versículos que mostram que a Bíblia está “recheada” de casos de Mediunidade.

 

Exatamente, porque não conhecem a Doutrina Espírita, é que evangélicos e católicos a denigrem.

 

Preconceito é opinião sem conhecimento.

Tudo o que o Espiritismo nos ensina, encontramos na Bíblia.

 

Basta lê-la, sem preconceitos, formados e ensinados por pastores e padres.

 

 

O meu objetivo ao fazer este estudo, respondendo às críticas de WW em relação ao Espiritismo , e a resolução de colocar este estudo num Blog, foi o de mostrar para muitas outras pessoas, a beleza desta Doutrina enviada por Deus, através dos Espíritos.

 

 

Na Bíblia, em Hebreus 1: 13 – 14 e 2 : 1 – 4, temos o seguinte ensinamento sobre estes Espíritos, que vieram nos trazer novos ensinamentos de Deus.

 

Hebreus 1 : 13 – 14

 

13  Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

 

14  Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

 

Hebreus 2 : 1 – 4

 

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

 

como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

 

dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

 

 

 

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”


 

“Fé inabalável só o é, a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

 

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

 

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Com este Post ,encerro a categoria Análise crítica do livro Espiritismo Revisado, escrito por WW, isto é, Walter White (pseudônimo).

 

Mas, antes mesmo de pensar nesta análise, eu já tinha pensado em apresentar num Blog outros ensinamentos espíritas e estudos que fiz, já tendo organizado muitas páginas.

 

Portanto, talvez volte a trabalhar nestes estudos, apresentando-os em outra categoria.


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Bibliografia

 

Bíblia Sagrada – Sociedade Bíblica do Brasil

– Bíblia Sagrada – Edições Paulinas

– Bíblia on line

– O Livro dos Espíritos

– O Evangelho segundo o Espiritismo

– O Livro dos Médiuns

– O Céu e o Inferno

– A Gênese

– O Que é o Espiritismo

– Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita- Tomo Único

– Prontuário da Obra de Allan Kardec – Ney da Silva Pinheiro

– O Espiritismo de A a Z – Geraldo Campetti Sobrinho

– Analisando as Traduções Bíblicas – Severino Celestino da Silva

– A Face Oculta das Religiões – José Reis Chaves

– A Reencarnação segundo a Bíblia e a Ciência – José Reis Chaves

– Reencarnação e Evolução das Espécies – Ricardo Di Bernardi

– Você e a Reencarnação – Hernani Guimarães Andrade

– Cristianismo e Espiritismo – Léon Denis

– Site Portal do Espírito – Paulo da Silva Neto Sobrinho

– Blogs sobre Espiritismo e Ciência

 

Algumas sugestões de livros:

 

– Toda a série de livros de André Luiz – psicografados por Chico Xavier

– Livros de Emmanuel – psicografados por Chico Xavier

– Todos os livros de Léon Denis

– Espírito, Perispírito e Alma – Hernani  Guimarães Andrade 

– Diálogo com as Sombras – Teoria e Prática – Hermínio C. Miranda

– Diversidade dos Carismas I e II – Hermínio C. Miranda

– As Marcas do Cristo I e II – Hermínio C. Miranda

– A Reencarnação – Gabriel Delanne

– O Espiritismo e as Igrejas Reformadas – Jayme Andrade

– O Espiritismo à Luz da Bíblia Sagrada – Melcíades José de Brito

– O Espiritismo e a Igreja – Reverendo Haraldur Nielsson

– A Cura através da Terapia de Vidas Passadas – Brian L. Weiss

– Recordando Vidas Passadas – Helen Wambach

– A Vida nos Mundos Invisíveis – Antony Borgia

– O que Jesus disse ? O que Jesus não disse ? – Bart D. Ehrman

– Por Trás do Véu de Ísis – Marcel Souto Maior

– As Vidas de Chico Xavier – Marcel Souto Maior

 

 
 

 

 

Esquecimento do passado

3 nov

Esquecimento do Passado

 

Em seu texto sobre lembranças passadas, WW diz :

 

“Lembranças passadas”

 “E, para terminar esse assunto, imagine duas pessoas, inimigas mortais, sentadas uma ao lado da outra num cinema, escuro. Uma não reconhece a outra. Então, comentam o filme amistosamente. Mas, quando a luz se acende, elas se reconhecem, e fazem o quê? Puxam as armas e partem pra briga! Ou seja, uma “reconciliação” aparente, realizada quando uma não reconhecia a outra, nenhuma validade tem. E seria exatamente o mesmo que ocorreria se as pessoas se reencarnassem em “famílias inimigas”: não teria validade REAL nenhuma, para reconciliação.Afinal, reconciliar DE QUÊ, se não se lembram?”

 

Deus nos coloca na mesma família, para “apararmos as arestas”, que sobraram de outras existências. Geralmente, conseguimos fazer isto, através do amor.


Mas, em algumas vezes, isto não acontece, ocorrendo muitas desavenças entre os familiares. Estes, terão que voltar  numa nova encarnação e recomeçar.

 

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Cap. VII – Da Volta do Espírito à Vida Corporal, os Espíritos explicam porque, normalmente,esquecemos as vidas passadas.

 

 

Esquecimento do passado

 

392 Por que o Espírito encarnado perde a lembrança de seu passado?

O homem não pode nem deve saber tudo. Deus em Sua sabedoria quer assim.

Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria deslumbrado, como aquele que passa sem transição do escuro para a luz.

O esquecimento do passado o faz sentir-se mais senhor de si.

 

393 Como o homem pode ser responsável por atos e reparar faltas das quais não tem consciência?

Como pode aproveitar a experiência adquirida em existências caídas no esquecimento?

Poderia se conceber que as adversidades da vida fossem para ele uma lição ao se lembrar do que as originou; mas, a partir do momento que não se lembra, cada existência é para ele como a primeira e está, assim, sempre recomeçando. Como conciliar isso com a justiça de Deus?

 

A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem do mal.

Onde estaria o mérito, ao se lembrar de todo o passado?

Quando o Espírito volta à sua vida primitiva (a vida espírita), toda sua vida passada se desenrola diante dele;

vê as faltas que cometeu e que são a causa de seu sofrimento e o que poderia impedi-lo de cometê-las.

 

Compreende que a posição que lhe foi dada foi justa e procura então uma nova existência em que poderia reparar aquela que acabou.

Escolhe provas parecidas com as que passou ou as lutas que acredita serem úteis para o seu adiantamento, e pede a Espíritos Superiores para ajudá-lo nessa nova tarefa que empreende, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que cometeu.

 

Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo maldoso que freqüentemente vos aparece e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a maior parte das vezes essa resistência aos princípios recebidos de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala.

Essa voz é a lembrança do passado, que vos adverte para não recair nas faltas que já cometestes.

O Espírito, ao entrar nessa nova existência, se suporta essas provas com coragem e resiste, eleva-se e sobe na hierarquia dos Espíritos, quando volta para o meio deles.

 

Se não temos, durante a vida corporal, uma lembrança precisa do que fomos e do que fizemos de bem ou mal em existências anteriores, temos a intuição disso, e nossas tendências instintivas são uma lembrança do nosso passado, às quais nossa consciência, que é o desejo que concebemos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir.

 

395 Podemos ter algumas revelações de nossas existências anteriores?

Nem sempre. Muitos sabem, entretanto, o que foram e o que fizeram;

se fosse permitido dizer abertamente, fariam singulares revelações sobre o passado.

 

396 Certas pessoas acreditam ter uma vaga lembrança de um passado desconhecido que se apresenta a elas como a imagem passageira de um sonho, que se procura, em vão, reter. Essa idéia é apenas ilusão?

Algumas vezes é real; mas muitas vezes é também ilusão contra a qual é preciso ficar atento, porque pode ser o efeito de uma imaginação super-excitada.

 

397 Nas existências de natureza mais elevadas que a nossa, a lembrança das existências anteriores é mais precisa?

Sim; à medida que o corpo se torna menos material, as lembranças se revelam com mais exatidão.

A lembrança do passado é mais clara para os que habitam mundos de uma ordem superior.

 

398 Pelo estudo de suas tendências instintivas, que são uma recordação do passado, o homem pode conhecer os erros que cometeu?

Sem dúvida, até certo ponto; mas é preciso se dar conta da melhora que pôde se operar no Espírito e as resoluções que ele tomou na vida espiritual.

A existência atual pode ser bem melhor que a precedente.

 

398 a Ela pode ser pior? Ou seja, o homem pode cometer numa existência faltas que não cometeu em existências precedentes?

Isso depende de seu adiantamento; se não resistir às provas, pode ser levado a novas faltas, que são conseqüência da posição que escolheu. Mas, em geral, essas faltas mostram antes um estado estacionário do que retrógrado,

porque o Espírito pode avançar ou estacionar, mas nunca retroceder.

 

399 Os acontecimentos da vida corporal são, ao mesmo tempo, uma expiação pelas faltas passadas e provas que visam ao futuro. Pode-se dizer que da natureza dessas situações se possa deduzir o gênero da existência anterior?

Muito freqüentemente, uma vez que cada um é punido pelos erros que cometeu;

entretanto, não deve ser isso uma regra absoluta.

As tendências instintivas são a melhor indicação, visto que as provas pelas quais o Espírito passa se referem tanto ao futuro quanto ao passado.

 

Mateus 16 : 27 – Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.

 

Romanos 14 : 12Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

 

II Coríntios 5 : 10Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

Alcançado o fim marcado pela Providência para sua vida na espiritualidade, o próprio Espírito escolhe as provas às quais quer se submeter para acelerar seu adiantamento, ou seja, o gênero de existência que acredita ser o mais apropriado para lhe fornecer esses meios e cujas provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar.

Se triunfa, se eleva; se fracassa, deve recomeçar.

 

O Espírito sempre desfruta de seu livre-arbítrio.

É em virtude dessa liberdade que escolhe as provas da vida corporal.

Uma vez encarnado, delibera o que fará ou não e escolhe entre o bem e o mal.

Negar ao homem o livre-arbítrio seria reduzi-lo à condição de uma máquina.

 

Ao entrar na vida corporal, o Espírito perde, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse;

entretanto, às vezes, tem uma vaga consciência disso e elas podem até mesmo lhe ser reveladas em algumas circunstâncias.

Mas é apenas pela vontade dos Espíritos Superiores que o fazem espontaneamente, com um objetivo útil e nunca para satisfazer uma curiosidade vã.

 

As existências futuras não podem ser reveladas em nenhum caso, porque dependem da maneira que se cumpra a existência atual e da escolha que o Espírito virá a fazer.

 

O esquecimento das faltas cometidas não é um obstáculo ao melhoramento do Espírito porque, se não tem uma lembrança precisa disso, o conhecimento que teve delas quando estava na espiritualidade e o compromisso que assumiu para repará-las o guiam pela intuição e lhe dão o pensamento de resistir ao mal;

esse pensamento é a voz da consciência, sendo auxiliado pelos Espíritos Superiores que o assistem, se escuta as boas inspirações que sugerem.

 

Se o homem não conhece os atos que cometeu em suas existências anteriores, pode sempre saber de que faltas tornou-se culpado e qual era seu caráter dominante.

Basta estudar a si mesmo e julgar o que foi não pelo que é, mas por suas tendências.

 

As contrariedades e os reveses da vida corporal são, ao mesmo tempo, uma expiação pelas faltas passadas e provas para o futuro.

Elas nos purificam e elevam, se as suportamos com resignação e sem reclamar.

 

A natureza dessas alternâncias da vida e das provas que suportamos pode também nos esclarecer sobre o que fomos e o que fizemos, como aqui na Terra julgamos os atos de um culpado pelo castigo que a lei lhe impõe.

 

Assim, o orgulhoso será castigado em seu orgulho pela humilhação de uma existência subalterna;

o mau rico e o avaro, pela miséria;

aquele que foi duro para com os outros sofrerá, por sua vez, durezas;

o tirano, escravidão;

o mau filho, pela ingratidão de seus filhos;

o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.

 

 

O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. V – Bem- aventurados os aflitos – item 11 – Esquecimento do Passado, também nos traz ensinamentos sobre este assunto.

 

Esquecimento do passado

 

11. Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores.

Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem.

Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes.

 

Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio.

Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

 

Freqüentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito.

 

Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

 

Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.

 

Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida.

Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido, é que praticou o mal.

 

Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará.

 

As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.

 

Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea.

Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado;

nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não obsta a que, no dia seguinte, nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes.

 

E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência de seus atos anteriores;

sabe por que sofre e que sofre com justiça.

 

A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação.

Mas, na falta de uma recordação exata, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma, se os sabe aproveitar.

 

No livro  Evangelho no Lar para crianças de 8 a 80 anos – do Espírito Meimei – psicografado por Miltes Carvalho Bonna – ed. Petit – cap. 27, Meimei nos traz uma boa explanação sobre o assunto :

 

Esquecimento do passado é a medida salutar !

 

“Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é porque isso deve ser útil.” (O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. 5 , item 11).

 

DEUS DÁ ao espírito encarnado a voz da consciência e as tendências instintivas.

 

Com a voz da consciência em ação, o homem alerta-se com todos os percalços que encontrará na escolha deste ou daquele caminho. Do mesmo modo, ele traz gravadas as tendências instintivas, que o levam a tomar determinadas decisões.

 

A encarnação é um ponto de partida para o espírito iniciar uma jornada de esforço e trabalho para sua redenção.

 

O esquecimento do passado nos capacita a iniciar nossa trajetória terrena sem mágoas ou dissensões, possibilitando-nos partir para a formação de um clima emocional novo.

 

Encontraremos, nos companheiros, os afins e os não-afins do passado. O esquecimento da vida anterior possibilita a aproximação da vítima do algoz, sem que haja a lembrança das más ações cometidas por ambos.

 

“O esquecimento só existe durante a vida corpórea”. Ao retornar ao mundo espiritual, lentamente o espírito vai assenhorando-se dos fatos anteriormente vividos, à medida que isso venha a beneficiar-lhe o crescimento espiritual, ao analisar o porquê das aflições terrenas.

 

Também no estado de afastamento do corpo físico durante o sono, pode-se, nessa interrupção momentânea da vida corpórea, reviver fatos de encarnações anteriores, os quais serão tomados como sonhos.

 

 

Como foi visto antes, algumas pessoas ( principalmente, crianças) se recordam de vidas passadas. Entre vários vídeos da Internet, escolhi estes dois.

 

Aqui estão dois vídeos sobre Reencarnação.

 

http://www.youtube.com/watch?v=W88qROTklHo&feature=related

 

http://www.youtube.com/watch?v=_1843VxTLjo

 

 

O próximo Post será  sobre a Conclusão deste estudo e a Bibliografia a que recorri.

Progressão dos Espíritos

31 out

Progressão dos Espíritos

 

Espíritos simples e ignorantes

 

WW fez o seguinte comentário sobre o fato de Deus ter criado os espíritos simples e ignorantes :

 

“Simples e ignorantes”

 “Não quero nem entrar aqui na discussão sobre o jargão “o espírito nasce no mineral, dorme no vegetal, sonha no animal e desperta no hominal (sic)”. Isso complicaria muito mais o raciocínio pois isso implicaria que um mineral teria “livre arbítrio”para gerar “espíritos” distintos uns dos outros pelo poder da escolha.”

  

Sobre este tema, que parece ser tão difícil de entender para algumas pessoas, vou colocar primeiro um pequeno texto do livro Reencarnação e Evolução das Espécies, do Dr. Ricardo Di Bernardi :

 

“A encarnação primeira, portanto, foi para nós, hoje seres humanos, há incontáveis milhões de anos, quando as centelhas divinas mergulharam na dimensão física unindo-se às expressões mais simples da organização material.

 

O espírito “dormiu” nos átomos e passou o grande sono pelo reino mineral, “sonhou” nas organizações vegetais, “agitou-se” pelas espécies animais para “despertar” na espécie humana, rumo à consciência superior em seres futuros.

 

Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, onde o iminente pedagogo francês inquire os espíritos sobre os mais diversos temas, na questão 540 a entidade espiritual, respondendo sobre a ação dos espíritos desencarnados nos fenômenos da natureza, coloca a seguinte assertiva: “É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo.”

 

Não existem portanto seres privilegiados, ou criados pela lei universal já superiores a outros. A distância entre minerais, vegetais e animais é simplesmente consequência do  maior ou menor caminho percorrido na estrada evolutiva do ser.”

 

E, para esclarecer mais ainda, vou colocar alguns trechos de O Livro dos Espíritos, começando com o citado item 540 :

 

540 Os Espíritos que exercem ação sobre os fenômenos da natureza agem com conhecimento de causa, pelo seu livre-arbítrio, ou por um impulso instintivo ou irrefletido?

Uns sim, outros não. Façamos uma comparação: imaginai essas imensidades de animais que pouco a pouco fazem sair do mar as ilhas e os arquipélagos, acreditais que não há nisso um objetivo providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária para a harmonia geral?

 

Esses são apenas animais da última ordem que realizam essas coisas para proverem suas necessidades e sem desconfiarem que são os instrumentos de Deus.

 

Pois bem! Do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto; enquanto ensaiam para a vida e antes de ter plena consciência de seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre alguns fenômenos dos quais são agentes inconscientes.

 

Executam primeiro;

 

mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material;

 

mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do mundo moral.

 

É assim que tudo serve, tudo se encaixa na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que começou pelo átomo;

admirável lei de harmonia da qual vosso Espírito limitado ainda não pode entender o conjunto.

 

Na 2ª Parte – Cap. IV – Transmigrações progressivas – itens 189 a 191, os Espíritos nos dizem:

 

189 Desde o princípio de sua formação, o Espírito desfruta da plenitude de suas faculdades?

Não, o Espírito, assim como o homem, tem também sua infância.

Na origem, os Espíritos têm somente uma existência instintiva e mal têm consciência de si mesmos e de seus atos.

É pouco a pouco que a inteligência se desenvolve.

 

190 Qual é o estado da alma em sua primeira encarnação?

É o estado de infância na vida corporal.

Sua inteligência apenas desabrocha: a alma ensaia para a vida.

 

191 As almas de nossos selvagens são almas em estado de infância?

De infância relativa;

são almas já desenvolvidas, pois já sentem paixões.

 

191 a As paixões são, então, um sinal de desenvolvimento?

De desenvolvimento sim, mas não de perfeição.

As paixões são um sinal da atividade e da consciência do eu, visto que, na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estado de germe.

 

A vida do Espírito, em seu conjunto, passa pelas mesmas fases que vemos na vida corporal.

 

Gradualmente, passa do estado de embrião ao de infância para atingir, no decurso de uma sucessão de períodos, o de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que não conhece o declínio e a decrepitude, isto é, a velhice extrema como na vida corporal.

 

Essa vida, que teve começo, não terá fim;

precisa de um tempo imenso, do nosso ponto de vista, para passar da infância espírita a um desenvolvimento completo, e seu progresso se realiza não somente num único mundo, mas passando por diversos mundos.

 

A vida do Espírito se compõe, assim, de uma série de existências corporais, e cada uma delas é uma ocasião para o seu progresso, como cada existência corporal se compõe de uma série de dias em cada um dos quais o homem adquire um acréscimo de experiência e instrução.

 

Mas, da mesma forma que, na vida do homem, há dias que não trazem nenhum proveito, também na do Espírito há existências corporais sem resultado, por não as ter sabido aproveitar.

 

 

No mesmo Livro dos Espíritos Cap. XI – Dos Três Reinos, os Espíritos respondem sobre esta mesma progressão:

 

585 Que pensais da divisão da natureza em três reinos, ou melhor, em duas classes: os seres orgânicos e os inorgânicos1? Alguns fazem da espécie humana uma quarta classe    Qual dessas divisões é preferível?

Todas são boas, dependendo do ponto de vista.

Sob o ponto de vista material, há apenas seres orgânicos e inorgânicos;

sob o ponto de vista moral há, evidentemente, quatro graus.

 

Esses quatro graus têm, de fato, características nítidas, ainda que seus limites pareçam se confundir.

 

A matéria inerte, que constitui o reino mineral, tem somente uma força mecânica.

 

As plantas, ainda que compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade.

 

Os animais, compostos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm além disso uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade.

 

O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, sem limites fixados, que lhe dá a consciência de seu futuro, a percepção das coisas extra-materiais e o conhecimento de Deus.

 

604 Os animais, mesmo os aperfeiçoados nos mundos superiores, são sempre inferiores ao homem. Isso significa que Deus teria criado seres intelectuais perpetuamente destinados à inferioridade, o que parece estar em desacordo com a unidade de vistas e de progresso que se distingue em todas as suas obras.

Tudo se encaixa na natureza pelos laços que não podeis ainda compreender, e as coisas mais desiguais na aparência têm pontos de contato que o homem nunca chegará a compreender na sua condição atual.

 

Ele pode entrevê-los pelo esforço de sua inteligência, mas somente quando essa inteligência tiver adquirido todo desenvolvimento e estiver livre dos preconceitos do orgulho e da ignorância é que poderá ver claramente na obra de Deus.

 

Enquanto isso não acontece, suas idéias limitadas lhe fazem ver as coisas sob um ponto de vista mesquinho e restrito.

 

Sabei bem que Deus não pode se contradizer e que tudo, na natureza, se harmoniza pelas leis gerais que nunca se afastam da sublime sabedoria do Criador.

 

604 a A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem?

Sim, mas os animais têm apenas a inteligência da vida material;

para o homem, a inteligência produz a manifestação da vida moral.

 

605 Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal?

De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita?

Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?

 

Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos.

 

Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual.

 

Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos;

pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

 

605 a Assim, além de suas próprias imperfeições, das quais o Espírito deve se despojar, o homem tem ainda que lutar contra a influência da matéria?

Sim, quanto mais é inferior mais os laços entre o Espírito e a matéria são unidos; não o vedes?

 

O homem não tem duas almas; a alma é sempre única em cada ser.

 

A alma do animal e a do homem são distintas uma da outra, de modo que a alma de um não pode animar o corpo criado para a outra.

 

Mas, ainda que o homem não tenha alma animal que, por suas paixões, o nivele aos animais, tem o corpo que muitas vezes o rebaixa a eles, porque seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, porém ininteligentes e limitados ao cuidado de sua conservação.

 

O Espírito, ao encarnar no corpo do homem, traz o princípio intelectual e moral que o torna superior aos animais.

 

As duas naturezas que existem no homem dão às suas paixões duas origens diferentes:

 

uma vem dos instintos da natureza animal,

outra das impurezas do Espírito encarnado e que simpatiza mais ou menos com a grosseria dos apetites animais.

 

Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria.

 

Submisso a essa influência, se aproxima da brutalidade;

despojado dela, se eleva à sua verdadeira destinação.

 

606 De onde os animais tiram o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma, da qual são dotados?

Do elemento inteligente universal.

 

606 a A inteligência do homem e a dos animais vêm de um princípio único?

Sem dúvida. Mas no homem ela recebeu uma elaboração que o eleva acima do animal.

 

607 Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado semelhante ao da infância da vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e ela ensaia para a vida. (Veja a questão 190.) Onde o Espírito cumpre essa primeira fase?

Em uma série de existências anteriores ao período que chamais humanidade.

 

607 a Assim, pode-se considerar que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da Criação?

Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende à unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco e ensaia para a vida, como já dissemos.

 

É, de algum modo, um trabalho preparatório, como a germinação, em que o princípio inteligente sofre uma transformação e torna-se Espírito.

 

É então que começa o período da humanização e com ela a consciência de seu futuro, a distinção entre o bem e o mal e a responsabilidade de seus atos.

 

Assim como depois da infância vem a adolescência, depois a juventude e, enfim, a idade adulta. Não há, além disso, nessa origem nada que deva humilhar o homem. Será que os grandes gênios se sentirão humilhados por terem sido fetos em formação no seio de sua mãe?

 

Se alguma coisa deve humilhá-lo é sua inferioridade perante Deus e sua impotência para sondar a profundidade dos seus desígnios e a sabedoria das leis que regem a harmonia do universo.

 

Reconhecei a grandeza de Deus nessa harmonia admirável que faz com que tudo seja solidário na natureza.

 

Acreditar que Deus pudesse fazer alguma coisa sem objetivo e ter criado seres inteligentes sem futuro seria blasfemar contra sua bondade, que se estende sobre todas as suas criaturas.

 

607 b Esse período de humanização começa na nossa Terra?

A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana; o período de humanização começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores;

entretanto, essa não é uma regra geral, e poderia acontecer que um Espírito, desde o começo de sua humanização, estivesse apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente; é, antes, uma exceção.

 

 

 E, WW continua com o seu ceticismo…….

 

“Ah, e também dizem que Deus cria espíritos continuamente, até hoje.”

 

Sim, Deus está SEMPRE criando.

Jesus mesmo nos disse:

 

João 5 : 17 – Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

 

 

WW diz ainda :

  

“Isso, logo de cara, vai contra o princípio da equidade, pois se um espírito é criado ANTES que o outro, foi criado com a VANTAGEM  de ter “começado primeiro”. Mas o problema não é só esse”.

 

Deus tem criado espíritos por toda a eternidade.

 

Os anjos ( que são espíritos), já foram como nós. Evoluíram, como todos nós evoluiremos.

 

– Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

 

Mateus 11 : 12Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

I João 4 : 12Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.

 

I Pedro 5 :10Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:

 

Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima;

 

Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina;

 

Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.  

JESUS – Espírito Puro

 

Serafins Isaías 6  :6Então, um dos serafins voou para mim

 

Querubins Ezequiel 10 : 1Olhei, e eis que, no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira semelhando a forma de um trono.

 

Anjos Hebreus 1 : 13 –  14 – Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?

14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Hebreus 2 : 1 Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Espíritos imperfeitos – Efésios 2 : 3 – entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;

e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

 

 

Em O Livro dos Espíritos – Parte 2ª – Cap. I – itens 114 – 122os Espíritos nos explicam o assunto:

 

Progressão dos Espíritos

 

114 Os Espíritos são bons ou maus por natureza ou são eles mesmos que se melhoram?

São os próprios Espíritos que se melhoram, passando de uma ordem inferior para uma ordem superior.

 

115 Dentre os Espíritos, alguns foram criados bons e outros maus?

Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento.

 

Deu a cada um uma missão com o objetivo de esclarecê-los e de fazê-los chegar, progressivamente, à perfeição pelo conhecimento da verdade e para aproximá-los de Si.

 

A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição.

 

Os Espíritos adquirem esses conhecimentos ao passar pelas provas que a Lei Divina lhes impõe.

 

Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais depressa ao objetivo que lhes é destinado.

 

Outros somente as suportam com lamentação e por causa dessa falta permanecem mais tempo afastados da perfeição e da felicidade prometida.

 

115 a Assim sendo, os Espíritos seriam em sua origem semelhantes às crianças, ignorantes e sem experiência, só adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam ao percorrer as diferentes fases da vida?

Sim, a comparação é boa. A criança rebelde permanece ignorante e imperfeita, tem maior ou menor aproveitamento segundo sua docilidade. Porém, a vida do homem tem um limite, um fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

 

116 Há Espíritos que permanecerão perpetuamente nas classes inferiores?

Não, todos se tornarão perfeitos.

 

Eles progridem, mas demoradamente.

 

Como já dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente seus filhos.

 

Pretenderíeis que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?

 

117 Depende dos Espíritos apressar seu progresso para a perfeição?

Certamente. Chegam mais ou menos rapidamente conforme seu desejo e submissão à vontade de Deus.

Uma criança dócil não se instrui mais rapidamente do que uma criança rebelde?

 

118 Os Espíritos podem se degenerar?

Não; à medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição.

Quando o Espírito acaba uma prova, fica com o conhecimento que adquiriu e não o esquece mais.

 

Pode ficar estacionário, mas retroceder, não retrocede.

 

119 Deus não poderia isentar os Espíritos das provas que devem sofrer para atingir a primeira ordem?

Se tivessem sido criados perfeitos, não teriam nenhum mérito para desfrutar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta?

 

Além do mais, a desigualdade entre eles é necessária para desenvolver a personalidade, e a missão que realizam nessas diferentes ordens está nos desígnios da Providência para a harmonia do universo.

 

Tendo em vista que na vida social todos os homens podem chegar às primeiras funções, igualmente poderíamos perguntar por que o soberano de um país não promove cada um de seus soldados a general; por que todos os empregados subalternos não são empregados superiores; por que todos os estudantes não são mestres.

 

 Portanto, há essa diferença entre a vida social e a vida espiritual:

 

a primeira é limitada e nem sempre permite alcançar todos os graus,

enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao grau supremo.

 

120 Todos os Espíritos passam pelo mal para chegar ao bem?

Pelo mal, não, mas sim pela fieira da ignorância.

 

  121 Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

Não têm eles o livre-arbítrio?

 

Deus não criou Espíritos maus;

criou-os simples e ignorantes, ou seja, com as mesmas aptidões tanto para o bem quanto para o mal.

 

Os que são maus o são por vontade própria.

 

122 Como é que os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, podem ter a liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, alguma tendência que os leve para um ou outro caminho?

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.

 

Não haveria mais liberdade se a escolha fosse determinada ou imposta por uma causa independente da vontade do Espírito.

 

A causa não está nele, e sim fora, nas influências a que cede em virtude de sua livre vontade.

 

É essa a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam, outros resistiram à tentação.

 

 

O próximo Post será sobre o esquecimento do passado.

Estudo sobre Reencarnação na Bíblia

30 out

Estudo sobre Reencarnação na Bíblia

 

A palavra Reencarnação não está na Bíblia, porque só surgiu no século XIX, em 18 de abril de 1857, com o advento do Espiritismo, através do Livro dos Espíritos .

 

Mas, o conceito de Reencarnação , está na Bíblia, em várias passagens, inclusive, indicadas nos rodapés da Bíblia, traduzida por  João  Ferreira de Almeida.

 

 

O Livro dos Espíritoscontendo os princípios da Doutrina Espírita, sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas ralações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade

 – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores, com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec.

 

627 Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual é a utilidade do ensinamento dado pelos Espíritos? Terão a nos ensinar alguma coisa a mais?

A palavra de Jesus era, muitas vezes, alegórica e em parábolas, porque falava de acordo com os tempos e os lugares.

É preciso agora que a verdade seja inteligível para todo mundo. É preciso também explicar e desenvolver essas leis, uma vez que há tão poucas pessoas que as compreendem e ainda menos as que as praticam.

 

Nossa missão é de abrir os olhos e os ouvidos para confundir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas: aqueles que tomam as aparências da virtude e da religião para ocultarem suas baixezas.

 

O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e inequívoco, a fim de que ninguém possa alegar ignorância e cada um possa julgá-lo e apreciá-lo com a razão.

 

Estamos encarregados de preparar o reino do bem anunciado por Jesus; por isso, não é correto que cada um possa interpretar a lei de Deus ao capricho de suas paixões nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

 

Hebreus 2 : 1 – 4

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

 

como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?

A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

 

Vou, então, mostrar os conceitos de Reencarnação, que estão na Bíblia, mostrados pelo próprio tradutor, João Ferreira de Almeida.

 

Ao se ler os versículos 4 e 5 de Malaquias 4, onde é dito que o profeta Elias seria enviado, o tradutor nos indica no rodapé, Mateus 11 : 14 , 17 : 10 – 13 ; Marcos 9 : 11 – 13 ; Lucas 1 : 17 ; João 1 : 21.

 

Vamos ver estes textos :

 

Malaquias 4 : 5 – 6 :

5 – Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR;

6 ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.

 

Mateus 11 : 14 – E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir.

 

Mateus 17 : 10 – 13

10  Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?

11  Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas.

12  Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

13  Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

 

Marcos 9 : 11 – 13

11  E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?

12  Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as coisas; como, pois, está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado?

13  Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito.

 

Lucas 1: 17 – E irá adiante dele (falando de João Batista ) com o espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o SENHOR um povo preparado..

 

 

João 1 : 21 – Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não.

 

Eu acrescento João 1 : 22 e 23 , para melhor compreensão :

 

22  Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo?

23  Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.

 

Elias foi um profeta que viveu no reino de Acabe ( I Reis 17 : 1 ) muito tempo antes de João Batista nascer.

 

I Reis 17 : 1 – Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel , perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra.

 

 

Mas, em Malaquias  3 : 1  e 4 : 5 – 6 , Deus diz que AINDA o enviaria, antes que viesse o grande e terrível dia do SENHOR.

 

 

Malaquias 3 : 1 – Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.

 

 

E, o que nos indica o tradutor para este versículo ?

 

Mateus 11 : 10 – Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. ( Jesus estava se referindo a João Batista).

 

 

Marcos 1 : 2 – Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;

 

 

Eu acrescento Marcos 1 : 3 – 4, para complementar :

 

voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;

 

apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.

 

 

Lucas 1 : 76 – Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, ( o texto é sobre João Batista).

 

 

Lucas 7 : 24 – 29

 

24  Tendo-se retirado os mensageiros, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

 

25  Que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo assistem nos palácios dos reis.

 

26  Sim, que saístes a ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.

 

27  Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

 

28  E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele.

 

29  Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João;

 

 

Como é que Deus enviaria Elias ?

 

Jesus respondeu a esta pergunta em Mateus 11 : 10 ; Mateus 11 : 11 – 15 ; Mateus 17 : 11 – 13 e Lucas 7 : 24 – 27.

 

 

Mateus 11 : 10Este é de quem está escrito : Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. (Jesus estava se referindo a João Batista )..

 

 

Mateus 11 : 11 – 15

11  Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.

12  Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

13  Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.

 

14  E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir.

15  Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

 

Mateus 17 : 11 – 13

11  Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas.

 

12  Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram;

antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

 

13  Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

 

Lucas 7 : 24 – 27 :

24 – Tendo-se retirado os mensageiros, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

25 – Que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo assistem nos palácios dos reis.

26Sim, que saístes a ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.

27 – Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

 

A própria Bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, relaciona a maneira de vestir de João Batista  com Elias, em II Reis 1 : 8 , Mateus 3 : 4 e Marcos 1 : 6.

 

 

II Reis 1 : 8Eles lhe responderam: Era homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tesbita.

 

 Mateus 3 : 4 Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre.

 

Marcos 1 : 6 – As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre.

 

 Já em Lucas 1 : 17 , o anjo Gabriel diz que João Batista irá adiante, com o espírito e poder de Elias.

 

Mais tarde, Jesus, em Mateus 11 : 14 , ao falar em João Batista, diz que ele era o Elias que estava para vir.

 

Em Mateus 17 : 12 -13 , Jesus diz que Elias já veio, mas não o reconheceram, então os discípulos entenderam que ele falava de João Batista.

 

Se Elias já tinha morrido há bastante tempo, como poderia Deus dizer que AINDA o enviaria ?

 

Observação 1

Não há nada na Bíblia que diga que  Elias não morreu.

 

Apenas em II Reis  2 : 11 diz : Indo eles andando e falando ( Elias e Eliseu ), eis que um carro de fogo ,  com cavalos de fogo, os separou um ao outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

  

II Reis 2 : 11 – Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

 

 

Observação 2 :

 

Porém , Jesus DECLAROU que  João Batista era o Elias que estava para vir e os discípulos ENTENDERAM

 

Mateus 17 : 12 –13 :

 

1     Eu , porém, vos DECLARO  que ELIAS JÁ VEIO, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

 

2     Então os discípulos ENTENDERAM que LHES FALARA A RESPEITO de JOÃO BATISTA.

 

Mateus 11 : 11 – 15

11 – Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.

 12 – Desde os dias de JOÃO BATISTA até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

13- Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até JOÃO.

 

14- E SE O QUEREIS RECONHECER, ELE MESMO É ELIAS, QUE ESTAVA PARA VIR.

15 – QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

 

 

João Batista não era filho de Zacarias e Isabel ?

 

Primeiro, Deus disse que enviaria Elias e depois, através do anjo Gabriel, disse que ele viria em João Batista, com o seu espírito e poder ( João Batista estava para ser gerado )

 

e Jesus disse que João Batista era  o Elias que estava para vir.

 

 

Conclui-se, então, que Elias reencarnou ( nasceu de novo ), no corpo de João Batista.

 

 

Mateus 16 : 13Indo Jesus para as bandas de Cesaréia de Felipe, perguntou a seus discípulos : Quem diz o povo ser o Filho do homem ?

 

Mateus 16 : 14 E eles responderam : Uns dizem : João Batista ; outros Elias ; e outros , Jeremias ou algum dos profetas .

 

Todos os citados já não tinham morrido ?

Como poderiam pensar ser Jesus algum dos mencionados, a não ser que  pensassem   que  ele tivesse reencarnado como Jesus ( segundo o pensamento daquela época) ?

 

João 3 : 3 – 7

3 – A isto respondeu Jesus Em verdade , em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo , não pode ver o reino de Deus.

4 – Perguntou-lhe Nicodemos : Como pode um homem nascer de novo, sendo velho ? Pode , porventura voltar ao ventre materno segunda vez ?

5 – Respondeu Jesus : Em verdade , em verdade te digo : Quem não nascer da água e do Espírito , não pode entrar no reino de Deus.

6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito , é espírito.

7 Não te admires se eu te dizer : Importa-vos nascer de novo.

8 – O vento (espírito) sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito

 

Jesus nos disse que, para vermos o reino de Deus, precisávamos nascer de novo ( 3: 3 ) e ainda falou em água e espírito ( 3 : 5 ) , carne e espírito ( 3 : 6 ).

 

Nós somos espírito e carne e durante a gestação, nós vivemos no meio líquido  (a chamada bolsa d’água ).

 

 

 I Coríntios 15 : 35 – 44

 

35 – Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?

36 – Insensatos ! o que semeias não nasce , se primeiro não morrer;

37 – e quando semeias , não semeias o corpo que  há de ser, mas o simples grão , como de trigo, ou de qualquer outra semente.

38 – Mas , Deus lhe dá  corpo  como lhe aprouve dar, e a cada uma das sementes o seu corpo apropriado.

39 – Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.

40 – Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

41 – Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.

42 – Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

43 – Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

44 – Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

 

O nosso corpo morre , o espírito não.

Mais tarde , a nossa futura mãe engravida ( a semente ).

Deus dá a esta semente, este óvulo fecundado , o corpo apropriado e depois, nós nascemos.

 

 

O Espírito sobrevive, porque a vida espiritual é a verdadeira vida.

 

 

Gálatas 1 : 15 – Quando, porém ao que me separou antes de eu nascer……

Paulo diz que Deus o separou antes de nascer. Isto quer dizer que ele era espírito e Deus o preparou para a sua missão na Terra, de evangelização.

 

 

Jeremias 1 : 5Antes que eu te formasse no ventre materno , eu te conheci e antes que saísses da madre , te consagrei profeta às nações..

Antes de Jeremias nascer , ele, como espírito, já tinha sido consagrado como profeta por Deus.

 

Deus deseja que TODOS  os homens sejam salvos :

 

II Pedro 3 : 9 – Não retarda o SENHOR a sua promessa, como alguns a julgam demorada ;

pelo contrário , ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento.

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

 

E , nos dá a salvação , através da PRÁTICA dos seus ensinamentos , isto é, através da prática do amor :

 

Mateus 22 : 36 – 40

 36 – Mestre, qual é o grande mandamento  na lei ?

 37 – Respondeu-lhe JesusAmarás o SENHOR teu Deus de todo o teu coração , de toda a  tua alma , e de todo o teu entendimento.

38 – Este é o grande e primeiro mandamento .

39 – O segundo, semelhante a este , é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40 – Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

 

Mateus 25 : 31 – 46

 31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

32 – e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

33 – e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;

34 – então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes ;

36 – estava nu, e me vestistes ; enfermo, e me visitastes preso, e fostes ver-me.

37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38 – E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39 – E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?

40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 – Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

42 – Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 – sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.

44 – E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?

45 – Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

46 – E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

 

 

I João 3: 17 – Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?

I João 3: 18 – Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

 

Mateus 7 : 21- 23

 21 – Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 –Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

23 – Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.

 

Tiago 2 : 14 – 26

14 – Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?

 15 – Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,

16 – e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?

17 – Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.

18 – Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.

19 – Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.

20 – Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?

21 – Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?

22 – Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou,

23 – e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus.

24 Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente.

25 – De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?

26 – Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

 

 

Mas, Ele nos dá também o livre-arbítrio, para escolhermos o seu caminho :

 

Mateus 16 : 27 : Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.

 

Romanos 14 : 12 – Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

 

II Coríntios 5: 10 – Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo,

para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

 

E nos dá chances para a salvação, porque é longânimo e misericordioso :

 

Salmos 103 : 8 – 9

8 – O SENHOR é misericordioso e compassivo;

longânimo e assaz benigno.

9 – Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira.

 

 

Porém, Ele nos diz que não poderemos entrar no seu reino, enquanto não tivermos resgatado toda a nossa dívida :

 

Mateus 18 : 32 – 35

32 – Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;

33 – não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?

34 – E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.

35Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.

 

Lucas 12 : 58 – 59 :

58 – Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te para te livrares desse adversário no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te recolha à prisão.

59- Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último centavo.

 

Quanto antes nos livrarmos de nossas imperfeições, mais cedo alcançaremos o reino de Deus.

 

Mateus 11: 12 – Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Lucas 16: 16A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.

 

Romanos 12: 17 – 21

17 – Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;

18 – se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;

19 – não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.

 

20 – Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.

21 – Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

 

E, pagaremos essas dívidas, da mesma forma como as fizemos, através da reencarnação:

 

Mateus 26 : 52 : Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão.

 

Apocalipse 13 : 10 : Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.

 

A isto, chamamos de Lei de  Causa e Efeito.

 

Eis um exemplo da Lei de Causa e Efeito :

 

Elias, que matou com a espada, quando voltou como João Batista, morreu degolado por uma espada.

 

I Reis 18: 40Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou .

 

I Reis 19: 1 – Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada.

 

Mateus 14 : 10 – 11

10 – e deu ordens e decapitou a João no cárcere.

11 – Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a sua mãe.

 

Essa dívida será resgatada através das tribulações, que nos purificam :

 

Atos 14 : 22 .. fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.

 

II Tessalonicenses 1 : 4 – 5

4 – a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,

5 – sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

 

Romanos 5 : 3 – E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;

Romanos 5 : 4 – e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.

 

Romanos 8 :18 – Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

 

II Coríntios 1 : 4 – É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.

 

II Coríntios 4 : 8 – Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;

 

II Coríntios 4 : 17 – Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

II Coríntios 4 : 18 – não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

 

II Coríntios 5 : 1 – Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

II Coríntios 5 : 2 – E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

 

II Coríntios 7 : 10 – Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.

 

Hebreus 12 : 5 – e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;

Hebreus 12 : 6 – porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.

Hebreus 12 : 7 – É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?

 

Hebreus 12 :10 – Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.

Hebreus 12 : 11 – Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.

 

Tiago 1 : 2 – Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,

Tiago 1 : 3 – sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.

Tiago 1 : 4 – Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

 

Todas essas tribulações requerem o nosso esforço, para continuarmos no caminho de Deus :

 

 Mateus 11 : 1 – Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

 

Mas, este esforço, vai se tornando menor, à medida que nos entregarmos mais a Cristo, praticando os seus ensinamentos :

 

II Coríntios 5 : 17 : E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

 

Romanos 12 : 2 : E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de  Deus.

 

Seguindo e praticando os ensinamentos de Jesus, estaremos fazendo a nossa reforma íntima e renovando a nossa mente, e, em conseqüência, experimentando qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

 

O próximo Post será sobre o tema Simples e Ignorantes.

Justiça das Aflições

28 out

Justiça das Aflições

Muitas pessoas se perguntam por que há tanto sofrimento no mundo ? Por que Deus permite este sofrimento ?

E, muitas destas pessoas, acabam se tornando céticas, por não encontrarem respostas para tais perguntas.

A Doutrina Espírita nos dá estas respostas, usando a razão, junto com os ensinamentos de Jesus.

Encontramos ensinamentos em todos as obras da Codificação Espírita, e, atualmente também , em muitas obras da literatura espírita, que  as tem complementado.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos  Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade

– segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por – Allan Kardec.

O LIVRO DOS MÉDIUNS – Espiritismo Experimental Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem  encontrar na prática do Espiritismo.

O CÉU E O INFERNO  ou A Justiça Divina segundo o EspiritismoExame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte

A GÊNESE – Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo –  A Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.

 EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOCom a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.- por Allan Kardec.

Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. V – Bem-aventurados os aflitos, os Espíritos, nos explicam o porquê destes sofrimentos.

1. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

2. Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. – Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. ( LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. – Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. – Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

 

Justiça das aflições

3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo.

Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito.

Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir?

Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus.

Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se.

Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

 

Hebreus 1 : 14 – Não são todos eles ESPÍRITOS ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Hebreus 2 : 1 – Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

 

Causas atuais das aflições

4. As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou se quisermos, tem duas origens bem diferentes, que importa distinguir.

Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e da conduta daqueles que os sofrem.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração;

depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo?

O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.

Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.

5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo â sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem.

Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto.

Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis.

Mateus 16 : 27 : então retribuirá a cada um conforme as suas obras.

Romanos 14 : 12 – cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

II Coríntios 5 : 10 Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo,

para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal.

Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.

Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal.

Põe-se então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz: “Perdi a minha vida”.

 

Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

Causas anteriores das aflições

6. Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade.

Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência;

os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.

Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública.

Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?

Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos?

Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra.

Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro uma recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa , tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa.

Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente.

Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal;

se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra.

É uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.

O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas.

A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado.

O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: ‘Perdoa-me, Senhor, porque pequei.

7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros.

Se foi duro e desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.

Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente.

Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.

Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.

8. As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa.

Os Espíritos penitentes, porém, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de proceder melhor, esses as escolhem livremente. Tal o caso de um que, havendo desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomeçar, para não perder o fruto de seu trabalho

As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam.

Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta.


9. Não se deve crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo, denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.

Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação.

 

Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado.

Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta.

Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar.

Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus.

Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.

10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos.

São como os passageiros de um navio tomado pela peste, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgados.

Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se livram , pouco a pouco, de suas imperfeições.

As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas.

Como expiações, elas apagam as faltas e purificam.

São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.

Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura.

Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.

Atos 14 : 22 –  .. fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus

 

II Tessalonicenses 1 : 4 – 5 :

4 – a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,

5 – sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;

 

I Pedro 5 : 10 – depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

Romanos 8 : 18Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

II Coríntios 4 : 17 – 18

17 – Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Hebreus 12 :10 – 11

10 – Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.

11Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
Tiago 1 : 2 – 4 –

2 – Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,

3sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.

4Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.


 

Em O Evangelho segundo o Espiritismo – Cap. VIII –Bem-aventurados os puros de coração, Allan Kardec nos diz:


21. NOTA. Quando uma aflição não é conseqüência dos atos da vida presente, é necessário buscar a causa numa vida anterior.

Tudo aquilo a que se dá o nome de caprichos da sorte mais não é do que efeito da justiça de Deus, que não inflige punições arbitrárias pois quer que a pena esteja sempre em correlação com a falta.

Se, por sua bondade, lançou um véu sobre os nossos atos passados, por outro lado nos aponta o caminho, dizendo: ‘”Quem matou à espada , pela espada perecerá”, palavras que se podem traduzir assim: “A criatura é sempre punida por aquilo em que pecou.”

Se, portanto, alguém sofre o tormento da perda da vista, é que esta lhe foi causa de queda. Talvez tenha sido também causa de que outro perdesse a vista; de que alguém haja perdido a vista em conseqüência do excesso de trabalho que aquele lhe impôs, ou de maus-tratos, de falta de cuidados, etc. Nesse caso, passa ele pela pena de talião.

É possível que ele próprio, tomado de arrependimento, haja escolhido essa expiação, aplicando a si estas palavras de Jesus: “Se o teu olho for motivo de escândalo, arranca-o.”

No próximo Post colocarei um estudo que fiz sobre a Reencarnação na Bíblia.

Pluralidade das Existências

28 out

Pluralidade das Existências

 

A Bíblia em várias passagens, nos deixa claro que Deus quer a salvação de todos, isto é, que todos se arrependam e cheguem ao pleno conhecimento da verdade, como está escrito em I Timóteo 2 : 4 .

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

Mas, o que isto quer dizer ?

Não basta, apenas, dizer que estamos arrependidos, mas que temos que mudar a nossa maneira de viver, fazer a nossa Reforma Íntima.

 

II Coríntios 5 : 17 –  E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura;

as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas

 

 Romanos 12 : 2 – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de  Deus.

 

E como é que isto acontece ?

Como disse Jesus : conhecendo a verdade, e que ela nos libertará.

 

João 8 : 31 – 32 – Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;  

e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

 

Já demonstrei em outros Posts que a Reencarnação é um fato, e que está na Bíblia .

Algumas vezes está camuflada com outras palavras, mas, em outras vezes, está de maneira evidente, como em Mateus 17 : 12 – 13, onde os discípulos de Jesus entenderam, quando Jesus disse que João Batista era Elias.

 

Mateus 17 : 12 – 13Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles.

Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

 

Allan Kardec em O Livro dos Espíritos – Cap. VConsiderações sobre a Pluralidade das Existências , nos explica filosoficamente, sobre esta pluralidade das nossas existências.

 

222 O dogma da reencarnação, dizem algumas pessoas, não é novo; foi tomado de Pitágoras. Nós nunca dissemos que a Doutrina Espírita é invenção moderna. Os fatos espíritas, o Espiritismo, sendo uma lei da natureza, deve existir desde a origem dos tempos, e sempre nos esforçamos para provar que se encontram traços dele desde a mais alta Antiguidade.

Pitágoras, como se sabe, não é o autor da metempsicose ele a tomou dos filósofos indianos e egípcios, que a conheciam desde tempos imemoriais.

 

A idéia da transmigração das almas era uma crença comum, admitida pelos homens mais eminentes. Por qual meio chegou até eles? Foi por revelação ou por intuição? Não sabemos.

Mas, seja como for, uma idéia não atravessa os tempos e não é aceita por inteligências de elite se não tiver algo de sério. A antiguidade dessa doutrina seria mais uma prova a seu favor do que uma objeção.

 

Todavia, entre a metempsicose dos antigos e a doutrina moderna da reencarnação há, como se sabe, uma grande diferença que os Espíritos rejeitam de maneira mais absoluta. É a da transmigração da alma do homem para os animais e vice-versa.

 

Os Espíritos, ao ensinarem o dogma da pluralidade das existências corporais, renovam, portanto, uma doutrina proveniente das primeiras idades do mundo e que se conservou até nossos dias no pensamento íntimo de muitas pessoas.

Os Espíritos apenas a apresentam sob um ponto de vista racional, mais de acordo com as leis progressivas da natureza e mais em harmonia com a sabedoria do Criador, livre de todos os acessórios da superstição.

 

Uma circunstância digna de nota é que não foi apenas neste livro que os Espíritos a ensinaram nos últimos tempos: já antes da sua publicação, numerosas comunicações semelhantes haviam sido obtidas em diversos países e depois se multiplicaram de forma extraordinária.

Seria talvez o caso de examinarmos aqui as razões por que todos os Espíritos não parecem estar de acordo sobre esta questão. Mais à frente voltaremos a esse assunto.

 

Examinemos a questão sob outro ponto de vista e façamos uma separação, deixando de lado toda intervenção dos Espíritos por enquanto. Suponhamos que esta teoria não foi dada por eles, e que até mesmo nunca se abordou esta questão com os Espíritos.

Coloquemo-nos, momentaneamente, num terreno neutro, admitindo o mesmo grau de probabilidade para uma e outra hipótese, isto é, a pluralidade e a unicidade das existências corporais. Vejamos para qual lado nos guiará o nosso interesse e a razão.

 

Certas pessoas rejeitam a idéia da reencarnação pelo único motivo de que ela não lhes convém, dizendo ser-lhes suficiente uma só existência e que não gostariam de recomeçar outra parecida.

Reconhecemos que o simples pensamento de reaparecer na Terra as faz pular de furor. É compreensível que o simples pensamento de terem de reaparecer na Terra as faça ficar furiosas.

 

Mas a estes convém apenas lembrar se acaso Deus, para reger o universo, tenha que pedir-lhes conselho ou consultar seus gostos.

 

Portanto, de duas coisas, uma: ou a reencarnação existe ou não existe. Se existe, embora as contrarie, será preciso enfrentá-la sem que Deus lhes peça permissão para isso.

 

Essas pessoas parecem-se com um doente que diz: “Sofri o bastante por hoje, não quero mais sofrer amanhã”. Mas, apesar de seu mau humor, não terá, por isso, que sofrer menos amanhã e nos dias seguintes, até que esteja curado.

Portanto, se tiverem de viver de novo, corporalmente, reviverão, reencarnarão. Protestarão inutilmente, como a criança que não quer ir à escola ou o condenado, para a prisão. Será preciso que passem por isso. Objeções semelhantes são muito ingênuas para merecer um exame mais sério.

 

Diremos, entretanto, para tranqüilizá-las, que o que a Doutrina Espírita ensina sobre a reencarnação não é tão terrível quanto lhes parece;

se a estudassem a fundo, não ficariam tão assustadas, saberiam que a condição dessa nova existência depende delas;

serão felizes ou infelizes de acordo com o que tiverem feito aqui na Terra e podem, a partir dessa vida, se elevar tão alto que não temerão mais a queda no lodaçal.

 

II Coríntios 5 : 10 – Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

 

Supomos falar a pessoas que acreditem num futuro qualquer depois da morte e não àquelas que tomam o nada por perspectiva ou que querem fazer desaparecer sua alma num todo universal, sem individualidade, exatamente como as gotas de chuva somem no oceano.

 

Se, portanto, acreditais num futuro qualquer, não admitireis, sem dúvida, que seja o mesmo para todos, porque, senão, onde estaria a utilidade do bem? Por que se reprimir? Por que não satisfazer a todas as paixões, todos os desejos, mesmo à custa dos outros, uma vez que por isso não se ficaria nem melhor nem pior?

 

Credes, ao contrário disso, que esse futuro será mais ou menos feliz ou infeliz, de acordo com o que tivermos feito durante a vida? Tendes a esperança de que seja tão feliz quanto possível, uma vez que é pela eternidade?

 

Teríeis, por acaso, a pretensão de vos considerar um dentre os homens mais perfeitos que já existiram sobre a Terra e de ter, assim, o direito de alcançar imediatamente a felicidade suprema dos eleitos?

 

Não. Admitis que existem homens com valores maiores do que os vossos e que têm o direito a um lugar melhor, sem que com isso estejais entre os condenados.

 

Pois bem! Colocai-vos mentalmente por um instante nessa situação intermediária que seria a vossa, como acabastes de reconhecer, e imaginai que alguém venha vos dizer: “Sofreis, não sois tão felizes quanto poderíeis ser, enquanto tendes diante de vós seres que desfrutam de uma felicidade perfeita; quereis mudar vossa posição com a deles?”

 

Sem dúvida, direis: “Que é preciso fazer?” “Muito pouco, muito simples.

Recomeçar o que fizestes mal e procurar fazê-lo melhor”. Hesitaríeis em aceitar esta proposta mesmo a preço de muitas existências de provações?

 

Façamos outra comparação simples. Se viessem dizer a um homem que, embora não estando entre os últimos dos miseráveis, sofresse privações pela escassez de seus recursos: “Eis ali uma imensa fortuna, podeis dela desfrutar, sendo preciso para isso trabalhar arduamente durante um minuto”.

Mesmo o mais preguiçoso da Terra diria sem hesitar: “Trabalharei um minuto, dois, uma hora ou um dia se for preciso; que importa isso, se vou terminar minha vida na abundância?”

 

Portanto, o que é a duração da vida corpórea perante a eternidade? Menos de um minuto, menos de um segundo.

Salmos 90 : 1-4

1 – Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.

2 – Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.

3 – Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens.

4 – Pois mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.

 

II Pedro 3 : 8 – 9

8 – Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia.

9 – Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

 

Temos visto algumas pessoas raciocinarem deste modo: Deus, que é soberanamente bom, não pode impor ao homem recomeçar uma série de misérias e dificuldades.

Por acaso, consideram essas pessoas que há em Deus mais justiça e bondade quando condena o homem a um sofrimento perpétuo, por alguns momentos de erro, do que quando lhe dá os meios de reparar suas faltas?

 

Dois industriais tinham, cada um, um operário que podia aspirar a tornar-se sócio da empresa. Aconteceu que esses dois trabalhadores empregaram certa vez muito mal o dia de trabalho e mereciam ambos ser despedidos. Um dos patrões despediu o operário, apesar de suas súplicas, e este, não tendo mais encontrado trabalho, morreu na miséria.

 

O outro disse ao seu empregado: “Perdeste um dia de serviço, tu me deves um outro como recompensa. Fizeste mal o teu trabalho, me deves a reparação;

eu te permito recomeçar, trata de o fazer bem e eu te conservarei, e poderás sempre aspirar à posição superior que te prometi”.

É necessário perguntar qual dos dois patrões foi o mais humano?

 

Mateus 18 : 21 – 22 – Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

 

Deus, que é a própria clemência, seria mais impiedoso do que um homem?

 

O pensamento de que nosso destino está fixado para sempre em razão de alguns anos de provação, até mesmo quando não tenha dependido de nós alcançar a perfeição na Terra, tem algo de desanimador, enquanto a idéia oposta é eminentemente consoladora, porque nos dá a esperança.

 

Desse modo, sem nos pronunciarmos a favor ou contra a pluralidade das existências, sem dar preferência a uma hipótese ou outra, diremos que, se fosse dado ao homem o direito de escolha, não haveria ninguém que preferisse um julgamento sem apelação.

Um filósofo disse que se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo para a felicidade dos seres humanos. O mesmo se pode dizer da pluralidade das existências.

 

Mas, como já ficou dito, Deus não pede nossa permissão; não consulta nossa vontade. Ou isto é, ou não é.

 

Vejamos de que lado estão as probabilidades e tomemos a questão sob um outro ponto de vista, deixando outra vez de lado o ensinamento dos Espíritos para analisá-la, unicamente, como estudo filosófico.

 

Se não existe reencarnação, não há senão uma existência corporal; isso é evidente.

Se nossa existência corporal atual é a única, a alma de cada homem é criada no momento do seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma e, nesse caso, se perguntará qual foi o estado da alma antes de seu nascimento e se esse estado não constituía, por si só, uma existência sob uma forma qualquer.

 

Não há meio-termo possível: ou a alma existia ou não existia antes do corpo.

Se existia, qual era sua situação? Ela tinha ou não consciência de si mesma? Se não tinha, é como se não existisse. Se tinha individualidade, era progressiva ou estacionária? Tanto num caso como no outro, em que grau se achava ao tomar o corpo?

 

Jeremias 1 : 5Antes que eu te formasse no ventre materno , eu te conheci e antes que saísses da madre , te consagrei profeta às nações.

 

Gálatas 1 : 15 – Quando, porém ao que me separou antes de eu nascer……

 

Ao admitir, de acordo com a crença popular, que a alma nasce com o corpo, ou, o que vem a dar no mesmo, que antes de sua encarnação tinha apenas qualidades negativas, fazemos as seguintes questões:

 

1 – Por que a alma mostra aptidões tão diversas e independentes das idéias adquiridas pela educação ?

 

2 – De onde vem a aptidão extranormal que muitas crianças em tenra idade revelam, para determinada arte ou ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda ?

 

3 – De onde, vem em uns, as idéias inatas ou intuitivas que não existem em outros.

 

4 – De onde vêm, em algumas crianças, esses instintos precoces de vícios ou de virtudes, esses sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, que contrastam com o meio em que nasceram?

 

5 – Por que certos homens, independentemente da educação, são mais avançados que outros?

 

6 – Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes uma criança hotentote,recém-nascida e a educardes nas escolas mais renomadas, fareis dela algum dia um Laplace ou um Newton ?

 

Hotentote: natural ou habitante da Hotentótia, África; raça negra, primitiva (1857)  

Laplace: Pierre Simon Laplace, astrônomo, físico e matemático francês, viveu de 1749 a 1827

Newton: Isaac Newton, cientista inglês. Viveu de 1642 a 1727

 

Perguntamos: qual é a filosofia ou a teosofia que pode resolver esses problemas?

Ou as almas são iguais no seu nascimento, ou são desiguais, não há a menor dúvida disso.

Se são iguais, por que são tão diversas as suas aptidões? Dirão que isso depende do organismo.

 

Nesse caso, então seria a mais monstruosa e mais imoral das doutrinas.

O homem seria apenas uma máquina, o joguete da matéria, e assim não teria mais as responsabilidades por seus atos, pois poderia atribuir tudo às suas imperfeições físicas.

 

Se são desiguais as almas, é porque Deus as criou assim; mas, então, por que essa superioridade inata concedida a alguns?

Estará essa parcialidade, esse favorecimento de acordo com a Sua justiça e com o amor igual que dedica a todas as criaturas?

 

Admitamos, ao contrário, uma sucessão de existências anteriores progressivas para cada alma e tudo estará claramente explicado.

 

Os homens trazem ao nascer a intuição do que adquiriram em vidas anteriores;

são mais ou menos avançados de acordo com o número de existências por que passaram, conforme estejam mais ou menos distantes do ponto de partida, exatamente como numa reunião de indivíduos de todas as idades, em que cada um terá um desenvolvimento proporcional ao número de anos que tiver vivido.

 

As existências sucessivas serão, para a vida da alma, o que os anos são para a vida do corpo.

 

Reuni de uma vez mil indivíduos, de um a oitenta anos.

Imaginai que um véu seja lançado sobre todos os dias que ficaram para trás, e que, em vossa ignorância, os acreditais nascidos todos no mesmo dia: perguntareis naturalmente como uns podem ser grandes e outros pequenos, uns velhos e outros jovens, uns instruídos e outros ainda ignorantes.

Mas se o véu que esconde o passado se dissipar, se chegardes a saber que todos viveram um tempo mais ou menos longo, tudo se explicará.

 

Deus, em Sua justiça, não podia ter criado almas mais perfeitas e outras menos perfeitas;

mas, com a pluralidade das existências, a desigualdade, as diferenças e divergências da vida não tem nada contrário à mais rigorosa justiça: pois vemos apenas o presente, não o passado.

 

Este raciocínio se baseia em algum sistema ou é uma suposição gratuita?

Não. Partimos de um fato patente, incontestável: a desigualdade das qualidades, das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral, e verificamos que esse fato é inexplicável por todas as teorias correntes;

enquanto a explicação é simples, natural e lógica por uma outra teoria. É racional preferir as que não explicam àquela que explica?

 

Em relação à sexta questão, sem dúvida se dirá que o hotentote é de uma raça inferior. Então perguntaremos se o hotentote é ou não é um homem.

Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdados de privilégios concedidos à raça caucásica ? Se não é um homem, por que procurar fazê-lo cristão?

 

A Doutrina Espírita é mais ampla que tudo isso;

para ela não há diversas espécies de homens, há apenas homens cujos Espíritos estão mais ou menos atrasados, todos, porém, suscetíveis de progredir.

Não está, este princípio, mais de acordo com a justiça de Deus?

 

I Timóteo 2 : 4o qual deseja que TODOS os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

 

Acabamos de avaliar as condições da alma quanto ao passado e ao presente. Se nós a considerarmos numa projeção quanto ao seu futuro, encontraremos as mesmas dificuldades.

 

Há alguma doutrina capaz de esclarecer essas questões?

 

1Se nossa existência atual é única, deve decidir a nossa destinação vindoura. Qual é, então, na vida futura, a posição respectiva do selvagem e do homem civilizado? Estarão no mesmo plano ou estarão distanciados em relação à felicidade eterna?

 

2 – O homem que trabalhou durante toda a vida para se aperfeiçoar estará na mesma posição daquele que permaneceu inferior, não por sua culpa, mas porque não teve tempo nem oportunidade de se aperfeiçoar?

 

3 – O homem que praticou o mal, porque não pôde se esclarecer, será culpado por um estado de coisas que não dependeram dele?

 

4 – Trabalha-se para esclarecer os homens, para moralizá-los, civilizá-los; mas, para cada um que se esclareça, há milhões de outros que morrem a cada dia antes que a luz chegue até eles.

Qual será o fim deles? Serão tratados como condenados? Se não forem, o que fizeram para merecer estar na mesma posição que os outros?

 

5 – Qual é o destino das crianças que morrem em tenra idade e que não puderam, por isso, fazer o bem nem o mal?

Se ficarem entre os eleitos, por que esse favorecimento, sem terem feito nada para merecê-lo?

Por qual privilégio se livraram das dificuldades da vida?

 

Admiti as existências consecutivas e tudo estará explicado de acordo com a justiça de Deus.

 

O que não puder ser feito numa existência se fará em outra. É assim que ninguém escapa à lei do progresso.

 

Cada um será recompensado de acordo com seu mérito real e ninguém é excluído da felicidade suprema, a que pode pretender, sejam quais forem os obstáculos que venha a encontrar no caminho.

 

Essas questões poderiam ser multiplicadas ao infinito, porque são inúmeros os problemas psicológicos e morais que só encontram solução na pluralidade das existências. Limitamo-nos apenas à observação dos mais comuns.

 

Poderão também dizer que a doutrina da reencarnação não é admitida pela Igreja, porque ela seria a subversão da religião. Nosso objetivo não é tratar dessa questão neste momento;

basta-nos ter demonstrado que a reencarnação é eminentemente moral e racional. Portanto, o que é moral e racional não pode ser contrário a uma religião que proclama ser Deus a bondade e a razão por excelência.

 

Que teria sido da religião se, contra a opinião universal e a comprovação da ciência, se houvesse posicionado contra a evidência e tivesse expulsado de seu seio todos os que não acreditassem no movimento do Sol ou nos seis dias da criação?

Que crédito mereceria e que autoridade teria, entre os povos mais esclarecidos, uma religião fundada em erros notórios que fossem impostos como artigos de fé?

 

Quando a evidência foi comprovada, a Igreja se colocou sabiamente ao lado do que era evidente. Se está provado que existem coisas impossíveis sem a reencarnação e que certos pontos do dogma somente podem ser explicados por ela, é preciso admitir e reconhecer que a discordância entre essa doutrina e os dogmas é apenas aparente.

 

Mais adiante mostraremos que a religião está menos distanciada do que se pensa da doutrina das vidas sucessivas e que se a aceitasse não sofreria maiores danos do que já sofreu com a descoberta do movimento da Terra e dos períodos geológicos que, à primeira vista, pareceram desmentir os textos bíblicos.

 

O princípio da reencarnação ressalta, aliás, em muitas passagens das Escrituras, e se encontra notavelmente formulado de maneira clara e inequívoca no Evangelho:

 

“Quando desciam do monte (após a transfiguração), Jesus lhes ordenou: ‘Não faleis a ninguém o que acabastes de ver, até que o filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos’.

Seus discípulos o interrogaram, então, dizendo: ‘Por que os escribas dizem que é preciso que Elias venha primeiro?’

Mas Jesus lhes respondeu: ‘É verdade que Elias deve vir e que restabelecerá todas as coisas. Mas eu vos declaro que Elias já veio, e eles não o conheceram, mas o fizeram sofrer como quiseram. É assim que farão morrer o filho do homem.’

Então seus discípulos entenderam que era de João Batista que ele lhes falava (Mateus, cap. 17).

 

Uma vez que João Batista era Elias, deve ter ocorrido a reencarnação do Espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista.

 

Qualquer que seja, enfim, a opinião que se tenha da reencarnação, quer a aceitemos ou não, todos teremos de passar por ela, caso ela exista, apesar de toda crença contrária.

 

O ponto essencial é que o ensinamento dos Espíritos é eminentemente cristão.

Apóia-se na imortalidade da alma, nas penas e recompensas futuras, na justiça de Deus, no livre-arbítrio do homem, na moral do Cristo e, portanto, não é anti-religioso.

 

Até agora argumentamos, como dissemos, pondo de lado todo ensinamento espírita que, para algumas pessoas, não tem autoridade. Se nós, assim como muitos outros, adotamos a opinião da pluralidade das existências, não é apenas porque o ensinamento tenha vindo dos Espíritos.

É porque esta Doutrina nos pareceu a mais lógica e porque só ela resolve questões até então insolúveis.

 

Mesmo se fosse da autoria de um simples mortal, nós a teríamos igualmente adotado e não hesitaríamos nem mais um segundo em renunciar às nossas próprias idéias.

No momento em que um erro é demonstrado, o amor-próprio tem mais a perder do que a ganhar ao se manter teimosamente numa idéia falsa.

 

Da mesma forma, nós a teríamos rejeitado, mesmo que tivesse vindo dos Espíritos, se nos parecesse contrária à razão, assim como negamos muitas outras;

porque sabemos, por experiência, que não devemos aceitar cegamente tudo o que vem da parte deles, da mesma maneira que não se deve aceitar tudo que vem da parte dos homens.

 

A maior distinção, o primeiro título, que para nós recomenda a idéia da reencarnação, antes de tudo, é o de ser lógica.

 

Mas existe uma outra, que é o de ser confirmada pelos fatos: fatos positivos e, por assim dizer, materiais, que um estudo atento e racional pode revelar a qualquer um que se dê ao trabalho de observar com paciência e perseverança, diante dos quais não pairam mais dúvidas.

Quando esses fatos se popularizarem, como os da formação e do movimento da Terra, será preciso render-se à evidência e os opositores terão gasto em vão os argumentos contrários.

 

Reconheçamos, em resumo, que a doutrina da pluralidade das existências é a única que explica o que, sem ela, é inexplicável.

 

Que é eminentemente consoladora e está em harmonia com a mais rigorosa justiça e é, para o homem, a âncora de salvação que Deus lhe deu na Sua misericórdia.

 

Até mesmo as palavras de Jesus não podem deixar dúvida sobre este assunto. Eis o que é dito no Evangelho de João, cap. 3:

 

3 – Jesus, respondendo a Nicodemos, disse: Em verdade, em verdade te digo que se um homem não nasce de novo, não pode ver o reino de Deus”.

 

4 – Nicodemos lhe disse: “Como um homem pode nascer sendo já velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe e nascer uma segunda vez?

 

 5 – Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo que se um homem não renascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é Espírito.

Não te espantes com o que te disse: Necessário vos é nascer de novo”.

 

 

O próximo Post será sobre a Justiça das  Aflições.